
Ouvido hoje num anúncio na rádio: "... vou ensinar-vos uma palavra em inglês: Low price!..."


A escolha de um endorser é (ou deve ser) um processo bastante mais complexo do que o resultado de uma conversa entre agente (publicista) e agência de publicidade - a avaliar por muitos dos casos que pupulam ao mesmo tempo em vários anúncios portugueses, este último deve ser este o método escolhido na maioria dos casos.
Um embaixador deve representar os valores dessa marca, deve personalizar todos (ou a maioria) os seus aspectos, deve conferir à marca ou ao objecto uma personalidade com a qual a maioria dos seus consumidores e compradores se identifiquem.
Mas deve mais.
Deve trazer credibilidade, reforçar a notoriedade da marca e, por último, deve traduzir-se em vendas ou resultados.
Como já disse, julgo que isto raramente acontece. Procuram-se, na maioria das vezes, apenas pessoas famosas, ou com bons agentes (publicistas), que ajudem apenas a vender - o que também nem sempre acontece.
Em política os pressupostos não deveriam ser muito diferentes na escolha de mandatários. Não deveria porque são, como demonstra este caso Patrocínio… Carolina, entenda-se.
A escolha da mandatária da juventude do PS tem sido criticada (e escarnecida). Razão? Ausência de conteúdo que suporte a escolha e declarações passadas vazias da agora mandatária do PS. Um mandatário da juventude deve ser alguém no(a) qual os jovens se revêem, que os representa. Deve ser alguém que representa os ideais, os valores de determinado segmento da população, que sente as suas necessidades e desejos, etc, etc..
Não é certamente alguém que "só come cerejas se a empregada lhes retirar os caroços", porque isso não representa a (esmagadora maioria) juventude portuguesa. Já pode ser alguém que "prefere fazer batota a perder" ou que "quer ser mãe antes dos 30", bem mais representativo.
Vejamos então o que se conhece de Carolina para justificar este Patrocínio: Apresentou um programa de TV durante uns anos, foi namorada de um actor que morreu, continuou a apresentar o programa de TV, foi suposta namorada de Cristiano Ronaldo, começou a apresentar outro programa de TV, é namorada de um jogador de rubgy da selecção nacional, quer ser mãe antes dos trinta! Pelo meio brindou-nos com inúmeras aparições em revistas cor-de-rosa, uma proibida não-aparição em revistas femininas e inúmeras pérolas como as que referi anteriormente.
Assim de repente não parece muito relevante.
Não tenho nada contra Carolina, agora, enquanto jovem, não me revejo absolutamente nada nela, e não, não é só inveja por não ficar tão bem como ela de biquíni.

Acho que a criação deste blog é uma excelente ideia, sobretudo para quem gosta de comunicação e marketing político.
Por enquanto, está a ter também uma boa execução - não há lugar a análises tendenciosas nem partidarizadas.
É um bom exemplo de blog, construído com os contributos de leitores, aliás seria dificil fazê-lo de outra forma ou não estivéssemos a falar de propaganda política de Norte a Sul.

No Mar Shopping, Matosinhos, a chegada do novo catálogo da IKEA apanhou a todos de surpresa.
Este é o filme que todos vamos querer ver. Este é o filme que todos temos de ver. Este é o filme que vai levar em debandada todos os copys, directores de arte, criativos, accounts, consultores, estudantes, todos, mesmo todos, a invadir as poucas salas de cinema que o estrearem. Este é o filme do qual vai "ficar bem dizer mal", este é o filme que alguns irão defender, este é filme de que vamos falar... para dentro. Ou será mesmo assim?
Será que um documentário, que conta com as declarações sinceras de gente como: George Lois, Dan Wieden, Lee Clow ou Hal Riney , poderá mudar a percepção do "público em geral", o comum mortal a que nos referimos como "target" ou "consumidor", será que "eles" irão ver a face do "monstro" com outros olhos, ou fascinarem-se com o poder da mensagem? Será que podemos falar "para fora"? Podemos "dialogar"?... Será que estão interessados, sequer?
Estas podem muito bem ser as primeiras respostas...
Obrigado Doug Pray!
MSI é um fabricante de computadores portáteis que se lembrou de lançar uma campanha na internet para promover a nova série X-Slim - o novo laptop pesa menos de 1,5 kg e tem uma espessura que não chega aos 2,5 cm.
A campanha , que se traduz num concurso lançado no Youtube, apela ao envio de vídeos "extreme crazy" onde um dos protagonistas tem de ser o dito portátil. A empresa escolherá depois 15 vencedores que ganharão uma viagem à Grande Barreira de Coral e um portátil X-Slim.
Os candidatos a vencedores não tardaram. Um deles, alías um grupo deles, enviou um vídeo que está a ter mais sucesso do que a campanha - ou a ajudar a campanha a ter muito mais sucesso do que o esperado, dependendo do ponto de vista. Ali se vê um grupo de "acrobatas" demonstrando como se consegue apanhar o X-Slim com o... rabo. Isso mesmo. Ou, citando o Mashable, "onde o sol nunca brilha".
O site lança um desafio aos leitores para comentarem o estranho (no mínimo) vídeo.
Via I online
