Uma definição possível, por Emídio Rangel. Hoje na Comissão de Ética.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Será?
(Agências de comunicação) "instituições que plantam noticias, com jornalistas por conta, comprando jornalistas".
Uma definição possível, por Emídio Rangel. Hoje na Comissão de Ética.
Uma definição possível, por Emídio Rangel. Hoje na Comissão de Ética.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
I num instante tudo mudou…
Há (más) notícias que me chateiam, sobretudo as que me vêm dar razão, mais cedo ou mais tarde.
Fui dos cépticos que diziam que "dificilmente o novo diário do Grupo Lena chegaria a ser lançado", fundamentando a minha opinião na crise que afectava (e ainda afecta) a Comunicação Social e o sector da Construção Civil. Mais tarde dei o braço a torcer ao ver surgir um projecto muito interessante, inovador e positivo, que ganhou o seu lugar entre os diários nacionais (acho que vendas diárias de 9000 exemplares é significativo para 10 meses de existência, ainda para mais num país ávido de tragédias), mas questionando-me desde logo sobre a sua viabilidade face às páginas despidas de publicidade.
Embora a comunicação não o transparecesse, com entrevistas optimistas de vários porta-vozes, inclusive do investidor e do director, que pareciam seguros e aparentavam estar preparados para uma caminhada difícil e lançavam bons sinais para o mercado, independentemente da secura da fonte publicidade, o jornal I ia caminhando para uma situação insustentável. Esta situação conheceu desenvolvimentos há dias com um comunicado dúbio e confuso enviado à redacção (que por sua vez o enviou às outras redacções) dificultando e muito (ou pelo menos retirando poder negocial) a possível venda do jornal a outros grupos económicos - onde estava o consultor de comunicação neste momento?
Tenho pena se o I não durar o suficiente para mudar, de facto, algo.
Tenho pena que os bons projectos se tornem rapidamente insustentáveis, por esta ou por aquela razão.
Tenho pena que a comunicação insista em criar realidades inexistentes que, mais cedo ou mais tarde, se desmoronam como castelos de cartas, contribuindo assim para o seu próprio descrédito.
Terei pena.
The fun theory - o vencedor
Não foi desta que ganhámos, embora estar entre os 8 finalistas (se excluirmos as 3 ideias que deram origem ao concurso) seja motivo de grande satisfação para um grupo de amigos que se reúnem em torno deste blog, e de uma ou outra tea party, a debitar bazófias sobre comunicação.
O vencedor é Kevin Richardson e a ideia merece vencer. Perfeito era vê-la posta em prática, quem sabe por cá.
O vencedor é Kevin Richardson e a ideia merece vencer. Perfeito era vê-la posta em prática, quem sabe por cá.
domingo, 4 de abril de 2010
Spermmers (ou como o onanismo tomou o Chatroulette)
Marketeers, consultores de comunicação e porteiras estão sempre à procura da última novidade. Uma das mais recentes, inventada por um russo de 17 anos, chama-se "Chatroulette" e é já um sucesso mundial. É uma espécie de zapping mas onde a TV é que nos vai passando ou um speed dating muito rápido. Infelizmente parece já ter sido afectada por um estranho "vírus".
Num resumo possível, Luís Pedro Nunes, na sua crónica na Única deste sábado - que aconselho a leitura - define esta ferramenta como algo tomado por exibicionistas anónimos. Segundo ele, "podia ser uma bela ideia" (...) mas "o que irá ver - e garanto-lhe que irá ver - são pilas. Muitas. De várias cores, tamanhos e formatos, mas decididamente entusiasmadas num pacto de onanismo planetário em videoconferência."
Vejo que algumas marcas possam ter interesse na ferramenta (dêem-lhe o sentido que entenderem), mas vejo principalmente um desafio para as mentes mais criativas.
Enfim, como já não nos chegavam os Spammers, agora temos de gramar com os Spermmers!
Num resumo possível, Luís Pedro Nunes, na sua crónica na Única deste sábado - que aconselho a leitura - define esta ferramenta como algo tomado por exibicionistas anónimos. Segundo ele, "podia ser uma bela ideia" (...) mas "o que irá ver - e garanto-lhe que irá ver - são pilas. Muitas. De várias cores, tamanhos e formatos, mas decididamente entusiasmadas num pacto de onanismo planetário em videoconferência."
Vejo que algumas marcas possam ter interesse na ferramenta (dêem-lhe o sentido que entenderem), mas vejo principalmente um desafio para as mentes mais criativas.
