quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O melhor emprego do mundo

Quem quiser candidatar-se ao melhor emprego do mundo só tem de ir a este site.

São 14.380€ por mês, e a difícil tarefa de viver numa ilha tropical deserta no estado Australiano de Queensland, durante 6 meses. São 12 horas diárias de trabalho, que consistem em dar de comer a peixes, recolher o correio e alimentar um blogue com fotos e partilha das experiências vividas na ilha.

Tudo isto, desfrutando ainda de uma moradia com três assoalhadas e piscina.

Ao que parece a corrida desenfreada ao cargo já começou e, só nas primeiras 24 horas, foram mais de 200 mil os visitantes e de duas centenas de inscrições... vindas de todo o mundo.

Já sabem, se estiverem insastifeitos com o vosso trabalho e a desejar mudar de ares... cliquem no link e candidatem-se, é só fazerem um vídeo criativo de um minuto!

Perfeição

Acção de guerrilha no metro de Berlin.

Com a mesma técnica dos "stickers", coloca-se menus de Photoshop sobre as imagens de anúncios dos novos álbuns de três divas da Pop.

Para lembrar que a "beleza perfeita" está à distância do "programa perfeito".



Nike

Taylor Momsen foge dos paparazzis ou isto é apenas mais um excelente exemplo da criatividade da equipa da Nike?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Steve Jobs ausente da Apple até Junho

Afinal a condição médica de Steve Jobs é mais grave do que se suponha e, para recuperar, Jobs estará de baixa até ao final de Junho.

As acções da Apple caem.



As referências a "Steve Jobs" no Twitter sobem. Desenfreadamente.



Para outro post: o Twitter enquanto ferramenta para sentir o pulso da internet e perceber, em tempo real, o que está a causar buzz.

Palha fresquinha

Se todos vierem contra ti, provavelmente é porque vais em sentido contrário. Ou então é porque estás rodeado de imbecis...

Blindgossip

Recentemente, deram-me a conhecer um site maravilhoso. Chama-se Blind Gossip e assenta num pressuposto muito simples: os autores lançam boatos sem nunca darem a conhecer sobre quem são os personagens da história. Depois, é ver os comments a choverem, com apostas sobre quem serão os protagonistas...

É que, apesar de nunca se falarem em nomes, a maioria dos followers do blog, sabem exactamente de quem se fala. E as reputações caem. Por mais aparências que se queiram manter.

É que o word of mouth funciona mesmo. Para o bom e, principalmente, para o mau.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quanto vale um amigo?

Para alguns utilizadores do Facebook, uma amizade pode valer cerca de 30 cêntimos - ou antes, um décimo do valor aproximado de um hambúrguer.

A equação é possível graças ao Burger King, que lançou recentemente o Whopper Sacrifice — uma aplicação para o Facebook que encoraja os utilizadores a sacrificarem 10 amigos (isto é, a remover da lista de amigos) a troco de um cupão para um hambúrguer Whopper gratuito.


As últimas campanhas da marca, algo arrojadas, já haviam deixado alguns sobrolhos franzidos - caso da recente Whopper Virgins, uma espécie de Pepsi Challenge terceiro-mundista com um toque Benetton, e hambúrgueres no lugar dos refrigerantes. Mas trocar amigos por um hambúrguer parece não escandalizar os cerca de 20.000 utilizadores que, ao fim de poucos dias, já o fizeram.

As aplicações do Facebook têm vindo a tornar-se uma praga de proporções bíblicas. Vampiros, bolas de neve e quizzes sobre a sétima arte — quem o utiliza sabe bem como é receber pequenos e irritantes convites para adicionar estas e outras aplicações. De facto, a maior parte das aplicações criadas por marcas tenta impor um efeito viral através destes convites, tentando também aumentar e ampliar as interacções entre utilizadores.

E aí vive a provocação do Whopper Sacrifice: não nos pede que façamos novos amigos, mas sim que digamos adeus a alguns. Com ligeireza, troça com a importância que damos a estes laços virtuais, ao mesmo tempo que dá aos utilizadores - que foram acumulando amigos a mais ao longo do tempo - a desculpa perfeita para limpar as suas lista de contactos. Este foi, aliás, o móbil da campanha: num artigo da Adweek, Jeff Benjamin, director criativo na Crispin Porter + Bogusky (agência responsável por esta campanha e também pela Whopper Virgins), diz que a ideia surgiu quando alguns dos criativos da agência se viram confrontados com o excesso de contactos no Facebook (o próprio Benjamin soma 736 amigos) e pensaram que, de alguma forma, poderia ser divertido eliminar alguns desses contactos. 

Claro que muitos dos utilizadores irão sacrificar amigos pelo hambúrguer para logo a seguir voltarem a reatar a amizade. Ainda assim, todos os contactos sacrificados são avisados de que a sua amizade foi trocada por um hambúrger. 

