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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Em que é que ficamos?

A notícia é a mesma. A forma é completamente diferente. Afinal em que é que ficamos?



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Persistência, apelo e sedução

Um dos partidos vencedores das Legislativas 2009 foi o PCTP-MRPP, do histórico Garcia Pereira, entre outros, advogado de Paulo Portas (a política tem destas ironias).

Vencedor porque foi o maior dos mais pequenos, porque ultrapassou a barreira dos 50 mil votos e porque vai passar a receber subvenção estatal - uma espécie de rendimento mínimo dos partidos. Vencedor, porque dobrou os votos do MEP, partido elevado à condição de parlamentável pela comunicação social e que, nestas eleições, provou a máxima de que "uma cara conhecida (Laurinda Alves) não faz um partido" - assinalável humildade de Rui Marques, ontem, por ter sido o único líder a não falar depois de conhecidos os resultados.

Voltando ao PCTP-MRPP, como comprova esta foto, tirada hoje perto da estação de Metro do Campo Grande, em Lisboa, o segredo do sucesso é bem claro. Persistência, e sedução e batom. Rosa, a cor de um dos outros vencedores da noite.

PS - (post scriptum, e não Partido Socialista) Alguém reparou na campanha a la Obama, que o PS anunciou há uns tempos? E afinal o que é isso? Alguém faz ideia? Foi mais visível e óbvia a inspiração Sarah Palin na campanha do PSD, como, aliás, demonstram os resultados de ontem.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tempos de Antena - PTP

O programa dos Gato Fedorento Esmiúçam os Sufrágios deu-me a conhecer este interessante tempo de antena.

Como consultor / assessor muito me aprazeria dizer.
Mas não digo.
Há imagens que valem mais do que mil palavras.


Ficaram interessados? Procurem aqui.


O que reforça a máxima de que "falem bem ou mal, o importante é que falem!" E nós a pensar que eles eram tenrinhos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Política séria



No primeiro cartaz falta apenas o "bling, bling", mas passa a ideia.

Dia 14 estão de volta ao activo. A contagem decrescente pode ser acompanhada aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Imagens de campanha


Acho que a criação deste blog é uma excelente ideia, sobretudo para quem gosta de comunicação e marketing político.

Por enquanto, está a ter também uma boa execução - não há lugar a análises tendenciosas nem partidarizadas.

É um bom exemplo de blog, construído com os contributos de leitores, aliás seria dificil fazê-lo de outra forma ou não estivéssemos a falar de propaganda política de Norte a Sul.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Debate capital


Independentemente do que os candidatos disseram ou deixaram de dizer no "Debate Capital" de ontem, já lá vou, gostava de destacar uns detalhes que, regra geral, passam despercebidos a muitos eleitores.

Transporte: António Costa chegou à SIC de Smart e Pedro Santana Lopes a pé (os estúdios da SIC são em Carnaxide, a 20 minutos de carro do centro de Lisboa).

Indumentária: Trajavam roupa semelhante, sóbria. Fato em tons de azul, com gravata azul - a de AC lisa, a de SL mais arrojada. Nem um elemento da cor comum às duas candidaturas, o verde.

Linguagem corporal: AC calmo, tranquilo na cadeira; SL muito agitado, nervoso (saltou várias vezes da cadeira, ajeitou muito o colarinho) e exuberante nos gestos - mais do que o normal, inclusive por várias vezes as suas mãos "atravessaram" o ecrã.

Atitudes: PSL mais atacante, chegando a ser agressivo, com rasgos deselegantes; AC educado, sorridente e sereno, com comentários jocosos, para irritar o adversário (o que conseguiu por algumas vezes).

Ambos tinham um dossier de apoio sobre a mesa.

Nada isto é fruto do acaso. Estas coisas são trabalhadas, bem ou mal, pelos assessores e consultores, dias antes do embate, para que nada falhe. Horas e ver entrevistas, a estudar os temas e os tiques (pontos fracos) do oponente.

