É uma discussão recorrente. Os argumentos não são novos. E a notícia que hoje vem em toda a comunicação social (aqui fica a título exemplificativo a do Jornal de Negócios) não é mais do que um prego no caixão.
A venda de jornais continua a cair anualmente como se de um velório anunciado se tratasse. E a grande questão que agora se coloca, com a aposta nos tablets, é: haverá uma transferência definitiva dos leitores do papel para o formato electrónico?
Provavelmente sim e por isso a aposta neste novo formato poderá ser decisiva para a sobrevivência dos meios. Será curioso ver os números da APCT nos próximo biénio e mais interessante seria se a análise passasse a incluir uma comparação com as assinaturas online e/ou assinaturas para iPad e similares.
Apesar de tudo, acredito que como o próprio nome deste post o refere, a morte continuará lenta pois não se prevê que em 2 ou 3 anos os tablets sejam uma espécie de telemóvel em termos do seu uso massivo pela sociedade.
Sobra apenas uma questão... O que acontecerá às redacções? Os grandes nomes do nosso jornalismo adaptar-se-ão à nova era ou teremos uma nova geração, inexperiente nas manhas do jornalismo, mas cujo chip informático já nasceu na sua corrente sanguínea?
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Jon Stewart & The Press
"The press is our immune system. If it overreacts to everything, we actually get sicker-and, perhaps, eczema."
Brilhante.
Talvez seja a altura de, cá, pensarmos a sério no contributo que os media dão (e deram) à actual situação do país. O jornalismo é uma força e, ao contrário do que gostam de nos fazer crer, não é neutra. Recordo aqui o apelo do sempre genial Boris Johnson.
Os nossos políticos não têm mostrado valer grande coisa. E a nossa imprensa?
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sábado, 17 de abril de 2010
i num instante tudo se sabe
Detalhes da demissão / despedimento de Martim Avillez Figueiredo, ex-director do i, podem ser lidos na íntegra aqui. Tudo publicado - email, contactos e carta - sem qualquer edição.
Será o fim do jornal ou apenas um novo começo?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Tempo de Antena

Diz-se que toda a gente tem direito a 15 minutos de fama. Ontem chegou a vez desta senhora (na foto), provavelmente ex-colega de profissão de Carolina Salgado, se tornar famosa. Por ter tentado agredir a ex-primeira dama do Futebol Clube do Porto, Marisa faz hoje capas de jornais e aparece em várias fotografias, um pouco por toda a imprensa diária e blocos noticiosos televisivos.
No jornal Record teve até direito a ser entrevistada. E de acordo com o jornalista responsável por tão digno artigo, apenas foi possível publicar algumas declarações da provável alternadeira, dado que de acordo com o mesmo, "as restantes afirmações era absolutamente impublicáveis".
Será esta a imprensa que temos, onde o sensacionalismo vigora? Nunca, ao longo de mais de dois anos, na imprensa desportiva, assistimos a qualquer trabalho de investigação sobre o caso Apito Dourado ou Apito Final (como foi denominado mais recentemente).
Vigora, acima de tudo, a cultura do medo, onde a publicação de determinadas notícias dá origem a ameaças, agressões, blackouts, etc.
Em Itália, a eclosão do caso Calciocaos motivou um acção judicial rápida (principalmente a desportiva) e muitas paragonas nos jornais, trabalhos profundos de investigação, onde tudo se soube e os culpados foram julgados e punidos.
No país dos brandos costumes à beira mar plantado, nada disso existe. Só para citar um exemplo, um dos arguidos, por várias dezenas de suspeitas de corrupção, mantém o cargo de Presidente da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol. O que acontecerá no final do julgamento?
Arrisco dois cenários:
Cenário 1 - Daqui por 20 anos, quando os arguidos já tiverem falecido ou estarão em estado catatónico (tipo o ditador chileno Pinochet quando foi julgado), será provado que afinal sempre houve corrupção, mas os mesmos já não poderão ser punidos criminalmente. Em termos desportivos, os casos já prescreveram, pelo que nada acontecerá aos clubes.
Cenário 2 - Daqui por 5 anos (que utopia) decidem arquivar todo o processo por falta de provas e o único culpado (vulgo, bode expiatório), será um árbitro dos distritais da Associação de Futebol de Faro, que eventualmente terá recebido uma sandes de courato para beneficiar o Castromarinense no derby regional frente ao Lusitano de Vila Real de Santo António.
Será que algum dia alguém tem vergonha na cara neste país? Ou vamos abrir falência como a Islândia? A falência moral, pelo menos, já é lei neste país... há muitos anos!
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Lá se foi o dia da semana de que todos mais gostam...
Bastou uma semana para o semanário gratuito Sexta suspender a sua publicação. Foi o primeiro de um ano que se adivinha muito difícil para a imprensa e não só. A Impala também já avançou para despedimento colectivo em algumas das suas revistas.
Aceitam-se apostas... who's next?
Aceitam-se apostas... who's next?
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