Resta assim saber quem irá guardar rancor. 

O melhor do mundo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os gostos dos outros

Barbies das agências de comunicação, pê-erres de pêlo na venta, assessores abelhudos e estagiários reféns da redacção, vale a pena passar os olhos por esta brilhante colectânea de lugares comuns.

Alguns excertos do hilariante Stuff Journalists Like (um spin-off do igualmente genial Stuff White People Like):

Press Releases

Majority of press releases end up in a pile of potential stories or go directly in the waste bin. But occasionally a journalist will get a press release that is just too good to pass up.

These press releases are usually for events that offer free food. When journalists gets one of these press releases they will immediately drop everything they are doing, pick up the phone and RSVP to said event.

Google

All without leaving the newsrooms, journalists have access to more information than the predecessors ever had. Google makes it possible to trace old stories, follow up on tips, scan through the day’s big headlines and read about the current round of layoffs at newspapers.In fact, when journalists want to read about the death of newspapers, their source of choice is Google News.

Interns

Interns are essentially used as mops to wipe up the day’s dullest news, allowing the professional paid journalists who get paid to focus on items that will wind up in frames and earn them the name recognition they so crave. Interns also allow journalists to pursue time worthy efforts such as griping about the death of newspapers or to write personal blogs.

Lá se foi o dia da semana de que todos mais gostam...

Bastou uma semana para o semanário gratuito Sexta suspender a sua publicação. Foi o primeiro de um ano que se adivinha muito difícil para a imprensa e não só. A Impala também já avançou para despedimento colectivo em algumas das suas revistas.

Aceitam-se apostas... who's next?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Alerta laranja


São 4h da manhã e cheira-me que ainda há muitos repórteres de imagem acordados à espera que comece a nevar em Lisboa -- os de Viseu e Braga já foram dormir, logo a seguir ao 17º directo do dia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Postal de Natal atrasado


Bom, é verdade que o Natal já passou, que o Novo Ano já entrou, que os Reis já voaram.


Mas, um bom postal de Natal, é sempre motivo de destaque.


E este, da agência britânica Albion, é muito bom.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Não Religião faz publicidade

Se existe liberdade de expressão, a campanha publicitária que se prepara para arrancar em Londres é disso o expoente máximo.

De acordo com o site da Meios & Publicidade, o ateísmo prepara-se para sair à rua. A campanha "There's Probably No God" vai estar em 800 autocarros da capital britânica. A iniciativa partiu da British Human Association.

Num momento que tanto se discutem os cortes em publicidade devido à crise económica e financeira mundial, esta não deixa de ser uma campanha inovadora e surpreendente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pensamento único?





Dizem que a nossa imprensa desportiva não é criativa. Mentira. Esta segunda-feira, todos os nosso diários da bola foram criativos: tiveram uma ideia -- a mesma.

Não haverá um telefone vermelho Record-A Bola-O Jogo para 'ligar em caso de lugar-comum'?

Mas a parte melhor deste equívoco é o comentário de João Lopes. Este conhecido (ia escrever 'popular', vejam lá) crítico de cinema traz luz sobre o caso e levanta questões essenciais:

O que está em jogo está muito para além do futebol (e ainda mais das preferências clubistas seja de quem for). Tem a ver com uma vocação primordial — e, salvo melhor opinião, inalienável — do próprio trabalho jornalístico. A saber: a de nos convidar a abrir os olhos, a sensibilidade e o pensamento para a pluralidade do mundo e da experiência humana.

Quem daqui nunca abriu o Record à procura da sensabilidade e o pensamento para a pluralidade do mundo e da experiência humana, que atire a primeira pedra.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Novos media?



Numa altura em que se fala tanto em redacções multimédia, podcasts e vídeo integrado, uma equipa designers, tipógrafos e jornalistas juntou-se para criar o The Manual, o primeiro jornal feito sem a ajuda de máquinas.


O resultado foi um jornal totalmente feito à mão -- como nem antigamente se fazia -- distribuído em algumas zonas de Londres. Da tipografia saíram 100 exemplares deste berliner de quarto belíssimas páginas.

Numa cidade forrada a papel de diário gratuito o The Manual (agora, um item de coleccção) pretende iniciar uma reflecção sobre o que é lixo e o que é luxo nos media actuais.

«Também quisemos mostrar o poder da imprensa usando apenas tinta e papel de uma maneira que valorize o seu toque, cheiro e texturas.»


Mais aqui.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Continuam os cortes...

Num ano que se prevê de muitas dificuldades para o sector da publicidade, dado que essa é a primeira área a sofrer com cortes de investimentos das marcas, surge agora uma notícia que lança o alerta para muitos dos jornais diários nacionais.

O Estado vai deixar de anunciar na imprensa uma vez que vai criar um Portal dos Anúncios Público. Esta medida é uma séria ameaça para a sustentabilidade de muitas das publicações da imprensa diária nacional.

