segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Persistência, apelo e sedução

Um dos partidos vencedores das Legislativas 2009 foi o PCTP-MRPP, do histórico Garcia Pereira, entre outros, advogado de Paulo Portas (a política tem destas ironias).

Vencedor porque foi o maior dos mais pequenos, porque ultrapassou a barreira dos 50 mil votos e porque vai passar a receber subvenção estatal - uma espécie de rendimento mínimo dos partidos. Vencedor, porque dobrou os votos do MEP, partido elevado à condição de parlamentável pela comunicação social e que, nestas eleições, provou a máxima de que "uma cara conhecida (Laurinda Alves) não faz um partido" - assinalável humildade de Rui Marques, ontem, por ter sido o único líder a não falar depois de conhecidos os resultados.

Voltando ao PCTP-MRPP, como comprova esta foto, tirada hoje perto da estação de Metro do Campo Grande, em Lisboa, o segredo do sucesso é bem claro. Persistência, e sedução e batom. Rosa, a cor de um dos outros vencedores da noite.

PS - (post scriptum, e não Partido Socialista) Alguém reparou na campanha a la Obama, que o PS anunciou há uns tempos? E afinal o que é isso? Alguém faz ideia? Foi mais visível e óbvia a inspiração Sarah Palin na campanha do PSD, como, aliás, demonstram os resultados de ontem.

6 comentários:

JM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JM disse...

Considerar que o rosa venceu deve ser ironia ou sarcasmo... E quanto à campanha da Palin, deve ter servido de inspiração aos laranjas e rosas...a ver pelos resultados!

JM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JM disse...

Acho que os nulos e brancos também deviam receber subsídio...é que tiveram mais votos que o Garcia Pereira...

JC disse...

Embora tenha perdido votos e deputados, o vencedor ontem foi o Partido Socialista.

Num jogo, p.e., de futebol, quem ganha é quem, no final do jogo, está à frente no marcador, independentemente do resultado da época passada.

Quanto ao efeito Sarah Palin, acho que é unânime que o PSD foi quem cometeu mais gafes durante a campanha.

JM disse...

Acho que daqui a seis meses deixará de ser vencedor... mas isso são contas de outro rosário...

Quantos às gaffes, concordo, mas não me parece que seja por aí que tenha perdido... é uma questão de imagem e essa acabou por ser independente das gaffes.

Achar que se ganham eleições sem marketing político dá resultados desastrosos... e logo num ano em que qualquer político duvidoso conseguiria vencer o Engenheiro com grande facilidade...