sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O acidente da Carris

Há alguns meses, a Galp Energia lançava um site de carpooling, o Energia Positiva, com bastante pompa e com um anúncio televiso de alto gabarito. O site, no entanto, deixava muito a desejar. O investimento parecia ter sido maior no offline que no online; no anúncio que no serviço em si.

Ainda que numa escala diferente, é agora a vez da Carris cometer o mesmo erro. O Movimento Menos Um Carro é uma campanha de sensibilização para a utilização de transportes públicos, apresentando-se na imprensa e internet (site e redes sociais). A propósito do site, descrevem-no como um "ponto de encontro online onde pode aceder a toda a informação no sentido de conhecer o porquê da urgência de uma mudança"; um site que, até ao momento, inclui notícias, alguns testemunhos e um questionário para calcular o Índice de Mobilidade Sustentável.

A pouca atenção à comunicação online salta à vista com outro detalhes. Para responder ao questionário, é necessário um registo (primeiro erro); completado este passo, recebe-se um email com os nosso dados proveniente do endereço menosumcarro@gmail.com - qual empresa de vão de escada, nem usam o próprio domínio para um endereço de email. A integração com redes sociais é, também, apenas fogo de vista. Terminado o questionário, somos convidados a partilhar o resultado no Facebook - mas a única coisa que é partilhada é, literalmente, a palavra "Resultado" e um endereço para o site que mostrará um erro e pedirá para completar o questionário.

Por esta altura já devia ser claro: não basta um link para o Twitter e Facebook para vingar nas redes sociais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quero explorar! Posso?

Segundo o M&P, o Carga de Trabalhos vai passar a "rejeitar todos os anúncios a estágios não-remunerados ou estágios com “ajudas de custo” ", deixando assim de compactuar com uma situação "ilegal". É de louvar a iniciativa, independentemente das razões.

Será o fim do "Quero explorar! Posso?", do "Procura-se cérebro jovem e fresquinho para ser esmiuçado a troco de nada!", do "Oferecemos oportunidade de integração em ambiente jovem e descontraído, por tua conta e risco".

Em Portugal nem sempre (ou raramente) se valoriza o talento ou o trabalho dos jovens, licenciados ou não. Prefere-se "oferecer" a formação, a integração a troco de ideias, de trocos, da oportunidade única de realizar acções menos válidas e perfeitamente imbecis. Os salários, quando os há, são fracos como o são, muitas vezes, os mais bem pagos. Como toda a gente, que não tem berço "cunhado" começa por algum lado, já vai sendo o momento de pensar a sério esta questão.

50 People, One Question

Fifty People, One Question: Brooklyn from Fifty People, One Question on Vimeo.



A ideia é muito simples: uma câmara de filmar, uma perguntar, todas as respostas possíveis. Foi o que fizeram os responsáveis do projecto 50 people, one question, que abordaram pessoas na rua e lhes fizeram uma pergunta. "Where would you wish to wake up tomorrow?"

Simples, não é? É.

As boas são assim. Simples.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como moscas e mel...

Será este o cúmulo dos "novos meios" para publicidade?...

Durante a Feira do Livro de Frankfurt, a "Jung von Matt/Neckar" tinha como desafio dar a conhecer e atrair visitantes ao stand da "Eichborn": uma nova editora , que por acaso, usa como "símbolo"... uma mosca...

Conseguem imaginar o que fizeram?... Pois... Não chegavam lá pois não?... É natural, apenas natural... Algures entre o asqueroso e o genial, fez-se história...




sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Outros festivais



Porque nem sempre os mais irritantes são os piores. Nem os piores os mais irritantes.

Dia 7 de Novembro Festival do Cano09.

Votação: Os anúncios portugueses mais irritantes!

Ora aqui está uma notícia que nos agrada, que apoiamos, e pela qual estamos dispostos a lutar para que Portugal seja incluído no ranking. Que tal eleger os anúncios portugueses mais irritantes do ano?

Iniciámos o tema há uns posts atrás, com este e este exemplos, e retomamo-lo para que nos juntemos à votação.

Deixamos mais umas sugestões, desconhecendo se estão disponíveis na Internet, mas que seguramente irritam muito boa gente:

- TV: Formas Luso com Telma Monteiro
- TV: Novo do Pingo Doce
- TV: Millenniumbcp com Bárbara Guimarães, Jorge Gabriel e Ricardo Pereira
- Rádio: Totvs, com "v"
- Rádio: Novos da Staples
- Imprensa: Anúncios de página inteira a aparelhos auditivos (mas o target ouve mal ou vê mal?)

Deixem as vossas sugestões na caixa de comentários ou enviando-nos um tweet @buzzofias com a hashtag #esteanuncioirrita. Podem ainda deixar mensagem em www.facebook.com/buzzofias

Para sugestões internacionais @MarketingUK com hashtag #crapads.

Sentem-se irritados? A culpa é da pub!
A votação termina dia 9 de Novembro.

Windows Zeven

A Microsoft lançou esta semana o Windows 7.

Numa acção de RP global que pretende criar um hype em torno da marca, demonstrando que também ela é cool, a empresa de Bill Gates - será sempre dele - decorou a vila de "Sietes" (sete) nas Astúrias, Espanha, com as cores do Windows, ofereceu 777 cópias grátis aos residentes de uma vila holandesa de Zevenhuizen (Sete casas - agora já dá jeito a tradução, hein?) e, espantem-se os mais cépticos, criou, em parceria com o Burger King no Japão, um Whopper com 7 hambúrgueres (o equivalente a um vitelo de 7 meses), por apenas 777 yen (é barato) durante sete dias (Tradução livre e idiota dos caracteres: Windows 7, o OS para obesos)!


A resposta da Apple não se fez esperar e colocou a circular MAIS UM vídeo "I'm a PC, I'm a Mac".

Palavras para quê?