Se a este corte do Estado se somarem as já previsíveis reduções dos anunciantes, podemos estar à beira de uma crise profunda na imprensa nacional. 2009 é já daqui por três dias...vão ser 365 longos dias...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

2008 - a figura do ano

Já o consideraram a mais importante figura do ano de 2008.

Depois destas fotos, arrisca-se a destronar Hugh Jackman, na lista dos mais sexys..

Notícia de última hora

Amanhã é Natal!

O Pai Natal SA (LAPONIANEXT: NECAS) acaba de anunciar que este ano haverá Natal. Depois de intensas negociações com o "Menino Jesus", as duas partes chegaram a acordo e o Mundo (católico e pagão – agora um pouco menos “pagão” e mais endividado por causa da crise) pode descansar finalmente. O conselho de Administração da nova Joint-venture, que se reúne hoje pela meia-noite, será constituído por Dr. Gaspar, Eng. Belchior e Arq. Baltazar, e terá a assessoria de duas ovelhas, três pastorinhos e um coelhinho de chocolate.

Assim sendo, resta-nos desejar a todos um Feliz Natal, um fantástico ano novo, cheio de realizações pessoais, repleto de boa comunicação e bom humor!

Que a crise (não) esteja convosco!

O Buzzófias deseja-lhe um Feliz Natal

A equipa do Buzzófias, não querendo perder a tradição dos desejos natalícios, aqui deixa os mais sinceros votos de Feliz Natal.

Para ilustrar, uma selecção dos melhores videos de Natal.





E dos melhores anúncios de Natal...





terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Marketing Político

Embora discorde das suas orientações políticas, há que reconhecer o talento do PND-Madeira para as Relações Públicas. 

Desde a campanha para as eleições, aos ataques esquizofrénicos do seu deputado, passando pelo mui falado caso da bandeira nazi, muitos têm sido os momentos de comunicação do partido ao longo deste mandato. A distribuição de dinheiro (7500 euros no total, dos 108 mil euros que terão direito) contra a verba atribuída aos grupos parlamentares da Região Autónoma é apenas a mais recente, mas revela uma estratégia de comunicação, arrojada e, no mínimo, discutível, mas que se tem revelado muito eficaz. O timing, fundamental em comunicação, é também ele perfeito: Natal e Crise!

A oferta natalícia do PND-M é igualmente um excelente exemplo de marketing viral. Boca-a-boca, a mensagem foi passando, culminando numa infindável fila de reformados à porta da sede do partido. Sem usar ferramentas web 2.0 (perante o target não se justificaria), o PND-M criou um excelente momento de comunicação, que encheu os telejornais com notícias positivas sobre o partido. Interessante ver a quantidade de pensionistas que demonstraram vontade de mudar a sua intenção de voto em favor de quem lhes paga.

Em última instância, a comunicação deve gerar notícias (sempre que possível positivas) e resultados, e lá isso eles têm conseguido.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

The Doghouse

Aviso à navegação, elas estão a preparar uma enorme conspiração. A única salvação é, neste Natal, na hora de escolher o presente, pensar duas vezes.

Previsões para 2009 #1

Prevejo que, em 2009, haverá cada vez mais pessoas "a aderir" a uma das grandes tendências actuais: a crise.

Product Placement



E o prémio para o melhor product placement de 2008 vai para...

TVI, com Miguel Sousa Tavares a desempenhar um papel na série "Equador", adaptada do livro best-seller escrito por.. Miguel Sousa Tavares.
Ao mesmo nível, apenas o episódio de uma novela, também da TVI, em que a personagem de Margarida Vila-Nova lê o livro "Margarida na Austrália", escrito por.. Margarida Vila-Nova.

Agora diga lá isso sem se rir #1

"Estamos a viver nos intestinos do crime"

Francisco Moita Flores, in Jornal da Noite, SIC (12/12), comentando a descoberta de um cárcere "privado" no Seixal.

Espero que a "cena" não evolua, ou vamos sujar-nos a sério.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A manhã seguinte...

Ontem fiquei em casa. Não dormi grande coisa, mas fiquei em casa.

No entanto...

Sabia que havia pelo menos dois jantares de Natal de duas agências de comunicação, pelo menos um de um partido político (que ultimamente aparenta estar mais "partido" que "político"), três de diferentes agências de publicidade...

A julgar pela amostra, a Igreja de Santa Apolónia devia estar com a afluência apenas digna desta missa do galo...

Hoje é o dia das manhãs seguintes. Para muitos, um momento de vergonha... Inspirem-se. Bebam uma AMP, e não tenham vergonha!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Brandos costumes


Portugal é comummente considerado um país de brandos costumes. Acho um termo simpático. Até porque para mim é mais terceiro mundista. Vem isto a propósito das iluminações de Natal e das muitas queixas e reclamações adjacentes.

