quarta-feira, 20 de maio de 2009

Raios Partam 2.0

Há umas semanas brincámos com este lugar suspeito, pelo encoberto carácter corporativo. Ao Lugares Mesmo Comuns, peço desculpa! Depois de ler isto, vejo bem as diferenças entre um blog corporativo e o vosso.

Verdade que o, chamam-lhe eles, "blog" da Parceiros é mais transparente - assume logo ao que vem: "um Blog para comunicados de imprensa"! E óbvio que a aposta da Parceiros nas RP 2.0 é mais vasta. Há também uma página no flickR, um canal no YouTube e, claro, um "portal em tempo real no Twitter" (seja lá o que isso for).

A minha duvida é: para colocar comunicados de imprensa já não existe qualquer coisa? E para colocar fotografias e vídeos das campanhas e dos eventos, também não há uma outra ferramenta? Ah pois é... são os sites! 

Caros parceiros, aqui vos deixo a minha sugestão, e gratuita. Leiam blogs e apreendam o que eles são, antes de se aventurarem. O 2.0 é mais do que um chavão que se usa para vender mais serviços. 

terça-feira, 19 de maio de 2009

picture perfect









Quem gosta de moda, conhece-o, quem gosta de blogues já ouviu falar dele, quem gosta de fotografia inveja a vida que ele leva.


Scott Schuman, mais conhecido como o The Sartorialist, partiu de uma ideia tão simples quanto eficaz: ver como as pessoas pegam nas tendências da moda e as adaptam ao seu estilo, e à rua. Inicialmente, fotografava em NYC, mas agora, é quase cada dia uma cidade.


O blogue já tem mais de 3 anos, e está na list dos 100 blogues mais influentes da Times. Lá encontramos as mulheres mais effortlessly chic, os homens mais bem postos, os cenários perfeitos: Paris, NY, Londres, Melbourne, Rio, etc.. As marcas descobriram o efeito que este blogue tem na comunidade fashionista, e a Gant chegou mesmo a contratar Schuman para fotografar uma campanha.

O efeito sartorialist espalhou-se um pouco por todo o mundo: em Paris há a Garance Doré, e a Lisboa, chegou o Alfaiate Lisboeta.

Confesso que primeiro pensei "jesus-dai-lhe-juízo-Lisboa-não-é-Nova-Iorque". Mas, a verdade é que passo lá quase todos os dias e acho piada - é certo que a percentagem de mulheres a usarem Louis Vuitton ou Prada ou mesmo Marc Jacobs é muito menor, mas as fotografias têm pinta e piada, o estilo é despretensioso q.b. e faz-nos olhar Lisboa de outra maneira.

Less is more?


E depois disto, o PSD diz que é o partido com mais presença on-line.


O director para as campanhas eleitorais do PSD, Agostinho Branquinho, declarou ao I que a génese desta presença foi fenómeno de recolha de donativos online de Barack Obama durante a sua campanha para a presidência dos Estados Unidos - a plataforma online mybarackobama.com teve três milhões de donativos pessoais e gerou receitas de 370 milhões de euros.


Claramente, as semelhanças terminam por aí.

Palha Fresquinha

O post anterior lembra-me uma frase que gosto de dizer.

"Entre ser mais uma ovelha no rebanho, ou ser o pastor, eu prefiro sempre ser o pastor (ou no mínimo a ovelha negra)!"

Palha Fresquinha

"Defino pastar como o resultado de se contratarem pessoas que foram educadas para serem obedientes e de se lhes darem trabalhos idiotas e incutir a dose de medo necessária para as manter na linha. (...) Não é de estranhar que quando contratamos essa mão-de-obra, procuremos pessoas que foram treinadas para não sair do rebanho."

A frase não é minha, é de um conhecido e mui citado novelle guru, e faz tanto sentido. Palpites?


A Manela e o Facebook

Muito se tem escrito sobre a chegada da política portuguesa às redes sociais. A campanha de Obama foi um exemplo extraordinário da capitalização das redes socias para a transmissão de mensagens políticas, isto ninguém questiona. A malta, de uma maneira geral (e os que não percebem nada do assunto em particular), gosta de pôr as redes sociais todas no mesmo pote. Gosto pouco de generalizações e vou por isso focar-me num ponto em particular: a página do Facebook da Manuela Ferreira Leite.

Pelo princípio: aquela foto. Aquela foto que já não devia sequer ter sido usada em cartazes, aquela foto em que Manuela Ferreira Leite aparece mais morta que o líder dos Tamil, aquela foto, per se, é razão para alguém do staff da líder do PSD ter a cabeça a prémio (uma corzinha, um blushzito, é coisa que o photoshop faz em dois minutos). Numa plataforma em que as imagens são parte importante, falhar na foto é a primeira asneira.

Depois os status: ou são uma agenda de MFL ou comentários desenxabidos. Pouco ou nada trazem de novo. Pouco ou nada dizem do projecto de Manuela Ferreira Leite para o país. A linguagem é chata. A informação que recebemos nada acrescenta sobre o país, é apenas um apontamento sobre a mesquinhez partidária. Até a linguagem é antiquada, o tratar a malta por você... é no mínimo last season. Não é preciso pôr a "Manuela" a tratar-nos por tu, isso seria ridículo para alguém daquela geração, mas um "vejam", "estejam lá", rejuvenesce logo a coisa.

Se a ideia é copiar o Obama (Deus nos livre de tentar alguma coisa nova) vejam a página do senhor - tem ideias, anuncia novas plataformas, tem vídeos para o facebook, etc, etc, etc.

Estar presente nas novas plataformas é mais do que uma coisa engraçada, é necessária. Mas é preciso saber fazê-lo. Ou, pelo menos, ter o telefone de quem sabe.

Política e redes sociais


"A aposta actual dos partidos e dos políticos portugueses na Internet e nas redes sociais corre o risco de ser como pregar aos convertidos, ou seja, não traz nada de novo nem converte ninguém".

Com as devidas distâncias e com a minha edição, ouvi algo parecido da boca de um politólogo,  numa destas noites na SIC Notícias. Concordo em grande parte com o que é dito, mesmo que tenha sido dito por um politólogo. Mas julgo que o problema não está na aposta, mas sim na forma como ela é feita.

Se fosse para aproximar o povo (e apenas um nicho porque não nos podemos esquecer que Portugal ainda é um país com muitos analfabetos e iletrados) da classe política faria sentido. Se fosse para criar novas formas de diálogo (e por diálogo entenda-se comunicação bidireccional)  e mais transparência, também faria sentido. Mas não é o que acontece. São, na maioria dos casos, meras montras de vaidades e politiquices bacocas, onde nada disto tem lugar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Surpreendente?

