quinta-feira, 15 de abril de 2010

Presskit criativo


Uma das coisas que intrigam os consultores de comunicação, pelo menos aqueles consultores com capacidade de se intrigarem, é a reacção dos jornalistas quando recebem um "presskit criativo".

Será que "impactou" o alvo? Será que surpreendeu a ponto motivar uma notícia ou a ida de determinado jornalista ao evento?

Como resolver a questão?

Das duas três: Ou o jornalista liga a agradecer, dá os parabéns e confirma a presença / recepção (ao longo da minha carreira aconteceu-me várias vezes, modéstia à parte) - e a operação foi muito bem sucedida; o estagiário da agência (ou Jovem de Elevado Potencial) liga a fazer follow up, o jornalista responde com um seco "sim, recebi" e dificilmente deixa transparecer mais entusiasmo que uma castanha pilada (ok, também me aconteceu); ou então acontece isto.

terça-feira, 13 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

too soon?



"To coincide with Tiger Woods' return to professional golf following, well, you know, Nike is running a TV commercial from Wieden + Kennedy Portland in which he is 'questioned' by the voice of his late father, Earl Woods. As Woods stares dolefully into the camera and flash bulbs light up his 'sad' face, Woods senior is heard to say "I want to find out what your thinking was, I want to find out what your feelings are, and, did you learn anything?""

brutal.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Palavras leva-as... a água



Espectacular acção no Louvre, em Paris, aquando das Jornadas Mundiais da Água.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Go Bulling

Logo abaixo da notícia sobre as conclusões do inquérito ao caso "Leandro", alegadamente vítima de bullying, surge um banner da empresa GoBulling.com.

A isto é que eu chamo timing. Mau timing!

Migalhas






"Revista cultural em formato toalha de mesa", assim se define "Migalhas". Para que não restem duvidas é mesmo uma toalha de papel individual, daquelas de se colocam debaixo do prato ao almoço mas com sugestões culturais. Simples, não é?

Numa época em que o online é que está a dar é interessante ver novos projectos a surgir em papel. Vai na terceira edição.

Mais Migalhas aqui ou aqui.

a pensar alto...

- O que fazer quando um cliente nosso é "atacado" na Comunicação Social?
- Reagir!

Será?

(Agências de comunicação) "instituições que plantam noticias, com jornalistas por conta, comprando jornalistas".

Uma definição possível, por Emídio Rangel. Hoje na Comissão de Ética.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

I num instante tudo mudou…

Há (más) notícias que me chateiam, sobretudo as que me vêm dar razão, mais cedo ou mais tarde.

Fui dos cépticos que diziam que "dificilmente o novo diário do Grupo Lena chegaria a ser lançado", fundamentando a minha opinião na crise que afectava (e ainda afecta) a Comunicação Social e o sector da Construção Civil. Mais tarde dei o braço a torcer ao ver surgir um projecto muito interessante, inovador e positivo, que ganhou o seu lugar entre os diários nacionais (acho que vendas diárias de 9000 exemplares é significativo para 10 meses de existência, ainda para mais num país ávido de tragédias), mas questionando-me desde logo sobre a sua viabilidade face às páginas despidas de publicidade.

Embora a comunicação não o transparecesse, com entrevistas optimistas de vários porta-vozes, inclusive do investidor e do director, que pareciam seguros e aparentavam estar preparados para uma caminhada difícil e lançavam bons sinais para o mercado, independentemente da secura da fonte publicidade, o jornal I ia caminhando para uma situação insustentável. Esta situação conheceu desenvolvimentos há dias com um comunicado dúbio e confuso enviado à redacção (que por sua vez o enviou às outras redacções) dificultando e muito (ou pelo menos retirando poder negocial) a possível venda do jornal a outros grupos económicos - onde estava o consultor de comunicação neste momento?

Tenho pena se o I não durar o suficiente para mudar, de facto, algo.

Tenho pena que os bons projectos se tornem rapidamente insustentáveis, por esta ou por aquela razão.

