quarta-feira, 13 de maio de 2009
Lições de Dança
Os Make The Girl Dance não se fizeram rogados, e queriam obviamente que o seu single de apresentação: “Baby, baby, baby” fosse directo aos corações dos fans de electro com sotaque francês... O vídeo segue à risca os parâmetros para que nada falhe no sucesso imediato desta produção.
1) É polémico. Gera buzz. As pessoas têm vontade de falar/teclar sobre ele. É urgente, imediato e chocante o suficiente para fazer com que todos aqueles que se cruzam com ele o queiram discutir, enviar por mail, deixar um link na página de Facebook ou simplesmente “bloggar” sobre ele.
2) Tem teor sexual. Sex sells. Não há nada a fazer. Uma das regras básicas do marketing ainda funciona tal como há vinte anos atrás. Pura e simplesmente é necessário passar novas “fronteiras”, para não ficarmos pelo mesmo.
3) Fala ao coração do target. Sendo este mais um grupo de electro gaulês, não tem a tarefa fácil: Daft Punk, Justice, Alex Gopher e tantos outros estavam cá antes e fazem vídeos inovadores todos os anos. Não basta fazer um bom vídeo. Há que ter referências. Não é ao acaso que a letra da música refere o nome de Sebastien Tellier, as t-shirts da Yelle ou até as condutas duvidosas dos próprios Justice. Os fans reconhecem-se e entregam-se de forma mais imediata à defesa deste novo grupo como fazendo parte de uma "côrte" já instaurada.
4) É real! Toda a produção, apesar de ensaiada e preparada ao milímetro, decorre numa rua de Paris, num dia normal, com transeuntes indefesos que reagem ao que se passa. Nada apaixona mais o bloggers que ver acções que de alguma forma poderiam ter acontecido ali, ao seu lado. Este tipo de ligação é inegável e comprovada pelo sucesso de inúmeras campanhas que se têm reproduzido na Internet nos últimos tempos.
terça-feira, 12 de maio de 2009
mau copy #?+1
quinta-feira, 7 de maio de 2009
i finalmente
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Navegar na Maizena

segunda-feira, 4 de maio de 2009
Quem Canta seus Males Espanta...
A T-Mobile encontrou a galinha dos ovos de ouro no que respeita a conceito de marketing viral. Verdadeiramente inspirador e up-lifting. Mais um.
Mega Karaoke em Trafalgar Square. "Life's For Sharing" para acção do ano?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Connect - marketing in the social media era

O livro, para o qual contribuí escrevendo um pequeno artigo acerca de consumer engagement, já está à venda e todos os resultados reverterão a favor de uma instituição social de luta contra o cancro da mama.
Os autores:
Adam Broitman - Adam Crowe - Adam Goldberg - Adam Kmiec - Adriana Gil Miner - Alan Wolk - Alison Woo - Ana Andjelic - Anjali Ramachandran - Ann Handley - Bill Green - BL Ochman - Blaine Mathieu - Brandie Feuer - Brian Morrissey - Bryan Hadaway - Carl Moggridge - Dave Knox - David Mullen - David Peck - Denise Cassino - Derek O’Brien - Dirk Singer - Dom Rodwell - Domenick Cilea - Doug Karr - Drew McLellan - Evan Stoudt - Eyal Danon - Facu Medina - Gavin Heaton - Gordon Plutsky - Greg Christensen - Gunther Sonnenfeld - Hussein Fazal - Iqbal Mohammed - Jacquelyn Corbett Cyr - Janeile Cudjoe - Jay Berkowitz - Jeff Bennett - Jeff Caswell - Jessica Valenzuela - Jim Cahill - Jim Canterucci - Joe Hage - Joe Pulizzi - Jon Hsia - Joseph Bachana - Julie Ann Grant - Kat Lyonnias - Kelly Mitchell - Kent Lewis - Kevin Broome - Kim Karalekas - Lani Anglin-Rosales - Lee Maschmeyer - Lisa Donnan - Marc Meyer - Maria Sipka - Marko Bon - Martin Ouellette - Maureen Streett - Max Mills - Michael Carrasquillo - Michael Hastings-Black - Michael Leis - Michael Mossoba - Miguel Cano - Nathan Beck - Oleg Vyadro - Patrick Davis - Paul Dervan - Paul McEnany - Pedro Rocha - Perry Hewitt - Peter Korchnak - Peter Krainik - Phil Barrett - Renee Barrett - Rick Krueger - Robert (Zen Films) - Ronn Torossian - Selina Jane Eckersall - Shane Steele - Shiv Singh - Stephen Larkin - Susan Greene - Tom Humbarger - Victoria Caswell - Wallance Jackson
Os Contemporâneos
O tr(i)unfo dos porcos