Nota: Aparentemente a campanha da MS deve estar a resultar porque as vendas estão aí. Onde? Não sei, mas estão aí!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

iDroid x iUps = iPhone

An-droid? iPhone soma e segue



Este post é digno de Buzzófias




LPM, agência do regime e agência de comunicação de Pacheco Pereira, adere ao Lip Dub!


Aqui entre nós, os Buzzófias pa-ga-vam para ver o vídeo do lpm (vénia) a cantar o que quer que fosse.


Finding Mantorras


Quem for hoje ao Estádio da Luz, ver o Benfica-Everton, vai assistir a um espectáculo ainda mais bizarro do que o habitual.

Numa acção, que até poderia ser considerada como guerrilha, alguns adeptos do Everton vão vestir camisolas com Madeleine McCann e a frase "ainda estamos à procura", em português e inglês. Como má guerrilha - claro que nunca concebida desta forma, mas sim como parte da estratégia do spin doctor contratado pelos McCann -, a ideia foi comunicada e, em boa hora, surgiram limitações. Acabou-se o efeito surpresa.

O Buzzofias sabe, ou se não sabe inventa, que os adeptos encarnados vão aderir à campanha mas envergando fotografias de Pedro Mantorras, há muito desaparecido do futebol benfiquista.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Google Wave não existe!

Diz-se que o Google Wave irá revolucionar a forma como até aqui enviamos e gerimos e-mail. Diz-se que está em fase de testes e que fará coisas como estas:


Diz-se, porque não acredito. E não acredito porque ainda não vi nada. Supostamente tudo faz parte de uma estratégia selectiva, para nos fazer "babar", implorar, semelhante à adoptada no lançamento do Gmail. Duvido!

Alguém conhece alguém que já tenha usado o Google Wave? Alguém conhece alguém que conheça alguém que já o tenha usado? Claro que não! Porquê? Porque não existe!

PS: Se alguém respondeu afirmativamente a alguma das perguntas anteriores eu estou a brincar e pode fazer o favor de nos enviar um convite para buzzofias@gmail.com, para que possamos repor a verdade. Apenas para isso, porque eu não me estou a sentir nada excluído. Prometo ser selectivo nos meus convites futuros.

LAIKA

LAIKA from Michael Flückiger on Vimeo.



depois da ida à lua, a Laika agora estreia-se no typeface. muito em voga estas parvoíces com interacção, não é?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The funny way

Havia pelo menos duas maneiras de fazer coisas: the easy way or the hard way.

Agora, graças à VW há também a the funny way, de que, pessoalmente, como se nota, julgo eu, pelo teor deste blog, sou fã!

Note-se que estes exemplos, por si só, não mudam efectivamente comportamentos. Vivem do efeito surpresa, o qual passando perde eficácia. Mas enquanto isso não acontece, são geniais!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O melhor amigo do Homem

"Quem é que o leva até à porta do emprego? O carro, o melhor amigo do Homem!"

Estas e outras pérolas são transmitidas em vários anúncios de rádio, apelando aos proprietários de carros que "retribuam com os cuidados que ele merece" indo a uma oficina especializada.

Num momento onde se discutem temas como o aquecimento global, o impacto ambiental do excesso de automóveis nas cidades, a poluição nas cidades, etc, e em que todas as marcas, inclusive as que lucram com combustíveis e com as vendas de automóveis, parecem ter cada vez maior consciência ambiental, eis que surge uma empresa a dizer-nos, preto no branco, que o carro é o nosso melhor amigo e que por ele devem fazer tudo!

Claramente, esta é uma ideia de criativo que não foi devidamente filtrada e que reflecte que a consciência ambiental, muitas vezes, é apenas um ideal politicamente correcto ainda longe de estar intrínseco nas empresas.

Não Maitê, mas mói

Esta semana deu que falar um vídeo onde Maitê Proença, conhecida actriz brasileira, ofende os portugueses. Todos sem excepção (Miguel Sousa Tavares já está com um pé no Brasil por isso não conta), porque se há coisa que o português gosta é de se insurgir com coisas que, aparentemente, ofendem o seu orgulho nacional (inclusive o bacoco).

Não foi tanto o efeito viral do vídeo, que motivou imediatamente grupos de ódio e repudio no facebook, notícias e afins, sobretudo afins, o que me surpreendeu foi a data do mesmo: 2007! Isso mesmo, 2007! Um vídeo com dois anos chegou agora a Portugal, ao que parece de forma espontânea (há sempre a hipótese de ter sido posto a circular pela própria Maitê depois de ter conhecido MST), e ainda foi notícia.

Mas vejamos, ou vêjamos, como diria o candidato do PTP à Câmara de Lisboa, o que se passava no vídeo.

O que inflamou mesmo os ânimos foi a ver o desrespeito da actriz a cuspir numa fonte nos Jerónimos, o que é grave porque, como é sabido, os portugueses são dos povos mais asseados do Mundo e nunca, em situação alguma, cospem para o chão. Talvez um escarro ou outro, mas apenas em situações limites e com justificação médica.

Outros dos factos relatados no vídeo é a eleição de Salazar como o português mais importante de sempre num concurso promovido pela estação pública de TV, o que até nem deu que falar por cá na altura e não levantou quaisquer ondas; o gozo com um número colocado ao contrário; e a falta de conhecimentos técnicos em informática de dois funcionários de um hotel de cinco estrelas, o que por si só deita por terra o esforço socialista de anos na aposta num Portugal mais tecnológico.

Na minha opinião este foi um caso sem grande sentido, desnecessariamente exacerbado. Foi, porque já era passado até mesmo antes de o ser, um exemplo da dimensão que certos acontecimentos ganham actualmente através e por causa da Internet, e de que a Internet é um repositório de informação sempre pronta a ser novamente descoberta e com efeitos sempre imprevisíveis.

Quem sabe se amanhã não somos nós o alvo?


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Saberá bem pagar tão pouco?

A Duda publicidade abriu filial em Portugal, gerando bastante buzz e repercussão mediática nos meios do trade.

