domingo, 30 de novembro de 2008

"O Arquipélago da Eficácia"

Será que quando um anúncio é vítima de um "spoof", é sinónimo ou símbolo da sua eficácia?

Na minha opinião, é apenas a prova de que os autores da rábula em questão consideram estes exemplos suficientemente reconhecíveis pelo público ao ponto de serem facilmente identificados sem necessidade de divulgar o produto em questão... Se isto não é eficácia dos anúncios em questão...


Com os agradecimentos do Pingo Doce; OK Teleseguro; Vodafone e da Leopoldina!!



NOTA: O anúncio original da obra "O Arquipélago da Insónia" de António Lobo Antunes encontra-se em baixo.. não apenas para comparação da magnífica prestação de Eduardo Madeira, mas porque vale mesmo a pena.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

publicidade enganosa


Não, é verdade que existem descontos até 80%. É verdade que começa já amanhã na Fundição de Oeiras. Mas o que não é verdade é que se encontre por lá miúdas deste calibre de tanga. Por isso, se forem à procura de um trapinho, não esperem ver muito mais.

Como diria a minha professora Vera Nobre da Costa, "há duas maneiras de fazer publicidade: com impacto ou através da repetição." (se não era isto, estava lá perto) O mesmo é dizer, com criatividade ou com muito dinheiro. 

Digam lá se isto não tem impacto? 

terça-feira, 25 de novembro de 2008

grande choco

Como foi noticiado na altura por aqui e por , o Vitória Futebol Clube, clube pelo qual nutro particular afecto, está (ou melhor, estava) à procura de uma nova mascote. Numa atitude que revela um profissionalismo digno dos maiores clubes Europeus, contrataram, ao abrigo de uma parceria com a Cabovisão, patrocinador do clube, uma agência credível para apresentar propostas.

Seguiu-se o anúncio e a votação aberta aos sócios sadinos através da página oficial do clube. Em pouco tempo oVFC recebeu cerca de 30 mil votos, o que para um clube com pouco mais de 19 mil sócios, grande parte deles com mais de 50 anos e pouco dados a tecnologias, levantou dúvidas sobre a seriedade da votação. Ainda por cima colocava o cefalópodes na frente.

O nome estava escolhido (Bonfim - original, uma vez que é também o nome do estádio local) e as sugestões foram as seguintes (legenda, para quem tem dificuldades em perceber do que se trata - golfinho (ou Roaz-Corvineiro), choco (típico na região e animal de vários tentáculos) e bola gigante: 

                    



Estas propostas geraram acesas criticas dos sócios do clube, pela qualidade e mau gosto. Pessoalmente, também acho as propostas fraquinhas (mesmo sabendo que se dirigem a um público mais infantil) e tenho dificuldades em associá-las a uma agência como a Ogilvy. Mais, qualquer estudo no terreno, mostraria que os Setubalenses gostam pouco de ser associados a choco frrito (tal como a carrapau ou sarrdinhas). É quase uma piada de mau gosto, mesmo a pedir chacota. Mais estranho, foi a Direcção do Clube aprovar um choco entre as três escolhas.

Não me pagam para isto, mas gostava de propor mais algumas sugestões:

O Super Queijo de Azeitão
O incrível pote de mel da Arrábida
A ostra verde do Sado
...

O inquérito foi entretanto retirado do site e a Direcção do Clube publicou uma nota a dizer que afinal iriam manter a mascote anterior, o já saudoso Sadinho (também ele um golfinho - ou Roaz-corvineiro).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

chinese democracy


Dezassete anos depois do último álbum de originais, os Guns N' Roses editaram, ontem, "Chinese Democracy". Este álbum teve um "parto difícil", mais concretamente de 14 anos, durante os quais saíram todos os elementos da banda excepto Axel Rose, o vocalista do grupo.

A confiança na edição deste álbum era tanta (ou tão pouca), que, em Março, a empresa de bebidas Dr Pepper, prometeu oferecer um refrigerante a cada Americano (excepto os anteriores guitarristas da banda Slash e Buckethead), caso o álbum visse a luz (do laser do leitor de CD's), ainda em 2008. Exactamente, qualquer coisa como 305 milhões de latas de sumo à borla! Agora que o álbum saiu, restou a Dr Pepper cumprir com o prometido, através de um sistema de cupões entregues via site.