Acontece que neste caso houve uma coisa de falhou. Ficámos (lisboetas) na mesma. Sou levado a concordar com Inês Serra Lopes, hoje no i, quando diz que assistimos mais a uma guerra de egos, do que a uma troca de ideias sobre Lisboa.

Num debate de 45 minutos, estar 30 a discutir números e a culpa dos mesmos, não acrescenta nada de novo. Falar de passivo, activo, dívida a fornecedores, a curto, longo prazo e outros tantos vocábulos contabilisticos passa ao lado da grande maioria dos espectadores. Para mais quando se fala na ordem dos milhões.

AC, ao manter o discurso das finanças, o seu trabalho meritório, está a jogar o jogo de SL. As pessoas ficam confusas e desligam. PSL é forte no soundbyte e acaba por marcar o debate.

Ainda falta muito e pode ser que no próximo se fale menos de passado e mais de futuro, porque no fundo é isso que está em causa. O futuro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Política "tu é que és"

Ainda antes do debate de hoje à noite na SIC e SIC Notícias, a troca de galhardetes entre os dois principais candidatos à autarquia lisboeta, Pedro Santana Lopes e António Costa, há muito que circula pela Internet.

Depois das "Grandes Entrevistas" a Judite Sousa, primeiro PSL e depois AC, a candidatura do actual presidente da Câmara colocou no seu site, e noutros de partilha de vídeos, excertos das últimas entrevistas de PSL, apontando, com uma buzinadela, e corrigindo as suas alegadas inverdades. Quando a mim, peça interessante e válida no combate político.

Até aqui, até à era da Web 2.0, da partilha instantânea e simples, era difícil fazer isto. Qualquer político podia dizer, essencialmente, o que lhe apetecesse, sem que houvesse o necessário contraditório. Sim, os jornalistas podem e devem fazer esse trabalho, mas a verdade é que raramente o fazem, sobretudo por falta de tempo. Perde-se a credibilidade da comunicação, mas pode ganhar-se verdade.

É certo que esta arma, tal como o "jornalismo do cidadão", tem os seus perigos (mais uma vez, quem está do outro lado pode distorcer os factos ou mentir em vez de repor a verdade), no entanto coloca mais pressão sobre os políticos. É uma forma de tornar os discursos e as entrevistas mais precisas e coerentes, a bem do fim da demagogia.

Quanto à resposta de PSL essa não tardou. Através do blog da candidatura, colocaram no ar um vídeo onde AC dava o mesmo erro ou dizia a mesma inverdade que PSL tinha repetido uns dias antes. No entanto, fizeram-no de uma forma infantil, ao pior género da política "tu é que és"! Ou seja, nada de novo e uma aparente concordância com o que surge no vídeo feito por AC.


Pergunto eu: Isto não é insultar o eleitor? Campanhas onde se esgrimem argumentos de forma infantil, ao estilo "Gato Fedorento", é suposto esclarecer o quê? Um candidato acusa outro de faltar à verdade e o outro limita-se a deitar a língua de fora?

Depois admiram-se que os eleitores os coloquem de castigo...

Ficam os vídeos, por ordem de aparição.


(este vídeo foi editado pela candidatura em relação ao original, já não surge a alegada inverdade dita por PSL e repetida dias depois por AC)


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eu voto na pizza sueca!

Por cá a luta faz-se voto a voto, uns através da Internet, de forma impessoal, e dando graças a Deus pelo fim dos comícios e das arruadas; outros nas feiras e nos mercados. Todos em "bonitos" cartazes pelo país fora.

 

Na Suécia, Evin Cetin, 25 anos, candidata ao Parlamento EU, utilizou uma forma original (digo eu) na comunicação política. De origem curda e assíria e filha de um fabricante de pizzas, utilizou a influência e os contactos do pai para estampar a sua cara em caixas de pizza, distribuídas em 100 pizzarias suecas. 