quarta-feira, 29 de abril de 2009
How NOT to do Social Media
palavras para quê...
APCE & social media
um dos cartoons mostrados ontem pelo António Granado, editor do Público.pt, no Fórum APCE 2009, numa das melhores apresentações da tarde.Na edição deste ano, falou-se muito de redes sociais e dos seus usos nas empresas e na sua comunicação interna - só faltou, mesmo, foi a APCE usá-las para divulgar esta iniciativa..
As apresentações da Galp, YoungNetwork e EDP foram de bom nível e mostraram boas aplicações para os social media.
Mas, o thumbs up vai para Rui Grilo, que deu a cara pelo Plano Tecnológico. E que bom é pensar que o Plano Tecnológico nacional tem pessoas que usam tecnologia. Melhor ainda que tenha usado o twitter para reunir bons e maus exemplos de comunicação de empresas no Twitter, e que saiba que, com os social media, a posição de avestruz já não pega.
Lugares um pouco suspeitos!
Já não bastava o site da agência Lusa disponibilizar, por uma razão qualquer que desconheço (mas que agradeço se alguém me souber dizer), links para os comunicados desta agência, agora temos mais esta fonte de informação "privilegiada e isenta" onde ir beber.
Que fique claro que a LPM é uma das melhores, se não a melhor agência portuguesa. Que fique claro que já a elogiámos por mais do que uma vez, até pela comunicação com blogs. Talvez por isso, sinceramente, esperava mais.
O Lugares Mesmo Comuns é um "blog" puramente corporativo (os últimos posts estão melhores, mas sinceramente já nem sei o que é o quê) e, sobretudo, não é "não autorizado". Não tem apenas opiniões, tem sobretudo notícias associadas aos interesses da agência. Nada contra, desde que isso seja claro.
Ainda assim, é bem "jogado" por parte da LPM. Porquê? Porque, como os clientes da agência têm interesse, logo, os conteúdos têm interesse. Porque é um repositório de informação que não deixa de ter interesse e, nesse aspecto, é uma maneira de a levar, de forma interessada, a mais gente (inclusive jornalistas). E é por isso, que já consta no nosso "buzzing" há uns dias.
A (minha) sugestão é que, em cada post, façam a respectiva declaração de interesses, para que cada um, possa tirar as suas conclusões. De forma desinteressada.
PS: Não deixa de me surpreender, também, as reacções de "colegas" bloggers, sobretudo pelo entusiasmo demonstrado. Terão assim tanto interesse em saber o que se passa inside LPM?
terça-feira, 28 de abril de 2009
Flash mob
Por aqui já falámos num ou outro exemplo, melhor ou pior conseguido, mas o que importa é que, regra geral, estes encontros, mais ou menos, espontâneos, vão parar à Internet, geram buzz, notícias, trafego e, em última instância, vendas. Essencial é que exista coerência entre o posicionamento da marca, a campanha, e que os meios estejam integrados.
Fórum da APCE
Podem seguir-nos aqui na coluna à esquerda, de quem olha de dentro do ecrã, ou via twitter.
Partes Intimas
Normalmente é costume apreciar a verborreia chauvinista de marcas de desodorizantes que fazem uso de humor primário e cúmplice com os temas de discussão projectados pela testosterona.
Mas por vezes, raras, chegam anúncios destes.
Verdadeiramente audazes, polémicos, incómodos e belos. Que conseguem retirar dos mais escondidos, privados e por vezes até mesmo socialmente culpabilizáveis “desvios comportamentais”...a essência do que faz de nós Humanos.
Dirigido por Martin Aamund e produzido pela Johnson Film Barcelona para a Coco de Mer.
Título: “Whatever Tickles Your Fancy”
Nota: Têm mesmo de clickar no título do anúncio. Por razões que serão óbvias para alguns, não permitido ver o vídeo directamente aqui...
The portuguese water dog




segunda-feira, 27 de abril de 2009
Os preservativos da discórdia



Campanha criada pela Grey para uma marca de preservativos alemã (pouco relevante qual), ao que parece, não autorizada, mas que saiu para sites e blogs, gerando uma onda de protestos, também não tão consensuais como algumas notícias referem, na comunidade de netzidadãos (cidadãos + Internet) chineses - falei com três donos de restaurantes chineses de Lisboa que desconhecem do que se trata.
sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Credibilidade e alpinismo

Ontem demos a "cacha", mas ninguém acreditou.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
João Garcia tem novo patrocinador?

