quarta-feira, 20 de maio de 2009

Encontrem as diferenças...

entre isto...

"Um dia depois de ter feito uma piada sobre Lopes da Mota e o Eurojust, Cavaco Silva voltou a recorrer a um subterfúgio cómico para escapar ao comentário directo." (referindo-se aos números do desemprego. Seguindo os links chegam ao vídeo e ao gracejos).

e isto...


Discurso repleto de piadas, inclusive a ele próprio, proferido por Barack Obama no jantar para correspondentes na Casa Branca (há outros vídeos no YouTube).

Que o humor é uma arma, sobretudo em tempo de suposta crise, não podia estar mais de acordo, mas até para dizer piadas é preciso algum jeito (ou pelo menos um bom scriptwriter). 

E já agora, se não for pedir de mais, não deve destoar do personagem.

Operação Portugal 2009 - 1ª parte





Ontem, a Sic arrancou com o projecto Operação Portugal 2009. Vai passar a ser rúbrica constante do Jornal da Noite e quer falar dos temas essenciais da sociedade portugesa, em ano de eleições. Depois do Aqui e Agora e do Mário Crespo Entrevista, esta é a mais recente aposta da Sic na informação de qualidade.

O primeiro foi sobre o Emprego e foi interessante. Há infografia bem feita, jornalistas em vários pontos do País e informação acessível e directa.


E, em cada edição, vão mostrar os bons exemplos de cada tema. Ontem, o Operação Portugal foi transmitido em directo da fábrica da Delta em Campo Maior. O maior empregador do concelho não só não despediu, como abriu 50 novos postos de trabalho em dois anos.


Rui Nabeiro, cara e alma da Delta,esteve à conversa com Clara de Sousa e mostrou que a reputação intrínseca é algo que só corre nas veias de alguns.


Manobra de comunicação ou não, foi um grande momento para a marca.

E se de repente o Metro lhe oferecer flores?


Alguém tem ideia de quanto poderá custar o exclusivo, por uma semana, de praticamente toda a rede de mupis do Metropolitano de Lisboa? A Unilever tem. 

Para comunicar o lançamento em Portugal do novo detergente Surf, a marca encheu o Metro com mupis de duas fragrâncias do produto. O resultado não passava despercebido a ninguém.

Além disso, em dois canteiros da Av. Fontes Pereira de Melo foram plantadas dezenas de flores, rosa e amarelas, cores das fragrâncias, para perfumar e colorir as ruas de Lisboa.

Como sugestão, julgo que ainda tornava a acção mais eficaz se, aproveitando o ambiente fechado do Metro, se o perfumassem (marketing olfactivo ou aromático), estação sim, estação não, com cada uma das duas fragrâncias. (acho que nunca tinha escrito tanta vez a palavra "fragrância")

PS: A imagem não é da campanha nacional.

O Picasso das Ruas no Camões





Julian Beever vai estar em Lisboa, a convite da Pepsi, para criar, apenas com giz, ilusões de óptica 3D. 

Imagens como estas vão poder ser vistas entre hoje e sábado, no Largo Camões.

Raios Partam 2.0

Há umas semanas brincámos com este lugar suspeito, pelo encoberto carácter corporativo. Ao Lugares Mesmo Comuns, peço desculpa! Depois de ler isto, vejo bem as diferenças entre um blog corporativo e o vosso.

Verdade que o, chamam-lhe eles, "blog" da Parceiros é mais transparente - assume logo ao que vem: "um Blog para comunicados de imprensa"! E óbvio que a aposta da Parceiros nas RP 2.0 é mais vasta. Há também uma página no flickR, um canal no YouTube e, claro, um "portal em tempo real no Twitter" (seja lá o que isso for).

A minha duvida é: para colocar comunicados de imprensa já não existe qualquer coisa? E para colocar fotografias e vídeos das campanhas e dos eventos, também não há uma outra ferramenta? Ah pois é... são os sites! 

