quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Influência


"António Guterres está em 64º lugar no ranking da revista "Forbes" relativo às personalidade mais poderosas em todo o mundo. Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, não surge na listagem, que elenca 67 poderosos e que é a primeira do género feita pela revista norte-americana."

Estes srs. e sras. não precisam de apregoar a sua influência. Exercem-na no dia-a-dia. Infelizmente, nem todos no mesmo sentido ou da melhor maneira. Mas exercem.

Ver a restante lista aqui.

HIVisible



Publicidade institucional de prevenção do HIV que recebeu hoje distinção internacional.

Argumento e a realização do spot são assinados pela Monomito Argumentistas, os mesmos que fizeram este:


Será esta a imprensa do futuro? ou o futuro da imprensa?


"A revista (Esquire) recorreu a esta tecnologia (Augmented Reality) para fazer com que os leitores não só pudessem ler como interagissem com os conteúdos da revista. E a revista interage com eles também. Basta ter um computador com "webcam" e descarregar o software adequado, disponível no site da revista".

É mais ou menos isto...


Interessante. Na sexta-feira passada ouvi Pedro Norton, do Grupo Impresa, falar sobre o futuro dos media. Não me recordo de ter ouvido nenhuma referência sobre revistas que interagem com os leitores.

Por coincidência, no mesmo painel, António Câmara, YDreams, estava a falar sobre realidade aumentada... não propriamente associada aos media.

Esta aposta da Esquire, para mim, faz muito sentido, porque os produtos, onde se incluem os meios de comunicação, são cada vez mais customizados. A interacção entre leitores e meios já acontece, sobretudo na Internet. Talvez amanhã chegue ao papel.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Festival do Cano 2009

Foram entregues este sábado os prémios Cano 2009. Não faço ideia qual foi o resultado final, porque não estive lá, mas sei que o grande vencedor foi este anúncio:


Considero o anúncio genial. Não percebo o que tem de mal.

A meu ver, que não sou especialista em publicidade, ou em coisa alguma, havia, pelo menos, duas formas de trabalhar o tema: pelas características técnicas ou pelo humor. Acho a escolha, pelo produto de que se trata, brilhante!

Faz sentido para o target? Para profissionais da construção duvido, mas também, se fosse esse o objectivo não era a TV o canal adequado. Para público em geral o anúncio fica claramente retido, mas duvido que, por si só, motive a compra.

Aumentou, certamente, a notoriedade da marca, que podia ser apenas o objectivo.

Não acho que seja má publicidade.

Este anúncio foi também referido nos nossos prémios, o que, provavelmente, terá mais razões de ser.

Para conhecer o restantes vencedores, espreitem aqui. Pode ser que eles apareçam.

Bom PR para o i


"It would be hard to find a less promising country in which to start a newspaper than Portugal. Not only are readers defecting to the Internet, as they are elsewhere, but relatively few people ever picked up a paper to begin with".

A frase é do jornalista do The New York Times, sobre o jornal i (diminutivo para informação??), antes de elogiar o timinig, o formato e conteúdo do jornal (retenho o sarcasmo sobre o país). Bom PR para um bom jornal.

Já antes o i tinha sido merecedor de reconhecimento e distinções, o que demonstra que está no bom caminho. Assim as vendas, e as formas de financiamento, lho permitam prossegui-lo.

sábado, 7 de novembro de 2009

O melhor emprego do Mundo (mesmo)

Austrália? Limpar corais e aturar peixinhos? Arriscar uma insolação assim sem mais nem menos? Leões em Cannes? Nada disso. Este sim é o melhor emprego do Mundo.


Exemplo de como uma coisa tão enfadonha e cinzenta como um site de emprego, se torna viral.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Emoção Argentina

Hoje, como referi ontem, estive na conferência que abriu a exposição Cannes Lions Review. Sobre isso falarei depois.

Partilho apenas um anúncio, visto por lá, que consegue aquilo que toda a publicidade almeja: emociona.


Pessoalmente, talvez terminaria o anúncio com a frase com que Maradona agradeceu aos jornalistas o apoio durante o apuramento, mas mesmo assim não está nada mal.

Espero que a Sagres se inspire, que bem precisamos...

O melhor blog de comunicação!


