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terça-feira, 29 de junho de 2010

O jogo das diferenças da Optimus

Chacrinha, humorista e comunicador brasileiro de rádio e televisão, terá dito nos anos 80 que "na televisão nada se cria, tudo se copia" - inspirado, talvez, pela citação de Lavoisier sobre leis do domínio da química. E, não rara vezes, também na publicidade tal verdade se parece confirmar.

Já vimos por aqui alguns casos de plágio gritante (e isto talvez seja um eufemismo): por exemplo, o flash mob da Renova "inspirado" numa acção performativa da Improv Everywhere.

Mais recentemente, a Optimus deu a conhecer um curioso jogo de diferenças; porque só pode tratar-se disso mesmo: tentar encontrar diferenças entre o novo anúncio do Boston Android e os anúncios do iPhone da Apple.

A ideia é exactamente igual e até o arranjo para a música dos Shout Out Louds (que acompanha os anúncios da marca desde que lançaram a actual imagem) não fica muito longe da que é usada nos anúncios da Apple. De notar que os primeiros anúncios do iPhone desde campanha já têm cerca de três anos.

E agora, descubram as diferenças:

Apple - iPhone (Commute)


Optimus - Boston Android

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A dança da T-Mobile



Muito em voga ultimamente, esta coisa do flash mob - aqui pela mão da Saatchi & Saatchi e com um evidente piscar de olho às acções da Improv Everywhere (à missão Frozen Grand Central, mais concretamente).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Burger King 'sacrifica' Whopper Sacrifice

O Burger King terminou abruptamente a campanha Whopper Sacrifice. O motivo? O ultimato feito pelo Facebook para que a aplicação deixasse de avisar os utilizadores que alguém os tinha removido da lista de contactos.

Isto porque, de acordo com o Facebook, a aplicação ia contra as expectativas dos utilizadores, uma vez que a sua política de privacidade torna claro que ninguém é notificado caso seja removido de uma lista de amigos. Por outro lado, o Facebook pode também ter visto como prejudicial a remoção de amigos - afinal, todas as redes sociais vivem dos laços criados entre os utilizadores.



O Facebook deixa assim escapar a oportunidade perfeita para mostrar que grandes marcas conseguem, na sua plataforma, um envolvimento efectivo com os utilizadores - ainda para mais, numa altura em que a rede procura novas formas de publicidade para conseguir acompanhar o crescimento veloz do número de utilizadores.

Para o Burger King, e apesar do fim prematuro, a campanha terá sido um sucesso - não só pelo número de amizades terminadas pelo dito hamburguer (233,906 é o número oficial), mas também pelas inúmeras menções que gerou por todo o lado, levantando até questões sobre a hipocrisia das amizades nas redes sociais.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fetiche com balões?



E porque nem tudo corre bem à primeira, os (hilariantes) out-takes podem ser vistos aqui, no site da Superfad.

A Durex continua assim a provar que sexo e humor podem andar de mão dada.

Adenda - outras campanhas de preservativos que utilizaram a modelação com balões como motivo:

A própria Durex, em 2007



A Tulipan, no ido ano 2000, coincidentemente (ou não) também com figuras animais

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Steve Jobs ausente da Apple até Junho

Afinal a condição médica de Steve Jobs é mais grave do que se suponha e, para recuperar, Jobs estará de baixa até ao final de Junho.

As acções da Apple caem.



As referências a "Steve Jobs" no Twitter sobem. Desenfreadamente.



Para outro post: o Twitter enquanto ferramenta para sentir o pulso da internet e perceber, em tempo real, o que está a causar buzz.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quanto vale um amigo?

Para alguns utilizadores do Facebook, uma amizade pode valer cerca de 30 cêntimos - ou antes, um décimo do valor aproximado de um hambúrguer.

A equação é possível graças ao Burger King, que lançou recentemente o Whopper Sacrifice — uma aplicação para o Facebook que encoraja os utilizadores a sacrificarem 10 amigos (isto é, a remover da lista de amigos) a troco de um cupão para um hambúrguer Whopper gratuito.


As últimas campanhas da marca, algo arrojadas, já haviam deixado alguns sobrolhos franzidos - caso da recente Whopper Virgins, uma espécie de Pepsi Challenge terceiro-mundista com um toque Benetton, e hambúrgueres no lugar dos refrigerantes. Mas trocar amigos por um hambúrguer parece não escandalizar os cerca de 20.000 utilizadores que, ao fim de poucos dias, já o fizeram.