E assina agora o seu primeiro trabalho, um anúncio para o Pingo Doce. Um contrato de serviços atípico, segundo Duda Mendonça, fundador daquela agencia de publicidade - é que a Duda é a mais recente sócia do Pingo Doce (e stakeholder da Jerónimo Martins portanto! Será que a CMVM foi informada disto? :) ).



Ora apetece-me dizer coisas acerca disto:

.1 Eu não gosto do anúncio.

.2 Não tenho de gostar do anúncio. Ele tem é de criar valor para a marca e ser relevante junto de um determinado target, de acordo com uma mensagem pré-definida. Mas a Jerónimo Martins, que já havia aprendido tanto e tão bem com a experiência da Bierdronka na Polónia, ao pilotar a marca do Pingo Doce de forma exemplar em Portugal, parece ter mudado completamente de ideias de um dia para o outro. Talvez estivessem fartos de pilotar uma marca de forma tão coerente, bem feita e invejada pela concorrência e tenham decidido arriscar. Mudar, sei lá. Eu percebo. Sou portista e, confesso, às vezes ganhar com tanto avanço torna-se uma seca tremenda. My guess is: o apelo de fazer uma campanha barata (Duda Mendonça parece afirmar que o valor cobrado foi somente o suficiente para cobrir custos fixos, associados a uma success fee) terá sido demasiado forte. Não resistindo aos preços baixos, a JM terá preferido arriscar o brand value do Pingo Doce. Veremos é se lhes sabe bem. ;)

.3 Não sei se, no contrato assinado entre a Duda e o Pingo Doce, haverá uma claúsula que compreende a inclusão das inserções noticiosas negativas no success fee do trabalho. A haver e a julgar pela reacção nos media sociais, a Duda não vai ganhar assim tanto $ com este primeiro trabalho. Isto porque:

.4 Aparentemente, há um grupo no Facebook de "Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda", que conta já com 500 pessoas (em menos de 24 horas da sua criação).

.5 Nesse tal grupo do Facebook aconselha-se o envio de um e-mail para expressar a sua opinião sobre a campanha para comunicacao@jeronimo-martins.pt

.6 Aparentemente, há uma carta aberta aos responsáveis do Pingo Doce (altamente comentada), em que um pingo docense discursa abertamente contra a campanha.

.7 Twitter search com o termo "Pingo Doce":



.8 Os profissionais de PR que trabalham a Jerónimo Martins devem estar em pleno processo de gestão de crise. O clipping do PD não deve estar bom nos media sociais ( é mais ou menos nesta altura que se diz ao cliente que "as novas plataformas digitais têm de facto uma importância crescente, mas a sua repercurssão no valor da marca ainda é muito diminuta").

.9 Agora mais a sério, espero honestamente que a Duda consiga criar bom trabalho para o Pingo Doce durante o próximo ano. Naturalmente que deverão haver coisas a ajustar mas esse é um caminho que percorrem todas as empresas.



------UPDATE----------

Foi inclusivamente criado um hilariante quizz no Facebook intitulado "Que cliché do Pingo Doce és tu?" - "Do senhor inglês com a bandeira invertida, ao electrico e ao castelinho, descobre aqui o cliché do anúncio do pingo-doce com que te identificas mais.".

A mim saiu-me o cliché do "Senhor da Bandeira".

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Por Portugal

Há alguns anos, por ocasião do Euro 2004, o então seleccionador nacional, Luís Filipe Scolari, fez um apelo à população que colocassem uma bandeira à janela, como forma de apoio à Selecção.

Cinco anos depois, a ideia repete-se, mas com outro conceito. Foi lançada uma petição de apoio à Selecção, com o objectivo de demonstrar que a população está ao lado da equipa de todos nós. Esta petição tem o apoio de várias personalidades portuguesas, de diferentes quadrantes, como a política, desporto, cultura, jornalismo, economia, etc.

Aqui fica o link para quem quiser demonstrar o apoio à turma das Quinas nos dois jogos decisivos da equipa de Carlos Queiroz no apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo 2010, que se disputará na África do Sul.

http://www.peticao.com.pt/por-portugal

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Are all advertisers... dummies?



Mad Men parodiado pela Rua Sésamo.

"Ankara Times"

Excelente filme da Leo Burnett dirigido por Quba Michalski.

Uma Nova York "tipográfica" invoca o sentimento da Big Apple para anunciar o "Sabah", a versão Turca do icónico "New York Times"




Freeze mob

Dia 7 de Novembro o Porto promete parar! Ou melhor, a rua Miguel Bombarda vai congelar! Ou melhor, um grupo de pessoas vai ocupar uns metros da rua, mas numa das maiores acções de homens e mulheres estátua do País! M-E-D-O!

A flash mob - finalmente uma que não envolve grandes êxitos dos ABBA - pretende celebrar a abertura de várias galerias e quem organiza são os mesmos que já fizeram isto:


Mais informações aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Persistência, apelo e sedução

Um dos partidos vencedores das Legislativas 2009 foi o PCTP-MRPP, do histórico Garcia Pereira, entre outros, advogado de Paulo Portas (a política tem destas ironias).

Vencedor porque foi o maior dos mais pequenos, porque ultrapassou a barreira dos 50 mil votos e porque vai passar a receber subvenção estatal - uma espécie de rendimento mínimo dos partidos. Vencedor, porque dobrou os votos do MEP, partido elevado à condição de parlamentável pela comunicação social e que, nestas eleições, provou a máxima de que "uma cara conhecida (Laurinda Alves) não faz um partido" - assinalável humildade de Rui Marques, ontem, por ter sido o único líder a não falar depois de conhecidos os resultados.

Voltando ao PCTP-MRPP, como comprova esta foto, tirada hoje perto da estação de Metro do Campo Grande, em Lisboa, o segredo do sucesso é bem claro. Persistência, e sedução e batom. Rosa, a cor de um dos outros vencedores da noite.

PS - (post scriptum, e não Partido Socialista) Alguém reparou na campanha a la Obama, que o PS anunciou há uns tempos? E afinal o que é isso? Alguém faz ideia? Foi mais visível e óbvia a inspiração Sarah Palin na campanha do PSD, como, aliás, demonstram os resultados de ontem.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mudar Portugal... de sítio?


há uns tempos abordámos o assunto, hoje o 31 da Armada, recupera o tema.

