quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tempos de Antena - PTP

O programa dos Gato Fedorento Esmiúçam os Sufrágios deu-me a conhecer este interessante tempo de antena.

Como consultor / assessor muito me aprazeria dizer.
Mas não digo.
Há imagens que valem mais do que mil palavras.


Ficaram interessados? Procurem aqui.


O que reforça a máxima de que "falem bem ou mal, o importante é que falem!" E nós a pensar que eles eram tenrinhos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É já amanhã.

Parabéns ao Arquitecto Saraiva e ao seu semanário Sol, que cumpre amanhã três anos.

Buzzófias (com dois zz) contrata LPM... e rescinde logo depois

O "Buzzófias" (com dois zz), como sabem uma das mais lidas publicações online sobre marketing, publicidade, comunicação e media, sempre escrito "com uma boa dose de sarcasmo e humor", acaba de contratar os serviços de consultoria de comunicação da LPM.

Na tentativa de aumentar a base de fãs do blogue, a empresa de Luís Paixão Martins sugeriu uma estratégia que aposta no aumento de notoriedade nos meios do trade. O primeiro momento de comunicação, que pretende capitalizar acerca da especulação das verdadeiras identidades dos escritores do "Buzzófias", foi iniciado com a publicação de um pequeno teaser, publicado no jornal independente "Briefing", dado como próximo da LPM.

Na tentativa de adicionar reputação ao blogue e segundo fontes desta publicação, Luís Paixão Martins propôs mesmo tornar-se um dos escritores permanentes do "Buzzófias". A proposta foi aparentemente rejeitada, uma vez que os autores do blogue temiam ver os seus tremendos egos engolidos por esse que também assina todos os seus projectos - desde posts a empresas - com as iniciais mais reconhecidas do mercado da comunicação: LPM.

No entanto, face aos maus resultados desta primeira iniciativa, sobretudo pela quantidade de erros e teor da notícia, os serviços desta consultora já foram dispensados estando em vista a contratação de nova agência. A avaliar pelo que é escrito no Briefing, a YoungNetwork poderá ser uma das empresas contempladas.

Hoje foi notícia o Buzófias, não o Buzzófias


Nem tudo o que é "viral"... é ouro!

O vídeo atingiu mais de um milhão de visitas no Youtube. Uma mãe Dinamarquesa, apresenta o se filho August, e procura via internet o pai da criança. Conta-nos a história de como o conheceu num bar e acabou em casa com ele, para não o encontrar na sua cama no dia seguinte... Não o culpa! Claro... que na Dinamarca somos modernos ... mas gostava de o voltar a ver...

É mentira.

É um viral.

A ideia é atrair turismo para a Dinamarca...

E é de um extremo mau gosto.




Mas qual é o conceito? Qual o "gancho"?

"Hey! Venham à Dinamarca! As mulheres aqui são tão belas e fáceis, que mesmo que tenham um filho vosso... não vos vão culpar! Mas apenas querem que voltem..."

O jornal Ekstra Bladet "caiu-lhes em cima" que nem gente grande. Os responsáveis parecem ser da plataforma governamental para o turismo da Dinamarca: VisitDenmark. E já retiraram qualquer referencia ao vídeo do Youtube.

A actriz Ditte Arnth Jorgensen já admitiu que o vídeo é falso, e o bebé, claro está, não é dela...

Alguns dos responsáveis criativos do vídeo, têm-se desculpado, dizendo que apesar de encriptada, a palavra "AD" (referindo-se para o nosso "PUB" em Portugal), aparece no vídeo num quadro um pouco a cima do ombro esquerdo da mãe (o nosso lado direito do écran)...

Haaaa... então estão desculpados!!



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Conversas de Bastidores

...Vale o que vale... Uma pequena curiosidade talvez. Com a descontracção pós Agosto ainda a dominar os ambientes de bastidores da "cena" política...

Agora, tenho de pedir especial atenção à conversa iniciada aos 00:56:


José Socrates: "Ah. Você é fã?! Mas eu não o vi naquela... Naquela vígila: Queremos Manuela de volta!"


Referindo-se, claramente, aos acontecimentos recentes após a saída de Manuela Moura Guedes da TVI.

Para meio entendedor....




High Five Escalator



A Improv Everywhere que ostenta a assinatura "Causing a Scene", anda a fazer um novo tipo de guerrilha. O Today show, chama-lhe pranks. Imaginem uma marca associada a este tipo de brincadeira.

High Five Escalator

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Política séria



No primeiro cartaz falta apenas o "bling, bling", mas passa a ideia.

Dia 14 estão de volta ao activo. A contagem decrescente pode ser acompanhada aqui.

Eficaz ou abusivo?

Nos últimos dias esta campanha tem gerado tanta polémica e discussão que eu pergunto: É sobre o quê mesmo?

