quinta-feira, 10 de setembro de 2009

High Five Escalator



A Improv Everywhere que ostenta a assinatura "Causing a Scene", anda a fazer um novo tipo de guerrilha. O Today show, chama-lhe pranks. Imaginem uma marca associada a este tipo de brincadeira.

High Five Escalator

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Política séria



No primeiro cartaz falta apenas o "bling, bling", mas passa a ideia.

Dia 14 estão de volta ao activo. A contagem decrescente pode ser acompanhada aqui.

Eficaz ou abusivo?

Nos últimos dias esta campanha tem gerado tanta polémica e discussão que eu pergunto: É sobre o quê mesmo?

Na maioria das vezes, demasiada discussão cria ruído e abafa a questão central e o propósito da acção, colocando em causa a sua eficácia. Acho que foi este o caso.

Difícil, mas também o segredo, é saber traçar o limite entre o eficaz e o abusivo.

Como o vídeo foi, entretanto, retirado do YouTube para poder ser visto apenas no site da campanha, aqui ficam outras imagens da campanha.



Perante imagens tão fortes e explicitas, quem é que se concentra na mensagem?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marketing viral

A capacidade de gerar discussão, sobretudo pela polémica, é um enorme atractivo para os media e a base de uma campanha que se quer viral.

Polémicas à parte #1 - HIV e Hitler

O que têm em comum HIV e Hitler? Segundo este anúncio são ambos assassinos de massas.



Adenda: este vídeo foi entretanto retirado, podendo ser visto apenas no site da campanha.

Polémicas à parte #2 - Aquecimento Global

Aquilo que muitos pensam, mas que poucos teriam a ousadia de colocar no papel (quanto mais num anúncio, aparentemente não autorizado pela WWF).


Polémicas à parte #3 - Prevenção rodoviária UK

Campanha de sensibilização para a não utilização de telemóvel enquanto se conduz, dirigida a jovens no Reino Unido e aplicável a muitos outros países. Campanha com recursos muito pouco reduzidos e impacto mundial. Ler notícia no i e ver outras campanhas nacionais.


O estranho caso de Manuela Moura Guedes


Nota prévia: Estranho neste caso deve ter duplo sentido por se tratar de Manuela Moura Guedes (MMG).

Na semana passada fomos "surpreendidos" pela suspensão do Jornal de Sexta da TVI, com a consequente auto-demissão da Direcção de Informação do canal. A decisão, justificada pela administração do accionista espanhol Prisa, detentor da Media Capital, detentor da TVI; como sendo parte de uma reestruturação e uniformização dos telejornais da estação, foi abafada e relegada para segundo plano, sobretudo pelo aproveitamento político que os vários partidos retiraram disso e por jornalistas sedentos de atacar um Primeiro-ministro com uma imagem pública debilitada e que encontraram aqui a "prova" que faltava de que este Governo exercia pressões sobre a comunicação social.

Ora vejamos. Segundo a imprensa e a oposição, a justificação deste afastamento resulta de:

a) O Governo é liderado por pessoas completamente estúpidas e, perante todas as suspeitas que sobre ele pairavam e a relação do PM com o Jornal de Sexta, pressionou a administração de uma empresa privada a tomar esta decisão;

b) O Governo tem um tal mestre em spinning que terá pensado que a opinião pública iria pensar que a opção a) era tão improvável que esta nunca lhe poderia ser atribuída, ganhando com isso a suspensão de um noticiário que não lhe era favorável;

c) O Governo não teve nada a ver com esta suspensão e de facto foi uma decisão livre, estudada e planeada da administração de uma empresa privada.

Não sei quanto a vocês, mas a hipótese que me parece mais viável é a c).

Permitam-me "dar asas à minha imaginação" e teorizar sobre o problema.

O Jornal de Sexta da TVI mascarava de "investigação séria e isenta" autênticas caçadas ao homem (José Sócrates, habitualmente). MMG opinava a cada notícia, ultrapassando os limites da informação isenta. As notícias levantavam suspeitas, nem sempre fundamentadas, continham "factos" duvidosos e de comprovação questionável.

O Jornal de Sexta tinha elevadas audiências, mas como todos sabemos, quantidade e qualidade não representam exactamente a mesma coisa. A desculpa de que o Jornal tinha audiência e que isso justificava a sua manutenção, parece-me escassa... A Dica da Semana chega a 2 milhões de pessoas e nem por isso vemos todos os anunciantes a correr para lá.