"Estudo: Marketeers assumem não perceber redes sociais" refere hoje notícia do jornal briefing. Surpreende quem?

O estudo não foi feito em Portugal, mas palpita-me que os resultados seriam muito semelhantes. Ou piores.

Como ouvia há dias, "A Internet ainda está na fase do lazer. Existe muita gente a utiliza, mas nem sempre da melhor forma ou com o melhor proveito."

Estar nas redes sociais, do ponto de vista comercial, não é fazer publicidade do facebook e no Hi5 ou ter um perfil e andar a coleccionar amiguinhos. É usar e compreender o fenómeno; é transpor a credibilidade e notoriedade da real life para a plataforma virtual com conteúdos que interessem, que sejam apeticíveis e partilháveis.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

um i por um gratuito!

Hoje, quem passasse ou passeasse pela Baixa de Lisboa (admito que a acção fosse válida em outros pontos da cidade e, quiçá, do país) deparava-se com ardinas do "i" que propunham um negócio "interessante": Trocar um jornal gratuito por um "i". 

Isso mesmo, trocar um jornal considerado por muitos como o parente pobre dos jornais, o menos jornal dos jornais, o câncaro (termo técnico utilizado em algumas variações de português) do jornalismo moderno, por um "i".

Eu até percebo a ideia (ajuda o ambiente e tudo), mas pergunto: Isto valoriza quem? o "i"? ou o "gratuito"? No mínimo por três gratuitos e uma Dica da semana (é por correio por isso incluo em outra categoria) para dar luta...

E o pior é se pedinchássemos muito, acabavam por nos oferecer o jornal, de borla!

Marketing digital 2.0

Porque saber não ocupa lugar e porque Marketing (Digital) 2.0 também é um dos temas abordados por este humilde blog, aqui fica a sugestão do lançamento deste livro. 

Não o li, mas conheço o autor o suficiente para ter boas expectativas em relação ao conteúdo.

Hoje às 18h30 na FNAC do C.C. Colombo.

E a seguir? Boca doce?




Depois da Maizena, a Herbalife!

Lições de Dança

Aprenda-se a tornar um conteúdo “blogável”.

Os Make The Girl Dance não se fizeram rogados, e queriam obviamente que o seu single de apresentação: “Baby, baby, baby” fosse directo aos corações dos fans de electro com sotaque francês... O vídeo segue à risca os parâmetros para que nada falhe no sucesso imediato desta produção.

1) É polémico. Gera buzz. As pessoas têm vontade de falar/teclar sobre ele. É urgente, imediato e chocante o suficiente para fazer com que todos aqueles que se cruzam com ele o queiram discutir, enviar por mail, deixar um link na página de Facebook ou simplesmente “bloggar” sobre ele.

2) Tem teor sexual. Sex sells. Não há nada a fazer. Uma das regras básicas do marketing ainda funciona tal como há vinte anos atrás. Pura e simplesmente é necessário passar novas “fronteiras”, para não ficarmos pelo mesmo.

3) Fala ao coração do target. Sendo este mais um grupo de electro gaulês, não tem a tarefa fácil: Daft Punk, Justice, Alex Gopher e tantos outros estavam cá antes e fazem vídeos inovadores todos os anos. Não basta fazer um bom vídeo. Há que ter referências. Não é ao acaso que a letra da música refere o nome de Sebastien Tellier, as t-shirts da Yelle ou até as condutas duvidosas dos próprios Justice. Os fans reconhecem-se e entregam-se de forma mais imediata à defesa deste novo grupo como fazendo parte de uma "côrte" já instaurada.

4) É real! Toda a produção, apesar de ensaiada e preparada ao milímetro, decorre numa rua de Paris, num dia normal, com transeuntes indefesos que reagem ao que se passa. Nada apaixona mais o bloggers que ver acções que de alguma forma poderiam ter acontecido ali, ao seu lado. Este tipo de ligação é inegável e comprovada pelo sucesso de inúmeras campanhas que se têm reproduzido na Internet nos últimos tempos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

mau copy #?+1

Depois deste, o DN volta a brindar-nos com mais este título bem chamativo. 

Na minha opinião, ofender uma sra. desta idade, ainda para mais Rainha de Inglaterra, não se faz. Pior. Fica a dúvida que medicamento usou e para que fins. Certamente que a idade não perdoa e que o reumático terá justificado a opção.

Enfim...

Bem observado por JMH.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

i finalmente

Depois de grandes expectativas e de uma demorada gestação, eis que, por esta hora (00:00), já deve estar a ser distribuído o primeiro número do i. Admito que fui um dos mais cépticos - pensei inclusive se chegaria a ver a luz do dia (?!), já para não falar do nome que muitos trocadilhos suscitou - mas, à medida que vou sabendo mais sobre ele, mais vontade tenho de o ler. E o nome, é como diz Pessoa: Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se.

Saúdo o novo jornal, o i, a equipa formada (boa, jovem, mas também com experiência), as ideias inovadoras, o empreendedorismo e a lufada de "ar fresco" que, certamente, vão trazer ao mercado. Nova concorrência - julgo que sobretudo para Público e Expresso - obriga os concorrentes a fazer melhor e os leitores ganham com isso. 

A campanha e a identidade foram criadas pela Ativism. Acho que, sobretudo, o conceito está bem conseguido. Ajuda a "engolir" melhor o nome. 


PS: Para um meio que aposta forte no online, começa mal. O site não está a funcionar... Pequenos acertos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Navegar na Maizena


A malta mais jovem já não deve saber o que é comer Maizena, mas agora vai querer descobrir de certeza. Pelo menos se não quiser ficar como Paulo Rangel - a julgar pelas palavras do Ministro Manuel Pinho

Depois de o Magalhães, há já quem fale na possibilidade do Governo português começar a levar pacotes de Maizena em cada visita oficial, pelo menos a países que precisem de mais conduto.

Independentemente disso, nunca a velhinha marca de farinha pensou ter tanto "tempo de antena". "Borlas" Governamentais destas não têm mesmo preço.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem Canta seus Males Espanta...

Numa chamada "época de crise"...
A T-Mobile encontrou a galinha dos ovos de ouro no que respeita a conceito de marketing viral. Verdadeiramente inspirador e up-lifting. Mais um.
Mega Karaoke em Trafalgar Square. "Life's For Sharing" para acção do ano?