Na maioria das vezes, demasiada discussão cria ruído e abafa a questão central e o propósito da acção, colocando em causa a sua eficácia. Acho que foi este o caso.

Difícil, mas também o segredo, é saber traçar o limite entre o eficaz e o abusivo.

Como o vídeo foi, entretanto, retirado do YouTube para poder ser visto apenas no site da campanha, aqui ficam outras imagens da campanha.



Perante imagens tão fortes e explicitas, quem é que se concentra na mensagem?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marketing viral

A capacidade de gerar discussão, sobretudo pela polémica, é um enorme atractivo para os media e a base de uma campanha que se quer viral.

Polémicas à parte #1 - HIV e Hitler

O que têm em comum HIV e Hitler? Segundo este anúncio são ambos assassinos de massas.



Adenda: este vídeo foi entretanto retirado, podendo ser visto apenas no site da campanha.

Polémicas à parte #2 - Aquecimento Global

Aquilo que muitos pensam, mas que poucos teriam a ousadia de colocar no papel (quanto mais num anúncio, aparentemente não autorizado pela WWF).


Polémicas à parte #3 - Prevenção rodoviária UK

Campanha de sensibilização para a não utilização de telemóvel enquanto se conduz, dirigida a jovens no Reino Unido e aplicável a muitos outros países. Campanha com recursos muito pouco reduzidos e impacto mundial. Ler notícia no i e ver outras campanhas nacionais.


O estranho caso de Manuela Moura Guedes


Nota prévia: Estranho neste caso deve ter duplo sentido por se tratar de Manuela Moura Guedes (MMG).

Na semana passada fomos "surpreendidos" pela suspensão do Jornal de Sexta da TVI, com a consequente auto-demissão da Direcção de Informação do canal. A decisão, justificada pela administração do accionista espanhol Prisa, detentor da Media Capital, detentor da TVI; como sendo parte de uma reestruturação e uniformização dos telejornais da estação, foi abafada e relegada para segundo plano, sobretudo pelo aproveitamento político que os vários partidos retiraram disso e por jornalistas sedentos de atacar um Primeiro-ministro com uma imagem pública debilitada e que encontraram aqui a "prova" que faltava de que este Governo exercia pressões sobre a comunicação social.

Ora vejamos. Segundo a imprensa e a oposição, a justificação deste afastamento resulta de:

a) O Governo é liderado por pessoas completamente estúpidas e, perante todas as suspeitas que sobre ele pairavam e a relação do PM com o Jornal de Sexta, pressionou a administração de uma empresa privada a tomar esta decisão;

b) O Governo tem um tal mestre em spinning que terá pensado que a opinião pública iria pensar que a opção a) era tão improvável que esta nunca lhe poderia ser atribuída, ganhando com isso a suspensão de um noticiário que não lhe era favorável;

c) O Governo não teve nada a ver com esta suspensão e de facto foi uma decisão livre, estudada e planeada da administração de uma empresa privada.

Não sei quanto a vocês, mas a hipótese que me parece mais viável é a c).

Permitam-me "dar asas à minha imaginação" e teorizar sobre o problema.

O Jornal de Sexta da TVI mascarava de "investigação séria e isenta" autênticas caçadas ao homem (José Sócrates, habitualmente). MMG opinava a cada notícia, ultrapassando os limites da informação isenta. As notícias levantavam suspeitas, nem sempre fundamentadas, continham "factos" duvidosos e de comprovação questionável.

O Jornal de Sexta tinha elevadas audiências, mas como todos sabemos, quantidade e qualidade não representam exactamente a mesma coisa. A desculpa de que o Jornal tinha audiência e que isso justificava a sua manutenção, parece-me escassa... A Dica da Semana chega a 2 milhões de pessoas e nem por isso vemos todos os anunciantes a correr para lá.

O Jornal Nacional tem uma equipa própria, que "investiga" semanalmente para divulgar na sexta. O jornalismo de investigação é caro, e o de "investigação" também deve ser. Como tal, não me parece descabida a justificação da Prisa.

A linha editorial do Jornal de Sexta não agrada a muitos cidadãos - obviamente que excluo qualquer visado pelas reportagens. Com a saída de José Eduardo Moniz, essa linha ficou mais exposta e susceptível de ser cortada, o que aconteceu agora.

Se a suspensão do Jornal de Sexta fosse de facto uma tentativa de silenciar MMG, ela sai gorada porque, embora se tenha demitido das suas funções de direcção, MMG continua no canal e obrigada a divulgar as suas "investigações", como aliás a estação fez na última sexta-feira, com mais uma grande "pareceque-provavelmenteserá-cacha".