O português gosta de reclamar. Queixar-se. Lamentar-se. E todas as palavras sinónimas das anteriores. É o fado português. Agora reclamam contra as iluminações de Natal. "É uma vergonha o que fizeram aos símbolos de Lisboa" pode ouvir-se à boca cheia.

Tudo isto a propósito da publicadade da TMN e Samsung em locais emblemáticos, como o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço ou ainda o Cristo-Rei. Não vou discutir se as opções das marcas foram as melhores ou se haveria outras opções. Acho que a dinamização do espaço público é muito interessante e uma prática recorrente noutros países, mais evoluídos que o nosso.

Já a bela da árvore de natal de metal no topo do Parque Eduardo VII é motivo de orgulho. Todos a querem para o passeio dos tristes. Ver um monte de ferro iluminado (pena não dar um curto-circuito e apagar-se de vez), isso sim é que é maravilhoso, até porque não tem marcas. É pena, punham o mamarracho com um patrocinador na iluminação e podia ser que acabasse a romaria.

Mas devo dizer que o local escolhido este ano é soberbo. Têm é de mudar, qualquer dia, o nome do Parque Eduardo VII, pois o Rei de Inglaterra do início do século XX deve estar às cambalhotas no túmulo. O belo parque que baptizou em 1903 virou a Feira das Aberrações: prostituição, pedofília... e agora para rematar, três grandes mamarrachos. Já não chegava a obra de arte assinada pelo Cutileiro (cuja forma se adequa também na perfeição às activades daquele local da capital), juntou-se agora o mamarracho que é aquela árvore de Natal. Para fechar o ramalhete, a bandeira de Portugal gigante, que ondula ao sabor do vento, como que a garantir que estamos em Portugal, apesar de proximidade do El Corte Inglés (não vá alguém pensar que os espanhóis ainda vão querer reclamar o nosso território).

Já o Cristo-Rei em versão iluminação de Natal Samsung é um ultraje, pois trata-se de um símbolo religioso que não deveria ser "vendido" a qualquer marca!

E não é só em Lisboa que acontecem este fenómenos. É algo enraizado na cultura nacional. Também no Porto foram várias as pessoas a atirarem-se ao ar quando a Optimus "vestiu" o edifício da Câmara do Porto, permitindo assim custear as obras de recuperação da fachada. Curioso que não o tenham feito quando, em 2007, a Árvore de Natal versão Robocop iluminado se mudou para a Avenida dos Aliados, tapando a vista de uma das mais belas avenidas do país.

É o país dos brandos costumes... O país dos chicos espertos, da corrupção, dos eternos presidentes dos municípios, dos cafés com leite, dos sacos azuis... Porque não reclamam com aquilo que de realmente grave se passa neste país? O país onde, depois de muitos anos de encerramento, é re-inaugurado um local simbólico como o Cais das Colunas, mas apenas por dois meses, porque depois vai para obras outra vez. Ou então do facto de para se ligarem duas estações de metro (Alameda-São Sebastião da Pedreira) serem precisos mais de cinco anos e sempre que é dada uma data para a inaguração do troço, a mesma é adiada mais um ano? Ou do país que tem um vereador na capital que embarga uma obra e depois vem a terreiro dizer que é uma vergonha que a mesma tenha levado muito mais tempo do que o previsto?

Ah, para reclamar contra isso é preciso pensar, certo? Chato. Dá um trabalhão! E copiar coisas do estrangeiro, só as que fazem sentido, como o Carnaval tipo Brasileiro, com meninas semi-nuas a dançarem...pena que lá seja Verão e aqui esteja um frio de rachar...pormenores!

Flame. By Burger King


(o título exige um french accent)


É a jogada estratégica do ano.


Seguindo exemplos como Armani, Miss Sixty ou Prada.
Em plena expansão do design de moda para o decor, a hotelaria ou os telemóveis.

Cadeia de fast food atreve-se na milenar arte alquimista.
A perfumaria.

Com a sua nova essência.

«Flame»

Uma Chama que inaugura uma Era onde o típico amadeirado ou citríco já não têm lugar.

Uma essência que nos chega para despertar os instintos mais primitivos (não sei se apenas os femininos...)
Mas certamente os esfomeados.

Ainda vamos a tempo da oferenda desta peculiar lembrança em época natalícia.
Não. Ainda não está à venda em Portugal.

Mas está disponível online.

http://www.firemeetsdesire.com/

Qual é coisa qual é ela

Preto e branco e completamente ultrapassado?
Deixemos John Stewart responder.



E, já agora, os Simpsons dão uma ajuda.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Jingle Protocolar


Adoro saborear um bom momento de agradecimento público!

Sobretudo aqueles que nos alienam de qualquer emoção, permitindo uma avaliação perfeitamente racional.

Apreciar a forma tão pouco genuína e mecânica com que o fazem.