E, até o dicionário da Priberam confirma!

Falta, afinal, saber para onde quer o MMS mandar a velha política portuguesa.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

I want to ride my tricycle...tricycle...


Convite para participar no Worten Go! Race, dia 30 na Worten do Colombo.

Vídeo interessante a apelar ao viral.

via email.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sobre Consultores

Recentemente, e por duas vezes em contextos distintos, dei comigo a pensar nos títulos que a profissão traz. Somos accounts, assessores, consultores, relações públicas, executivos de contas. Escolham a agência e ela responderá com uma hierarquia feita à medida de egos e ideais fundadores. Na prática, vai dar tudo ao mesmo. Nem entro nas escadinhas do júnior, sénior, coordenador e director. Já são tricas e não gosto de me meter nelas. Faz-me espécie, confesso, que se possa ser sénior do que quer que seja com dois anos de experiência. Mas isso são outras águas.


Esta confusão na denominação do profissional reflecte, a meu ver, uma esquizofrenia que em tudo empobrece a classe e nada faz pela valorização do nosso trabalho junto do cliente. Sejamos francos, e aqui entre nós que ninguém nos ouve, um cliente que pague, vá, mil e quinhentos euros a uma agência para que esta lhe faça os press releases pedidos, comunique os eventos que ele, cliente, idealiza e concretiza, nos timings que o cliente sugere, é um cliente roubado.


Explico: fazer um press release é coisa que qualquer recém-licenciado sabe fazer - ou devia (um dia faço um post sobre a preparação dos jovens que chegam ao mercado de trabalho). Obedecer a um director de marketing ou de comunicação que já delineou estratégia é um trabalho que não tem porque custar muito. Redigir press releases, construir bases de dados, fazer convites e follow ups, não é coisa que peça profissionais de luxo, pagos a peso de ouro.

Ser capaz de olhar para um plano de marketing e criar uma estratégia eficaz que seja uma mais valia na obtenção de resultados, talvez requeira capacidades intelectuais, conhecimento do mercado e da marca, dos consumidores, dos jornalistas, dos meios. E este know how deve ser pago a peso de ouro. Porque este conhecimento é fundamental para construção da reputação e reconhecimento de uma marca.

Um consultor, um bom consultor, deve dominar o básico, sim, ser capaz de preparar um bom press, saber onde param os jornalistas - ainda para mais num tempo em que as redacções estão em constante mudança. Deve ser persuasivo e um bom representante das marcas. Mas o consultor deve ainda conhecer o mercado e a concorrência das suas marcas, o mercado editorial, os consumidores, as campanhas, o que se faz por cá e o que se faz lá fora. Um consultor não se limita a "fazer" notícias - um consultor traça um caminho que contribui para os (bons) resultados da marca. Um consultor planeia e observa, reagindo aos movimentos de jornalistas, consumidores e concorrência. Observa as tropas da colina.

Mesmo que depois, e por quinhentos euros, sejam outros a manejar a espada.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Diesel - only the brave



Tom e Tim Muller fizeram recentemente esta campanha para a nova fragrância da Diesel - Only The Brave. Munto 3D a flutuar no espaço, munta estranheza e mistério a pairar. A voz do astronauta Daved Scott ainda adiciona mais mística e envolvência.

...That's one small step for man, one giant leap for mankind...

é incrível como apenas uma sugestão sonora nos leva para tão longe.. e, neste caso, dá tanta força ao grafismo.

... man must explore.

O estado do jornalismo e a sofisticação das fontes.




"O jornalismo cada vez pensa menos", diz Vasco Ribeiro. Eu concordo. Durante a entrevista, ele culpa a "pressão sistemática destes profissionais da comunicação" por esse facto*. Eu discordo. Na medida em que, creio, a culpa do enfraquecimento do jornalismo advém da falência do sistema de financiamento da imprensa: menos receitas publicitárias, menores vendas em banca, aumento da concorrência via citizen journalism e consequente redução da importância do jornalista enquanto curador da informação, agregação livre dos conteúdos jornalísticos online por parte dos motores de busca, perda de relevância da distribuição de info. diária VS informação em real-time, o cada vez menor peso da informação "generalista" face às necessidades cada vez mais específicas dos consumidores de informação... etc.

Meaning: os jornais (e meios generalistas de informação, de uma forma geral...) precisam de encontrar um novo modelo para subsistirem, uma vez que o preço da informação é cada vez menor (não confundir com o preço da opinião). Só encontrando um modelo de negócio diferente ( e nem o Rupert Murdoch parece saber qual é...), que acompanhe a evolução da peça noticiosa é que esta se tornará novamente rentável, económica e socialmente. E, naturalmente, essas instituições noticiosas tornar-se-ão mais resistentes a pressões, porque passarão a poder colaborar novamente com bons profissionais e garantir alguma estabilidade na sua produção de conteúdos.

Naturalmente que os profissionais das agências de comunicação e assessores e tal e coisa veiculam a informação que entendem ser a que mais beneficia os seus interesses, tentando divergir a atenção de temáticas que prejudicam as suas instituições. Não é natural que, numa instituição, se queira controlar qual é a posição e a mensagem de uma empresa, sabendo que essa mensagem representa uma estratégia de negócio, reputação, marketing, política que irá ter um impacto nos objectivos da instituição?

Obviamente que, se a informação distribuída for falsa, isso deverá ser alvo de penalização, já que impacta o valor percebido de uma empresa/instituição/pessoa e está a adulterar a realidade. Tal como a contabilidade criativa tem os seus limites, também a "assessoria criativa" deveria ter os seus - falta talvez um código de conduta "à séria" para regular a profissão, ou um certificado ISO-qualquer-coisa para certificar as agências de comunicação. Mas estandardizar, aconselhar e dirigir a informação é uma arte muito antiga e surpreende-me o espanto que causa a existência de lobbystas nessa área. Os bons políticos são, eles próprios, spinners. Os bons CEO's são directores de comunicação (steve jobs, anyone??). Tal como os publicitários, gestores de marca, assistentes de venda, opinion makers, jornalistas, etc controlam ou podem controlar a informação das suas marcas, empresas, projectos, intenções.