Questiono, de facto, o timing da decisão da Prisa, a três semanas de eleições legislativas e com previsível impacto da decisão dos portugueses. Questiono o facto de ter sido na véspera da estreia, de forma, aparentemente, abrupta. Não questiono mais, para não pressionar.
Já muita coisa foi escrita sobre o tema ao longo dos últimos meses, na minha opinião linhas a mais, e sobretudo elevando MMG à condição de heroína nacional, de exemplar do jornalismo isento e alheio a pressões. Para quando o Pulitzer?

Poucos parecem lembrar-se de que MMG foi deputada na Assembleia da República, pelo CDS, e, até opinião contrária, as suas convicções políticas têm, provavelmente, influência na sua forma de abordar os temas. ATENÇÃO! Obviamente que todos os jornalistas têm opinião política, ou outras quaisquer, mas tenho dúvidas se é possível participar activamente na vida política e depois escrever com a isenção e distanciamento necessário. Volto a reforçar a questão já aqui abordada sobre a necessidade de maior transparência das linhas editoriais dos órgãos de comunicação social portugueses, à semelhança do que acontece, por exemplo, em Espanha. Lá, esta decisão seria entendida na óptica do partido e não daria azo a tanta suspeitas.

Por último, não sou da geração dos filhos de Abril; sou da geração dos seus netos, a quem muita coisa foi permitida à sombra de uma liberdade (bem) conquistada. Talvez por isso considero que apelidar este "caso" de "censura" ou de "atropelo à liberdade de imprensa e de expressão", deveria insultar quem lutou pelo 25 de Abril.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

geek freak - PANTONECANS®



latas para juventude que gosta de grafitar com todo o rigor.
ideia aqui

8-bit trip freak



ah! maravilhosos Spectrums 48K!

maravilhosa também este stop motion. invejo muito estas paciências de Jó (vulgo paciência de chinês). geeks pah

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clay Shirky, o amor e a net.

It's an oldie... But always great to watch.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

“Per fare un albero”



Criar uma árvore. é assim que se chama esta guerrilha que a fiat, a cidade de milão e o artista-designer (muito boa designação, hein?) Fabio Novembre desenvolveram.

posso dissertar sobre as emissões de carbono, a nomenclatura artista-designer, a fibra de vidro ou até sobre milão, mas digo apenas que o fiat 500 é fixolas.

teremos o escrever um livro e fazer um filho de seguida?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

the million dolar question is...


Bom, se não servir para mais nada, serve para sabermos o que o pai do Justin diz.

Verdadeiras pérolas de sabedoria, transcritas aqui.

Think global, act local

Nas últimas semanas foram notícia dois desenhos animados de que gosto bastante - não, não me refiro à compra da Marvel pela Disney, pouco relevante em termos de originalidade na comunicação. Falo de A Turma da Mónica e de Os Simpsons.

São dois fenómenos, um mais localizado do que o outro, que foram utilizados para duas acções de comunicação com óptimos resultados.

Começando pelo fenómeno global: Os Simpsons.

Para comunicar a estreia da série em Angola, e entrada no continente africano, marcada para o canal Bué, foi criada e difundida uma adaptação da conhecida cena do genérico desta série, a com maior longevidade de sempre da história da animação e fenómeno mundial, à realidade angolana. Além de menos amarelados, Homer, Marge, Maggie, Bart e Lisa, surgem com elementos marcadamente angolanos, o que motivou notícias em todo o Mundo (interessante no título da notícia do Daily Mail a expressão bem angola "Aye carumba"!) Porquê? Poucos ousaram mexer, oficialmente, nesta típica família americana, ainda para mais tornando-os afro-americans, o que, por si só, é gerador de buzz.

Basta procurar no YouTube para encontrar outros fenómenos semelhante e, quem sabe, inspiradores.


Por outro lado, no Brasil, país fortemente afectado pela gripe A (ou influenza, como por lá também se diz), foi utilizada A Turma da Mónica para comunicar alguns conselhos básicos para prevenir a transmissão de vírus. Através de um conjunto de curtos vídeos colocados na Internet, básicos e dirigidos a um público jovem, os conselhos passaram, gerando milhares de visualizações na Internet. Os vídeos foram colocados ao dispor de escolas e outros organismos, mas, na minha opinião, deveriam ser "institucionalizados"e transmitidos na televisão de forma a chegar a todo o país - e nós sabemos a força da TV no Brasil. Seria (ou será), certamente, uma arma bem mais eficaz do que qualquer vídeo ou anúncio institucional do Governo de Lula no combate ao vírus.



Por cá, lembro-me de um fenómeno semelhante quando transmitiram "sketches institucionais", nos anos 90, em que Herman José caricaturava pequenos gestos tão portugueses como passar à frente em filas ou enfiar o dedo na carne, na fruta ou no pão, em supermercados, como medidor de frescura, etc.; para ensinar, através do humor, algumas regras de cidadania a um povo ainda em aprendizagem. Na altura foi eficaz, mas quem sabe se não é o momento de repetir a dose?