Experimentem. É delicioso…o agradecimento protocolarmente correcto.


E o que eu aprecio protocolos.

Pré-discurso, surge a listagem de agradecimentos.
Aos excelentíssimos e digníssimos.
Apercebemo-nos exactamente de quem comanda cada cadeia alimentar e qual a importância de cada ecossistema.
(O que é importante).

Diverte-me ouvir a mesma lenga-lenga um sem número de vezes num mesmo Evento…e, dependendo do número de oradores, acabo por conseguir decorar o refrão!

E penso. Não seria bem mais caloroso ensiná-lo logo no início – um pequeno folheto contendo as lyrics à entrada faria toda a diferença.

Imagino uma audiência em uníssono, em tom de reza conventual, apoiando o protocolo de agradecimentos.
Envolvendo-se num intenso momento de partilha que acalenta a frieza do espaço e das relações nestes momentos, intensificando o carinho por cada orador aos seus congéneres e convidados especiais.

Seria um mundo mais bonito.


No entanto salta a ressalva em defesa daquela que “é uma forma pré-concebida e padronizada de leis e procedimentos”.
Existe um momento em que o protocolo de agradecimento é criativo!
Para pessoas como eu. Que estão a ouvir e não vão orar nada…

Este curto e temido auge da criatividade é cumprido após o percorrer da listagem tantas vezes revista pelos assistentes e secretários (o tal do refrão) dos excelentíssimos senhores doutores e dos digníssimos directores do que quer que seja…

Dedicada à audiência (em geral) temos uma curta oscilação entre “ilustres convidados” (para os mais pomposos), e o clássico “meus senhores e minhas senhoras” (para os mais simples conservadores).


Sugestão.

Caso vos falte paciência. Optem pela aposta. Mesmo que convosco mesmos.
Tentem decorar o refrão.
Detectem quem não o soube cantar e apostem na melhor finalização.
É divertido!
Ajuda a passar o tempo e estimula a inteligência intuitiva (sim, porque a emocional não está em pleno uso).

No final atribuam um prémio àquele que protocolarmente se destacou.
As melhores inflexões de voz. Pausas estratégicas. Expressão corporal.
Enquanto agradecia…


Atenção.

Elementos de confiança entre a audiência contribuem fortemente para o sucesso deste exercício (que para além de intelectualmente estimulante, também o pode ser fisicamente. Sim porque enquanto se trava o riso, contraem-se os abdominais).

Passam-se bons momentos e depois até se escrevem posts sobre o assunto.


No entanto, aqui deixo uma questão de fundo…
Em tempos de mudança rápida. Optimização na gestão de tempo e outros clichés tão vigentes no universo onde vivemos sempre a correr, não estará este protocolo em crise?


…eu cá.
Gosto de refrões.
Mas não me obriguem a ouvir sempre a mesma canção!

Come to the dark side...



Textos como os de Eduardo Cintra Torres, comovem-me. Chego à agência com uma dor na alma. Somos os maus, malta.

Vejamos: enviamos dicas a jornalistas, que favorecem a quem nos paga. Enviamos Press Releases, promovemos entrevistas. Divulgamos informação útil aos nossos clientes. Crimes. Temos sangue nas mãos. Somos como que uma irmandade das trevas que trabalha enquanto a sociedade dorme descansada. Talvez o problema seja esse. Uma sociedade que dorme.

As ferramentas das agências estão ao dispôr dos cidadãos. Mas não convém que se saiba, não é? Quando se souber que qualquer um pode ter acesso aos e-mails dos jornais, que qualquer um pode enviar press releases e fazer follow ups, o que é que acontece às agências? Os contactos dos jornalistas devem ser (e muitas vezes são) públicos. Qualquer um, desde o assessor do Presidente da República ao amolador de Campo de Ourique, pode sugerir temas a serem tratados nos meios. Qualquer representante de qualquer instituição, grupo, irmandade, pode divulgar as suas actividades, os seus pensamentos, as suas ideologias. Qualquer cidadão pode (e deve!) denunciar os erros, as falhas, de instituições, de produtos, de serviços. Qualquer um. Até as Agências.

Artigos como os de Eduardo Cintra Torres gostam de omitir este facto. O manto negro que encobre a actividade em Portugal é útil a muitos. Às grandes agências, cujos directores gostam de ocupar o lugar de um Mefistófeles dos tempos modernos, que vendem aos seus clientes o poder sobre as inocentes almas dos jornalistas. Às pequenas agências que cobram fees mensais a clientes a quem bastaria um estagiário para traduzir, enviar e fazer o follow up de Press Releases. E a todos os que sabem que o acesso aos Meios de Comunicação Social é um gesto de cidadania, mas que preferem guardar para si o "poder de influência".