Enfim, como já não nos chegavam os Spammers, agora temos de gramar com os Spermmers!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Fuuuuusão!
O sector da Comunicação gosta muito de anunciar fusões, sendo que muitas delas não chegam a sair da incubadora.
Aqui, pela blogosfera, queremos dar o exemplo. Potenciar recursos e criatividade.
O PiaR e o Buzzófias anunciam ao mercado a sua fusão.
Mais comunicação, mais comunicadores … o humor crítico e corrosivo de sempre!
A negociação demorou um pouco mais do expectável, mas lá se acordou que o Rodrigo Saraiva passa a RDS e o Alexandre a AdG.
O novo endereço será anunciado oportunamente.
Aqui, pela blogosfera, queremos dar o exemplo. Potenciar recursos e criatividade.
O PiaR e o Buzzófias anunciam ao mercado a sua fusão.
Mais comunicação, mais comunicadores … o humor crítico e corrosivo de sempre!
A negociação demorou um pouco mais do expectável, mas lá se acordou que o Rodrigo Saraiva passa a RDS e o Alexandre a AdG.
O novo endereço será anunciado oportunamente.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Spammers
Há cerca de dois dias que sou bombardeado com um convite para me tornar fã de uma determinada fan page no Facebook. O convite já me foi endereçado por cerca de três profissionais de comunicação, que pertencem a uma agência responsável pela divulgação da tal fan page.
Não contentes com o facto de ter decicido ignorar aquele request pela primeira vez, o mesmo profissional enviou-me, no mesmo dia, novo convite para me tornar fã da dita página. No dia seguinte, os seus companheiros de agência enviaram-me também o convite, duas vezes cada um. E eis que, num total de três dias apenas, rejeito 6 vezes(!) o mesmo invite.
Os clientes que contratam agências de comunicação deveriam repensar o dinheiro que investem nas redes sociais por via destas. Na medida em que, com este tipo de práticas - que já vi serem perseguidas naquela rede por parte de muitos profissionais - as fan pages serão somente baseadas nos amigos dos amigos dos tais profissionais de comunicação. O que cria dois problemas:
1.Segmentação nula, na medida em que os fãs da marca X e os fãs da marca Y são exactamente iguais (são os tais amigos dos profissionais de comunicação), o que impede que cada marca construa o seu público próprio, adequado ao seu tom de voz (e depois pasmem-se que a audiência não interage...).
2.Transforma estes "comunicadores digitais" em spammers. O que é chato para o utilizador. Que a determinada altura, quando a plataforma estiver mais madura, bem poderá rejeitar quaisquer convites dessas pessoas. E é chato para os outros colegas de profissão - porque no médio prazo vão achar que os colegas não percebem nada daquilo e descredibilizar a sua "estratégia de novos media".
Pá...
Lembrem-se que os diversos consultores de uma agência têm diversos amigos em comum, que serão sempre alvos de spam, na medida em que irão receber a informação por diversas vias. Que não vale a pena mandar dois invites no mesmo dia às mesmas pessoas. Que deveriam acreditar-se no facebook como profissionais de PR para tornarem claras as vossas intenções. Que criar públicos para as marcas,em qualquer plataforma, envolve um trabalho de pré-produção cujo objectivo é defini-lo e encontrar imageria, tom de voz e um discurso focado para aquele público. Que quando o mercado estiver maduro só os que criaram as melhores práticas é que vão efectivamente perdurar, já que isto de sacar uns 600euritos com a actualização do facebook/twitter/blog do cliente vai acabar se o trabalho não for bem feito.
Ouve-se tanta bullshit sobre "as marcas terem de dialogar", "listen, sharem engage", "o mundo mudou e as mensagens já não podem ser introduzidas na cabeça das pessoas" e depois toca tudo a fazer o de sempre (salvo raras e honrosas excepções, que as há): comunicação unilateral, baseada em dinâmicas de press release.
O problema? Está-se a tratar o utilizador das redes como se trata o jornalista estagiário da redacção. Só falta fazerem follow-ups para ver se me quero tornar fã.
(desculpem lá o moralismo. Mas é sexta.)
Não contentes com o facto de ter decicido ignorar aquele request pela primeira vez, o mesmo profissional enviou-me, no mesmo dia, novo convite para me tornar fã da dita página. No dia seguinte, os seus companheiros de agência enviaram-me também o convite, duas vezes cada um. E eis que, num total de três dias apenas, rejeito 6 vezes(!) o mesmo invite.