Esta, entre outras acções, fazia parte de uma estratégia planeada pela agência da Dr Pepper e dos Guns N' Roses, que, por acaso, é a mesma.

Por enquanto, a estratégia está a funcionar e o lançamento a ser um sucesso.

verdadeiro serviço público

A comunicação e a publicidade devem andar sempre de braço dado. Devem estar integradas. É o que dizem as regras e o que deve fazer qualquer empresa ou organização que se preze e que queira obter resultados.

No entanto, em certas causas, claramente a comunicação deve ser a escolha. Razão? Credibilidade!

Ontem, a SIC, na fantástica linha de reportagem e investigação que define o bom jornalismo da estação e que foi hoje mesmo merecedor de várias distinções da UNESCO, fez aquilo que defino como verdadeiro serviço público. Se tiverem tempo, vejam porquê.

Cerca de 30 minutos de uma intensa reportagem, repleta de relatos impressionantes na primeira pessoa, devem ter feito mais pela redução da sinistralidade rodoviária do que qualquer campanha feita pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) ou MAI. Inclusive do que esta que deu muito que falar, mas pelos motivos errados.



Se alguém medir o impacto destas campanhas, seria interessante ver se a minha teoria se confirma. Mas provavelmente nunca o vamos saber.

PS 1: Ao escrever este post tentei encontrar a campanha, da BBDO para a Galp e MAI, que tantas críticas gerou na imprensa e na blogosfera, em 2006. Espantem-se os mais incrédulos porque ela simplesmente desapareceu do youtube, sapo, briefing, MAI e Galp, e com ela todos os links ficaram sem efeito. Interessante, hein?

PS2: Infelizmente, a SIC continua a não disponibilizar os seus conteúdos em sites de partilha de vídeos como o Youtube (família Superstar não conta como conteúdos). Mesmo no seu site demoram a ficar disponíveis. Isto, claramente, não ajuda a que mais pessoas possam assistir a estas reportagens.

domingo, 23 de novembro de 2008

buzzófias apoia obama (#2)

Não querendo "fechar" a discussão em torno de alguns blogs, considero este comentário, tal como outros anteriormente feitos, merecedor de um esclarecimento.

Mas antes da resposta propriamente dita, permitam-me um apontamento. Luís Paixão Martins, LPM no mundo da comunicação, é, provavelmente e sem grandes margens para dúvidas, quem mais sabe disto em Portugal. Outros haverá que se colocam em bicos de pés, mas pela experiência e resultados alcançados, lidera destacado o mercado. Quando alguém assim nos coloca entre as suas referências é bom. Quando alguém com esta importância nos cita, é ainda melhor. Isto, claro, sem desprimor para qualquer das outras citações que já nos fizeram, igualmente importantes. Sei que os referidos nos compreendem e, quiçá, concordam.

Posto isto, gostaria de dizer o seguinte. A análise de LPM é correctíssima, e por isso, se, em algum momento no post que assinei em nome da equipa, pareceu estarmos a vangloriar a Grande Nação Americana ou o seu complexo sistema democrático, peço desculpas aos nossos leitores porque de facto não era a nossa intenção.

A América está longe de ser uma sociedade perfeita, mas acredito que agora está bastante melhor. É bom ter sonhos e ainda melhor ver que tudo é possível num país tão desigual como aquele. Com Obama, o American Dream parece ter-se reacendido... pelo menos até falir outro banco.

A questão que colocámos tem que ver com transparência (eu sei que isto vindo de alguém que assina com iniciais não deixa de ter a sua piada). Aqui ao lado, em Espanha para quem tem menor destreza geográfica, é clara a ideologia política dos principais periódicos - ABC, El Mundo ou El Pais, por exemplo. Tão clara, que é possível um leitor do El Mundo ter de vir a Portugal para descobrir as suspeitas sobre a orientação sexual de Mariano Rajoy, líder do PP Espanhol. 

Além disso, não foram apenas jornais Americanos a endossar Obama. O Financial Times, jornal económico inglês, também o apoiou. Mais uma vez, transparência fundamentada. 

De volta à plebe, deixo umas perguntas que, quanto a mim, não reflectem uma imprensa tão centrípeta quanto as campanhas nacionais.