 

"Na página da candidatura, segundo Evin inspirada em Obama (sim, não é só por cá), é possível ler notícias, seguir a candidata no facebook, mas também ver o canal de vídeos da campanha, onde se inclui este de apoio protagonizado por um grupo de hip hop no qual a candidata surge a dançar. Tudo sob o lema "Um voto na pizza (ou fabricante de pizzas) sueca!" (tradução livre e, ainda por cima, via Google).

 

 

É certo que estamos a falar de um país onde o Partido dos Piratas arrisca-se a eleger um deputado para o Parlamento EU, mas, ainda assim, Evin não fez mais do que adaptar a sua mensagem ao seu público. Veremos se resulta.


Campanhas e outros slogans

domingo, 31 de maio de 2009

Europeias 09 Remix






Alguns dos cartazes das eleições europeias resmiturados por Jorge Martins Rosa, escandalosamente pilhados da sua página de Facebook (era impossível resistir).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fantasbloco

Começou esta segunda-feira, oficialmente, a campanha para as Eleições para o Parlamento Europeu. O Bloco de Esquerda aposta nestas três "curtas" intituladas "Fantasbloco" de onde sairão os tempos de antena do partido. Independentemente das mensagens políticas e de se concordar ou não com elas, na minha opinião, isto está muito bem feito, muito à frente do que por cá se faz (ou fazia) em tempos de antena.

Realização de Manuel Pureza e montagem de João Salaviza, vencedor da Palma de Ouro em Cannes pela curta metragem "Arena".







quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Financial Times pró Obama (?)

O Financial Times declarou o seu apoio a Obama. Dizem que as suas políticas são as melhores em todas as áreas... excepto na área económica.

Mmmmmm, sou só eu ou a economia é o ponto mais importante para os leitores do Financial Times?

sábado, 18 de outubro de 2008

E a melhor banda sonora vai para...

Hoje é dia de reflexão. E por isso, aqui fica a minha sobre as eleições nos Açores. Amanhã realiza-se o acto eleitoral propriamente dito, de umas eleições “a sério”, daquelas ganhas, efectivamente, na rua e em cima dos palcos.

Se Obama comove muita gente pelos vídeos de milhões de dólares, onde figuras públicas apelam ao voto, a campanha nos Açores comove-me a mim, pouco habituado a ver as pessoas a correrem para ver quem fica na linha da frente, para ser o primeiro a ouvir as palavras do líder do Governo, no discurso de encerramento da campanha. É certo, que a segunda parte do “concerto” era assegurada por Tony Carreira, mas tenho para mim que a motivação provinha do apelo à cidadania. 

Muito já se disse sobre as eleições nos EUA, sobre as iniciativas da web 2.0 das candidaturas Obama vs McCain, mas há que por os olhos nas iniciativas levadas a cabo pelas várias candidaturas nos Açores para perceber que, afinal, em política, ganha quem tem... melhor banda sonora! E nesse capítulo, o PS – que governa o arquipélago há muitos anos – jogou forte, jogou muito duro. Tive a felicidade, ou talvez não, de acompanhar a campanha, in loco - e quase louca - em duas ilhas, e via TV nas restantes. Destaco os principais momentos.

Prémio Líder nas estradas: CDU; embora Dina e “a sua voz” (CDP-PP) fosse dos temas mais escutados, a CDU estava em qualquer lugar. Não subi os 2351 metros do Pico, mas certamente que lá bem no topo me esperaria um altifalante da CDU.

Prémio do insólito: Líder do Partido da Terra a entoar rap matarroano no alto de uma encosta de S. Miguel

Prémio caminhos de cabras: medley “Paz, Pão, Povo e Liberdade” / “Melhor é possível, chama a Dona Felicidade” (?!?) – hinos do PSD e PSD Açores

Prémio “porque é ninguém se lembrou disto”: dueto Carlos César e Tony Carreira, no encerramento da campanha em Vila Franca.

Prémio “repita lá outra vez”: Líder do PPM ao criticar a longevidade do Governo PS no arquipélago – para quem defende a monarquia não deixa de ser uma reflexão interessante.