Atenção à cabeça
terça-feira, 21 de abril de 2009
Das ideias
Ter ideias é bom. Aliás, ter ideias é uma mais valia. Mas ter ideias, boas ideias, é ter capacidade de as editar. Foi-nos pedido que fizéssemos um comentário ao plano que a YoungNetwork apresentou na passada semana a cerca de 30 agências de comunicação. O plano consiste num programa de estágios para recém-licenciados que queiram ingressar no mundo das agências de comunicação.
A intenção é boa. A ideia não é má. É certo que as profissões de relações públicas e assessor de imprensa se aprendem pondo a mão na massa e que, muitas vezes, os jovens saem das universidades com a cabeça forrada de saber teórico com pouca ou nenhuma aplicabilidade prática.
A partir daqui temos dúvidas em relação ao plano. Começando pelo princípio: dois meses de estágio – intercalado com workshops – dá para aprender muito pouco. E, para quem trabalha no terreno (ou já trabalhou) torna-se óbvio que se aprende mais num mês de trabalho que num mês de sala de aula. E de salas de aula vêm os recém-licenciados fartos. Um estágio é a altura para aplicar tudo o que se conheceu em teoria. Os formadores têm de estar lado a lado, a dar dicas para um follow up, a explicar como se deve lidar com um cliente, a sugerir novas ferramentas e novas formas de pensar.
A questão dos formadores leva-nos a um novo problema com o plano. Primeiro é dito que este será um projecto a envolver as melhores agências de comunicação. Depois, João Duarte publica no blog que enviou a proposta para 30 agências de comunicação. Não há 30 boas agências de comunicação em Portugal, como aliás nos parece do conhecimento geral. O que traz ainda outra questão: caso haja de facto quem esteja disposto a pagar 1.000 euros para fazer um estágio, digamos na YoungNetwork, haverá quem esteja disposto a “calhar” nas outras agências – aquelas que não são de facto de topo? E, será que as agências de topo, as que realmente interessam aos recém-licenciados, se vão juntar a um projecto destes? E será que precisam dele para caçar os melhores talentos?
E o que acontece aos restantes estágios? Aqueles em que os jovens não pagam e não recebem por eles? Estará uma pessoa disposta a pagar 1.000 euros para estagiar 2 meses numa agência de segunda linha, quando o colega está a estagiar à borla numa agência de topo?
A posição do Buzzofias é clara: somos contra a ideia de se pagar para fazer um estágio. E pagar 1.000 euros por um workshop parece-nos abusivo, tendo em conta que estamos a falar de pessoas que ainda não começaram a trabalhar.
Concluindo, a YoungNetwork teve uma boa ideia – a preocupação com os jovens licenciados é de louvar, assim como a vontade de querer "agarrar" os melhores. Mas o esquema proposto, parece-nos, precisa de ser afinado.
O jornal travestido
Terá sido por esta indirecta que Manuela Moura Guedes o processou?
Chegou aquela altura do ano...

...em que se celebra o bom jornalismo.
Os Pulitzer foram arrebatados pelo New York Times, uma espécie de Titanic (o filme, não o barco) que coleccionou cinco distinções: breaking news, jornalismo de investigação, cobertura internacional, crítica e fotografia.
Vale a pena ver os ensaios de Damon Winter, o fotógrafo que ganhou na categoria de reportagem registando um dos acontecimentos mais fotografados do ano -- a eleição de Barack Obama.
Na minha categoria preferida, feature writing, venceu Lane DeGregory com a história de uma criança nascida na miséria e levantada do chão por uma família adoptiva.
Um Pulitzer sem guerras que premeia sobretudo histórias de esperança num ano difícil para a imprensa -- uma altura em que os jornais se parecem cada vez mais com o Titanic (o barco, não o filme).
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Free cone day

Amanhã Lisboa vai "acordar" com 20 novos lugares de estacionamento sustentáveis, numa acção da Ben & Jerry's para celebrar o Dia da Terra.
Ah! E ainda por cima, na loja do Chiado há gelados à borla, entre as 11 h e as 20 h, naquilo que considero ser uma verdadeira medida anti-aquecimento global.
Melancómico
terça-feira, 14 de abril de 2009
Worst Hotel in the World




Campanha desenvolvida para o Hans Brinker Budget Hotel, para dar a conhecer a péssima hospitalidade, os quartos imundos, a vizinhança duvidosa e a pouca qualidade do serviço.