Quando o Expresso, em plena campanha presidencial, faz capa com uma fotografia de Mário Soares débil, a sair amparado do interior de uma carruagem, o seu Director não sabe o impacto que essa escolha terá? Não será esta uma forma de “não apoio” dissimulada?

Quando em vésperas das mesmas eleições a SIC entrevista Mário Soares, em cenários absurdamente barulhentos, tornando quase imperceptível as suas palavras, terá sido apenas coincidência?

Não quero com isto estar a questionar intenções, nem as orientações políticas de uns e de outros, mas se elas fossem claras não o faria certamente! Pura e simplesmente já saberia à partida quais seriam e daí faria as minhas escolhas. 

O Independente, nos seus melhores tempos, aqueles onde, aparentemente, a redacção andava a toque de estimulantes, álcool e outros comprimidos, não era assumidamente um jornal de direita? Ainda assim não deixava de ter leitores de todas as facções, nem que fosse "só para dizer mal", como se faz tão bem por cá.

Será que em Portugal já não há jornais "amigos" de determinada força política ou Governo - nem que seja pela "cor" do seu Director?

Acredito sim, mas também que em Portugal não temos massa critica suficiente para manter financeiramente um jornal só à direita, ou apenas de esquerda. Que não temos Política nem políticos suficientemente indiferenciados. Que temos um País maioritariamente analfabeto, de costas voltadas para quase tudo o que não seja o seu umbigo (e o futebol), e que, embora tenha vivido uma das mais longas ditaduras Europeias há tão somente duas gerações, já não vota. Acredito que dificilmente este país "alimentaria" um sector bipartido já de si a viver dias muito difíceis. Acredito sim, que vivemos num País que já não acredita.

Know


Conhecer pessoas é a actividade principal de quem comunica. Conhecer os que estão ao nosso lado, os nossos opositores, os que consomem as nossas marcas e os seus concorrentes. Quem vive fechado não vai longe. O little black book of contacts é uma ferramenta essencial, o marketing pessoal fundamental. Os que não têm nem um nem outro podem ter sucesso na aldeia de onde vêm, mas no mercado são invisíveis. E dos invísiveis não reza a história.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mamá Lucchetti





quem não ouve
..é como se não soubesse


quem não vê
...é como quem não sente

Mania das grandezas?

A Livraria Byblos fechou. Nem um ano depois da inauguração, noticiada com pompa e circunstância na comunicação social, aquela que em tempos foi "a maior livraria em Portugal" fechou.

Quem tentar aceder hoje ao site da Byblos depara-se com a mensagem "Temporariamente indisponível..." e as reticências demonstram, também, a incerteza que paira sobre o futuro da empresa.

Embora os portugueses adorem recordes, pelos vistos não gostam mais do que ler ou livros. Combater com o gigante francês FNAC, não parecia tarefa fácil e nem mesmo 4 milhões de investimento, 150 mil títulos numa área de 3.300 metros quadrados, e um sofisticado sistema de identificação por radiofrequência "único no mundo", deram resultado.

Mais do que um sinal da afamada crise mundial, é assustador pensar que, nem há um ano, Américo Areal, antigo dono das edições Asa e proprietário da Byblos, anunciava previsões de facturação anual de 10 milhões de euros (?!?) e planos para expandir o negócio para o Porto, Braga e Faro. Mas afinal, com base em quê?

De louvar o empreendedorismo, a criação de emprego e o investimento na cultura. Mas e o resto? A estratégia onde é que ficou? 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mães à beira de um ataque de nervos


Se há coisa que qualquer marca que se preze deve evitar a todo o custo é enfrentar um grupo de mães em fúria. Pior se estas mães forem modernas, cool, trend setters ou early adopters e sobretudo, se tiverem algum tempo a mais.

Segundo notícia do M&P, a Johnson & Johnson colocou no ar nos EUA um anúncio da marca Motrin onde eram questionadas os reais e "cientificamente comprovados" benefícios de coisas tão diversas como Slings, marsupiais, panos, etc. Mais grave, atribuía a estas invenções - espécie de Roda moderna para mães e pais de todo o Mundo - dores nas costas e no pescoço. Claro que todos os pais sabem que andar com uma criança de 4, 6 ou 7 kgs amarrado às costas ou à barriga só faz é bem à saúde e até alivia as mazelas.