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Connect - marketing in the social media era

100 autores escreveram 400 palavras, acerca de marketing na era dos social media. Jeff Caswell, promotor e produtor do projecto, editou e compilou as submissões num livro colaborativo - 'Connect! Marketing in the Social Media Era'.






O livro, para o qual contribuí escrevendo um pequeno artigo acerca de consumer engagement, já está à venda e todos os resultados reverterão a favor de uma instituição social de luta contra o cancro da mama.



Os autores:
Adam Broitman - Adam Crowe - Adam Goldberg - Adam Kmiec - Adriana Gil Miner - Alan Wolk - Alison Woo - Ana Andjelic - Anjali Ramachandran - Ann Handley - Bill Green - BL Ochman - Blaine Mathieu - Brandie Feuer - Brian Morrissey - Bryan Hadaway - Carl Moggridge - Dave Knox - David Mullen - David Peck - Denise Cassino - Derek O’Brien - Dirk Singer - Dom Rodwell - Domenick Cilea - Doug Karr - Drew McLellan - Evan Stoudt - Eyal Danon - Facu Medina - Gavin Heaton - Gordon Plutsky - Greg Christensen - Gunther Sonnenfeld - Hussein Fazal - Iqbal Mohammed - Jacquelyn Corbett Cyr - Janeile Cudjoe - Jay Berkowitz - Jeff Bennett - Jeff Caswell - Jessica Valenzuela - Jim Cahill - Jim Canterucci - Joe Hage - Joe Pulizzi - Jon Hsia - Joseph Bachana - Julie Ann Grant - Kat Lyonnias - Kelly Mitchell - Kent Lewis - Kevin Broome - Kim Karalekas - Lani Anglin-Rosales - Lee Maschmeyer - Lisa Donnan - Marc Meyer - Maria Sipka - Marko Bon - Martin Ouellette - Maureen Streett - Max Mills - Michael Carrasquillo - Michael Hastings-Black - Michael Leis - Michael Mossoba - Miguel Cano - Nathan Beck - Oleg Vyadro - Patrick Davis - Paul Dervan - Paul McEnany - Pedro Rocha - Perry Hewitt - Peter Korchnak - Peter Krainik - Phil Barrett - Renee Barrett - Rick Krueger - Robert (Zen Films) - Ronn Torossian - Selina Jane Eckersall - Shane Steele - Shiv Singh - Stephen Larkin - Susan Greene - Tom Humbarger - Victoria Caswell - Wallance Jackson

Os Contemporâneos

Na altura da segunda série, referimos a fraca promoção feita pela RTP.

Agora, uma temporada depois, eis que eles estão de volta.

Vídeos em exclusivo para a Internet (há outro, protagonizado pelos Panisgas).


Já agora, pergunto eu, e onde estão os Gato Fedorento, a grande aposta de Nuno Santos (não vale responder "Nos anúncios do MEO")?

O tr(i)unfo dos porcos

A crise suína (ou Mexicana) está a gerar uma onda de pânico por todo o Mundo (e de humor duvidoso no twitter), mas também criou algumas oportunidades... 




Na teoria, estas imagens demonstram que esta pode ser também uma oportunidade para empresas e marcas, nomeadamente através de acções de marketing de guerilha.

Ou existem limites?

Mais fotografias aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

How NOT to do Social Media



palavras para quê...

APCE & social media

um dos cartoons mostrados ontem pelo António Granado, editor do Público.pt, no Fórum APCE 2009, numa das melhores apresentações da tarde.

Na edição deste ano, falou-se muito de redes sociais e dos seus usos nas empresas e na sua comunicação interna - só faltou, mesmo, foi a APCE usá-las para divulgar esta iniciativa..

As apresentações da Galp, YoungNetwork e EDP foram de bom nível e mostraram boas aplicações para os social media.

Mas, o thumbs up vai para Rui Grilo, que deu a cara pelo Plano Tecnológico. E que bom é pensar que o Plano Tecnológico nacional tem pessoas que usam tecnologia. Melhor ainda que tenha usado o twitter para reunir bons e maus exemplos de comunicação de empresas no Twitter, e que saiba que, com os social media, a posição de avestruz já não pega.

Lugares um pouco suspeitos!

Surgiu um novo blog, dos clientes... perdão, das equipas da LPM. É um excelente repositório de notícias dos clientes da agência, uma espécie de PR wire, versão 2.0, onde se "nós escrevermos com uma linguagem descontraída", as pessoas acreditam em nós.

Já não bastava o site da agência Lusa disponibilizar, por uma razão qualquer que desconheço (mas que agradeço se alguém me souber dizer), links para os comunicados desta agência, agora temos mais esta fonte de informação "privilegiada e isenta" onde ir beber.

Que fique claro que a LPM é uma das melhores, se não a melhor agência portuguesa. Que fique claro que já a elogiámos por mais do que uma vez, até pela comunicação com blogs. Talvez por isso, sinceramente, esperava mais.

O Lugares Mesmo Comuns é um "blog" puramente corporativo (os últimos posts estão melhores, mas sinceramente já nem sei o que é o quê) e, sobretudo, não é "não autorizado". Não tem apenas opiniões, tem sobretudo notícias associadas aos interesses da agência. Nada contra, desde que isso seja claro.

Ainda assim, é bem "jogado" por parte da LPM. Porquê? Porque, como os clientes da agência têm interesse, logo, os conteúdos têm interesse. Porque é um repositório de informação que não deixa de ter interesse e, nesse aspecto, é uma maneira de a levar, de forma interessada, a mais gente (inclusive jornalistas). E é por isso, que já consta no nosso "buzzing" há uns dias.

A (minha) sugestão é que, em cada post, façam a respectiva declaração de interesses, para que cada um, possa tirar as suas conclusões. De forma desinteressada.

PS: Não deixa de me surpreender, também, as reacções de "colegas" bloggers, sobretudo pelo entusiasmo demonstrado. Terão assim tanto interesse em saber o que se passa inside LPM?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Flash mob

Flash mob organizado pela Trident, em Londres, para promover um concerto exclusivo de Beyonce para consumidores destas "chiclas", dia 11 de Novembro na Arena O2. 



Por aqui já falámos num ou outro exemplo, melhor ou pior conseguido, mas o que importa é que, regra geral, estes encontros, mais ou menos, espontâneos, vão parar à Internet, geram buzz, notícias, trafego e, em última instância, vendas. Essencial é que exista coerência entre o posicionamento da marca, a campanha, e que os meios estejam integrados.