As aplicações do Facebook têm vindo a tornar-se uma praga de proporções bíblicas. Vampiros, bolas de neve e quizzes sobre a sétima arte — quem o utiliza sabe bem como é receber pequenos e irritantes convites para adicionar estas e outras aplicações. De facto, a maior parte das aplicações criadas por marcas tenta impor um efeito viral através destes convites, tentando também aumentar e ampliar as interacções entre utilizadores.

E aí vive a provocação do Whopper Sacrifice: não nos pede que façamos novos amigos, mas sim que digamos adeus a alguns. Com ligeireza, troça com a importância que damos a estes laços virtuais, ao mesmo tempo que dá aos utilizadores - que foram acumulando amigos a mais ao longo do tempo - a desculpa perfeita para limpar as suas lista de contactos. Este foi, aliás, o móbil da campanha: num artigo da Adweek, Jeff Benjamin, director criativo na Crispin Porter + Bogusky (agência responsável por esta campanha e também pela Whopper Virgins), diz que a ideia surgiu quando alguns dos criativos da agência se viram confrontados com o excesso de contactos no Facebook (o próprio Benjamin soma 736 amigos) e pensaram que, de alguma forma, poderia ser divertido eliminar alguns desses contactos. 

Claro que muitos dos utilizadores irão sacrificar amigos pelo hambúrguer para logo a seguir voltarem a reatar a amizade. Ainda assim, todos os contactos sacrificados são avisados de que a sua amizade foi trocada por um hambúrger. 

Resta assim saber quem irá guardar rancor. 

sábado, 11 de outubro de 2008

O papel químico da Renova

Numa tentativa de produzir um stunt de marketing guerrilha, a Renova recriou o vídeo Food Court Musical, do colectivo de perfomance art Improv Everywhere (conhecidos por acções como o Fronzen Grand Central).

Recriar é, talvez, um eufemismo, uma vez que o vídeo original foi escandalosamente plagiado. Em ambos os casos, o musical improvisado tem lugar na área de restauração de um centro comercial, sendo o mote dado por uma funcionária que, a cantar, pede mais guardanapos. A Renova copiou as personagens, a coreografia, a música e até a letra, que foi traduzida para português. A Improv Everywhere ou os autores da música original não são nunca referidos ou creditados. 

Charlie Todd, um dos fundadores do colectivo, já denunciou também o sucedido, confirmando assim que a Improv Everywhere não foi contactada pela Renova a fim de permitir a utilização do sua ideia. 

O vídeo esteve já disponível no blog da Renova, de onde entretanto foi retirado, mas pode ainda ser visto:


Comparem com o original:

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nintendo faz YouTube estremecer

Não basta colocar vídeos no YouTube e apinhar sites com botões de "Envie a um amigo" para criar um efeito viral. Neste sentido (e a meu ver), são tiros ao lado os recentes esforços da McDonald's e Vobis neste campo, ainda que pelo menos um dos casos não tenha sido desprovido de sucesso.

O verdadeiro efeito viral parte sim do boca-a-boca. Vemos qualquer coisa de que tanto gostámos que queremos mostrar aos nossos amigos; queremos que se divirtam ou fiquem boquiabertos como nós ficámos. Vide, por exemplo, o vídeo do telemóvel Omnia i900 mostrado aqui há algumas semanas. Conteúdos criativos, memoráveis ou lúdicos são, assim, um requisito.

E criatividade e originalidade são elementos que não faltam na campanha de lançamento do novo jogo da Nintendo, Wario Land: Shake It!. E não é apenas um simples vídeo no YouTube.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A morte de Steve Jobs

O site de informação financeira Bloomberg publicou, ontem, o obituário de Steves Jobs. Acontece que Steves Jobs não morreu. Inadvertidamente, alguém terá publicado o documentou de 2500 palavras depois de o rever ou actualizar.

É comum as grandes publicações prepararem de antemão obituários de personalidades ou gurus da indústria, de forma a facilitar a publicação de uma notícia no caso de uma morte inesperada. Mas ler um obituário de Steve Jobs poderá ter sido desinquietante para muitos - Jobs venceu um cancro há uns anos e correm actualmente rumores sobre o seu débil estado de saúde.

A este propósito, Steve Yelvington pergunta: estarão os obituários obsoletos?

Yelvington aponta que a Internet mudou a forma como lidamos com o tempo (...). Tudo está disponível agora, bem o sabemos. Ao contrário da imprensa, não é só o novo que está à nossa disposição. Existirá, então, espaço para o obituário quando a entrada de Steve Jobs na Wikipeda é tão completa e - como também diz Yelvington - um verdadeiro documento vivo?

A título de curiosidade, e apesar da Bloomberg ter já retirado o documento da rede, o obituário pode ser lido na Gawker. Causa da morte e idade não incluídas, obviamente.