Gosto também do carácter amorfo com que Eduardo Cintra Torres descreve os jornalistas. Afinal não há gatekeepers. A informação chega e é disparada. Não há critérios de selecção. O jornalista não escolhe, não pensa, não decide.

Talvez por isso mesmo muitos deles vêm para agências. Come to dark side... We have cookies!

Sugestão de Natal

Depois dos cheque-oferta, cheque-brinde, cheque-dentista e cheque-disco, a grande sensação deste Natal são...

...os cheques-carecas! (use, mas com cuidado)

Bom Natal!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Café cheio, pingado, em chávena escaldada, com cheirinho, adoçante, num copo de papel para levar



Ele está no meio de nós.
A primeira abertura foi discreta. Metido a um canto de um centro comercial da periferia, não entusiasmou nem afastou.

Mas eis quando (oh ignomínia, oh barbárie) a Starbucks decide abrir a sua segunda loja em Belém. Sim, junto aos Pastéis de Belém, essa bandeira nacional hipercalórica, esse hino à pastelaria semi-industrial, essa armadilha para turistas, esse símbolo de um país erguido a doce de ovos e massa folhada.

Querem guerra. Querem invadirmos. Oh, senhores que nos estão a descaracterizar. 'Filho, fica em casa, não te deixes submeter a essa aculturação imperialista. Fica em casa a morder bolachas Maria e só sais para beber a bica. Sim, a nossa bica. Nossa.'


As reacções, agora, são extremadas. Óptimo. Os acérrimos defensores do portuguese way of life (ao escrever isto fiquei com uma franja igual à do Carlos Coelho, vejam lá) cerram fileiras. De veias inchadas, gemem baixinho: «Então e os nossos cafés? Então e a nossa cultura do café».

Depois vem o argumento: «O nosso café é dos melhores do mundo». Facto. É bom. A bica é uma coisa fantástica. A escaldar na loiça manchada -- que importa! --, pronta a ser sorvida em menos de quatro goles. Pequena, a borbulhar numa chávena que se pega só com o polegar e o indicador -- e o mindinho espetado, qual Torre Eiffel.

Uma delícia. Desperta, põe os intestinos a funcionar e é pretexto para conversas sérias a meio da tarde ou pausas numa manhã improdutiva de trabalho: «Já viste a miúda nova do economato?».

A bica é uma coisa maravilhosa e infinitamente melhor que a mixórdia castanha que serve o Starbucks. Estamos de acordo. Mas os cafés -- espaço físico -- da cadeia norte-americana são superiores? Decididamente.



Aos senhores das veias inchadas, vou rapidamente descrever a nossa 'cultura do café': televisão ligada e em descarga decibélica permanente (sport tv como referência); azulejos no chão, na parede, às vezes na mesa -- o resultado final assemelha-se ao prolongamento da nossa casa-de-banho; moínho do café a rugir de cada vez que alguém tenta começar uma conversa, loiça a ser empilhada à bruta de cada vez que se tenta retomar essa mesma conversa; empregados de idade, licenciados na 'universidade da vida' com um mestrado em antipatia; decoração deixada nas mãos dos fornecedores que, em troca de toalhas de praia Sumol e porta-chaves daqueles de trazer ao pescoço, colam autocolantes em todas as superfícies; luzes brancas* como as que há no talho ou no espelho do wc, boas para fatiar gado ou espremer pontos negros. Ia-me esquecendo do inevitável Cri-Cri, a tostar os insectos sob aquela luz azul -- aquele ambiente 'matiné dançante' que só um exterminador de insectos eléctrico pode dar.

*no seu livro Why War?, Norman Mailer faz uma análise impiedosa, mas ajuizada, da influência negativa desta iluminação na nossa sociedade. Segundo Mailer, as luzes brancas nas escolas estão por detrás das elevadas taxas de abstinência e insucesso escolar. Como se trata de uma luz forte, de altos contrastes, evidencia todos as imperfeições da pele -- acne, borbulhas, olheiras, etc. -- fazendo com que os alunos se sintam inferiorizados. Com a auto-estima de rastos, a motivação para continuar os estudos desaparece.

Palmas para Mailer.

Nos cafés portugueses o centro da acção é o balcão. É lá que se pede, come, bebe, paga e sai. Em pé, sempre, que o Café Central não é lugar para a mandrianice. As cadeiras servem para os dias de jogo. Não há aquecimento, não há serviço, não há conforto. Há o Correio da Manhã.

Quem estiver em Belém e quiser parar para descansar, beber um café e comer alguma coisa já não tem de passar pelo martírio acima descrito.


Os cafés Starbucks são confortáveis. Há música ambiente a um volume tolerável, acesso à internet sem fios, jogos de tabuleiro, jornais, revistas e luzes amarelas para o descanso das nossas fatigadas retinas. No Starbucks há um balcão que é de passagem e umas mesas e cadeiras que são para lá ficar. Apetece lá ficar.