Ironias à parte, o resultado do anúncio foi um chorrilho de criticas no Twitter - outra grande invenção do Homem -, a retirada do anúncio em dois dias e um pedido de desculpas formal no site da marca. E desta forma, está encontrada a função do Twitter!

Aqui fica o anúncio da discórdia.



SQP_09


Desempregado??

REAJA!


aceda a workshops sob tutela e organização do Estado no âmbito do programa SQP_09 (Salve-se Quem Puder 2009).


opte entre carteirista de metro, gamanço aplicado em vertentes que variam do supermercado ao automóvel ou burlas dedicadas à 3ª idade (do interior às grandes urbes).


é assegurado o acompanhamento da componente psicossomática do aprendiz (mãos suadas / afrontamentos / faces rosadas / gaguez). com o apoio da Ordem dos psicólogos (os desempregados).


Exige-se conhecimento de pelo menos 1 língua estrangeira, noções básicas em microsoft office, capacidade de adaptação a ambientes estranhos e espírito de equipa.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pôr-se a jeito...

"Eu não acredito em reformas quando se está em democracia (...) não sei se não seria bom haver seis meses sem democracia" para pôr "tudo na ordem".

A frase, plena de soundbyte, podia ter sido proferida por algum líder de um Governo "democrático" da América do Sul ou do continente Africano, mas não. Os créditos são mais uma vez de Manuela Ferreira Leite, líder do PSD (relembrar esta).

Em democracia também é fundamental a existência de uma oposição forte ao poder central. Em Portugal, ultimamente, não temos assistido a grande coisa e a julgar por estas palavras sábias, não vamos ver tão cedo.

Pediram que a sra. quebrasse o silêncio, agora desesperem para que se volte a calar.

sábado, 15 de novembro de 2008

Governação 2.0


Muito falámos neste Blog das eleiçõees norte-americanas e do facto de serem as primeiras eleições onde verdadeiramente se sentiu a presença da web 2.0. De acordo com as notícias diárias que nos chegam dos Estados Unidos, a vitória de Obama vai traduzir-se também na primeira governação 2.0.

O presidente eleito já anunciou uma série de medidas que tiram o eleitarado do seu papel passivo, oferecendo-lhe poder de intervenção, dando-lhe voz. Uma das que merece destaque é a criação de uma mailing list para onde Obama enviará regularmente e-mails dando conta das suas políticas de governação. E essas missivas electrónicas visam também gerar a angariação de cada vez mais e-mails para a referida mailing list.

Porém, esta não será apenas uma comunicação de uma via. Todos os receptores dessas mensagens serão convidados a responder, a dar os seus inputs, opiniões, partilharem as suas preocupações e soluções. Num país tão grande, com 50 estados e realidades tão díspares em cada um deles, a governação Web 2.0 será sem dúvida uma forma de estar mais próximo de cada cidadão. Esta é apenas uma das acções anunciadas, pois muitas outras estão na forja: mensagem aúdio semanal no youtube, site para partilha de opiniões, etc.

Obama ainda não tomou posse, mas sem dúvida que a expectativa dos americanos e do mundo é enorme. Mais uma vez deve pelo menos tirar-se o chapéu por estar um passo mais à frente dos demais. Esperemos que este exemplo sirva para que outros o sigam, pois copiar o que é bem feito não é motivo de vergonha, antes pelo contrário.

Se há uns que tanto se orgulham da sua capacidade de inovação, com o lançamento de computadores e promoção do acesso a todos às novas tecnologias de informação, talvez seja a hora de abrirem bem os olhos e seguirem de perto este exemplo pioneiro de governação 2.0.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

PR Vs Jornalismo

Já lá vai quase um ano desde que este vídeo foi produzido para a Public Relations Society of America's National Capital Chapter's 2007 Annual Thoth Awards Gala.

... Mas continua do melhor!!!

Déjà vu?

mas mas mas?!




Será isto déjà vu, ou mais um caso de comumicação pouco criativa?

Primeiro a Packard Bell, agora a Loja mac a entrar na onda saudosista?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Helping Others Makes You Hot!

Esta história do mecenas, o filantropo, o voluntário...

Tinha de ter um uma explicação subliminarmente perversa!