Lançaram um livro de 280 páginas, chamado The Worst Hotel in the World, que reune todos os posters e flyers desenvolvidos pelo hotel (os primeiros feitos pelos donos com muito sentido de humor e pouca mestria) e fotos que comprovam o estatuto de este-hotel-é-mesmo-um-inferno-tirem-me-daqui!
Ah, e se quiserem comprovar se isto é mesmo verdade, vão ter que esperar. É que eles estão (quase) sempre lotados.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Whopper Freakout
O dia em que o Whopper do Burger King foi descontinuado. Toda a gente adora a reality tv, e porque não aproveitar isso para promoção de marca?
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Turismos de Portugal
terça-feira, 7 de abril de 2009
Brüno

Acho que todos acreditávamos que depois de "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan"; Sacha Baron Cohen nunca poderia superar-se a si próprio.
A forma como o inocente, machista, chauvinista e apaixonado Borat nos tocou e ao mesmo tempo nos comoveu sem nunca deixar de ser um dedo pertinente nas feridas da América perdida, parecia insuperável.
Mas a trilogia não estava completa. Se Ali G já tinha visto os estrelato da grande tela em forma de comédia incipiente digna de programação de Domingo à tarde, Brüno (o "outro" personagem de The Ali G Show) vai ter honras de um formato que parecia exclusivo do repórter do Cazaquistão.
Moda e modas, América e Europa, raça e racismos, sexo e opções... nada parece ser tabu para a nova entrega de Sacha. Estreia este ano. Nos Estados Unidos já se fala de boicote e uma classificação para mais de 18 anos.
Trailer em baixo... para maiores de 18.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Stolen for Fashion
Leiloar a vara
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Nacional Puritanismo

terça-feira, 31 de março de 2009
Velhos hábitos
Miguel Esteves Cardoso, hoje no Público.
sexta-feira, 27 de março de 2009
O que é nacional, é bom!

Sai amanhã, Sábado, com um dia de atraso em relação ao previsto, o número um da edição portuguesa da mítica revista PLAYBOY.
quinta-feira, 26 de março de 2009
E o povo, pá?

Hoje é apresentada uma das "mais fortes e credíveis" candidaturas. Falo, claro, de Os homens da luta. Às 23 horas, no Musicbox, em Lisboa, Neto e Falâncio, vão dar a conhecer as suas ideias, ou a falta delas, para cidade.
Adidas House Party Commercial - Simpsons Edition
Celebrate Originality - the simpsons spoof:
Celebrate Originality - Adidas Ad:
Kewl...
Peão exaltado
terça-feira, 24 de março de 2009
Batôn. O indicador económico.
THE NEW YORK TIMES
Foi o chairman da Estée Lauder quem o percebeu e baptizou (o que faz algum sentido..).
Enquanto se vivem momentos de recessão. Plena crise económico-financeira.
O sexo feminino entra em frenesim na senda da conquista do batôn.
Logo após o 11 de Setembro, a venda duplicou.
Porquê?
Justificações multiplicam-se.
Até a darwinista hipótese da atracção relativa ao sexo oposto para assegurar o futuro. Falamos portanto, de puro instinto de sobrevivência associado à dependência (?!? …sugestão claramente machista).
A minha aposta vai mesmo para o saciar da shopaholic que corrompe e oprime qualquer uma.
Há que comprar algo. E algo que embeleze.
Encarar a depressão de forma encantadora.
Não se consegue levar o vestido…o sapato ou a carteira.
Mas a cor dos lábios é outra. Nova. Atraente.
Um pequeno poder de compra. Bem além do essencial.
Um affordable luxury.
Tão próximo e íntimo que fica na mente e nas palavras de uma mulher.
Antes o atum em lata que um lábio deprimido.
Bife do lombo não tem o encanto de uma cor que amacie a boca.
Não trava atenções.
Não só é económico.
É um indicador social.