Por mim, desde que junte 100 miúdas giras, em maillot, já é uma fórmula vencedora.

Até porque, como mostra o vídeo seguinte, nem todas as ideias são 100% brilhantes (paródia do Saturday Night Live).



O original aqui.

Fórum da APCE

Vamos estar a "transmitir" em directo do Fórum da APCE sobre "novos média ao serviço das estratégias de comunicação interna das organizações."

Podem seguir-nos aqui na coluna à esquerda, de quem olha de dentro do ecrã, ou via twitter.

Partes Intimas

Não digam a ninguém, mas a verdade é que todos guardamos segredos. Tanto mais quando o assunto se remete para aquela área do baixo-ventre, aquele tiritar nervoso que se sente quando determinado assunto ou delicada imagem nos é sugerida. Sim, falamos de Sexo. Talvez o código emotivo e sensorial mais explorado pela Publicidade.

Normalmente é costume apreciar a verborreia chauvinista de marcas de desodorizantes que fazem uso de humor primário e cúmplice com os temas de discussão projectados pela testosterona.

Mas por vezes, raras, chegam anúncios destes.

Verdadeiramente audazes, polémicos, incómodos e belos. Que conseguem retirar dos mais escondidos, privados e por vezes até mesmo socialmente culpabilizáveis “desvios comportamentais”...a essência do que faz de nós Humanos.

Dirigido por Martin Aamund e produzido pela Johnson Film Barcelona para a Coco de Mer.

Título: “Whatever Tickles Your Fancy”
Nota: Têm mesmo de clickar no título do anúncio. Por razões que serão óbvias para alguns, não permitido ver o vídeo directamente aqui...

The portuguese water dog





Série de quatro tiras de BD de Mike Peters, publicado no The Providence Journal, sobre o incrível Portuguese Water Dog

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Público sou eu

Os preservativos da discórdia





Campanha criada pela Grey para uma marca de preservativos alemã (pouco relevante qual), ao que parece, não autorizada, mas que saiu para sites e blogs, gerando uma onda de protestos, também não tão consensuais como algumas notícias referem, na comunidade de netzidadãos (cidadãos + Internet) chineses - falei com três donos de restaurantes chineses de Lisboa que desconhecem do que se trata.
Tudo porque, uma das imagens, utiliza um espermatozóide com um penteado que se assemelha ao de Mao Tze-Tung (ou da princesa Leia), coisa que não caiu bem a alguns fãs do PC chinês (nem aos do Star Wars). Usar as imagens de Bin Laden ou Hitler, as outras duas da campanha, tudo bem, agora da princesa Leia, é que não!
Como boa gestão de crise, rapidamente, a Grey retratou-se junto dos cidadãos chineses, através de um pedido de desculpas enviado à embaixada da China na Alemanha. Assumindo as "dores" da polémica, a Grey ofuscou a nome do cliente e, na minha opinião, vendeu-se como agência criativa e com uma grande capacidade de gerar buzz. E falo a sério. Os preservativos destinam-se ao mercado alemão, que depois disto, certamente, terá todo o gosto em dar-lhes uso.
Dizem as más línguas que, o que irritou mesmo os chineses, foi o tamanho dos preservativos, feitos para a escala europeia e, por isso, demasiado grandes para a média asiática.

sábado, 25 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Credibilidade e alpinismo


Ontem demos a "cacha", mas ninguém acreditou. 

Uns dizem o que os outros querem ouvir, fazem o contrário e todos acreditam; outros, como nós, são verdadeiros e é isto. Enfim, lá chegaremos. 

Como se pode ver neste fabuloso recorte do "aperitivo" gratuito Global Notícias, os alpinistas são reais e a acção foi comunicada (contrariamente ao que eu disse). Se bem ou mal, não comento porque não sei.

O que é um facto, é que isto da comunicação e da credibilidade, não é para quem quer, é para quem pode. 

quinta-feira, 23 de abril de 2009

João Garcia tem novo patrocinador?


Hoje, quem passasse junto a Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, podia ver um alpinista (de carne e osso) a escalar uma montanha, que se erguia do enorme outdoor alive colocado no local.

Acção bastante original para promover o novo Chevrolet Captiva Seven Xtreme, que peca apenas (se bem que eu não leio tudo) pela divulgação.

PS: O titulo do post, claro que é pura especulação.

Atenção à cabeça

Site da Puma criado pela Droga5 (qualquer semelhança com a Lift portuguesa é pura coincidência).

terça-feira, 21 de abril de 2009

Das ideias

Ter ideias é bom. Aliás, ter ideias é uma mais valia. Mas ter ideias, boas ideias, é ter capacidade de as editar. Foi-nos pedido que fizéssemos um comentário ao plano que a YoungNetwork apresentou na passada semana a cerca de 30 agências de comunicação. O plano consiste num programa de estágios para recém-licenciados que queiram ingressar no mundo das agências de comunicação.

 

A intenção é boa. A ideia não é má. É certo que as profissões de relações públicas e assessor de imprensa se aprendem pondo a mão na massa e que, muitas vezes, os jovens saem das universidades com a cabeça forrada de saber teórico com pouca ou nenhuma aplicabilidade prática.

 

A partir daqui temos dúvidas em relação ao plano. Começando pelo princípio: dois meses de estágio – intercalado com workshops – dá para aprender muito pouco. E, para quem trabalha no terreno (ou já trabalhou) torna-se óbvio que se aprende mais num mês de trabalho que num mês de sala de aula. E de salas de aula vêm os recém-licenciados fartos. Um estágio é a altura para aplicar tudo o que se conheceu em teoria. Os formadores têm de estar lado a lado, a dar dicas para um follow up, a explicar como se deve lidar com um cliente, a sugerir novas ferramentas e novas formas de pensar.

 

A questão dos formadores leva-nos a um novo problema com o plano. Primeiro é dito que este será um projecto a envolver as melhores agências de comunicação. Depois, João Duarte publica no blog que enviou a proposta para 30 agências de comunicação. Não há 30 boas agências de comunicação em Portugal, como aliás nos parece do conhecimento geral. O que traz ainda outra questão: caso haja de facto quem esteja disposto a pagar 1.000 euros para fazer um estágio, digamos na YoungNetwork, haverá quem esteja disposto a “calhar” nas outras agências – aquelas que não são de facto de topo? E, será que as agências de topo, as que realmente interessam aos recém-licenciados, se vão juntar a um projecto destes? E será que precisam dele para caçar os melhores talentos?