O inverso pode-se encontrar na mesma rua, a poucos metros de distância, onde as luzes brancas piscam de fulgor patriótico.

O Starbucks vem destruir a 'cultura portuguesa do café'? Que não mate, mas que moa. A ver se de uma vez por todas acabe aquele desconforto do «vai-se sentar só para beber uma bica?».

As novas botinhas do SLB



A Nike lançou umas botas de futebol (chuteiras) que têm a particularidade de serem cor-de-rosa (também resultam de uma peça única o que me parece igualmente interessante). 

Num mundo másculo como o futebol, isto é o que eu chamo de pensar à frente. Estamos a falar de gente, que, independentemente da divisão ou escalão vestem roupinhas "de marca" justas, usam "nada exuberantes" brincos e colares, e perdem mais tempo com o cabelo e com a escolha do creme de dia do que a treinar ou a marcar golos. Por tudo isto, parece-me uma aposta segura umas botinhas neste tom.

O embaixador internacional escolhido foi o jogador francês Franck Ribéry. Para Portugal, a escolha recaiu sobre Bruno Alves, do FCP, o que já me parece mal porque elas iam combinar tão bem com os equipamentos printemps-été 2007 do SLB.

PS: Este post teve a particularidade de nos ser sugerido directamente pela agência da Nike em Portugal, ainda antes de saírem as primeiras notícias na imprensa tradicional. Quanto a mim, a forma correcta de abordar os blogs.

Ainda os casos BPP, BPN, BCP, ...

Tempos de crise aguçam o engenho, mas também o humor. 

Mais vale uma ideia no banco do que duas a voar...



" O poder da criatividade é hoje, mais do que nunca, uma intangibilidade necessária e transversal a toda a sociedade, a todos os sectores e a todos mercados."
Sim, já todos falaram na crise, nas oportunidades que a crise pode representar, nas fortunas de quem arrisca em tempos de recessão. E, se a grande oportunidade for em por ideias no banco?
Confusos? Para Carlos Coelho, isto faz todo o sentido.

Por isso, criou o World Bank of Creativity, onde se podem depositar ideias, que ficam protegidas com direitos de autor, que valem Ivity's (moeda do WBC) e valem "dinheiro criativo" e que tem como objectivo ser aplicado em projectos de educação pela criatividade, junto de crianças e adolescentes carenciados.
Um recado para os que continuam a substimar o poder das ideias.

Stopping power #1 (definição)

stopping power
noun
  1. (advertising) a research measure that captures a print ad"s ability to grab the attention of the reader, also known as the attention rating.

Stopping power #2 (mupis de Natal)


In passing through matter, fast charged particles ionize the atoms or molecules which they encounter. Thus, the fast particles gradually lose energy in many small steps. By stopping power we mean the average energy loss of the particle per unit path length, measured for example in MeV/cm (see figure to the right). Stopping power is a necessary ingredient for many parts of basic science, for medical and for technological applications (ICRU 2005).

Stopping power #3 (mupis de Natal)


Stopping power is a colloquial term used to describe the ability of a weapon to stop the actions of an individual through a penetrating ballistic injury.

This term is not a euphemism for lethality. It refers only to a weapon's ability to incapacitate quickly, regardless of whether death ultimately results. Some theories of stopping power involve concepts such as "energy transfer" and "hydrostatic shock", although there is disagreement regarding the importance of these effects.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Consumidor RP

E se em vez de uma agência, fossem os consumidores a fazer de RP's das marcas? Se fossem os consumidores a responder às perguntas dos meios de comunicação social sobre a marca. Se a ponte entre marca e media não tivesse o carimbo de "agência", mas sim a transparência de quem consome e vive de facto a marca?

Parece rebuscado? Para a Amazon, não.

A Amazon pegou numa ferramenta antiga - os product reviews - escolheu os seus utilizadores mais activos e promoveu a ponte entre estes e os meios de forma a que divulgassem os produtos estrela do Natal 2008.

Uma óptima ideia para uma agência vender. A peso de ouro.

via tapete-voador.blogspot.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ainda a crise


Crise, Crise, Crise. O tema não termina - infelizmente - e Hollywood junta-se agora à festa. Foi anunciado esta semana, com grande surpresa, que Jay Leno vai ter um novo programa na NBC, quando se falava da sua saída. De destacar ainda a escolha de Conan O'Brien para substituir Jay Leno no Tonight Show.

Mas a surpresa não é o novo programa em si, mas o facto de ser um programa que vai para o ar todos os dias úteis às 22h, horário em que a estação emitia uma série diferente diariamente.

A lebre foi lançada e discute-se agora se este será o fim da TV como a conhecemos até hoje e o início de uma nova era. Tudo porque com esta decisão, o histórico canal passará a ter menos horas de ficção, numa medida que se deve a questões financeiras. Cada episódio de uma série norte-americana pode custar entre 1,5 e 4 milhões de euros, de acordo com o jornal Público, contra apenas 300 mil euros por emissão do novo programa de Leno. Só na semana passada a estação despediu 500 trabalhadores, num plano de corte de 385 milhões de euros para a temporada 2009/2010.