...e a indústria de cosmética agradece.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Quando os utilizadores tomam o controlo - processos de co-criação.
Assim, estas plataformas terão sempre de ter uma atenção especial para com os seus utilizadores, incluíndo-os no processo de criação, ou pelo menos de autenticação, de qualquer mudança feita na plataforma.
Quando o Facebook modificou os seus termos de serviço, os utilizadores manifestaram-se contra a mudança, obrigando a plataforma a recuar nos seus planos.
Agora é a nova homepage do Facebook que se revela pouco querida aos olhos dos facebookers. E, novamente, alavancando as suas vozes através das próprias ferramentas daquela plataforma - em jeito de megafone - os utilizadores querem que o Facebook volte atrás.
Pessoalmente, não gosto da nova homepage do facebook - parece-me demasiado colada ao twitter. Mas o problema que se levanta é o da co-criação. Até que ponto é que os utilizadores não estarão a travar a evolução natural da plataforma onde se encontram, simplesmente porque são resistentes à mudança?
Isto porque, nos processos de co-criação, o que é realmente importante para o sucesso, é integrar as opiniões das diversas partes numa só. No entanto, é sempre necessária a presença de um project manager de forma a filtrar as diversas partes - se tal não acontecer, assistir-se-á simplesmente à criação de diversos grupos de poder (liderados pelos alfas da plataforma) que tentarão conduzir a evolução tecnológica da mesma para perto dos valores por eles defendidos.
O Facebook, desde o início, assumiu que os project managers da plataforma eram os seus utilizadores. Foi exactamente por isso, pela possibilidade de customizar e alterar a plataforma, que o facebook atingiu o sucesso. No entanto, agora que os utilizadores estão realmente no poder, a equipa por trás do facebook - Zuckerberg e companhia - parece estar a perder o seu. E a falta de poder na equipa de getão conduz necessariamente a uma perda de reputação da mesma e de valor para a empresa - se ela não controla o seu destino, então o seu valor reduz-se drasticamente.
A minha opinião pessoal - por mais que possa doer aos adeptos do user generated content - é que deve sempre existir um project manager, mesmo nas plataformas geridas por utilizadores. As opiniões precisam de ser filtradas e orientadas por alguém, já que se corre o risco da estagnação da mesma, caso contrário.
Sou adepto da Sabedoria das Multidões. Mas, nesse processo, em que é a multidão é que toma a decisão final, só em média é que ela estará correcta. E quando o objectivo é a média, os resultados só poderão ser, simplesmente, medianos.
Co-criação, sempre. Mas assistida.
quinta-feira, 19 de março de 2009
E o Design do Ano vai para...

Hope by Shepard Fairey, ganhou o Brit Insurance Design of the Year.
Por tudo e mais alguma coisa seria de prever que esta imagem se tornaria icónica. A mim caiu-me no goto. Parabéns ao senhor Shepard!
Unidade
Christopher Moser, responsável para a Península Ibérica da rede social Myspace, esteve em Portugal e em entrevista ao Público admitiu que esse é o caminho para as redes sociais. Um só log in, uma só plataforma, onde podemos consultar todas as redes sociais às quais pertencemos.
Sem dúvida que é mais prático, mas nesse caso, qual será o futuro da publicidade a este nível. Os anunciantes já não terão de fazer campanhas directamente nas redes sociais mas sim nessa plataforma única? E nesse caso, para quem reverterão os investimentos publicitários? Para qual das redes sociais?
O caminho parece estar definido, falta limar estas arestas.
terça-feira, 17 de março de 2009
o meco das companhias aéreas
Mas, a Aer Lingus quis continuar a tentar. Por isso, hoje juntaram 999 passageiros recrutados via Facebook e Twitter, para promover os seus voos a 9.99 libras.
E, como a companhia diz que este valor não tem "hidden extras", os 999 soldados do ar foram nús passear em Londres.
zen moment
And, of course, it’s the same in advertising. Breaking the rules won’t get any agreement. If you ask for permission you won’t get it. But once you break the rules, and it works, people can see it makes sense. Then that becomes part of the new rules.
Which can’t be broken. That’s how it goes.
If you wait for permission, you’ll never get into trouble. You can’t be wrong, but you can’t do anything truly exciting either.
Helmut Krone was one of the greatest art directors ever. He did two of the all-time best advertising campaigns. He said, “If you can look at something and say ‘I like it’ then it isn’t new.”
no blog do Dave Trott.
Ah, e leiam o resto, porque a historia vale a pena.
sexta-feira, 13 de março de 2009
the ultimate fashion accessory
A quem servir a carapuça
- David Ogilvy
E onde David pôs marketing executives, há uma lista de novos cargos que encaixam na descrição.
quinta-feira, 12 de março de 2009
A nossa vez..