 

E o que acontece aos restantes estágios? Aqueles em que os jovens não pagam e não recebem por eles? Estará uma pessoa disposta a pagar 1.000 euros para estagiar 2 meses numa agência de segunda linha, quando o colega está a estagiar à borla numa agência de topo?

 

A posição do Buzzofias é clara: somos contra a ideia de se pagar para fazer um estágio. E pagar 1.000 euros por um workshop parece-nos abusivo, tendo em conta que estamos a falar de pessoas que ainda não começaram a trabalhar.

 

Concluindo, a YoungNetwork teve uma boa ideia – a preocupação com os jovens licenciados é de louvar, assim como a vontade de querer "agarrar" os melhores. Mas o esquema proposto, parece-nos, precisa de ser afinado.

O jornal travestido

"Aquilo (o Jornal Nacional de sexta da TVI) é uma caça ao homem. É um telejornal travestido!"

Chegou aquela altura do ano...






...em que se celebra o bom jornalismo.

Os Pulitzer foram arrebatados pelo New York Times, uma espécie de Titanic (o filme, não o barco) que coleccionou cinco distinções: breaking news, jornalismo de investigação, cobertura internacional, crítica e fotografia.

Vale a pena ver os ensaios de Damon Winter, o fotógrafo que ganhou na categoria de reportagem registando um dos acontecimentos mais fotografados do ano -- a eleição de Barack Obama.

Na minha categoria preferida, feature writing, venceu Lane DeGregory com a história de uma criança nascida na miséria e levantada do chão por uma família adoptiva.

Um Pulitzer sem guerras que premeia sobretudo histórias de esperança num ano difícil para a imprensa -- uma altura em que os jornais se parecem cada vez mais com o Titanic (o barco, não o filme).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Free cone day


Amanhã Lisboa vai "acordar" com 20 novos lugares de estacionamento sustentáveis, numa acção da Ben & Jerry's para celebrar o Dia da Terra.


Serão 20 estacionamentos de carros substituídos por "jardins" relvados e com estacionamento para bicicletas, bancos, baloiços e afins, para alertar para as questões do aquecimento global e para promover a utilização de transportes públicos, bicicletas e andar a pé.


Ah! E ainda por cima, na loja do Chiado há gelados à borla, entre as 11 h e as 20 h, naquilo que considero ser uma verdadeira medida anti-aquecimento global.




A acção foi criada pela GCI (corrijam-me se estou errado), a mesma que "pintou" muros pelos 30 anos da CIF, dando mostras de consistência nestas acções.


Na minha opinião este é mais um bom exemplo de uma acção de guerrilha bastante criativa, certamente em conta, e que poderá gerar muitas notícias positivas para a marca.



Certo? Amanhã veremos se a sequência se confirma.

Actualização:


A fotografia foi tirada hoje, no Largo Camões. Vendo ao perto, talvez a concretização da acção pudesse ter sido melhor. De facto, o local parece, um pouco, um tributo ao ciclista desaparecido. 

Salve-se a iniciativa.

Melancómico

"Hoje, o jornalismo de investigação em Portugal resume-se a colocar o nome de uma pessoa no google e depois carregar no enter".

Been there!

Post sempre pertinente e bem-humorado do ilustre "prof." Nuno Costa Santos (em versão crónica do RCP).

Mais uma volta, mais uma viagem...



Campanha interactiva da Philips. Palavras para quê?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Worst Hotel in the World




Campanha desenvolvida para o Hans Brinker Budget Hotel, para dar a conhecer a péssima hospitalidade, os quartos imundos, a vizinhança duvidosa e a pouca qualidade do serviço.
Resultado?

Lançaram um livro de 280 páginas, chamado The Worst Hotel in the World, que reune todos os posters e flyers desenvolvidos pelo hotel (os primeiros feitos pelos donos com muito sentido de humor e pouca mestria) e fotos que comprovam o estatuto de este-hotel-é-mesmo-um-inferno-tirem-me-daqui!

Ah, e se quiserem comprovar se isto é mesmo verdade, vão ter que esperar. É que eles estão (quase) sempre lotados.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Whopper Freakout


O dia em que o Whopper do Burger King foi descontinuado. Toda a gente adora a reality tv, e porque não aproveitar isso para promoção de marca?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Turismos de Portugal

A campanha já tem umas semanas (hoje devo estar nostálgico...), mas para mim está excelente.

Promove de facto um País Maior (inspirações políticas à parte), um Portugal vasto, repleto de segredos a descobrir, com recantos únicos que poucos portugueses conhecem. 

Em tempo de crise, o MEI recupera o conceito "Vá para fora, cá dentro", e dá a conhecer Portugal aos portugueses. Parece-me bem, não fossem todas as outras campanhas avulsas que, por aí vão surgindo, ora para dentro, ora para fora, aparentemente, sem estratégia que as suportem.

Independentemente disso, gosto desta campanha - certamente mais em conta que outras envolvendo estrelas nacionais e fotógrafos internacionais - e, só por isso, este fim-de-semana vou descobrir Portugal!

Welcome back!



(versão original)

Não é novidade, mas é bom! Inspira.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Brüno


Acho que todos acreditávamos que depois de "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan"; Sacha Baron Cohen nunca poderia superar-se a si próprio.

A forma como o inocente, machista, chauvinista e apaixonado Borat nos tocou e ao mesmo tempo nos comoveu sem nunca deixar de ser um dedo pertinente nas feridas da América perdida, parecia insuperável.

Mas a trilogia não estava completa. Se Ali G já tinha visto os estrelato da grande tela em forma de comédia incipiente digna de programação de Domingo à tarde, Brüno (o "outro" personagem de The Ali G Show) vai ter honras de um formato que parecia exclusivo do repórter do Cazaquistão.

Moda e modas, América e Europa, raça e racismos, sexo e opções... nada parece ser tabu para a nova entrega de Sacha. Estreia este ano. Nos Estados Unidos já se fala de boicote e uma classificação para mais de 18 anos.



Trailer em baixo... para maiores de 18.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Stolen for Fashion


Vídeo da organização PETA protagonizado pela cantora Pink e por Rick Gervais (the office).

Leiloar a vara


Em resposta a ter ficado sem o patrocínio da Nike, Romain Mesnil, campeão Mundo em 2007 do Salto à Vara, decidiu leiloar o lugar de patrocinador oficial e um espaço no seu equipamento para a temporada de 2009. Para atrair as atenções decidiu correu "como veio ao Mundo", pelas ruas de Paris e colocar o vídeo na Net. Até ao momento, esta acção garantiu-lhe 45 000 e 3 mil euros, respectivamente para cada leilão, e mais de 500 mil visitas no Youtube em apenas cinco dias.