Tenho pena que a comunicação insista em criar realidades inexistentes que, mais cedo ou mais tarde, se desmoronam como castelos de cartas, contribuindo assim para o seu próprio descrédito.

Terei pena.

The fun theory - o vencedor

Não foi desta que ganhámos, embora estar entre os 8 finalistas (se excluirmos as 3 ideias que deram origem ao concurso) seja motivo de grande satisfação para um grupo de amigos que se reúnem em torno deste blog, e de uma ou outra tea party, a debitar bazófias sobre comunicação.

O vencedor é Kevin Richardson e a ideia merece vencer. Perfeito era vê-la posta em prática, quem sabe por cá.

domingo, 4 de abril de 2010

Spermmers (ou como o onanismo tomou o Chatroulette)

Marketeers, consultores de comunicação e porteiras estão sempre à procura da última novidade. Uma das mais recentes, inventada por um russo de 17 anos, chama-se "Chatroulette" e é já um sucesso mundial. É uma espécie de zapping mas onde a TV é que nos vai passando ou um speed dating muito rápido. Infelizmente parece já ter sido afectada por um estranho "vírus".

Num resumo possível, Luís Pedro Nunes, na sua crónica na Única deste sábado - que aconselho a leitura - define esta ferramenta como algo tomado por exibicionistas anónimos. Segundo ele, "podia ser uma bela ideia" (...) mas "o que irá ver - e garanto-lhe que irá ver - são pilas. Muitas. De várias cores, tamanhos e formatos, mas decididamente entusiasmadas num pacto de onanismo planetário em videoconferência."

Vejo que algumas marcas possam ter interesse na ferramenta (dêem-lhe o sentido que entenderem), mas vejo principalmente um desafio para as mentes mais criativas.

Enfim, como já não nos chegavam os Spammers, agora temos de gramar com os Spermmers!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fuuuuusão!

O sector da Comunicação gosta muito de anunciar fusões, sendo que muitas delas não chegam a sair da incubadora.

Aqui, pela blogosfera, queremos dar o exemplo. Potenciar recursos e criatividade.

O PiaR e o Buzzófias anunciam ao mercado a sua fusão.

Mais comunicação, mais comunicadores … o humor crítico e corrosivo de sempre!

A negociação demorou um pouco mais do expectável, mas lá se acordou que o Rodrigo Saraiva passa a RDS e o Alexandre a AdG.

O novo endereço será anunciado oportunamente.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Spammers

Há cerca de dois dias que sou bombardeado com um convite para me tornar fã de uma determinada fan page no Facebook. O convite já me foi endereçado por cerca de três profissionais de comunicação, que pertencem a uma agência responsável pela divulgação da tal fan page.

Não contentes com o facto de ter decicido ignorar aquele request pela primeira vez, o mesmo profissional enviou-me, no mesmo dia, novo convite para me tornar fã da dita página. No dia seguinte, os seus companheiros de agência enviaram-me também o convite, duas vezes cada um. E eis que, num total de três dias apenas, rejeito 6 vezes(!) o mesmo invite.

Os clientes que contratam agências de comunicação deveriam repensar o dinheiro que investem nas redes sociais por via destas. Na medida em que, com este tipo de práticas - que já vi serem perseguidas naquela rede por parte de muitos profissionais - as fan pages serão somente baseadas nos amigos dos amigos dos tais profissionais de comunicação. O que cria dois problemas:

1.Segmentação nula, na medida em que os fãs da marca X e os fãs da marca Y são exactamente iguais (são os tais amigos dos profissionais de comunicação), o que impede que cada marca construa o seu público próprio, adequado ao seu tom de voz (e depois pasmem-se que a audiência não interage...).

2.Transforma estes "comunicadores digitais" em spammers. O que é chato para o utilizador. Que a determinada altura, quando a plataforma estiver mais madura, bem poderá rejeitar quaisquer convites dessas pessoas. E é chato para os outros colegas de profissão - porque no médio prazo vão achar que os colegas não percebem nada daquilo e descredibilizar a sua "estratégia de novos media".