Já aconteceu com Tatuadores, com Designers de Moda e até com Pescadores de Caranguejo. Mas eis que chega finalmente a vez dos PR.
Estreia hoje na MTV Portugal: "The Celebrity Agency".
Um reality-show que segue as aventuras e desventuras prosissionais e pessoais dos agentes da Jonathan Lipman Ltd. Uma agência de PR expecializada em celebridades desde a lista A, à lista Z.
Hoje, às 23h00. A confirmar o "realismo"...
Das equipas 2
Das equipas
Mais do que ser coesa, uma equipa tem de parecer coesa. Quando uma equipa surge fragmentada, mostra fragilidade. Isso significa que é preciso ter cuidado quando se escolhem os porta-vozes da equipa. Se há quem possa reforçar o carácter excepcional da mesma, outros há que, em poucas palavras, deixam à vista as fragilidades de uma equipa que se diz forte.
Cavaco e o Oitavo mar.
Mas Cavaco não é, desta feita, descobridor: se, “no antigamente”, o Português decidiu, por vontade própria (e do Império!), traçar as formas ao mundo, desta vez foi o mundo que se nos deu a descobrir. Isto porque o “government 2.0” – neologismo que define a tentativa de integrar as vantagens da web 2.0 na prática governamental – foi já descoberto como meio de comunicação eficaz no continente do lado de lá, que um dia foi destino, mas que, no que diz respeito a estas americanices, é ponto de partida. A sua figura de proa é o actual presidente norte-americano, Barack Obama, grumete que se fez capitão, à custa das plataformas Facebook, Twitter, Friendfeed, Flickr*, entre outras, que para muito mais servem do que pescar (votos). Vejam-se as medidas por ele introduzidas no sítio oficial da Casa Branca (http://www.whitehouse.gov/), (des)protegendo os seus conteúdos utilizando uma licença “creative commons”, âncora da sociedade 2.0 que, naquele caso em concreto, oferece uma saudável alternativa ao tradicional “todos os direitos reservados”, permitindo serem copiados e remisturados os conteúdos oficiais partilhados nesse sítio, desde que citada a sua fonte.
Para além do Twitter – ferramenta utilizada para escutar e partilhar micro-pensamentos, limitados a 140 caractéres, dentro de uma rede de utilizadores – a Presidência Portuguesa aderiu também ao Flickr e ao Youtube, de forma a melhor partilhar conteúdo multimedia. Mas as semelhanças entre Obama e Cavaco no que diz respeito à utilização das redes sociais esgotam-se na partilha dos mesmos terrenos virtuais, já que ao nível da mensagem e do posicionamento são claramente divergentes. Estes “novos meios para melhor dialogarmos nas sociedades modernas” aos quais se refere Cavaco Silva, em mensagem pessoal difundida pelo sítio da Presidência Portuguesa, são utilizados pela mesma sem qualquer intenção de dialogar - acto que pressupõe uma interacção bilateral entre dois ou mais envolvidos – já que não há registo público de uma qualquer interacção entre a Presidência e os seus 2194 seguidores** no twitter. Ao invés, as mensagem e os conteúdos partilhados pela Presidência nessa plataforma somente repetem a sua agenda, publicada no sítio oficial da mesma: uma rápida pesquisa ao profile da Presidência ( http://twitter.com/presidencia ) informa-nos das condolências prestadas, inaugurações presenciadas e audiências concedidas pelo nosso Presidente. Para um igual papel servem o Flickr ou o Youtube, usados como forma unilateral de comunicação, talvez na esperança de aumentar o alcançe da voz presidencial - sem no entanto ajustar a mensagem ao meio adequado. Poder-se-á assim dizer que os meios utilizados actualmente são de facto inovadores, mas a mensagem, de nenhuma forma diferente daquela que é já transmitida via os media tradicionais, servirá somente para replicar a relação actual com o cidadão, ao nível digital. Isto porque o fosso cavado entre os órgãos democráticos do país e os seus cidadãos não é digital, mas de cidadania. E se foi essa a lacuna que Obama decidiu colmatar face ao seu povo, utilizando as redes sociais como ponte, a reprodução de uma mensagem hierárquicamente definida e austera como a actualmente emitida pela Presidência, num meio tão liberal e participativo quanto o da web fá-la-á destacar-se pela sua rigidez de rins e incompreensão do funcionamento destas novas plataformas. Isto porque a sociedade 2.0 é, por natureza, colaborativa. Tecida por links, comentários, posts, troca e partilha de referências. Aqueles que não se sentem à vontade com esta plataforma de comunicação deverão escolher os meios adequados às respectivas mensagens que pretendem transmitir - há sempre a confortável unilateralidade dos artigos de opinião publicados em órgãos de comunicação sociais mais tradicionais.
A Presidência faz bem em não seguir a estratégia de Obama, até porque tem uma agenda própria, um país próprio e cidadãos próprios. Mas aproxima-se do mundo 2.0 com uma mensagem expressa num tom de voz “1.0”. E num ano marcado pelo humanismo, pela vontade de mudança e pela generosidade, os mares já não se enfrentam sozinhos. Antes se partilham cartilhas, se traçam rotas, se rema numa direcção comum. E os que decidirem navegar a solo neste oitavo mar, arriscam-se a encalhar num qualquer pedregulho, escondido sob a superfície luzidia de links, avatares e posts.
*Para aqueles que não estão familiarizados com estes termos, aconselha-se, à boa maneira 2.0, que os procurem no Google.
** À altura da escrita deste texto.
Escrito por "PR" e publicado na Frontline de Março - mas sem os erros ortográficos aqui presentes...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Criatividade é solução
Esteve ontem em Portugal um dos autores do livro "Brand Bubble", John Gerzema, que explica como evitar que as marcas se distanciem do consumidor.O Diário Económico de hoje diz que segundo o especialista norte-americano, a crise pode ser uma época de oportunidade, basta que as marcas saibam posicionar-se com ideias criativas e pouco dispendiosas, onde a Internet assume papel fundamental.
Finalmente alguém tem uma palavra positiva num cenário que, cada vez mais, é pintado de negro por tudo e todos. É desta que chega a hora das marcas nacionais verem a Internet, Redes Sociais, etc., como uma alternativa credível?
Apagão por um Mundo melhor
terça-feira, 10 de março de 2009
And the winner is... NOT