Aqui deixo o insight.

O altruísmo é atraente para o sexo oposto - particularmente para o sexo feminino.
(Em alguns casos o será para o mesmo sexo - acrescento eu).

Bingo!

"This is one of the findings of a study carried out by biologists and a psychologist at The University of Nottingham. In three studies of more than 1,000 people, Dr Tim Phillips and his fellow researchers discovered that women place significantly greater importance on altruistic traits than anything else. Their findings have been published in the British Journal of Psychology."


Uma abordagem que parte directamente do estudo da área cognitiva inconsciente e reprimida (porque parece mal assumir) do ser humano.

Lá está. Verdinho e amigo porque vale bem a pena!

E as teorias Darwinistas pontuam uma vez mais (se é altruísta...imagino o quão bem tomará conta de mim e dos nossos...)



Bemvindos ao NEUROMARKETING!

....que surge agora como uma âncora científica que permite justificar estratégias e conceitos não intuitivamente acessíveis ao comum menos iluminado.

Psicólogos. Biólogos. Psicoterapeutas. Neurologistas...
E marketeers! Uma nova e bonita familia.

Finalmente os últimos percebem que não estão sozinhos no conhecimento da atitude e comportamentos humanos...e quebram a pequena redoma do seu ego. Entrando num contacto bem mais profundo com os alvos a envolver (ou abater).

Eu aprovo!

the break up

A relação está em puro desgaste...

Incompreensão.

Falta de investimento. De dedicação. De confiança.

O compromisso torna-se impossível.


One way já era...

Inspiration anyone??



A relação exige partilha.

Diálogo. Interacção.



Uma verdadeira história de amor both ways.



...the fall of advertising and the rising of PR! (Al Ries)



Do Buzzófias para o Mundo

Caros leitores,

Fomos desafiados, primeiro por Rui Calafate e depois por Rodrigo Saraiva, a revelar os nossos nomes. Embora lisonjeados pelas referências, gostaríamos de esclarecer porque não o fazemos. Outros terão as suas razões, estas são as nossas.

Vimos de diferentes agências e meios de comunicação social, com diferentes posicionamentos e diferentes agendas. O nosso blog não serve nenhuma delas. Serve única e exclusivamente o desejo dos seus autores de opinar sobre o sector. Os posts que aqui publicamos devem ser avaliados por si só, pelo seu conteúdo, independente do nome que os assina. Sem rótulos nem epítetos.

Não temos também nem uma agenda comum, nem o desejo de nos afirmarmos e muito menos o desejo de projecção dos nossos egos. Pensem no blog quase como um projecto de responsabilidade social, pro bono, dos seus autores.

Temos membros com mais de cinco anos de experiência blogosférica, pelo que estamos seguros deste formato. Aceitamos, com gosto e humildade, os conselhos de quem recentemente descobriu esta plataforma, mas conhecemos as regras do jogo - e as iniciais, se mais nada, são um excelente teaser (pelo menos é o que o nosso sitemeeter diz). Vejam-nas como heterónimos de autores anónimos, dos que melhor escreviam num tempo em que escrever era também um acto de audácia e a liberdade não incluía a expressão.

A credibilidade e reputação queremo-las para o blog, não para nós próprios. Lá chegará o seu tempo.

Obrigado,

A equipa do Buzzófias

Salve-se quem puder...

Numa altura em que todas as marcas tentam apanhar o comboio do "novo marketing" e fazer uso das redes sociais, dos blogs e do fervilhar da 2.0 para uso das suas campanhas, exposição, activação, etc...

É sempre bom lembrar que o contrário, sem que ninguém o controle, também é susceptível de acontecer.

Nos E.U.A um grupo do afamado Facebook com o sugestivo título de « Stop Playing Toyota's "Saved By Zero" Commercial », tenta acabar com o tempo de antena do novo comercial da Toyota.

A razão?
O anúncio passa vezes demais e é "irritante que se farta" (De facto, é).

O que interessa nisto?
A ideia de que a resposta do alvo, agora, é não só imediata como também organizada, urgente, e principalmente, fracturante. Não deixa também de ser curioso, que um anúncio, simples, e de gosto e qualidade questionáveis, consegue através desta polémica, atravessar fronteiras e ter eco no mundo inteiro, até aqui. A mensagem da polémica pode não favorecer a marca ou o produto,mas a exposição do mesmo, é inegável.