Pá...
Lembrem-se que os diversos consultores de uma agência têm diversos amigos em comum, que serão sempre alvos de spam, na medida em que irão receber a informação por diversas vias. Que não vale a pena mandar dois invites no mesmo dia às mesmas pessoas. Que deveriam acreditar-se no facebook como profissionais de PR para tornarem claras as vossas intenções. Que criar públicos para as marcas,em qualquer plataforma, envolve um trabalho de pré-produção cujo objectivo é defini-lo e encontrar imageria, tom de voz e um discurso focado para aquele público. Que quando o mercado estiver maduro só os que criaram as melhores práticas é que vão efectivamente perdurar, já que isto de sacar uns 600euritos com a actualização do facebook/twitter/blog do cliente vai acabar se o trabalho não for bem feito.

Ouve-se tanta bullshit sobre "as marcas terem de dialogar", "listen, sharem engage", "o mundo mudou e as mensagens já não podem ser introduzidas na cabeça das pessoas" e depois toca tudo a fazer o de sempre (salvo raras e honrosas excepções, que as há): comunicação unilateral, baseada em dinâmicas de press release.

O problema? Está-se a tratar o utilizador das redes como se trata o jornalista estagiário da redacção. Só falta fazerem follow-ups para ver se me quero tornar fã.


(desculpem lá o moralismo. Mas é sexta.)

Jornalistas ao Parlamento




Boris Johnson, brilhante as usual, fez esta semana um discurso na entrega dos British Press Awards que, de alguma forma, gostaria de ter ouvido de um político português. Trata-se do reconhecimento de uma derrota. A classe política aceita a derrota numa guerra travada há anos contra a imprensa. A imprensa infiltrou-se nos gabinetes, nos telefones, nas vidas privadas dos políticos. Expôs os podres, destruiu reputações, lançou o medo e a desconfiança. Boris Johnson assume a derrota, em nome de todos os políticos ingleses.

E, com a fleuma que lhe é reconhecida, lança o desafio: que sejam os arautos da transparência, os mensageiros da moralidade a assumir os cargos que determinam o futuro de Albion. Que venham os jornalistas para o parlamento, que os jornalistas resolvam os problemas dos ingleses.

O discurso inclui uma citação de Plutão: "the Republic will never be properly governed, my dear Glaucon, until all the politicians are journalists and all the journalists are politicians".

E termina: "You have exposed the pigsty now role up your sleeves and help to clear it up".

Genial, as usual.

(Todo o discurso aqui)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Massa Crítica

A comunicação faz-se de muitas formas. A da Massa Crítica, movimento espontâneo de utilizadores de bicicletas (flash mob) que se junta na última sexta-feira de cada mês, em Lisboa faz-se através WOM, folhetos impressos em casa e colocados nos raios de bicicletas, com auto-colantes e cartazes home-made e via redes sociais.

O resultado é notório de mês para mês.

Amanhã, no sítio habitual (Praça Marquês de Pombal) lá estarão os "malucos do costume". A pedalar pela causa.

Uma cerveja de campeões

Sem dúvida uma acção única de uma marca há muito ligada ao futebol. Genial. Vale a pena ver até ao fim.

quarta-feira, 17 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pepsi a caminho da África do Sul

Em ano de Mundial, já se sabia que a Pepsi iria lançar uma nova campanha com a sua constelação de estrelas do futebol internacional. Mais um spot que é, sem dúvida, uma referência no campo da publicidade ligada ao desporto.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Greve para uns, grave para outros


O timing e a capacidade de ver oportunidades nas ameaças (sobretudo nas dos outros) são duas características do (bom) consultor de comunicação.

Juntando a isto um título sugestivo (“Quem ainda precisa dos pilotos da TAP?”) e alguma provocação e o resultado é uma óptima cobertura mediática da campanha de Páscoa da Ryanair.

E a baixo custo, como gostam.