Interessa a todos um jornalismo forte. E interessa uma verdadeira discussão sobre este tema, de forma a fortalecer a transparência de processos. Interessa assim ao sector da comunicação - composto por meios e por agências e por opinion makers e bloggers e jornalistas e cidadãos e tudo e tudo e tudo - deixar de lado o umbigismo e a atribuição de culpas de parte a parte, e começar a discutir como raio é que se cria um sistema sustentável para que o processo de informar se torne novamente rentável e digno e, consequentemente, que torne ainda mais digno e diferenciador o trabalho dos lobbystas, que terão também eles de sofisticar as suas ferramentas de comunicação.


Se quiserem contar com a ajuda do Buzzófias para o efeito, ao oferecer esta plataforma, o seu conteúdo e as inacreditáveis carolas dos seus colaboradores para contribuir para a melhoria do estado da arte, let us know.



* Não li ainda o livro de Vasco Ribeiro, mas pretendo fazê-lo em breve, porque a temática me parece importante. Ainda mais despertou o meu interesse com a entrevista que deu, que conduziu com um tom de voz natural, honesto, passando mensagens claras e aliciantes... Terá preparado previamente aquele momento de comunicação? How sophisticated... ;)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pensamentos asfixiantes.

A asfixia democrática tem muitos culpados. As agências de comunicação. Os impreparados jornalistas. Os malvados assessores. O governo. José Sócrates. Ferreira Leite. Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz. Alberto João Jardim. O Público. Quem opina. Quem deixa de opinar.

Enfim, a outra parte.

E " assim se cria um plano sonhado a que corresponde um plano prático: o queixume delirante constitui também um modo de justificar todo o pragmatismo da sobrevivência, o não-cumprimento da lei, a irresponsabilidade,o "desenrasque", a esperteza na acção."

- Em busca da identidade, José Gil.

domingo, 20 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tempos de Antena - PTP

O programa dos Gato Fedorento Esmiúçam os Sufrágios deu-me a conhecer este interessante tempo de antena.

Como consultor / assessor muito me aprazeria dizer.
Mas não digo.
Há imagens que valem mais do que mil palavras.


Ficaram interessados? Procurem aqui.


O que reforça a máxima de que "falem bem ou mal, o importante é que falem!" E nós a pensar que eles eram tenrinhos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É já amanhã.

Parabéns ao Arquitecto Saraiva e ao seu semanário Sol, que cumpre amanhã três anos.

Buzzófias (com dois zz) contrata LPM... e rescinde logo depois

O "Buzzófias" (com dois zz), como sabem uma das mais lidas publicações online sobre marketing, publicidade, comunicação e media, sempre escrito "com uma boa dose de sarcasmo e humor", acaba de contratar os serviços de consultoria de comunicação da LPM.

Na tentativa de aumentar a base de fãs do blogue, a empresa de Luís Paixão Martins sugeriu uma estratégia que aposta no aumento de notoriedade nos meios do trade. O primeiro momento de comunicação, que pretende capitalizar acerca da especulação das verdadeiras identidades dos escritores do "Buzzófias", foi iniciado com a publicação de um pequeno teaser, publicado no jornal independente "Briefing", dado como próximo da LPM.

Na tentativa de adicionar reputação ao blogue e segundo fontes desta publicação, Luís Paixão Martins propôs mesmo tornar-se um dos escritores permanentes do "Buzzófias". A proposta foi aparentemente rejeitada, uma vez que os autores do blogue temiam ver os seus tremendos egos engolidos por esse que também assina todos os seus projectos - desde posts a empresas - com as iniciais mais reconhecidas do mercado da comunicação: LPM.

No entanto, face aos maus resultados desta primeira iniciativa, sobretudo pela quantidade de erros e teor da notícia, os serviços desta consultora já foram dispensados estando em vista a contratação de nova agência. A avaliar pelo que é escrito no Briefing, a YoungNetwork poderá ser uma das empresas contempladas.

Hoje foi notícia o Buzófias, não o Buzzófias


Nem tudo o que é "viral"... é ouro!

O vídeo atingiu mais de um milhão de visitas no Youtube. Uma mãe Dinamarquesa, apresenta o se filho August, e procura via internet o pai da criança. Conta-nos a história de como o conheceu num bar e acabou em casa com ele, para não o encontrar na sua cama no dia seguinte... Não o culpa! Claro... que na Dinamarca somos modernos ... mas gostava de o voltar a ver...

É mentira.

É um viral.

A ideia é atrair turismo para a Dinamarca...

E é de um extremo mau gosto.




Mas qual é o conceito? Qual o "gancho"?

"Hey! Venham à Dinamarca! As mulheres aqui são tão belas e fáceis, que mesmo que tenham um filho vosso... não vos vão culpar! Mas apenas querem que voltem..."

O jornal Ekstra Bladet "caiu-lhes em cima" que nem gente grande. Os responsáveis parecem ser da plataforma governamental para o turismo da Dinamarca: VisitDenmark. E já retiraram qualquer referencia ao vídeo do Youtube.

A actriz Ditte Arnth Jorgensen já admitiu que o vídeo é falso, e o bebé, claro está, não é dela...

Alguns dos responsáveis criativos do vídeo, têm-se desculpado, dizendo que apesar de encriptada, a palavra "AD" (referindo-se para o nosso "PUB" em Portugal), aparece no vídeo num quadro um pouco a cima do ombro esquerdo da mãe (o nosso lado direito do écran)...

Haaaa... então estão desculpados!!



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Conversas de Bastidores

...Vale o que vale... Uma pequena curiosidade talvez. Com a descontracção pós Agosto ainda a dominar os ambientes de bastidores da "cena" política...