Quanto a mim, só espero que esta crise chegue rapidamente ao ténis feminino.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nacional Puritanismo


Via The Hidden Persuader, tomei conhecimento desta acção da KFC.

Como se lê na notícia da Reuters, em tempo de crise, todas as ajudas são bem-vindas para ajudar a resolver os problemas das cidades, com orçamentos cada vez mais restritos. Não estamos a falar de nenhum país da América do Sul ou da África Subsariana, mas sim de quatro grandes cidades nos EUA.

Infelizmente, por cá, embora igualmente criativos somos mais puritanos. Em Portugal, esta poderia ser uma solução para fazer face a alguns problemas que nos afectam, e que as autarquias, algumas perfeitamente endividadas, não conseguem resolver. Na minha opinião, não se trata de "prostituir" o espaço público, nem descaracterizar as cidades (não mais do que a publicidade exterior já o faz), mas acções criativas com contributos directos para os cidadãos.

Um exemplo recente foi a campanha de 30 anos da CIF. Para mostrar a eficácia do produto,a Unilever, detentora da marca, pintou de branco uns muros na Calçada de Carriche, em Lisboa, que estavam imundos e repletos de tags. A marca manteve-se por quinze dias, e passado esse tempo os muros voltaram a ser pintados de branco. Os muros brancos ainda lá estão (já têm de novo um ou outro graffiti), a marca não.

Infelizmente, em Portugal, cada vez que uma marca é mais arrojada, chovem criticas, mesmo que, como nestes casos, a obra fique e as marcas se vão.

No fundo, "what’s a little logo here or there if it means a smooth ride?"

terça-feira, 31 de março de 2009

Velhos hábitos

"O colonialismo foi um gigantesco esforço de rebranding: como convencer uma chusma de estrangeiros residentes na América do Sul, na África e na Ásia que eram tão portugueses como nós? Acabou por não resultar, como todos sabemos."

Miguel Esteves Cardoso, hoje no Público.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O que é nacional, é bom!


Sai amanhã, Sábado, com um dia de atraso em relação ao previsto, o número um da edição portuguesa da mítica revista PLAYBOY.

Numa altura em que se despedem jornalistas, fecham meios e se concentram redacções, os novos projectos são sempre bem-vindos, sobretudo com conteúdos deste gabarito!

A capa pertence a Mónica Sofia (ok, não é uma Marilyn, mas é o que se arranja por cá) e a Playmate (a miúda que se despe) é a "muito conhecida" Rute Penedos (!).

A todas, bem-vindas!

quinta-feira, 26 de março de 2009

E o povo, pá?


A campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa ameaça ficar ao rubro.

Hoje é apresentada uma das "mais fortes e credíveis" candidaturas. Falo, claro, de Os homens da luta. Às 23 horas, no Musicbox, em Lisboa, Neto e Falâncio, vão dar a conhecer as suas ideias, ou a falta delas, para cidade.

Em pouco ou nada rigoroso exclusivo para o Buzzófias, captámos as imagens de uma das últimas acções de rua da dupla (a gravação do videoclip), onde reivindicavam "dinheiro para comprar um carro novo". Discurso positivo!
Já havia um menino guerreiro, agora temos os homens da luta!

Adidas House Party Commercial - Simpsons Edition

Aproveitando o buzz gerado pelo anúncio da Adidas, que celebrou a originalidade simulando uma House Party frequentada pela Missy Elliot, Beckham, Garnet, K. Perry, entre outros, a Sky 1 criou uma comunicação similar, de forma a promover os Simpsons no seu canal de televisão.


Celebrate Originality - the simpsons spoof:




Celebrate Originality - Adidas Ad:






Kewl...

Peão exaltado


Acção de guerilha original protagonizada por um grupo de cidadãos anónimos, contra o estacionamento em cima de passeios, passadeiras e outros sítios que tais.

A ideia é colar e apelar à colagem destes autocolantes em todos os carros que se encontrem em transgressão. Os autocolantes podem ser pedidos através do mail peao.exaltado@gmail.com e as fotos da acção em http://passeiolivre.blogspot.com/.

Custo? Impressão de alguns milhares de autocolantes.
Retorno? Notícias com destaque em vários meios de comunicação social.

Pergunta: Quantas agências em Portugal proporiam esta acção a um cliente seu?
Resposta: Certamente muito poucas.

terça-feira, 24 de março de 2009

Batôn. O indicador económico.

Hard Times, but Your Lips Look Great
THE NEW YORK TIMES

Foi o chairman da Estée Lauder quem o percebeu e baptizou (o que faz algum sentido..).
Enquanto se vivem momentos de recessão. Plena crise económico-financeira.
O sexo feminino entra em frenesim na senda da conquista do batôn.

Logo após o 11 de Setembro, a venda duplicou.


Porquê?

Justificações multiplicam-se.

Até a darwinista hipótese da atracção relativa ao sexo oposto para assegurar o futuro. Falamos portanto, de puro instinto de sobrevivência associado à dependência (?!? …sugestão claramente machista).

A minha aposta vai mesmo para o saciar da shopaholic que corrompe e oprime qualquer uma.
Há que comprar algo. E algo que embeleze.
Encarar a depressão de forma encantadora.

Não se consegue levar o vestido…o sapato ou a carteira.
Mas a cor dos lábios é outra. Nova. Atraente.

Um pequeno poder de compra. Bem além do essencial.
Um affordable luxury.
Tão próximo e íntimo que fica na mente e nas palavras de uma mulher.

Antes o atum em lata que um lábio deprimido.
Bife do lombo não tem o encanto de uma cor que amacie a boca.
Não trava atenções.

Não só é económico.
É um indicador social.





















...e a indústria de cosmética agradece.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Quando os utilizadores tomam o controlo - processos de co-criação.

Inerente à definição de "social media" numa determinada plataforma, está a criação e gestão do conteúdo da mesma por parte dos seus utilizadores. O twitter nada é sem os seus twitterers.

Assim, estas plataformas terão sempre de ter uma atenção especial para com os seus utilizadores, incluíndo-os no processo de criação, ou pelo menos de autenticação, de qualquer mudança feita na plataforma.

Quando o Facebook modificou os seus termos de serviço, os utilizadores manifestaram-se contra a mudança, obrigando a plataforma a recuar nos seus planos.