O artigo da Associated Press.

E o vídeo. Carreguem no play, se tiverem coragem...

domingo, 9 de novembro de 2008

bom e barato


A propósito da nova imagem da APECOM, comentada por aqui e por ali, deixo aqui três perguntas:

Pergunta inocente: qual terá sido a consultora associada a "oferecer" o bonito desenho?

Pergunta inócua: as outras "associadas" terão sido consultadas?

Pergunta inofensiva: é correcto a Associação aceitar serviços pro bono de uma associada?

Para reflectir…

sábado, 8 de novembro de 2008

Pulp fiction nacional

Podia ser uma referência política ou relacionada com o mundo do futebol, mas não. 

Arte de Roubar é o novo filme de Leonel Vieira (Zona J, A Selva, entre outros). Escrito por João Quadros (O Homem que mordeu o cão, Tubo de ensaio, etc), Roberto Santiago e o próprio Vieira - estranhamente o nome dos guionistas não surge no site nos crédito - tem todos os ingredientes para ter sucesso: elenco de luxo, sexo, sangue, rock & roll e, claro, Soraia Chaves. 

Embora seja uma produção luso-espanhola-brasileira, o filme é falado em inglês, claramente a pensar no mercado internacional.

Estreou quinta-feira e as expectativas são elevadas. 

Pelo menos o trailer promete. Depois contem-me como foi.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

IV ENCONTRO DE BLOGUES

Desde 2003, os blogues assumiram-se como um novo meio de comunicação presente no quotidiano. Ferramenta da internet fácil de construir, tornou-se um meio de expressão de muitas pessoas até aí sem possibilidades de expressão pública. Inicialmente, os blogues tinham apenas disponível a ferramenta de escrita de textos. Mais recentemente, há blogues que usam a imagem (fixa, em movimento, em slide) e som, o que torna o blogue um meio multimedia, com grandes potencialidades de edição.

O IV Encontro foca em especial os blogues de cultura, desdobrado em três painéis: blogues e segmentação da blogosfera, blogues culturais e educação, e blogues e negócio. Isto no dia 14 de Novembro. O segundo dia, 15 de Novembro, é totalmente dedicado à formação, com ateliês de Photoshop e Ferramentas de Web 2.0.

O IV Encontro de Blogues conta com a presença de José Luis Orihuela (Universidade de Navarra), um dos mais antigos e conceituados autores de blogues e com bibliografia publicada, nomeadamente La revolución de los blogs (2006).

Prazos e preços
Inscrições no encontro – até dois dias antes da sua realização
Preços:
Encontro (dia 14.11)
– Estudantes UCP (gratuito)
– Estudantes de outras instituições – 10 euros
- Outros – 20 euros
Ateliê (cada um)
- Estudante UCP – 20 euros
- Outros – 30 euros

Programa
O programa, para além da conferência inicial por José Luís Orihuela, integra os seguintes conferencistas:

1º Painel – Blogues e segmentação da blogosfera
11:00-13:00
Moderador: Prof. Fernando Ilharco

1) Portal Sapo
2) Mariana Pinto e Sara Bica (UCP), A Interacção entre os Adolescentes e a Blogosfera – Estudo comparativo entre Oeiras e Caldas da Rainha
3) Pedro Andrade (CECL, UNL), O discurso da wikipedia sobre a blogosfera
4) Carla Cerqueira e Luísa Teresa Ribeiro (Un. Minho), Os bloggers têm sexo?
Contributo para o mapeamento da participação feminina na blogosfera
5) Ana Paula Lemos (Associação Europa Viva), O blogue como instrumento de comunicação cultural e associativo

2º Painel – Blogues culturais e educação
14:30-16:30
Moderadora: Mestre Carla Ganito

1) Nuno Galopim ou João Lopes (Sound+Vision)
2) Mário Pires (Retorta), Para uma cultura da colaboração em rede
3) Lauro António
4) Dora Santos Silva (UNL), A “e-Biblioteca de babel”. Contributos dos blogues culturais para uma ampliação da definição e política do jornalismo cultural
5) Rogério Santos (UCP), Blogues, responsabilidade social e comunicação pública