Os clientes que contratam agências de comunicação deveriam repensar o dinheiro que investem nas redes sociais por via destas. Na medida em que, com este tipo de práticas - que já vi serem perseguidas naquela rede por parte de muitos profissionais - as fan pages serão somente baseadas nos amigos dos amigos dos tais profissionais de comunicação. O que cria dois problemas:
1.Segmentação nula, na medida em que os fãs da marca X e os fãs da marca Y são exactamente iguais (são os tais amigos dos profissionais de comunicação), o que impede que cada marca construa o seu público próprio, adequado ao seu tom de voz (e depois pasmem-se que a audiência não interage...).
2.Transforma estes "comunicadores digitais" em spammers. O que é chato para o utilizador. Que a determinada altura, quando a plataforma estiver mais madura, bem poderá rejeitar quaisquer convites dessas pessoas. E é chato para os outros colegas de profissão - porque no médio prazo vão achar que os colegas não percebem nada daquilo e descredibilizar a sua "estratégia de novos media".
Pá...
Lembrem-se que os diversos consultores de uma agência têm diversos amigos em comum, que serão sempre alvos de spam, na medida em que irão receber a informação por diversas vias. Que não vale a pena mandar dois invites no mesmo dia às mesmas pessoas. Que deveriam acreditar-se no facebook como profissionais de PR para tornarem claras as vossas intenções. Que criar públicos para as marcas,em qualquer plataforma, envolve um trabalho de pré-produção cujo objectivo é defini-lo e encontrar imageria, tom de voz e um discurso focado para aquele público. Que quando o mercado estiver maduro só os que criaram as melhores práticas é que vão efectivamente perdurar, já que isto de sacar uns 600euritos com a actualização do facebook/twitter/blog do cliente vai acabar se o trabalho não for bem feito.
Ouve-se tanta bullshit sobre "as marcas terem de dialogar", "listen, sharem engage", "o mundo mudou e as mensagens já não podem ser introduzidas na cabeça das pessoas" e depois toca tudo a fazer o de sempre (salvo raras e honrosas excepções, que as há): comunicação unilateral, baseada em dinâmicas de press release.
O problema? Está-se a tratar o utilizador das redes como se trata o jornalista estagiário da redacção. Só falta fazerem follow-ups para ver se me quero tornar fã.
(desculpem lá o moralismo. Mas é sexta.)
Jornalistas ao Parlamento

Boris Johnson, brilhante as usual, fez esta semana um discurso na entrega dos British Press Awards que, de alguma forma, gostaria de ter ouvido de um político português. Trata-se do reconhecimento de uma derrota. A classe política aceita a derrota numa guerra travada há anos contra a imprensa. A imprensa infiltrou-se nos gabinetes, nos telefones, nas vidas privadas dos políticos. Expôs os podres, destruiu reputações, lançou o medo e a desconfiança. Boris Johnson assume a derrota, em nome de todos os políticos ingleses.
E, com a fleuma que lhe é reconhecida, lança o desafio: que sejam os arautos da transparência, os mensageiros da moralidade a assumir os cargos que determinam o futuro de Albion. Que venham os jornalistas para o parlamento, que os jornalistas resolvam os problemas dos ingleses.
O discurso inclui uma citação de Plutão: "the Republic will never be properly governed, my dear Glaucon, until all the politicians are journalists and all the journalists are politicians".
E termina: "You have exposed the pigsty now role up your sleeves and help to clear it up".
Genial, as usual.
(Todo o discurso aqui)
E, com a fleuma que lhe é reconhecida, lança o desafio: que sejam os arautos da transparência, os mensageiros da moralidade a assumir os cargos que determinam o futuro de Albion. Que venham os jornalistas para o parlamento, que os jornalistas resolvam os problemas dos ingleses.
O discurso inclui uma citação de Plutão: "the Republic will never be properly governed, my dear Glaucon, until all the politicians are journalists and all the journalists are politicians".
E termina: "You have exposed the pigsty now role up your sleeves and help to clear it up".
Genial, as usual.
(Todo o discurso aqui)
quinta-feira, 25 de março de 2010
Massa Crítica
A comunicação faz-se de muitas formas. A da Massa Crítica, movimento espontâneo de utilizadores de bicicletas (flash mob) que se junta na última sexta-feira de cada mês, em Lisboa faz-se através WOM, folhetos impressos em casa e colocados nos raios de bicicletas, com auto-colantes e cartazes home-made e via redes sociais. O resultado é notório de mês para mês.