Uma vez mais, a liberdade de expressão triunfa!
Social Media vs Mail

Segundo o levantamento feito pela analista de mercado, 67 por cento dos internautas despendem o seu tempo online a navegar em redes sociais e blogues. No Reino Unido, por exemplo, em média, os internautas passam um em cada seis minutos do seu tempo na Internet em sites sociais.
«As redes sociais tornaram-se parte fundamental da experiência online global», afirma o CEO da Nielsen Online, John Burbank. «As redes sociais continuarão a alterar não só o panorama global online, mas também a experiência de consumo em grande escala», acrescenta.
A Nielsen mediu o interesse despertado pelas categorias de acordo com a percentagem de audiências que regularmente visitam tais sites. As últimas estatísticas sugerem que 65,1 por cento dos internautas usam os e-mails, mas 66,8 por cento preferem as redes sociais. A liderar a preferência dos utilizadores está o Facebook.
Os pesquisadores também descobriram que as redes sociais locais estão a conseguir atingir um leque muito amplo de utilizadores. O segmento de maior crescimento nas redes sociais, ao longo do último ano, foi o que inclui os internautas com idades entre os 35 e 49 anos.
Surpreendido? Só quem enfiou a cabeça na areia nos últimos dois anos, ou para quem estar on-line significa saber ligar o Messenger. Completamente last season.
PS - o relatório na íntegra aqui.
Sit-down comedy
Ainda não percebi muito bem de que se vai tratar, mas presumo que estarão guardadas para as 22h30 umas boas gargalhadas.
É só sentarmo-nos em frente do computador e levarmos a boa disposição connosco. Todos podem participar.
Para se inscreverem e participarem basta enviarem um mail para sitdowntwit@gmail.com ou enviar uma direct message através do Twitter para os organizadores: arcebispo (João Moreira de Sá) ou nunogervasio (Nuno Gervásio). Para todos os participantes e assistentes é válida a hastag #sit, a fim de poderem ir recebendo todas as piadas.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Avelino TT

sábado, 7 de março de 2009
Faça uma pausa
sexta-feira, 6 de março de 2009
Notas da Crise
in, Público 06 de Março de 2009
Caros gestores,
Ainda acham que a Agência de Comunicação é o primeiro dos cortes orçamentais?
Add Pedro Passos Coelho as a friend?