Agora, tenho de pedir especial atenção à conversa iniciada aos 00:56:


José Socrates: "Ah. Você é fã?! Mas eu não o vi naquela... Naquela vígila: Queremos Manuela de volta!"


Referindo-se, claramente, aos acontecimentos recentes após a saída de Manuela Moura Guedes da TVI.

Para meio entendedor....




High Five Escalator



A Improv Everywhere que ostenta a assinatura "Causing a Scene", anda a fazer um novo tipo de guerrilha. O Today show, chama-lhe pranks. Imaginem uma marca associada a este tipo de brincadeira.

High Five Escalator

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Política séria



No primeiro cartaz falta apenas o "bling, bling", mas passa a ideia.

Dia 14 estão de volta ao activo. A contagem decrescente pode ser acompanhada aqui.

Eficaz ou abusivo?

Nos últimos dias esta campanha tem gerado tanta polémica e discussão que eu pergunto: É sobre o quê mesmo?

Na maioria das vezes, demasiada discussão cria ruído e abafa a questão central e o propósito da acção, colocando em causa a sua eficácia. Acho que foi este o caso.

Difícil, mas também o segredo, é saber traçar o limite entre o eficaz e o abusivo.

Como o vídeo foi, entretanto, retirado do YouTube para poder ser visto apenas no site da campanha, aqui ficam outras imagens da campanha.



Perante imagens tão fortes e explicitas, quem é que se concentra na mensagem?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marketing viral

A capacidade de gerar discussão, sobretudo pela polémica, é um enorme atractivo para os media e a base de uma campanha que se quer viral.

Polémicas à parte #1 - HIV e Hitler

O que têm em comum HIV e Hitler? Segundo este anúncio são ambos assassinos de massas.



Adenda: este vídeo foi entretanto retirado, podendo ser visto apenas no site da campanha.

Polémicas à parte #2 - Aquecimento Global

Aquilo que muitos pensam, mas que poucos teriam a ousadia de colocar no papel (quanto mais num anúncio, aparentemente não autorizado pela WWF).


Polémicas à parte #3 - Prevenção rodoviária UK

Campanha de sensibilização para a não utilização de telemóvel enquanto se conduz, dirigida a jovens no Reino Unido e aplicável a muitos outros países. Campanha com recursos muito pouco reduzidos e impacto mundial. Ler notícia no i e ver outras campanhas nacionais.


O estranho caso de Manuela Moura Guedes


Nota prévia: Estranho neste caso deve ter duplo sentido por se tratar de Manuela Moura Guedes (MMG).

Na semana passada fomos "surpreendidos" pela suspensão do Jornal de Sexta da TVI, com a consequente auto-demissão da Direcção de Informação do canal. A decisão, justificada pela administração do accionista espanhol Prisa, detentor da Media Capital, detentor da TVI; como sendo parte de uma reestruturação e uniformização dos telejornais da estação, foi abafada e relegada para segundo plano, sobretudo pelo aproveitamento político que os vários partidos retiraram disso e por jornalistas sedentos de atacar um Primeiro-ministro com uma imagem pública debilitada e que encontraram aqui a "prova" que faltava de que este Governo exercia pressões sobre a comunicação social.

Ora vejamos. Segundo a imprensa e a oposição, a justificação deste afastamento resulta de:

a) O Governo é liderado por pessoas completamente estúpidas e, perante todas as suspeitas que sobre ele pairavam e a relação do PM com o Jornal de Sexta, pressionou a administração de uma empresa privada a tomar esta decisão;

b) O Governo tem um tal mestre em spinning que terá pensado que a opinião pública iria pensar que a opção a) era tão improvável que esta nunca lhe poderia ser atribuída, ganhando com isso a suspensão de um noticiário que não lhe era favorável;

c) O Governo não teve nada a ver com esta suspensão e de facto foi uma decisão livre, estudada e planeada da administração de uma empresa privada.

Não sei quanto a vocês, mas a hipótese que me parece mais viável é a c).

Permitam-me "dar asas à minha imaginação" e teorizar sobre o problema.

O Jornal de Sexta da TVI mascarava de "investigação séria e isenta" autênticas caçadas ao homem (José Sócrates, habitualmente). MMG opinava a cada notícia, ultrapassando os limites da informação isenta. As notícias levantavam suspeitas, nem sempre fundamentadas, continham "factos" duvidosos e de comprovação questionável.

O Jornal de Sexta tinha elevadas audiências, mas como todos sabemos, quantidade e qualidade não representam exactamente a mesma coisa. A desculpa de que o Jornal tinha audiência e que isso justificava a sua manutenção, parece-me escassa... A Dica da Semana chega a 2 milhões de pessoas e nem por isso vemos todos os anunciantes a correr para lá.

O Jornal Nacional tem uma equipa própria, que "investiga" semanalmente para divulgar na sexta. O jornalismo de investigação é caro, e o de "investigação" também deve ser. Como tal, não me parece descabida a justificação da Prisa.

A linha editorial do Jornal de Sexta não agrada a muitos cidadãos - obviamente que excluo qualquer visado pelas reportagens. Com a saída de José Eduardo Moniz, essa linha ficou mais exposta e susceptível de ser cortada, o que aconteceu agora.

Se a suspensão do Jornal de Sexta fosse de facto uma tentativa de silenciar MMG, ela sai gorada porque, embora se tenha demitido das suas funções de direcção, MMG continua no canal e obrigada a divulgar as suas "investigações", como aliás a estação fez na última sexta-feira, com mais uma grande "pareceque-provavelmenteserá-cacha".

Questiono, de facto, o timing da decisão da Prisa, a três semanas de eleições legislativas e com previsível impacto da decisão dos portugueses. Questiono o facto de ter sido na véspera da estreia, de forma, aparentemente, abrupta. Não questiono mais, para não pressionar.
Já muita coisa foi escrita sobre o tema ao longo dos últimos meses, na minha opinião linhas a mais, e sobretudo elevando MMG à condição de heroína nacional, de exemplar do jornalismo isento e alheio a pressões. Para quando o Pulitzer?