Amanhã, no sítio habitual (Praça Marquês de Pombal) lá estarão os "malucos do costume". A pedalar pela causa.
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Uma cerveja de campeões
Sem dúvida uma acção única de uma marca há muito ligada ao futebol. Genial. Vale a pena ver até ao fim.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Pepsi a caminho da África do Sul
Em ano de Mundial, já se sabia que a Pepsi iria lançar uma nova campanha com a sua constelação de estrelas do futebol internacional. Mais um spot que é, sem dúvida, uma referência no campo da publicidade ligada ao desporto.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Greve para uns, grave para outros

O timing e a capacidade de ver oportunidades nas ameaças (sobretudo nas dos outros) são duas características do (bom) consultor de comunicação.
Juntando a isto um título sugestivo (“Quem ainda precisa dos pilotos da TAP?”) e alguma provocação e o resultado é uma óptima cobertura mediática da campanha de Páscoa da Ryanair.
E a baixo custo, como gostam.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Um broche de campanha*
Há uns anos, o actual presidente da câmara municipal de Faro, Macário Correia, tentou carreira como copy ao lançar o slogan: "Beijar uma mulher que fuma é como lamber um cinzeiro". Não pegou... estranhamente.Se fosse hoje, a avaliar por esta campanha francesa, a frase deveria ser: "Fumar é como fazer sexo oral a senhores de idade" (não deixo de associar também a imagem à benção de um padre, o que me deixa perturbado da mesma maneira).
É um bom exemplo de uma campanha que terá uma elevada recordação, gerou muitas notícias e WOM, mas que terá, certamente, muito poucos resultados.
Como falamos de fumar a pergunta que deixo é: mas o que é que fumam os tipos que aprovam isto? (se souberem podem responder por email que eu não denuncio ninguém)
* este título foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico, e no Brasil não é asneira.
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Droits des Non-fumeurs
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
A morte do Rolodex.

Era assim que estava a frase abaixo do post fotográfico do The Cool Hunter no Facebook. E de repente, que presenciei in loco, começo a pensar:
E se conseguem mesmo o contacto do mais inacessível dos personagens do estrelato cinematográfico norte-americano? Que pode isto significar como novo paradigma do valor das PR e das Public Affairs enquanto catalisadores e key-holders da "influência"? Ou teremos de começar a avaliar o valor verdadeiro da e-fluência? ... Poderemos de facto estar a viver a massificação da teoria de que estamos todos a apenas 6 passos de distância de qualquer ser humano no mundo? Ou basta chegar ao Kevin Bacon?
Poderá a social-media tornar-se uma enorme lista telefónica? O rolodex do novo milénio? E à escala global?
... Demoraram 17 minutos:
(...) the cool hunter
update - twitter has got us to @philipbloom his cinematographer, who's with him as we speak - we're very close folks (...)
Publicada por
Francisco Morgado Véstia
à(s)
2/23/2010
1 comentário:
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Ídolos
A Diana Piedade tem 98,615 fãs no Facebook.
O Filipe Pinto tem 70,157 fãs no Facebook.
Números muito interessantes para ambos os finalistas do Ídolos. E que permitem a cada um deles manter uma base de fãs activa e muito relevante para lançarem os seus próprios projectos musicais futuros. Mas foi o Filipe Pinto, que tem menos fãs, que ganhou o programa. Reality check: nem só a dimensão e maior presença nas redes sociais servem para definir a preferência do público. Aliás, nem sempre os mais comunicadores, simpáticos e polidos personagens conquistam a preferência do público. A honestidade, um certo amadorismo utópico e resistência à "carreira" musical tradicional deram, no meu ponto de vista, a vitória ao Filipe. Não os seus lindos olhos, mas a autenticidade da sua personagem, que conseguiu impôr num programa que pretende ser uma linha de montagem de estrelinhas.
O amadorismo é uma das características que mais respeito em marcas (pessoais e corporativas). Transparece autenticidade. Verdade. Porque o "amador" persegue algo por vontade e nada mais - não é pelo reconhecimento nem pela carreira ou benefícios associados. Isto porque os amadores têm acesso a algo que os profissionais não têm: a realidade. Perseguem algo porque lhes apetece, porque algo ( os seus valores?) os impele. E mais nada. E isso merece respeito por parte de toda a gente.