3º Painel – Blogues, cultura e negócio
17:00/18:30
Moderador: Prof. Rogério Santos

1) Paulo Querido
2) Booktailors, Blogues profissionais: a blogosfera como plataforma de comunicação (caso Blogtailors)
3) Ricardo Tomé (RTP), Os blogues no processo de produção de televisão e rádio
4) Elisabete Barbosa (Un. Minho), As agências de comunicação portuguesas na blogosfera: temáticas e propósitos
5) Pedro Lains (ICS), Blogues e cultura económica

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

EMA 2008

Ao contrário do que sucedeu com Barack, onde, claramente, o nosso apoio foi determinante para a vitória contundente, infelizmente com os Buraka não surtiu grande efeito. 

Lista completa de vencedores aqui.

Crise financeira para idiotas

via Say it visually.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

As eleições americanas no país irmão


Uma reportagem da BBC Brasil aponta para uma falha lamentável no merchandising democrata.

The Oprah Effect


Hoje, na CNN, logo de manhã, entrevistavam a Oprah Winfrey, que estava em Chicago a acompanhar o discurso de vitória de Barack Obama - aliás, no video do post anterior, esta é filmada a chorar enquanto Obama fala.

Na entrevista, falava-se do Oprah Effect: a apresentadora, uma das figuras mais poderosas do panorama televisivo norte-americano e com um poder inegável junto do seu público, declarou abertamente o seu apoio ao candidato democrata. Na altura, em entrevista ao Larry King Live, Oprah disse:


“Well the truth of the matter is, whether I contribute or not contribute, you are limited to how much you contribute, so my money isn’t going to make any difference to him. I think that my value to him, my support of him, is probably worth more than any check.”


Hoje, na CNN, avançaram com um valor: 1 milhão de votos.

o dia O

Pegando no que já foi escrito aqui sobre a eleição de Barack Obama, também penso que, dentro de alguns anos, muitos de nós se lembrarão onde estavam e o que faziam quando Obama ganhou. Sim, este pode ter sido um dia decisivo. Agora, falta ver até que ponto.

Por isso, aqui fica o vídeo do discurso de vitória.

Mudanças de Outono

São 2h40 e a CBS acaba de anunciar a vitória de Barack Obama. Pergunto-me se este é um daqueles momentos do 'eu ainda me lembro onde estava quando ele foi eleito'.

Será que ver Obama ganhar o Ohio em directo na TV tem o mesmo valor de entretenimento e conversa de cocktail da famosa frase 'eu estava a olhar para a televisão quando o segundo avião bateu na torre'?

Eleições virais


As Eleições Americanas travaram-se como nunca antes na Internet - o que talvez justifique, em parte, a forte adesão dos jovens. E aí o viral assumiu um papel muito importante. 

O Politico escolheu os dez melhores vídeos virais desta campanha. Alguns - os "mesmo" melhores - já colocamos por aqui, mas também vale a pena ver os restantes. Só os três primeiros desta listas foram vistos mais de 30 milhões de vezes! Impressionante.

A culpa é das máquinas

Acompanho com entusiasmo - como apenas me lembro de acompanhar as eleições presidenciais de 85/86 - as eleições nos EUA. Sinto-me em noite de Festival da Canção (nos idos anos 80), na fase de "o júri de Castelo Branco vota em...", à medida que as mesas de voto vão fechando. 

Até agora (00:30), um dos vencedores da noite é a Sony, mais especificamente a Vaio, que apostou "na terminação" ao efectuar uma fantástica acção de product placement na edição especial eleições da Sic Notícias - de fazer inveja ao Magalhães. Distribuiu portáteis, de várias cores, mas sempre com a marca bem visível, a todos os presentes - Pacheco Pereira inclusive. O outro é Nuno Rogeiro que voltou ao look grisalho.

Nas eleições vai à frente McCain, o que ainda não quer dizer muito, mas sinceramente espero que seja "o primeiro milho". 

Espero também que, no final, a culpa - de uma, pouco provável, mas possível derrota de Obama - não morra solteira, muito menos que seja atirada para as máquinas!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eles não vivem do ar


Campanha da União Zoófila para angariação de alimentos, a pensar no Natal. 

Agência: Strat Portugal - que fez, também, há uns tempos isto.