Há poucos blogs de comunicação em Portugal, o fenómeno é relativamente recente, ainda somos pouco selectivos, lê-mo-nos uns aos outros, e por isso é estranho ver a mesma informação postada uma e outra vez. Mas enfim, são coisa que acontecem.

Posto isto, recebemos do Bruno Amaral a informação sobre as candidaturas para os prémios Euprera (sinceramente achámos que era a comunicar-nos a vitória, depois é que nos apercebemos da realidade), para os melhores blogs de comunicação... de estudantes e investigadores da área?!? Só ou especialmente? É que, por cá, tenho dúvidas da existência dos segundos e se existirem devem ser uma seca. Vejam o nosso exemplo. Todos juntos temos quase um mestrado, e não deixamos de ter (pouco) interesse.

Ainda assim, se há estudantes que nos lêem (só aceitamos emails de estudantes que já sabem ler), e se for isso que é preciso, estamos dispostos a dar-vos voz! Enviem um email para buzzofias@gmail.com com a frase "Quero ir a Gent e não tenho pais ricos", com a vossa sugestão de post (a comunicação não é apenas escrita). O melhor, se houver mais de dois, o que duvido, é publicado - mas fica na mesma em Lisboa.

Voltando aos Euprera, os três premiados, além do reconhecimento e da viagem até Gent (com despesas pagas até 400 euros, o que dá apenas para ir), recebem 250 Euros, o que já paga praí 1/2 propina ou uma jantarada aqui à malta.

Como vêem é tudo fraquinho, por isso nem vale a pena perder tempo a ver o site.

Inspirem-nos, mas façam-no rápido!


Jovem! Tens alguma coisa a dizer ao Mundo? Então este evento não é para ti. Se for só para uma centena de pessoas, então nesse caso podes continuar a ler.

Os eventos IGNITE são um espaço de partilha de ideias, empreendedorismo, de cenas giras, onde cada convidado faz uma espécie de apresentação lusco-fusco - 5 minutos, 20 slides. Em Outubro foi o primeiro, em Novembro será o segundo e em Dezembro o quarto (OK, o terceiro).

O espírito é: "inspirem-nos, mas façam-no rápido" (E não é este o segredo do mercado actual?)

Para se candidatarem a speakers basta enviar um e-mail para igniteportugal@gmail.com e esperar sentado. Sim, porque nós aceitamos o desafio (acho eu...) e vamos ofuscar aquilo. Nada como elevar as expectativas...

Para ver como correu o primeiro, espreitem aqui.

Disfunção pública

Isto é bom, ou mau, demais! Aposto que vai directamente para os tops do Youtube.


A minha sugestão é que mantenham o vínculo, porque na música não vingam.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Criatividade a Metro

"O lançamento de uma cerveja foi um grande sucesso graças a um saco de papel".

Sabiam? Pois eu também não.

Mas é para descobrir esta e outras pérolas, que, até dia 9 de Novembro, o melhor da publicidade vai estar exposto do Terreio do Paço, ou melhor, debaixo dele, no Metro.

Amanhã é só para convidados. Mas não se preocupem que eu depois conto.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Outra vez o croquete...

Não há muita literatura made in Portugal sobre o tema e, por isso, é de louvar este lançamento. Ainda para mais de um jovem autor.

Permitam-me o reparo, mas para obra de RP foi mal comunicado. Sei, por exemplo, de grandes opinon leaders do sector, 10 para ser exacto, que, ao momento, não recebemos, perdão, não receberam um exemplar. Está mal!

A apresentação, sem croquete, é hoje às 19h, no Op Art Café. A ver se depois corrigem o erro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A hora do Lobo


Ontem desligou o microfone, pela última vez, uma das mais emblemáticas vozes da rádio dos últimos 40 anos. Enorme comunicador, sempre independente, referência incontornável para quem faz rádio, António Sérgio foi também produtor, mas foi sobretudo divulgador de música.

A rádio fica muito mais pobre, a SIC perde, pela segunda vez em poucos anos, a sua "voz". Nós agradecemos-lhe.

A não perder, hoje, a última edição de "Viriato 25", o programa que mantinha da Radar.