Ao parecer um "bicho do mato", o Filipe contou uma história pessoal acerca de si que 1000 status updates da Diana não conseguiram contar. Sem querer comunicar, comunicou. Comunicou que não estava ali pela fama, pela glória, pelo marketing ou o glitter, mas pela música. E vozes à parte, num programa "pop", ganhou o rapaz que não quer ser "pop" - só quer cantar.
Em circunstâncias similares, tendo a achar que um bom outsider ganha sempre ao homem de carreira. Porque o público reconhece no "amador" que vem de fora a vontade e o "drive" que não reconhece no polido profissional.
E por isso acho também que o Fernando Nobre tem grandes hipóteses de sucesso na candidatura à Presidência. Porque, para o público em geral, ele persegue um "higher calling". Ele só quer salvar pessoas. E não é um thinker como Alegre, é um doer. Não está interessado na fama ou na glória ( apesar de ter ficado em 25º lugar no concurso "grandes portugueses"). Se não o colarem completamente ao PS e se ele se afastar dos gimmicks hiper-marketizados de José Sócrates, bem pode ganhar este outro "Ídolos".
O Filipe Pinto tem 70,157 fãs no Facebook.
Números muito interessantes para ambos os finalistas do Ídolos. E que permitem a cada um deles manter uma base de fãs activa e muito relevante para lançarem os seus próprios projectos musicais futuros. Mas foi o Filipe Pinto, que tem menos fãs, que ganhou o programa. Reality check: nem só a dimensão e maior presença nas redes sociais servem para definir a preferência do público. Aliás, nem sempre os mais comunicadores, simpáticos e polidos personagens conquistam a preferência do público. A honestidade, um certo amadorismo utópico e resistência à "carreira" musical tradicional deram, no meu ponto de vista, a vitória ao Filipe. Não os seus lindos olhos, mas a autenticidade da sua personagem, que conseguiu impôr num programa que pretende ser uma linha de montagem de estrelinhas.
O amadorismo é uma das características que mais respeito em marcas (pessoais e corporativas). Transparece autenticidade. Verdade. Porque o "amador" persegue algo por vontade e nada mais - não é pelo reconhecimento nem pela carreira ou benefícios associados. Isto porque os amadores têm acesso a algo que os profissionais não têm: a realidade. Perseguem algo porque lhes apetece, porque algo ( os seus valores?) os impele. E mais nada. E isso merece respeito por parte de toda a gente.
Ao parecer um "bicho do mato", o Filipe contou uma história pessoal acerca de si que 1000 status updates da Diana não conseguiram contar. Sem querer comunicar, comunicou. Comunicou que não estava ali pela fama, pela glória, pelo marketing ou o glitter, mas pela música. E vozes à parte, num programa "pop", ganhou o rapaz que não quer ser "pop" - só quer cantar.
Em circunstâncias similares, tendo a achar que um bom outsider ganha sempre ao homem de carreira. Porque o público reconhece no "amador" que vem de fora a vontade e o "drive" que não reconhece no polido profissional.
E por isso acho também que o Fernando Nobre tem grandes hipóteses de sucesso na candidatura à Presidência. Porque, para o público em geral, ele persegue um "higher calling". Ele só quer salvar pessoas. E não é um thinker como Alegre, é um doer. Não está interessado na fama ou na glória ( apesar de ter ficado em 25º lugar no concurso "grandes portugueses"). Se não o colarem completamente ao PS e se ele se afastar dos gimmicks hiper-marketizados de José Sócrates, bem pode ganhar este outro "Ídolos".
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Os limites da Liberdade
José Manuel Fernandes e Mário Crespo foram hoje chamados ao Parlamento para depor perante a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura.
Porquê, de todos os directores de jornais em funções, foi chamado o ex-director do Público, não sabemos.
José Manuel Fernandes classifica a actuação do Governo junto dos Media de “doentia” e, como exemplo, lembra uma entrevista que lhe foi negada em prole de outro jornal.
Ou seja, o Governo exerceu a sua liberdade de escolher a que Órgão de Comunicação Social deveria dar a entrevista e tal, aparentemente, vai contra a noção de Liberdade de Imprensa de José Manuel Fernandes.
O que a José Manuel Fernandes, e a outros grandes jornalistas incomoda, parece-nos, é, não os limites impostos à Liberdade de Imprensa, mas os condicionantes que a Liberdade dos Outros traz à actuação jornalística.