Caros parceiros, aqui vos deixo a minha sugestão, e gratuita. Leiam blogs e apreendam o que eles são, antes de se aventurarem. O 2.0 é mais do que um chavão que se usa para vender mais serviços. 

terça-feira, 19 de maio de 2009

picture perfect









Quem gosta de moda, conhece-o, quem gosta de blogues já ouviu falar dele, quem gosta de fotografia inveja a vida que ele leva.


Scott Schuman, mais conhecido como o The Sartorialist, partiu de uma ideia tão simples quanto eficaz: ver como as pessoas pegam nas tendências da moda e as adaptam ao seu estilo, e à rua. Inicialmente, fotografava em NYC, mas agora, é quase cada dia uma cidade.


O blogue já tem mais de 3 anos, e está na list dos 100 blogues mais influentes da Times. Lá encontramos as mulheres mais effortlessly chic, os homens mais bem postos, os cenários perfeitos: Paris, NY, Londres, Melbourne, Rio, etc.. As marcas descobriram o efeito que este blogue tem na comunidade fashionista, e a Gant chegou mesmo a contratar Schuman para fotografar uma campanha.

O efeito sartorialist espalhou-se um pouco por todo o mundo: em Paris há a Garance Doré, e a Lisboa, chegou o Alfaiate Lisboeta.

Confesso que primeiro pensei "jesus-dai-lhe-juízo-Lisboa-não-é-Nova-Iorque". Mas, a verdade é que passo lá quase todos os dias e acho piada - é certo que a percentagem de mulheres a usarem Louis Vuitton ou Prada ou mesmo Marc Jacobs é muito menor, mas as fotografias têm pinta e piada, o estilo é despretensioso q.b. e faz-nos olhar Lisboa de outra maneira.

Less is more?


E depois disto, o PSD diz que é o partido com mais presença on-line.


O director para as campanhas eleitorais do PSD, Agostinho Branquinho, declarou ao I que a génese desta presença foi fenómeno de recolha de donativos online de Barack Obama durante a sua campanha para a presidência dos Estados Unidos - a plataforma online mybarackobama.com teve três milhões de donativos pessoais e gerou receitas de 370 milhões de euros.


Claramente, as semelhanças terminam por aí.

Palha Fresquinha

O post anterior lembra-me uma frase que gosto de dizer.

"Entre ser mais uma ovelha no rebanho, ou ser o pastor, eu prefiro sempre ser o pastor (ou no mínimo a ovelha negra)!"

Palha Fresquinha

"Defino pastar como o resultado de se contratarem pessoas que foram educadas para serem obedientes e de se lhes darem trabalhos idiotas e incutir a dose de medo necessária para as manter na linha. (...) Não é de estranhar que quando contratamos essa mão-de-obra, procuremos pessoas que foram treinadas para não sair do rebanho."

A frase não é minha, é de um conhecido e mui citado novelle guru, e faz tanto sentido. Palpites?


A Manela e o Facebook

Muito se tem escrito sobre a chegada da política portuguesa às redes sociais. A campanha de Obama foi um exemplo extraordinário da capitalização das redes socias para a transmissão de mensagens políticas, isto ninguém questiona. A malta, de uma maneira geral (e os que não percebem nada do assunto em particular), gosta de pôr as redes sociais todas no mesmo pote. Gosto pouco de generalizações e vou por isso focar-me num ponto em particular: a página do Facebook da Manuela Ferreira Leite.

Pelo princípio: aquela foto. Aquela foto que já não devia sequer ter sido usada em cartazes, aquela foto em que Manuela Ferreira Leite aparece mais morta que o líder dos Tamil, aquela foto, per se, é razão para alguém do staff da líder do PSD ter a cabeça a prémio (uma corzinha, um blushzito, é coisa que o photoshop faz em dois minutos). Numa plataforma em que as imagens são parte importante, falhar na foto é a primeira asneira.