E agora os compromissos comerciais.

domingo, 1 de novembro de 2009

Para Bárbara Reis


Depois de dar esta dica a José Manuel Fernandes, arrisco sugerir este clássico da auto-ajuda para Bárbara Reis. A julgar pelo editorial de hoje, a nova directora do Público (o tal jornal que vem com o Cargas e Transportes) está familiarizada com o trabalho de Dale Carnegie. "Um novo começo" é um bom começo. Boa sorte.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A importância do nome


Nota prévia: Acho que a iniciativa é uma boa iniciativa, e, independentemente das motivações, pode contribuir para um bom fim: tirar carros particulares de uma cidade como Lisboa, tornando-a menos congestionada e poluida.

Posto isto.

Al Ries dixit: The first in the market is the first in the mind!

Se não foi isto foi parecido, mas a ideia do sr. é que o primeiro/a, marca ou produto, a chegar ao mercado, a marcar a sua presença, é o primeiro a ficar na mente do consumidor. O resto? o resto é paisagem, são cópias do original. Há excepções, mas que apenas confirmam a regra e normalmente envolvem Davides contra Golias', como neste caso.

A iniciativa da Carris, Menos um Carro, foi apresentada esta semana. Bem comunicada - não comento o que já foi comentado - gerou notícias, duplicaram-se fãs, amigos, seguidores.

Apenas um detalhe, talvez pouco importante: o nome já existe. Não foi registado, porque é um blog de amigos, mas já existe.

Mais. Com cerca de 300 visitas por dia, com prémios ganhos na área do ambiente, com inúmeros links e referências (façam uma pesquisa no Google, p.e.), o http://menos1carro.blogs.sapo.pt/ não é propriamente anónimo ou desconhecido nesta área (ambiente e mobilidade). Foi criado em Novembro de 2006 e por isso, não se pode admitir que o consultor ou a agência que fizeram a sugestão, não soubessem da sua existência. Bastava googlar...

O mínimo que poderiam fazer era contactar o blog, propor algo, respeitá-lo e aos seus autores, ou criar um nome diferente. Antes ou agora.

Sei que tudo isto são detalhes, mas o mundo é demasiado pequeno e o digital é ainda menor.

Comunicação 2.0 sofre dos vícios do 1.0

As consultoras de comunicação gostam de acentuar a palavra "consultoria" nos serviços por elas prestados. Porque, naturalmente, o fee por hora associado à palavra "consultor" é superior ao associado à palavra "assessor". Para se revestirem da autoridade associada à actividade da consultoria de negócio, rodeiam-se também de um léxico paralelo de forma a gerar um certo elãn de knowledge... e assim nasce o abuso dos termos "reputação", "influência", "integrado", entre outros.

O novo termo usado para vender serviços para além da assessoria de imprensa é "digital". Porque é fresco, porque o mercado para lá anda virado, porque se crê que os custos associados são menores, porque o twitter, porque o facebook, porque o ROI et al. Eu por lá ando, como os outros. A partilhar conteúdo que gosto e que acho que faz sentido junto das pessoas com quem estou conectado.

Mas. Mas a transição para o digital não pode ser feita de forma leviana, ao aplicar exactamente o mesmo conteúdo e mensagem transmitida no offline para uma plataforma onde as regras são, de facto, diferentes. Porque senão, os senhores consultores de comunicação estarão também a replicar os seus vícios de trabalho de que agora tanto fogem, tornando-se em "assessores de imprensa digitais" em vez de "consultores de comunicação estratégica".

Digo isto porque sofro de um mal no meu perfil do facebook. Basicamente, 80% dos requests que me foram dirigidos nas últimas duas semanas provêm de fontes (pouco) sofisticadas de informação. Assim que os "requests" e as "suggestions" do Facebook se tornaram rapidamente no "Press Release 2.0". Com a agravante de que a informação veiculada é directa e portanto nem sequer um bocadinho filtrada por um curador (vide jornalista estagiário), aumentada pelo efeito spam que isso provoca na minha caixa de e-mail e revelando por completo a identidade das pessoas que veiculam essa informação (os consultores). Que, de resto, me enviam conteúdo sobre inaugurações de filmes (que se realizam em distritos onde eu não moro), movimentos e causas (que não me dizem nada) festas (em londres ou em São Paulo), entre outras informações que nada têm a ver com o meu perfil.

É certo que a interactividade do conteúdo partilhado nas redes sociais permite aprofundar as mecânicas do press release. Há links, há quizzes, há eventos e outras brincadeiras a explorar.