E agora, pode tornar-se supporter de Pedro Passos Coelho no Facebook! Pode inclusivamente enviar-lhe um mail, para pedropassoscoelho@gmail.com.
Aquando da escrita deste post, um número inacreditável de 14 pessoas mostravam o seu apoio ao dito. Aprecio a transparência do "candidato", ao expôr o seu passado "profissional" desta forma. Mas veremos se a sua presença se tornará relevante naquela rede ou não - os utilizadores o julgarão. Iniciativa a acompanhar.
quinta-feira, 5 de março de 2009
O futuro dos jornais
O desaparecimento da imprensa escrita e a consequente substituição pelo online ou a evolução dos jornais para um novo patamar são apenas alguns dos cenários traçados. Uns defendem que o fim da imprensa escrita é o fim do jornalismo de investigação. Outros têm a opinião contrária.
Uma reflexão interessante a que gostaríamos de dar continuidade no nosso blog. Deixem-nos as vossas visões na área de comentários deste post.
Eu deixo a minha visão: na minha opinião, dificilmente a imprensa escrita desaparecerá de circulação nos próximos anos. A tecnologia tem avançado muito e as novas formas de comunicar ganham cada vez maior relevância. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer para que se possa falar no fim dos jornais. E, quanto a mim, mesmo se esse dia chegar, será para substituir o formato papel por outro qualquer formato, mas o conceito de imprensa escrita ao nível dos conteúdos não se perderá por certo.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Does Facebook own us? .2 ou 3

O tira teimas chutado pelo facebook
gosto especialmente da parte
"We still have work to do to communicate more clearly about these issues, and our terms are one example of this"
A comunicação é a base de um rede social, certo?
Tempo de Antena

Diz-se que toda a gente tem direito a 15 minutos de fama. Ontem chegou a vez desta senhora (na foto), provavelmente ex-colega de profissão de Carolina Salgado, se tornar famosa. Por ter tentado agredir a ex-primeira dama do Futebol Clube do Porto, Marisa faz hoje capas de jornais e aparece em várias fotografias, um pouco por toda a imprensa diária e blocos noticiosos televisivos.
No jornal Record teve até direito a ser entrevistada. E de acordo com o jornalista responsável por tão digno artigo, apenas foi possível publicar algumas declarações da provável alternadeira, dado que de acordo com o mesmo, "as restantes afirmações era absolutamente impublicáveis".
Será esta a imprensa que temos, onde o sensacionalismo vigora? Nunca, ao longo de mais de dois anos, na imprensa desportiva, assistimos a qualquer trabalho de investigação sobre o caso Apito Dourado ou Apito Final (como foi denominado mais recentemente).
Vigora, acima de tudo, a cultura do medo, onde a publicação de determinadas notícias dá origem a ameaças, agressões, blackouts, etc.
Em Itália, a eclosão do caso Calciocaos motivou um acção judicial rápida (principalmente a desportiva) e muitas paragonas nos jornais, trabalhos profundos de investigação, onde tudo se soube e os culpados foram julgados e punidos.
No país dos brandos costumes à beira mar plantado, nada disso existe. Só para citar um exemplo, um dos arguidos, por várias dezenas de suspeitas de corrupção, mantém o cargo de Presidente da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol. O que acontecerá no final do julgamento?
Arrisco dois cenários:
Cenário 1 - Daqui por 20 anos, quando os arguidos já tiverem falecido ou estarão em estado catatónico (tipo o ditador chileno Pinochet quando foi julgado), será provado que afinal sempre houve corrupção, mas os mesmos já não poderão ser punidos criminalmente. Em termos desportivos, os casos já prescreveram, pelo que nada acontecerá aos clubes.
Cenário 2 - Daqui por 5 anos (que utopia) decidem arquivar todo o processo por falta de provas e o único culpado (vulgo, bode expiatório), será um árbitro dos distritais da Associação de Futebol de Faro, que eventualmente terá recebido uma sandes de courato para beneficiar o Castromarinense no derby regional frente ao Lusitano de Vila Real de Santo António.
Será que algum dia alguém tem vergonha na cara neste país? Ou vamos abrir falência como a Islândia? A falência moral, pelo menos, já é lei neste país... há muitos anos!