Agora é a nova homepage do Facebook que se revela pouco querida aos olhos dos facebookers. E, novamente, alavancando as suas vozes através das próprias ferramentas daquela plataforma - em jeito de megafone - os utilizadores querem que o Facebook volte atrás.

Pessoalmente, não gosto da nova homepage do facebook - parece-me demasiado colada ao twitter. Mas o problema que se levanta é o da co-criação. Até que ponto é que os utilizadores não estarão a travar a evolução natural da plataforma onde se encontram, simplesmente porque são resistentes à mudança?

Isto porque, nos processos de co-criação, o que é realmente importante para o sucesso, é integrar as opiniões das diversas partes numa só. No entanto, é sempre necessária a presença de um project manager de forma a filtrar as diversas partes - se tal não acontecer, assistir-se-á simplesmente à criação de diversos grupos de poder (liderados pelos alfas da plataforma) que tentarão conduzir a evolução tecnológica da mesma para perto dos valores por eles defendidos.

O Facebook, desde o início, assumiu que os project managers da plataforma eram os seus utilizadores. Foi exactamente por isso, pela possibilidade de customizar e alterar a plataforma, que o facebook atingiu o sucesso. No entanto, agora que os utilizadores estão realmente no poder, a equipa por trás do facebook - Zuckerberg e companhia - parece estar a perder o seu. E a falta de poder na equipa de getão conduz necessariamente a uma perda de reputação da mesma e de valor para a empresa - se ela não controla o seu destino, então o seu valor reduz-se drasticamente.

A minha opinião pessoal - por mais que possa doer aos adeptos do user generated content - é que deve sempre existir um project manager, mesmo nas plataformas geridas por utilizadores. As opiniões precisam de ser filtradas e orientadas por alguém, já que se corre o risco da estagnação da mesma, caso contrário.

Sou adepto da Sabedoria das Multidões. Mas, nesse processo, em que é a multidão é que toma a decisão final, só em média é que ela estará correcta. E quando o objectivo é a média, os resultados só poderão ser, simplesmente, medianos.

Co-criação, sempre. Mas assistida.

quinta-feira, 19 de março de 2009

E o Design do Ano vai para...


Hope by Shepard Fairey, ganhou o Brit Insurance Design of the Year.
Por tudo e mais alguma coisa seria de prever que esta imagem se tornaria icónica. A mim caiu-me no goto. Parabéns ao senhor Shepard!

Unidade

Parece que cada vez mais caminhamos para uma unificação total. Fala-se, em determinados círculos, na possibilidade de avançarmos para uma moeda única universal, um governo único, etc. Enquanto isto não passa de ficção, até ver, parece que caminhamos isso sim para uma unidade nas redes sociais.

Christopher Moser, responsável para a Península Ibérica da rede social Myspace, esteve em Portugal e em entrevista ao Público admitiu que esse é o caminho para as redes sociais. Um só log in, uma só plataforma, onde podemos consultar todas as redes sociais às quais pertencemos.

Sem dúvida que é mais prático, mas nesse caso, qual será o futuro da publicidade a este nível. Os anunciantes já não terão de fazer campanhas directamente nas redes sociais mas sim nessa plataforma única? E nesse caso, para quem reverterão os investimentos publicitários? Para qual das redes sociais?

O caminho parece estar definido, falta limar estas arestas.

terça-feira, 17 de março de 2009

o meco das companhias aéreas

Pois então as companhias aéreas já tinham feito tudo para promover as suas tarifas, certo? Certo.

Mas, a Aer Lingus quis continuar a tentar. Por isso, hoje juntaram 999 passageiros recrutados via Facebook e Twitter, para promover os seus voos a 9.99 libras.

E, como a companhia diz que este valor não tem "hidden extras", os 999 soldados do ar foram nús passear em Londres.


zen moment

"Following the rules makes sense. That’s why we have rules. Breaking the rules won’t work. Until it does. Then everyone can agree.

And, of course, it’s the same in advertising. Breaking the rules won’t get any agreement. If you ask for permission you won’t get it. But once you break the rules, and it works, people can see it makes sense. Then that becomes part of the new rules.
Which can’t be broken. That’s how it goes.

If you wait for permission, you’ll never get into trouble. You can’t be wrong, but you can’t do anything truly exciting either.
Helmut Krone was one of the greatest art directors ever. He did two of the all-time best advertising campaigns. He said, “If you can look at something and say ‘I like it’ then it isn’t new.”

no blog do Dave Trott.

Ah, e leiam o resto, porque a historia vale a pena.

sexta-feira, 13 de março de 2009

the ultimate fashion accessory





No desfile de Outono - Inverno da Dsquared, as modelos desfilaram de Starbucks numa mão, US Weekly debaixo do braço, e com o Blackberry na outra.

Isto é moda, product placement ou estratégia hardcore?

A quem servir a carapuça

I notice increasing reluctance on the part of marketing executives to use judgment; they are coming to rely too much on research, and they use it as a drunkard uses a lamp post for support, rather than for illumination.

- David Ogilvy

E onde David pôs marketing executives, há uma lista de novos cargos que encaixam na descrição.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A nossa vez..


Já aconteceu com Tatuadores, com Designers de Moda e até com Pescadores de Caranguejo. Mas eis que chega finalmente a vez dos PR.

Estreia hoje na MTV Portugal: "The Celebrity Agency".

Um reality-show que segue as aventuras e desventuras prosissionais e pessoais dos agentes da Jonathan Lipman Ltd. Uma agência de PR expecializada em celebridades desde a lista A, à lista Z.

Hoje, às 23h00. A confirmar o "realismo"...

8mm wonder



Toda a verdade sobre o senhor Stephen Hawking...

Das equipas 2

Tudo bem que "vícios privados, públicas virtudes". Mas é preciso ter cuidado quando se apregoa a própria grandeza e, pela porta da cozinha, se sabe que os trocos andam contados.

Das equipas

A questão das equipas e uma questão recorrente no mundo profissional da comunicação. A construção de uma equipa forte, coesa, eclética, que se complemente, é o sonho de qualquer bom director - estejamos a falar de uma agência de comunicação, publicidade, design, you name it. Sobre a construção das equipas há várias teorias, mas não é sobre elas que vou aqui discorrer. Gostaria de me focar num ponto: coesão.



Mais do que ser coesa, uma equipa tem de parecer coesa. Quando uma equipa surge fragmentada, mostra fragilidade. Isso significa que é preciso ter cuidado quando se escolhem os porta-vozes da equipa. Se há quem possa reforçar o carácter excepcional da mesma, outros há que, em poucas palavras, deixam à vista as fragilidades de uma equipa que se diz forte.