Depois os status: ou são uma agenda de MFL ou comentários desenxabidos. Pouco ou nada trazem de novo. Pouco ou nada dizem do projecto de Manuela Ferreira Leite para o país. A linguagem é chata. A informação que recebemos nada acrescenta sobre o país, é apenas um apontamento sobre a mesquinhez partidária. Até a linguagem é antiquada, o tratar a malta por você... é no mínimo last season. Não é preciso pôr a "Manuela" a tratar-nos por tu, isso seria ridículo para alguém daquela geração, mas um "vejam", "estejam lá", rejuvenesce logo a coisa.

Se a ideia é copiar o Obama (Deus nos livre de tentar alguma coisa nova) vejam a página do senhor - tem ideias, anuncia novas plataformas, tem vídeos para o facebook, etc, etc, etc.

Estar presente nas novas plataformas é mais do que uma coisa engraçada, é necessária. Mas é preciso saber fazê-lo. Ou, pelo menos, ter o telefone de quem sabe.

Política e redes sociais


"A aposta actual dos partidos e dos políticos portugueses na Internet e nas redes sociais corre o risco de ser como pregar aos convertidos, ou seja, não traz nada de novo nem converte ninguém".

Com as devidas distâncias e com a minha edição, ouvi algo parecido da boca de um politólogo,  numa destas noites na SIC Notícias. Concordo em grande parte com o que é dito, mesmo que tenha sido dito por um politólogo. Mas julgo que o problema não está na aposta, mas sim na forma como ela é feita.

Se fosse para aproximar o povo (e apenas um nicho porque não nos podemos esquecer que Portugal ainda é um país com muitos analfabetos e iletrados) da classe política faria sentido. Se fosse para criar novas formas de diálogo (e por diálogo entenda-se comunicação bidireccional)  e mais transparência, também faria sentido. Mas não é o que acontece. São, na maioria dos casos, meras montras de vaidades e politiquices bacocas, onde nada disto tem lugar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Surpreendente?

"Estudo: Marketeers assumem não perceber redes sociais" refere hoje notícia do jornal briefing. Surpreende quem?

O estudo não foi feito em Portugal, mas palpita-me que os resultados seriam muito semelhantes. Ou piores.

Como ouvia há dias, "A Internet ainda está na fase do lazer. Existe muita gente a utiliza, mas nem sempre da melhor forma ou com o melhor proveito."

Estar nas redes sociais, do ponto de vista comercial, não é fazer publicidade do facebook e no Hi5 ou ter um perfil e andar a coleccionar amiguinhos. É usar e compreender o fenómeno; é transpor a credibilidade e notoriedade da real life para a plataforma virtual com conteúdos que interessem, que sejam apeticíveis e partilháveis.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

um i por um gratuito!

Hoje, quem passasse ou passeasse pela Baixa de Lisboa (admito que a acção fosse válida em outros pontos da cidade e, quiçá, do país) deparava-se com ardinas do "i" que propunham um negócio "interessante": Trocar um jornal gratuito por um "i". 

Isso mesmo, trocar um jornal considerado por muitos como o parente pobre dos jornais, o menos jornal dos jornais, o câncaro (termo técnico utilizado em algumas variações de português) do jornalismo moderno, por um "i".

Eu até percebo a ideia (ajuda o ambiente e tudo), mas pergunto: Isto valoriza quem? o "i"? ou o "gratuito"? No mínimo por três gratuitos e uma Dica da semana (é por correio por isso incluo em outra categoria) para dar luta...

E o pior é se pedinchássemos muito, acabavam por nos oferecer o jornal, de borla!

Marketing digital 2.0

Porque saber não ocupa lugar e porque Marketing (Digital) 2.0 também é um dos temas abordados por este humilde blog, aqui fica a sugestão do lançamento deste livro. 

Não o li, mas conheço o autor o suficiente para ter boas expectativas em relação ao conteúdo.

Hoje às 18h30 na FNAC do C.C. Colombo.

E a seguir? Boca doce?




Depois da Maizena, a Herbalife!

Lições de Dança

Aprenda-se a tornar um conteúdo “blogável”.

Os Make The Girl Dance não se fizeram rogados, e queriam obviamente que o seu single de apresentação: “Baby, baby, baby” fosse directo aos corações dos fans de electro com sotaque francês... O vídeo segue à risca os parâmetros para que nada falhe no sucesso imediato desta produção.