Poucos parecem lembrar-se de que MMG foi deputada na Assembleia da República, pelo CDS, e, até opinião contrária, as suas convicções políticas têm, provavelmente, influência na sua forma de abordar os temas. ATENÇÃO! Obviamente que todos os jornalistas têm opinião política, ou outras quaisquer, mas tenho dúvidas se é possível participar activamente na vida política e depois escrever com a isenção e distanciamento necessário. Volto a reforçar a questão já aqui abordada sobre a necessidade de maior transparência das linhas editoriais dos órgãos de comunicação social portugueses, à semelhança do que acontece, por exemplo, em Espanha. Lá, esta decisão seria entendida na óptica do partido e não daria azo a tanta suspeitas.

Por último, não sou da geração dos filhos de Abril; sou da geração dos seus netos, a quem muita coisa foi permitida à sombra de uma liberdade (bem) conquistada. Talvez por isso considero que apelidar este "caso" de "censura" ou de "atropelo à liberdade de imprensa e de expressão", deveria insultar quem lutou pelo 25 de Abril.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

geek freak - PANTONECANS®



latas para juventude que gosta de grafitar com todo o rigor.
ideia aqui

8-bit trip freak



ah! maravilhosos Spectrums 48K!

maravilhosa também este stop motion. invejo muito estas paciências de Jó (vulgo paciência de chinês). geeks pah

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clay Shirky, o amor e a net.

It's an oldie... But always great to watch.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

“Per fare un albero”



Criar uma árvore. é assim que se chama esta guerrilha que a fiat, a cidade de milão e o artista-designer (muito boa designação, hein?) Fabio Novembre desenvolveram.

posso dissertar sobre as emissões de carbono, a nomenclatura artista-designer, a fibra de vidro ou até sobre milão, mas digo apenas que o fiat 500 é fixolas.

teremos o escrever um livro e fazer um filho de seguida?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

the million dolar question is...


Bom, se não servir para mais nada, serve para sabermos o que o pai do Justin diz.

Verdadeiras pérolas de sabedoria, transcritas aqui.

Think global, act local

Nas últimas semanas foram notícia dois desenhos animados de que gosto bastante - não, não me refiro à compra da Marvel pela Disney, pouco relevante em termos de originalidade na comunicação. Falo de A Turma da Mónica e de Os Simpsons.

São dois fenómenos, um mais localizado do que o outro, que foram utilizados para duas acções de comunicação com óptimos resultados.

Começando pelo fenómeno global: Os Simpsons.

Para comunicar a estreia da série em Angola, e entrada no continente africano, marcada para o canal Bué, foi criada e difundida uma adaptação da conhecida cena do genérico desta série, a com maior longevidade de sempre da história da animação e fenómeno mundial, à realidade angolana. Além de menos amarelados, Homer, Marge, Maggie, Bart e Lisa, surgem com elementos marcadamente angolanos, o que motivou notícias em todo o Mundo (interessante no título da notícia do Daily Mail a expressão bem angola "Aye carumba"!) Porquê? Poucos ousaram mexer, oficialmente, nesta típica família americana, ainda para mais tornando-os afro-americans, o que, por si só, é gerador de buzz.

Basta procurar no YouTube para encontrar outros fenómenos semelhante e, quem sabe, inspiradores.


Por outro lado, no Brasil, país fortemente afectado pela gripe A (ou influenza, como por lá também se diz), foi utilizada A Turma da Mónica para comunicar alguns conselhos básicos para prevenir a transmissão de vírus. Através de um conjunto de curtos vídeos colocados na Internet, básicos e dirigidos a um público jovem, os conselhos passaram, gerando milhares de visualizações na Internet. Os vídeos foram colocados ao dispor de escolas e outros organismos, mas, na minha opinião, deveriam ser "institucionalizados"e transmitidos na televisão de forma a chegar a todo o país - e nós sabemos a força da TV no Brasil. Seria (ou será), certamente, uma arma bem mais eficaz do que qualquer vídeo ou anúncio institucional do Governo de Lula no combate ao vírus.



Por cá, lembro-me de um fenómeno semelhante quando transmitiram "sketches institucionais", nos anos 90, em que Herman José caricaturava pequenos gestos tão portugueses como passar à frente em filas ou enfiar o dedo na carne, na fruta ou no pão, em supermercados, como medidor de frescura, etc.; para ensinar, através do humor, algumas regras de cidadania a um povo ainda em aprendizagem. Na altura foi eficaz, mas quem sabe se não é o momento de repetir a dose?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Assalto a Lisboa



Apostas abertas: filme de cowboys ou comédia tola?

i vão 100!


O jornal i celebra hoje a centésima edição.

Digo hoje o que penso desde a primeira semana. É um bom jornal, diferente de outros que já existiam e que, paulatinamente, ganha o seu espaço num Universo difícil e em aparente queda.

Só faz sentido avançar para projectos novos se forem diferentes. Se trouxerem algo de novo. Acho que foi o que o i fez e por isso continua de parabéns.

Em apenas 100 números tiveram boas capas e muitas notícias que se tornaram notícia. Excelentes artigos e óptimas reportagens. Nada mau para tão pouco tempo.

Traz hoje um "brinde" para celebrar a marca atingida: uma versão Origami, para dobrar e fazer uma edição de bolso.

Que contem muitas.

Adenda: Depois de uma leitura mais atenta ao jornal descobri um anúncio do i que desafia os leitores a gravarem-se enquanto constroíem a edição de bolso. Depois é só colocar o vídeo no YouTube para se habilitarem a ganhar uma câmara de vídeo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Facebook here we go!

Depois do Twitter aderimos agora ao Facebook. A aposta até já tem umas semanas mas ganhou relevo ontem, dia de aniversário, com dezenas de novos amigos que nos adicionaram, de forma "mais ou menos" espontânea.

São, até este momento, 99 e o próximo ganha a hipótese de fazer algo muito espectacular, por sua conta e risco que nós não temos budget.

