
"A aposta actual dos partidos e dos políticos portugueses na Internet e nas redes sociais corre o risco de ser como pregar aos convertidos, ou seja, não traz nada de novo nem converte ninguém".

Porque saber não ocupa lugar e porque Marketing (Digital) 2.0 também é um dos temas abordados por este humilde blog, aqui fica a sugestão do lançamento deste livro. 





um dos cartoons mostrados ontem pelo António Granado, editor do Público.pt, no Fórum APCE 2009, numa das melhores apresentações da tarde.








Ter ideias é bom. Aliás, ter ideias é uma mais valia. Mas ter ideias, boas ideias, é ter capacidade de as editar. Foi-nos pedido que fizéssemos um comentário ao plano que a YoungNetwork apresentou na passada semana a cerca de 30 agências de comunicação. O plano consiste num programa de estágios para recém-licenciados que queiram ingressar no mundo das agências de comunicação.
A intenção é boa. A ideia não é má. É certo que as profissões de relações públicas e assessor de imprensa se aprendem pondo a mão na massa e que, muitas vezes, os jovens saem das universidades com a cabeça forrada de saber teórico com pouca ou nenhuma aplicabilidade prática.
A partir daqui temos dúvidas em relação ao plano. Começando pelo princípio: dois meses de estágio – intercalado com workshops – dá para aprender muito pouco. E, para quem trabalha no terreno (ou já trabalhou) torna-se óbvio que se aprende mais num mês de trabalho que num mês de sala de aula. E de salas de aula vêm os recém-licenciados fartos. Um estágio é a altura para aplicar tudo o que se conheceu em teoria. Os formadores têm de estar lado a lado, a dar dicas para um follow up, a explicar como se deve lidar com um cliente, a sugerir novas ferramentas e novas formas de pensar.
A questão dos formadores leva-nos a um novo problema com o plano. Primeiro é dito que este será um projecto a envolver as melhores agências de comunicação. Depois, João Duarte publica no blog que enviou a proposta para 30 agências de comunicação. Não há 30 boas agências de comunicação em Portugal, como aliás nos parece do conhecimento geral. O que traz ainda outra questão: caso haja de facto quem esteja disposto a pagar 1.000 euros para fazer um estágio, digamos na YoungNetwork, haverá quem esteja disposto a “calhar” nas outras agências – aquelas que não são de facto de topo? E, será que as agências de topo, as que realmente interessam aos recém-licenciados, se vão juntar a um projecto destes? E será que precisam dele para caçar os melhores talentos?
E o que acontece aos restantes estágios? Aqueles em que os jovens não pagam e não recebem por eles? Estará uma pessoa disposta a pagar 1.000 euros para estagiar 2 meses numa agência de segunda linha, quando o colega está a estagiar à borla numa agência de topo?
A posição do Buzzofias é clara: somos contra a ideia de se pagar para fazer um estágio. E pagar 1.000 euros por um workshop parece-nos abusivo, tendo em conta que estamos a falar de pessoas que ainda não começaram a trabalhar.
Concluindo, a YoungNetwork teve uma boa ideia – a preocupação com os jovens licenciados é de louvar, assim como a vontade de querer "agarrar" os melhores. Mas o esquema proposto, parece-nos, precisa de ser afinado.













And, of course, it’s the same in advertising. Breaking the rules won’t get any agreement. If you ask for permission you won’t get it. But once you break the rules, and it works, people can see it makes sense. Then that becomes part of the new rules.
Which can’t be broken. That’s how it goes.
If you wait for permission, you’ll never get into trouble. You can’t be wrong, but you can’t do anything truly exciting either.
Helmut Krone was one of the greatest art directors ever. He did two of the all-time best advertising campaigns. He said, “If you can look at something and say ‘I like it’ then it isn’t new.”
no blog do Dave Trott.
Ah, e leiam o resto, porque a historia vale a pena.

Esteve ontem em Portugal um dos autores do livro "Brand Bubble", John Gerzema, que explica como evitar que as marcas se distanciem do consumidor.

Segundo o levantamento feito pela analista de mercado, 67 por cento dos internautas despendem o seu tempo online a navegar em redes sociais e blogues. No Reino Unido, por exemplo, em média, os internautas passam um em cada seis minutos do seu tempo na Internet em sites sociais.
«As redes sociais tornaram-se parte fundamental da experiência online global», afirma o CEO da Nielsen Online, John Burbank. «As redes sociais continuarão a alterar não só o panorama global online, mas também a experiência de consumo em grande escala», acrescenta.
A Nielsen mediu o interesse despertado pelas categorias de acordo com a percentagem de audiências que regularmente visitam tais sites. As últimas estatísticas sugerem que 65,1 por cento dos internautas usam os e-mails, mas 66,8 por cento preferem as redes sociais. A liderar a preferência dos utilizadores está o Facebook.
Os pesquisadores também descobriram que as redes sociais locais estão a conseguir atingir um leque muito amplo de utilizadores. O segmento de maior crescimento nas redes sociais, ao longo do último ano, foi o que inclui os internautas com idades entre os 35 e 49 anos.
Surpreendido? Só quem enfiou a cabeça na areia nos últimos dois anos, ou para quem estar on-line significa saber ligar o Messenger. Completamente last season.
PS - o relatório na íntegra aqui.