1) É polémico. Gera buzz. As pessoas têm vontade de falar/teclar sobre ele. É urgente, imediato e chocante o suficiente para fazer com que todos aqueles que se cruzam com ele o queiram discutir, enviar por mail, deixar um link na página de Facebook ou simplesmente “bloggar” sobre ele.

2) Tem teor sexual. Sex sells. Não há nada a fazer. Uma das regras básicas do marketing ainda funciona tal como há vinte anos atrás. Pura e simplesmente é necessário passar novas “fronteiras”, para não ficarmos pelo mesmo.

3) Fala ao coração do target. Sendo este mais um grupo de electro gaulês, não tem a tarefa fácil: Daft Punk, Justice, Alex Gopher e tantos outros estavam cá antes e fazem vídeos inovadores todos os anos. Não basta fazer um bom vídeo. Há que ter referências. Não é ao acaso que a letra da música refere o nome de Sebastien Tellier, as t-shirts da Yelle ou até as condutas duvidosas dos próprios Justice. Os fans reconhecem-se e entregam-se de forma mais imediata à defesa deste novo grupo como fazendo parte de uma "côrte" já instaurada.

4) É real! Toda a produção, apesar de ensaiada e preparada ao milímetro, decorre numa rua de Paris, num dia normal, com transeuntes indefesos que reagem ao que se passa. Nada apaixona mais o bloggers que ver acções que de alguma forma poderiam ter acontecido ali, ao seu lado. Este tipo de ligação é inegável e comprovada pelo sucesso de inúmeras campanhas que se têm reproduzido na Internet nos últimos tempos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

mau copy #?+1

Depois deste, o DN volta a brindar-nos com mais este título bem chamativo. 

Na minha opinião, ofender uma sra. desta idade, ainda para mais Rainha de Inglaterra, não se faz. Pior. Fica a dúvida que medicamento usou e para que fins. Certamente que a idade não perdoa e que o reumático terá justificado a opção.

Enfim...

Bem observado por JMH.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

i finalmente

Depois de grandes expectativas e de uma demorada gestação, eis que, por esta hora (00:00), já deve estar a ser distribuído o primeiro número do i. Admito que fui um dos mais cépticos - pensei inclusive se chegaria a ver a luz do dia (?!), já para não falar do nome que muitos trocadilhos suscitou - mas, à medida que vou sabendo mais sobre ele, mais vontade tenho de o ler. E o nome, é como diz Pessoa: Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se.

Saúdo o novo jornal, o i, a equipa formada (boa, jovem, mas também com experiência), as ideias inovadoras, o empreendedorismo e a lufada de "ar fresco" que, certamente, vão trazer ao mercado. Nova concorrência - julgo que sobretudo para Público e Expresso - obriga os concorrentes a fazer melhor e os leitores ganham com isso. 

A campanha e a identidade foram criadas pela Ativism. Acho que, sobretudo, o conceito está bem conseguido. Ajuda a "engolir" melhor o nome. 


PS: Para um meio que aposta forte no online, começa mal. O site não está a funcionar... Pequenos acertos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Navegar na Maizena


A malta mais jovem já não deve saber o que é comer Maizena, mas agora vai querer descobrir de certeza. Pelo menos se não quiser ficar como Paulo Rangel - a julgar pelas palavras do Ministro Manuel Pinho

Depois de o Magalhães, há já quem fale na possibilidade do Governo português começar a levar pacotes de Maizena em cada visita oficial, pelo menos a países que precisem de mais conduto.

Independentemente disso, nunca a velhinha marca de farinha pensou ter tanto "tempo de antena". "Borlas" Governamentais destas não têm mesmo preço.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem Canta seus Males Espanta...

Numa chamada "época de crise"...
A T-Mobile encontrou a galinha dos ovos de ouro no que respeita a conceito de marketing viral. Verdadeiramente inspirador e up-lifting. Mais um.
Mega Karaoke em Trafalgar Square. "Life's For Sharing" para acção do ano?