Já sabem, se gostarem do que por aqui se escreve, ou por pena, adicionem-nos e sugiram-nos aos vossos amigos, conhecidos, familiares, amantes e animais de estimação.

Tck tck tck

Fabulosa campanha, pelo fabuloso Gael Garcia Bernal.

Staples: Económico até nas palavras


Ouvido hoje num anúncio na rádio: "... vou ensinar-vos uma palavra em inglês: Low price!..."

Uma palavra... "low price"!

Deve ser da crise.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Parabéns a nós!

É da praxe. Fazer aniversários e contabilizar sucessos. Por isso mesmo não o vamos fazer. Até porque não temos grande coisa para contar (ou contabilizar).

Temos como momento alto o facto de um leitor de Odivelas - beijinhos para Odivelas - nos ter ameaçado "dar com um ferro nos cornos" por causa de um post. Felizmente, para grande gáudio dos "nossos cornos" tal não aconteceu, mas é bem representativo da relação, próxima, que temos convosco, malta de Odivelas.

Enfim, esperamos que tenham gostado do caminho até aqui e que continuem a gostar no futuro.

Mas para isso precisamos de uma coisa... e é agora que tudo piora. Achavam que era só ler e já está. Enganam-se. Toca a opiniar, a deixar as vossas sugestões, críticas, ofensas e elogios, dicas e afins, sobretudo afins, na caixa de comentários. É anónimo, grátis e, como já dissemos anteriormente, não controlamos IPs.

E já sabem, enquanto nos lerem continuaremos com a buzzofia...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A importância do Patrocínio



A escolha de um endorser é (ou deve ser) um processo bastante mais complexo do que o resultado de uma conversa entre agente (publicista) e agência de publicidade - a avaliar por muitos dos casos que pupulam ao mesmo tempo em vários anúncios portugueses, este último deve ser este o método escolhido na maioria dos casos.

Um embaixador deve representar os valores dessa marca, deve personalizar todos (ou a maioria) os seus aspectos, deve conferir à marca ou ao objecto uma personalidade com a qual a maioria dos seus consumidores e compradores se identifiquem.

Mas deve mais.

Deve trazer credibilidade, reforçar a notoriedade da marca e, por último, deve traduzir-se em vendas ou resultados.

Como já disse, julgo que isto raramente acontece. Procuram-se, na maioria das vezes, apenas pessoas famosas, ou com bons agentes (publicistas), que ajudem apenas a vender - o que também nem sempre acontece.

Em política os pressupostos não deveriam ser muito diferentes na escolha de mandatários. Não deveria porque são, como demonstra este caso Patrocínio… Carolina, entenda-se.

A escolha da mandatária da juventude do PS tem sido criticada (e escarnecida). Razão? Ausência de conteúdo que suporte a escolha e declarações passadas vazias da agora mandatária do PS. Um mandatário da juventude deve ser alguém no(a) qual os jovens se revêem, que os representa. Deve ser alguém que representa os ideais, os valores de determinado segmento da população, que sente as suas necessidades e desejos, etc, etc..

Não é certamente alguém que "só come cerejas se a empregada lhes retirar os caroços", porque isso não representa a (esmagadora maioria) juventude portuguesa. Já pode ser alguém que "prefere fazer batota a perder" ou que "quer ser mãe antes dos 30", bem mais representativo.

Vejamos então o que se conhece de Carolina para justificar este Patrocínio: Apresentou um programa de TV durante uns anos, foi namorada de um actor que morreu, continuou a apresentar o programa de TV, foi suposta namorada de Cristiano Ronaldo, começou a apresentar outro programa de TV, é namorada de um jogador de rubgy da selecção nacional, quer ser mãe antes dos trinta! Pelo meio brindou-nos com inúmeras aparições em revistas cor-de-rosa, uma proibida não-aparição em revistas femininas e inúmeras pérolas como as que referi anteriormente.

Assim de repente não parece muito relevante.

Não tenho nada contra Carolina, agora, enquanto jovem, não me revejo absolutamente nada nela, e não, não é só inveja por não ficar tão bem como ela de biquíni.

Imagens de campanha


Acho que a criação deste blog é uma excelente ideia, sobretudo para quem gosta de comunicação e marketing político.

Por enquanto, está a ter também uma boa execução - não há lugar a análises tendenciosas nem partidarizadas.

É um bom exemplo de blog, construído com os contributos de leitores, aliás seria dificil fazê-lo de outra forma ou não estivéssemos a falar de propaganda política de Norte a Sul.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

À NOSSA!

Porque hoje é sexta e porque me apetece!


Disclaimer: Eu é mais super bock, mas há coisas fantásticas, não há?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Portugasm. By Nando's.

O grão mestre Fernando, guardador dos secretos e há muy tempo perdidos pergaminhos do Portugasmo, revela-se:




Uma campanha da Nando's . Da qual gosto. Subscrevo inclusivamente alguns dos ensinamentos do mestre Fernando: Man did not fight to reach the top of the food chain to be a vegetarian.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ubiquidade Digital.



The internets. It's everywhere.





(foto tirada aqui, há quatro dias atrás)

Anúncios portugueses que me enervam #2


Já tem uns meses e inclusive uma continuação, mas enerva...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

IKEA Dance

No Mar Shopping, Matosinhos, a chegada do novo catálogo da IKEA apanhou a todos de surpresa.

Sacanas sem lei... nem pudor!


O novo filme de Quentin Tarantino, "Sacanas sem lei" (Malandros, Patifes ou Meliantes parece que já estavam registados) estreia na próxima semana em Portugal.

Entretanto, e numa forma de promoção original, os fãs que não puderem esperar pelo filme podem ler uma das cenas do filme em versão banda desenhada na edição norte-americana da revista Playboy ou, em antecipação, no site da empresa de Hugh Hefner.

Mesmo para quem não é fã de Tarantino, esta pode ser também uma boa desculpa para espreitar uma ou outra coelhinha.