Lê-se, no Briefing:
"O concerto de Mika, que no sábado subiu ao palco do Sudoeste TMN, foi assinalado por uma mancha gigante de corações TMN distribuídos no recinto com o intuito de surpreender o cantor durante a interpretação da música ‘We are golden’.
Como forma de agradecimento, Mika deixou na sua página no Twitter uma mensagem emocionada:‘Thank you TMN and Sudoeste. For an amazing surprise. 35.000 golden hearts being waved all at once during Golden. I almost stopped singing!!’"
Esta deve ter sido a notícia mais engraçada que já vi nos últimos tempos.
O Mika twittou sobre não sei quê. Epá... se o Mika curtiu a cena acho óptimo, foi obviamente uma boa activação de marca por parte da TMN e da agência responsável pela conta que merece aplausos. Se o Mika twittou sobre isso, óptimo! - é uma vitória ainda maior para a marca, já que o artista registou o impacto daquela activação junto dos seus fãs e inclusivamente aumentou a notoriedade da TMN nas redes sociais através do seu próprio networking - Kudos TMN!
Mas mandar um press-release para os meios a informar que a estrela internacional se "emocionou", via twitter (geek-chic!) com a acção... epá... é mesmo espremer o suminho todo de uma boa acção longe demais, tornando-a numa cena corny, fatelosa. Não havia necessidade de pegar nesta informação - este bombonzinho de notoriedade que o Mika ofereceu à TMN - e mascará-lo de "esforço de social media" meets "veneração a artista internacional".
Algo similar a ler, num meio especializado de política, uma notícia sobre o Juan Carlos ter twittado que tinha achado que o neto do Cavaco Silva era muito lindo. Melhor: a assessoria de imprensa do Cavaco enviava um PR para o tal meio acerca da emoção registada pelo Juan Carlos via twitter ao ter visto o seu lindo neto.
Se calhar estou a ser muito duro. É que está muito calor. E tudo.
esspetacular.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Anúncios portugueses que me enervam
Dou início a um série à qual chamarei "Anúncios portugueses que me enervam".
Este, da TMN, é o primeiro.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Brandos costumes

Portugal é comummente considerado um país de brandos costumes. Acho um termo simpático. Até porque para mim é mais terceiro mundista. Vem isto a propósito das iluminações de Natal e das muitas queixas e reclamações adjacentes.
O português gosta de reclamar. Queixar-se. Lamentar-se. E todas as palavras sinónimas das anteriores. É o fado português. Agora reclamam contra as iluminações de Natal. "É uma vergonha o que fizeram aos símbolos de Lisboa" pode ouvir-se à boca cheia.
Tudo isto a propósito da publicadade da TMN e Samsung em locais emblemáticos, como o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço ou ainda o Cristo-Rei. Não vou discutir se as opções das marcas foram as melhores ou se haveria outras opções. Acho que a dinamização do espaço público é muito interessante e uma prática recorrente noutros países, mais evoluídos que o nosso.
Já a bela da árvore de natal de metal no topo do Parque Eduardo VII é motivo de orgulho. Todos a querem para o passeio dos tristes. Ver um monte de ferro iluminado (pena não dar um curto-circuito e apagar-se de vez), isso sim é que é maravilhoso, até porque não tem marcas. É pena, punham o mamarracho com um patrocinador na iluminação e podia ser que acabasse a romaria.
Mas devo dizer que o local escolhido este ano é soberbo. Têm é de mudar, qualquer dia, o nome do Parque Eduardo VII, pois o Rei de Inglaterra do início do século XX deve estar às cambalhotas no túmulo. O belo parque que baptizou em 1903 virou a Feira das Aberrações: prostituição, pedofília... e agora para rematar, três grandes mamarrachos. Já não chegava a obra de arte assinada pelo Cutileiro (cuja forma se adequa também na perfeição às activades daquele local da capital), juntou-se agora o mamarracho que é aquela árvore de Natal. Para fechar o ramalhete, a bandeira de Portugal gigante, que ondula ao sabor do vento, como que a garantir que estamos em Portugal, apesar de proximidade do El Corte Inglés (não vá alguém pensar que os espanhóis ainda vão querer reclamar o nosso território).
Já o Cristo-Rei em versão iluminação de Natal Samsung é um ultraje, pois trata-se de um símbolo religioso que não deveria ser "vendido" a qualquer marca!
E não é só em Lisboa que acontecem este fenómenos. É algo enraizado na cultura nacional. Também no Porto foram várias as pessoas a atirarem-se ao ar quando a Optimus "vestiu" o edifício da Câmara do Porto, permitindo assim custear as obras de recuperação da fachada. Curioso que não o tenham feito quando, em 2007, a Árvore de Natal versão Robocop iluminado se mudou para a Avenida dos Aliados, tapando a vista de uma das mais belas avenidas do país.
É o país dos brandos costumes... O país dos chicos espertos, da corrupção, dos eternos presidentes dos municípios, dos cafés com leite, dos sacos azuis... Porque não reclamam com aquilo que de realmente grave se passa neste país? O país onde, depois de muitos anos de encerramento, é re-inaugurado um local simbólico como o Cais das Colunas, mas apenas por dois meses, porque depois vai para obras outra vez. Ou então do facto de para se ligarem duas estações de metro (Alameda-São Sebastião da Pedreira) serem precisos mais de cinco anos e sempre que é dada uma data para a inaguração do troço, a mesma é adiada mais um ano? Ou do país que tem um vereador na capital que embarga uma obra e depois vem a terreiro dizer que é uma vergonha que a mesma tenha levado muito mais tempo do que o previsto?
Ah, para reclamar contra isso é preciso pensar, certo? Chato. Dá um trabalhão! E copiar coisas do estrangeiro, só as que fazem sentido, como o Carnaval tipo Brasileiro, com meninas semi-nuas a dançarem...pena que lá seja Verão e aqui esteja um frio de rachar...pormenores!
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