Mercado dos Media #2

A dança das cadeiras continua. Eduarda Carvalho deixa o Sol e junta-se ao Diário Económico na pasta de Marketing e Media. A trabalhar com ela está a Margarida Henriques.

Boa Sorte às duas!

buzzófias apoia Barack Obama


É o apoio que faltava ao candidato democrata e pelo qual a América esperava. Sabemos da importância deste endosso e do peso que tem esta nossa posição juntos dos nossos leitores, e por isso não resistimos a deixar a nossa marca na história dos EUA, e, por consequência, Mundial.

Brincadeiras à parte, os meios de comunicação (sim, também somos um!) podem ter posições definidas e claras. Não devem ser os leitores, ouvintes e espectadores a adivinhar e a presumir, pelas palavras enviesadas de quem os faz. Não basta parecer transparente, "às vezes" também é necessário sê-lo, porque influências todos têm!

Depois de Financial Times, Chicago Tribune e de muitos outros (cerca de 134) meios de comunicação, nós também apoiamos Obama.

PS: Da última vez que isto aconteceu em Portugal, o meio deu-se mal...

The day of change

E o tão ansiado dia chegou! Milhões de páginas de jornais e revistas, horas e horas de emissões de TV e Rádio...tudo dedicado ao mais importante acto eleitoral do mundo. Curioso que para alguns portugueses, há maior interesse nas eleições dos outros países do que na sua própria nação.

Juízos à parte, esta eleição fica marcada pela importância das novas tecnologias para o desfecho final. Pela primeira vez, a Internet, através das redes sociais, dos blogs, do Youtube, entre muitas outras plataformas, foi fundamental para decidir votos, para fazer os cidadãos norte-americanos votarem.

Já mostramos aqui no Buzzofias o vídeo que juntou vários nomes de referência de Hollywood apelando ao voto. No dia das eleições, apresentamos o repto de uma das mais conhecidas marcas a nível mundial: Starbucks. A rede de cafés que recentemente chegou a Portugal vai oferecer um café a todos aqueles que tenham exercido o seu dever cívico.

Os resultados só saberemos madrugada dentro, mas uma coisa é certa: grita-se por mudança na Terra do Tio Sam.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Little Big Planet


Chega amanhã a Portugal um dos jogos mais aguardados para a Playstation (quem o diz não sou eu é a Sony e eles devem saber do que falam) - Little Big Planet. Depois de um atraso, alegadamente, motivado por notícias que davam conta de a banda sonora, alegadamente, conter versículos do Corão, o jogo chega, finalmente, aos escaparates.

Segundo noticia o site do jogo, este "vai ser totalmente localizado em português (alguém sabe o que é que isto quer dizer?), com a voz (...) de Nuno Markl". 

O teaser (que pessoalmente acho fraquinho para gerar um efeito viral significativo) foi igualmente feito pelo humorista e pelas PF e já está a circular por aí.

Press For Change


A um dia das eleições, um exemplo perfeito de marketing de guerrilha. É só imprimir as etiquetas e espalhar...

Cadê o assessor ?

Ontem, sim ontem, o Ministro da Economia disse que era um "grande dia" e elogiou "a coragem dos privados".

Das duas uma, ou foi apanhado de surpresa pela história do BPN ou então temos assessores com um sentido de humor, no mínimo, interessante.

Mercado dos media #1

As movimentações na redacção da Económica seguem ongoing.

Com uma fusão de redacções pelo meio e cinco meses depois de ter assumido o cargo de Editor de Empresas do Semanário Económico, substituindo Margarida Henriques, Paulo Zacarias Gomes segue viagem para outras paragens. Ana Cunha Almeida é a sra. que se segue no lugar.

Boa sorte a ambos!

sábado, 1 de novembro de 2008

Back in black (ice)


Se pensavam que o Excel só dava para fazer contas e gráficos, enganam-se.  Os AC/DC deram-lhe um novo uso e criaram uma forma muito original de divulgar o novo álbum "Black Ice" junto dos fãs (o efeito em vídeo é este). 

Resultado? Nove dias depois do lançamento, o álbum já tinha vendido mais de um milhão de cópias e atingido o primeiro lugar das tabelas de vendas em 29 Países, incluindo EUA e UK - 28 anos depois de "Back in Black". Nada mau.