O Jornal Nacional tem uma equipa própria, que "investiga" semanalmente para divulgar na sexta. O jornalismo de investigação é caro, e o de "investigação" também deve ser. Como tal, não me parece descabida a justificação da Prisa.

A linha editorial do Jornal de Sexta não agrada a muitos cidadãos - obviamente que excluo qualquer visado pelas reportagens. Com a saída de José Eduardo Moniz, essa linha ficou mais exposta e susceptível de ser cortada, o que aconteceu agora.

Se a suspensão do Jornal de Sexta fosse de facto uma tentativa de silenciar MMG, ela sai gorada porque, embora se tenha demitido das suas funções de direcção, MMG continua no canal e obrigada a divulgar as suas "investigações", como aliás a estação fez na última sexta-feira, com mais uma grande "pareceque-provavelmenteserá-cacha".

Questiono, de facto, o timing da decisão da Prisa, a três semanas de eleições legislativas e com previsível impacto da decisão dos portugueses. Questiono o facto de ter sido na véspera da estreia, de forma, aparentemente, abrupta. Não questiono mais, para não pressionar.
Já muita coisa foi escrita sobre o tema ao longo dos últimos meses, na minha opinião linhas a mais, e sobretudo elevando MMG à condição de heroína nacional, de exemplar do jornalismo isento e alheio a pressões. Para quando o Pulitzer?

Poucos parecem lembrar-se de que MMG foi deputada na Assembleia da República, pelo CDS, e, até opinião contrária, as suas convicções políticas têm, provavelmente, influência na sua forma de abordar os temas. ATENÇÃO! Obviamente que todos os jornalistas têm opinião política, ou outras quaisquer, mas tenho dúvidas se é possível participar activamente na vida política e depois escrever com a isenção e distanciamento necessário. Volto a reforçar a questão já aqui abordada sobre a necessidade de maior transparência das linhas editoriais dos órgãos de comunicação social portugueses, à semelhança do que acontece, por exemplo, em Espanha. Lá, esta decisão seria entendida na óptica do partido e não daria azo a tanta suspeitas.

Por último, não sou da geração dos filhos de Abril; sou da geração dos seus netos, a quem muita coisa foi permitida à sombra de uma liberdade (bem) conquistada. Talvez por isso considero que apelidar este "caso" de "censura" ou de "atropelo à liberdade de imprensa e de expressão", deveria insultar quem lutou pelo 25 de Abril.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

geek freak - PANTONECANS®



latas para juventude que gosta de grafitar com todo o rigor.
ideia aqui

8-bit trip freak



ah! maravilhosos Spectrums 48K!

maravilhosa também este stop motion. invejo muito estas paciências de Jó (vulgo paciência de chinês). geeks pah

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clay Shirky, o amor e a net.

It's an oldie... But always great to watch.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

“Per fare un albero”



Criar uma árvore. é assim que se chama esta guerrilha que a fiat, a cidade de milão e o artista-designer (muito boa designação, hein?) Fabio Novembre desenvolveram.

posso dissertar sobre as emissões de carbono, a nomenclatura artista-designer, a fibra de vidro ou até sobre milão, mas digo apenas que o fiat 500 é fixolas.

teremos o escrever um livro e fazer um filho de seguida?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

the million dolar question is...


Bom, se não servir para mais nada, serve para sabermos o que o pai do Justin diz.

Verdadeiras pérolas de sabedoria, transcritas aqui.

Think global, act local

Nas últimas semanas foram notícia dois desenhos animados de que gosto bastante - não, não me refiro à compra da Marvel pela Disney, pouco relevante em termos de originalidade na comunicação. Falo de A Turma da Mónica e de Os Simpsons.

São dois fenómenos, um mais localizado do que o outro, que foram utilizados para duas acções de comunicação com óptimos resultados.

Começando pelo fenómeno global: Os Simpsons.

Para comunicar a estreia da série em Angola, e entrada no continente africano, marcada para o canal Bué, foi criada e difundida uma adaptação da conhecida cena do genérico desta série, a com maior longevidade de sempre da história da animação e fenómeno mundial, à realidade angolana. Além de menos amarelados, Homer, Marge, Maggie, Bart e Lisa, surgem com elementos marcadamente angolanos, o que motivou notícias em todo o Mundo (interessante no título da notícia do Daily Mail a expressão bem angola "Aye carumba"!) Porquê? Poucos ousaram mexer, oficialmente, nesta típica família americana, ainda para mais tornando-os afro-americans, o que, por si só, é gerador de buzz.