Mas. Mas isto tem de ir lá de outra forma. Senão, dentro em breve, arriscam-se a que haja outras pessoas como eu - sensíveis e com a mania que sabem - a criar grupos tipo "I hate PR professionals on Facebook". Ou "I hate when (inserir marca odiada aqui) spams me on facebook". E com este tipo de trabalho, estes profissionais deixam de ser consultores e passam a ser asessores outra vez. Digitais, mas assessores.

A resolução deste problema poderia passar pela criação de ferramentas próprias para profissionais de mark&com nestas redes. Autenticando-os, identificando-os, permitindo o envio segmentado de informação para os utilizadores.

Não sei.

Mas. Mas qualquer dia um cliente irá pedir a uma qualquer empresa de "consultoria de comunicação" "quanto custa para enviar um press release pelo facebook? E quantos friends é que a vossa empresa tem mesmo?".

O acidente da Carris

Há alguns meses, a Galp Energia lançava um site de carpooling, o Energia Positiva, com bastante pompa e com um anúncio televiso de alto gabarito. O site, no entanto, deixava muito a desejar. O investimento parecia ter sido maior no offline que no online; no anúncio que no serviço em si.

Ainda que numa escala diferente, é agora a vez da Carris cometer o mesmo erro. O Movimento Menos Um Carro é uma campanha de sensibilização para a utilização de transportes públicos, apresentando-se na imprensa e internet (site e redes sociais). A propósito do site, descrevem-no como um "ponto de encontro online onde pode aceder a toda a informação no sentido de conhecer o porquê da urgência de uma mudança"; um site que, até ao momento, inclui notícias, alguns testemunhos e um questionário para calcular o Índice de Mobilidade Sustentável.

A pouca atenção à comunicação online salta à vista com outro detalhes. Para responder ao questionário, é necessário um registo (primeiro erro); completado este passo, recebe-se um email com os nosso dados proveniente do endereço menosumcarro@gmail.com - qual empresa de vão de escada, nem usam o próprio domínio para um endereço de email. A integração com redes sociais é, também, apenas fogo de vista. Terminado o questionário, somos convidados a partilhar o resultado no Facebook - mas a única coisa que é partilhada é, literalmente, a palavra "Resultado" e um endereço para o site que mostrará um erro e pedirá para completar o questionário.

Por esta altura já devia ser claro: não basta um link para o Twitter e Facebook para vingar nas redes sociais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quero explorar! Posso?

Segundo o M&P, o Carga de Trabalhos vai passar a "rejeitar todos os anúncios a estágios não-remunerados ou estágios com “ajudas de custo” ", deixando assim de compactuar com uma situação "ilegal". É de louvar a iniciativa, independentemente das razões.

Será o fim do "Quero explorar! Posso?", do "Procura-se cérebro jovem e fresquinho para ser esmiuçado a troco de nada!", do "Oferecemos oportunidade de integração em ambiente jovem e descontraído, por tua conta e risco".

Em Portugal nem sempre (ou raramente) se valoriza o talento ou o trabalho dos jovens, licenciados ou não. Prefere-se "oferecer" a formação, a integração a troco de ideias, de trocos, da oportunidade única de realizar acções menos válidas e perfeitamente imbecis. Os salários, quando os há, são fracos como o são, muitas vezes, os mais bem pagos. Como toda a gente, que não tem berço "cunhado" começa por algum lado, já vai sendo o momento de pensar a sério esta questão.

50 People, One Question

Fifty People, One Question: Brooklyn from Fifty People, One Question on Vimeo.



A ideia é muito simples: uma câmara de filmar, uma perguntar, todas as respostas possíveis. Foi o que fizeram os responsáveis do projecto 50 people, one question, que abordaram pessoas na rua e lhes fizeram uma pergunta. "Where would you wish to wake up tomorrow?"

Simples, não é? É.

As boas são assim. Simples.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como moscas e mel...

Será este o cúmulo dos "novos meios" para publicidade?...

Durante a Feira do Livro de Frankfurt, a "Jung von Matt/Neckar" tinha como desafio dar a conhecer e atrair visitantes ao stand da "Eichborn": uma nova editora , que por acaso, usa como "símbolo"... uma mosca...

Conseguem imaginar o que fizeram?... Pois... Não chegavam lá pois não?... É natural, apenas natural... Algures entre o asqueroso e o genial, fez-se história...