Chegou a hora da Verda...

E não digam que eu não avisei...

Cavaco e o Oitavo mar.

“Presidência da República iniciou presença oficial na rede social Twitter”, lê-se, numa micro-mensagem emitida no dia 20 de Janeiro, naquela que é a nova plataforma-coqueluche da sociedade 2.0. E assim se aventura a Presidência Portuguesa, sobre o mais recente e oitavo mar, desta vez traçando caminhos por entre bits e bytes - não menos traiçoeiros e estranhos que ondas ou monstros marinhos.

Mas Cavaco não é, desta feita, descobridor: se, “no antigamente”, o Português decidiu, por vontade própria (e do Império!), traçar as formas ao mundo, desta vez foi o mundo que se nos deu a descobrir. Isto porque o “government 2.0” – neologismo que define a tentativa de integrar as vantagens da web 2.0 na prática governamental – foi já descoberto como meio de comunicação eficaz no continente do lado de lá, que um dia foi destino, mas que, no que diz respeito a estas americanices, é ponto de partida. A sua figura de proa é o actual presidente norte-americano, Barack Obama, grumete que se fez capitão, à custa das plataformas Facebook, Twitter, Friendfeed, Flickr*, entre outras, que para muito mais servem do que pescar (votos). Vejam-se as medidas por ele introduzidas no sítio oficial da Casa Branca (http://www.whitehouse.gov/), (des)protegendo os seus conteúdos utilizando uma licença “creative commons”, âncora da sociedade 2.0 que, naquele caso em concreto, oferece uma saudável alternativa ao tradicional “todos os direitos reservados”, permitindo serem copiados e remisturados os conteúdos oficiais partilhados nesse sítio, desde que citada a sua fonte.

Para além do Twitter – ferramenta utilizada para escutar e partilhar micro-pensamentos, limitados a 140 caractéres, dentro de uma rede de utilizadores – a Presidência Portuguesa aderiu também ao Flickr e ao Youtube, de forma a melhor partilhar conteúdo multimedia. Mas as semelhanças entre Obama e Cavaco no que diz respeito à utilização das redes sociais esgotam-se na partilha dos mesmos terrenos virtuais, já que ao nível da mensagem e do posicionamento são claramente divergentes. Estes “novos meios para melhor dialogarmos nas sociedades modernas” aos quais se refere Cavaco Silva, em mensagem pessoal difundida pelo sítio da Presidência Portuguesa, são utilizados pela mesma sem qualquer intenção de dialogar - acto que pressupõe uma interacção bilateral entre dois ou mais envolvidos – já que não há registo público de uma qualquer interacção entre a Presidência e os seus 2194 seguidores** no twitter. Ao invés, as mensagem e os conteúdos partilhados pela Presidência nessa plataforma somente repetem a sua agenda, publicada no sítio oficial da mesma: uma rápida pesquisa ao profile da Presidência ( http://twitter.com/presidencia ) informa-nos das condolências prestadas, inaugurações presenciadas e audiências concedidas pelo nosso Presidente. Para um igual papel servem o Flickr ou o Youtube, usados como forma unilateral de comunicação, talvez na esperança de aumentar o alcançe da voz presidencial - sem no entanto ajustar a mensagem ao meio adequado. Poder-se-á assim dizer que os meios utilizados actualmente são de facto inovadores, mas a mensagem, de nenhuma forma diferente daquela que é já transmitida via os media tradicionais, servirá somente para replicar a relação actual com o cidadão, ao nível digital. Isto porque o fosso cavado entre os órgãos democráticos do país e os seus cidadãos não é digital, mas de cidadania. E se foi essa a lacuna que Obama decidiu colmatar face ao seu povo, utilizando as redes sociais como ponte, a reprodução de uma mensagem hierárquicamente definida e austera como a actualmente emitida pela Presidência, num meio tão liberal e participativo quanto o da web fá-la-á destacar-se pela sua rigidez de rins e incompreensão do funcionamento destas novas plataformas. Isto porque a sociedade 2.0 é, por natureza, colaborativa. Tecida por links, comentários, posts, troca e partilha de referências. Aqueles que não se sentem à vontade com esta plataforma de comunicação deverão escolher os meios adequados às respectivas mensagens que pretendem transmitir - há sempre a confortável unilateralidade dos artigos de opinião publicados em órgãos de comunicação sociais mais tradicionais.
A Presidência faz bem em não seguir a estratégia de Obama, até porque tem uma agenda própria, um país próprio e cidadãos próprios. Mas aproxima-se do mundo 2.0 com uma mensagem expressa num tom de voz “1.0”. E num ano marcado pelo humanismo, pela vontade de mudança e pela generosidade, os mares já não se enfrentam sozinhos. Antes se partilham cartilhas, se traçam rotas, se rema numa direcção comum. E os que decidirem navegar a solo neste oitavo mar, arriscam-se a encalhar num qualquer pedregulho, escondido sob a superfície luzidia de links, avatares e posts.


*Para aqueles que não estão familiarizados com estes termos, aconselha-se, à boa maneira 2.0, que os procurem no Google.
** À altura da escrita deste texto.








Escrito por "PR" e publicado na Frontline de Março - mas sem os erros ortográficos aqui presentes...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Criatividade é solução

Esteve ontem em Portugal um dos autores do livro "Brand Bubble", John Gerzema, que explica como evitar que as marcas se distanciem do consumidor.

O Diário Económico de hoje diz que segundo o especialista norte-americano, a crise pode ser uma época de oportunidade, basta que as marcas saibam posicionar-se com ideias criativas e pouco dispendiosas, onde a Internet assume papel fundamental.

Finalmente alguém tem uma palavra positiva num cenário que, cada vez mais, é pintado de negro por tudo e todos. É desta que chega a hora das marcas nacionais verem a Internet, Redes Sociais, etc., como uma alternativa credível?

Apagão por um Mundo melhor

No dia 28 de Março, às 20:30, cerca de 100o cidades e terriolas por todo o Mundo vão apagar as luzes num gesto simbólico que pretende chamar a atenção para a questão das alterações climáticas. Lisboa adere este ano, apagando as luzes em alguns monumentos. 

Muda alguma coisa no Planeta? Provavelmente, não! Mas põe as pessoas a pensar no tema durante uns minutos. E sempre são mil milhões de pessoas a pensar nisso.


Mais informações em www.earthhour.org.