O problema aqui reside na falta de transparência dos nossos Órgãos de Comunicação Social. Se cada jornal assumisse de que lado está, neste clima de proto-guerrilha política, seria absolutamente óbvio o porquê das escolhas do Governo na hora de “oferecer” exclusivos. Sem surpresas que afectassem os incautos e sempre neutros jornalistas.
Não negamos que existam pressões. Nem tão pouco que exista uma espécie de censura, um “polvo” como o Sol resolveu chamar-lhe. Mas se o Governo é chamado a reflectir e ponderar o seu futuro, também é altura de os jornalistas pensarem e assumirem as suas responsabilidades.
Um jornalismo que almeja o estatuto a que Mário Crespo aspira, não pode, fazendo gala da Liberdade de Imprensa, fazer acusações graves ao Governo em funções socorrendo-se do “disseram-me que ouviram”.
Parece-nos óbvio. E continuamos à espera que o Sindicato dos Jornalistas consiga dizer algo inteligente sobre o tema.
Porquê, de todos os directores de jornais em funções, foi chamado o ex-director do Público, não sabemos.
José Manuel Fernandes classifica a actuação do Governo junto dos Media de “doentia” e, como exemplo, lembra uma entrevista que lhe foi negada em prole de outro jornal.
Ou seja, o Governo exerceu a sua liberdade de escolher a que Órgão de Comunicação Social deveria dar a entrevista e tal, aparentemente, vai contra a noção de Liberdade de Imprensa de José Manuel Fernandes.
O que a José Manuel Fernandes, e a outros grandes jornalistas incomoda, parece-nos, é, não os limites impostos à Liberdade de Imprensa, mas os condicionantes que a Liberdade dos Outros traz à actuação jornalística.
O problema aqui reside na falta de transparência dos nossos Órgãos de Comunicação Social. Se cada jornal assumisse de que lado está, neste clima de proto-guerrilha política, seria absolutamente óbvio o porquê das escolhas do Governo na hora de “oferecer” exclusivos. Sem surpresas que afectassem os incautos e sempre neutros jornalistas.
Não negamos que existam pressões. Nem tão pouco que exista uma espécie de censura, um “polvo” como o Sol resolveu chamar-lhe. Mas se o Governo é chamado a reflectir e ponderar o seu futuro, também é altura de os jornalistas pensarem e assumirem as suas responsabilidades.
Um jornalismo que almeja o estatuto a que Mário Crespo aspira, não pode, fazendo gala da Liberdade de Imprensa, fazer acusações graves ao Governo em funções socorrendo-se do “disseram-me que ouviram”.
Parece-nos óbvio. E continuamos à espera que o Sindicato dos Jornalistas consiga dizer algo inteligente sobre o tema.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Agências Unidas
... jamais serão vencidas.
Na Bélgica, algumas das maiores agências publicitárias estão unidas contra o canibalismo que vigora nos concursos. Levar uma boa proposta a concurso implica o investimento de tempo e dinheiro. De recursos que são importantes para os clientes já adjudicados. Pedem regras justas. E sobretudo, respeito entre agências. Pela actividade.
Deveriamos nós instituir um Competition Charter?
http://www.ogilvy.be/
Na Bélgica, algumas das maiores agências publicitárias estão unidas contra o canibalismo que vigora nos concursos. Levar uma boa proposta a concurso implica o investimento de tempo e dinheiro. De recursos que são importantes para os clientes já adjudicados. Pedem regras justas. E sobretudo, respeito entre agências. Pela actividade.
Deveriamos nós instituir um Competition Charter?
http://www.ogilvy.be/
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Super Bowl Ad Fever
É o maior evento desportivo do mundo... e provavelmente o maior evento publicitário do mundo também. Os spots nos intervalos custam milhões, apesar da crise ter levado a alguma contenção. As grandes marcas investem tudo em produções ambiciosas para se estrearem neste dia. São muitos os anúncios que vale a pena ver, pelo que destacamos apenas alguns da Doritos, que são hilariantes. Para ver tudo é só clicar aqui.
E já agora, mais um excelente anúncio da madrugada de ontem:
E mais outro, este com o Stevie Wonder e com um jogo que se pode tornar num case study de sucesso:
E já agora, mais um excelente anúncio da madrugada de ontem:
E mais outro, este com o Stevie Wonder e com um jogo que se pode tornar num case study de sucesso:
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