Basta procurar no YouTube para encontrar outros fenómenos semelhante e, quem sabe, inspiradores.


Por outro lado, no Brasil, país fortemente afectado pela gripe A (ou influenza, como por lá também se diz), foi utilizada A Turma da Mónica para comunicar alguns conselhos básicos para prevenir a transmissão de vírus. Através de um conjunto de curtos vídeos colocados na Internet, básicos e dirigidos a um público jovem, os conselhos passaram, gerando milhares de visualizações na Internet. Os vídeos foram colocados ao dispor de escolas e outros organismos, mas, na minha opinião, deveriam ser "institucionalizados"e transmitidos na televisão de forma a chegar a todo o país - e nós sabemos a força da TV no Brasil. Seria (ou será), certamente, uma arma bem mais eficaz do que qualquer vídeo ou anúncio institucional do Governo de Lula no combate ao vírus.



Por cá, lembro-me de um fenómeno semelhante quando transmitiram "sketches institucionais", nos anos 90, em que Herman José caricaturava pequenos gestos tão portugueses como passar à frente em filas ou enfiar o dedo na carne, na fruta ou no pão, em supermercados, como medidor de frescura, etc.; para ensinar, através do humor, algumas regras de cidadania a um povo ainda em aprendizagem. Na altura foi eficaz, mas quem sabe se não é o momento de repetir a dose?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Assalto a Lisboa



Apostas abertas: filme de cowboys ou comédia tola?

i vão 100!


O jornal i celebra hoje a centésima edição.

Digo hoje o que penso desde a primeira semana. É um bom jornal, diferente de outros que já existiam e que, paulatinamente, ganha o seu espaço num Universo difícil e em aparente queda.

Só faz sentido avançar para projectos novos se forem diferentes. Se trouxerem algo de novo. Acho que foi o que o i fez e por isso continua de parabéns.

Em apenas 100 números tiveram boas capas e muitas notícias que se tornaram notícia. Excelentes artigos e óptimas reportagens. Nada mau para tão pouco tempo.

Traz hoje um "brinde" para celebrar a marca atingida: uma versão Origami, para dobrar e fazer uma edição de bolso.

Que contem muitas.

Adenda: Depois de uma leitura mais atenta ao jornal descobri um anúncio do i que desafia os leitores a gravarem-se enquanto constroíem a edição de bolso. Depois é só colocar o vídeo no YouTube para se habilitarem a ganhar uma câmara de vídeo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Facebook here we go!

Depois do Twitter aderimos agora ao Facebook. A aposta até já tem umas semanas mas ganhou relevo ontem, dia de aniversário, com dezenas de novos amigos que nos adicionaram, de forma "mais ou menos" espontânea.

São, até este momento, 99 e o próximo ganha a hipótese de fazer algo muito espectacular, por sua conta e risco que nós não temos budget.

Já sabem, se gostarem do que por aqui se escreve, ou por pena, adicionem-nos e sugiram-nos aos vossos amigos, conhecidos, familiares, amantes e animais de estimação.

Tck tck tck

Fabulosa campanha, pelo fabuloso Gael Garcia Bernal.

Staples: Económico até nas palavras


Ouvido hoje num anúncio na rádio: "... vou ensinar-vos uma palavra em inglês: Low price!..."

Uma palavra... "low price"!

Deve ser da crise.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Parabéns a nós!

É da praxe. Fazer aniversários e contabilizar sucessos. Por isso mesmo não o vamos fazer. Até porque não temos grande coisa para contar (ou contabilizar).

Temos como momento alto o facto de um leitor de Odivelas - beijinhos para Odivelas - nos ter ameaçado "dar com um ferro nos cornos" por causa de um post. Felizmente, para grande gáudio dos "nossos cornos" tal não aconteceu, mas é bem representativo da relação, próxima, que temos convosco, malta de Odivelas.

Enfim, esperamos que tenham gostado do caminho até aqui e que continuem a gostar no futuro.

Mas para isso precisamos de uma coisa... e é agora que tudo piora. Achavam que era só ler e já está. Enganam-se. Toca a opiniar, a deixar as vossas sugestões, críticas, ofensas e elogios, dicas e afins, sobretudo afins, na caixa de comentários. É anónimo, grátis e, como já dissemos anteriormente, não controlamos IPs.

E já sabem, enquanto nos lerem continuaremos com a buzzofia...