Parece que o aperto do cinto começa a asfixiar todas as indústrias e Hollywood não ficou imune. As estrelas que se cuidem pois a fonte começa a secar e os bugdets para as grandes produções são cada vez menores... É a economia, estúpido!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Levanta-te e ajuda!


O Natal é tempo de ajudar e por isso aqui fica uma sugestão.

Coordenado por Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, o projecto musical UPA - Unidos para ajudar, junta alguns dos maiores nomes da música Portuguesa, em duetos imprevistos, em torno de uma causa - a luta contra a discriminação das doenças mentais.

As músicas, que têm sido colocadas ao longo do ano no site ao ritmo de uma por mês, podem ser descarregadas ou compradas, em qualquer FNAC, numa edição CD-DVD que inclui também os filmes da campanha. Todo o lucro reverte para as iniciativas da ENCONTRAR-SE, por isso não ganho nada com isso.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Palavras para quê


Queer travel, o outro lado da América..

Trident p'ra colecção




A Cadbury Adams Brasil foi buscar um actor de telenovelas famoso (Cauã Reymond) para gravar um vídeo a mastigar uma Trident durante 15 minutos, para em seguida a leiloar em nome da solidariedade. O objectivo da marca era divulgar a mensagem de "sabor que perdura" das novas Trident e, para isso, nada melhor do que fazer da pastilha mastigada uma recordação, bem acondicionada numa caixa que preservará o sabor para todo o sempre. A esta cara conhecida, a Trident juntou outras cinco de bloggers famosos no Brasil (este, esta, esta, este e esta) que também gravaram filmes a mastigar Trident para colocar no YouTube, e participaram no leilão. Por cada um, a Trident doou para um projecto de solidariedade social 1000 R$, mais a receita dos leilões.

A acção terminou ontem, rendendo 349 R$ pela pastilha de actor, mais uns trocos pelas Trident dos Bloggers - elas bem melhor do que eles. Parece pouco, mas estamos a falar de uma pastilha usada(!?) e ninguém está a contabilizar o ruído ou as notícias geradas.

Além da pastilha mastigada, a vencedora vai ainda acompanhar o ídolo à gala de entrega do cheque e receber o seu peso em Trident - 52Kg. Toda a acção pode ser acompanhada num site criado para o efeito e através do Twitter.

Esta é mais uma prova de que criatividade não precisa de grandes orçamentos. A ideia é arrojada e, dirão alguns, a roçar o pouco higiénica, mas lá que gera buzz, gera.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Yes Honda Can

Anúncio do novo Honda Jazz. Inspired by Obama?

domingo, 30 de novembro de 2008

"O Arquipélago da Eficácia"

Será que quando um anúncio é vítima de um "spoof", é sinónimo ou símbolo da sua eficácia?

Na minha opinião, é apenas a prova de que os autores da rábula em questão consideram estes exemplos suficientemente reconhecíveis pelo público ao ponto de serem facilmente identificados sem necessidade de divulgar o produto em questão... Se isto não é eficácia dos anúncios em questão...


Com os agradecimentos do Pingo Doce; OK Teleseguro; Vodafone e da Leopoldina!!



NOTA: O anúncio original da obra "O Arquipélago da Insónia" de António Lobo Antunes encontra-se em baixo.. não apenas para comparação da magnífica prestação de Eduardo Madeira, mas porque vale mesmo a pena.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

publicidade enganosa


Não, é verdade que existem descontos até 80%. É verdade que começa já amanhã na Fundição de Oeiras. Mas o que não é verdade é que se encontre por lá miúdas deste calibre de tanga. Por isso, se forem à procura de um trapinho, não esperem ver muito mais.

Como diria a minha professora Vera Nobre da Costa, "há duas maneiras de fazer publicidade: com impacto ou através da repetição." (se não era isto, estava lá perto) O mesmo é dizer, com criatividade ou com muito dinheiro. 

Digam lá se isto não tem impacto? 

terça-feira, 25 de novembro de 2008

grande choco

Como foi noticiado na altura por aqui e por , o Vitória Futebol Clube, clube pelo qual nutro particular afecto, está (ou melhor, estava) à procura de uma nova mascote. Numa atitude que revela um profissionalismo digno dos maiores clubes Europeus, contrataram, ao abrigo de uma parceria com a Cabovisão, patrocinador do clube, uma agência credível para apresentar propostas.

Seguiu-se o anúncio e a votação aberta aos sócios sadinos através da página oficial do clube. Em pouco tempo oVFC recebeu cerca de 30 mil votos, o que para um clube com pouco mais de 19 mil sócios, grande parte deles com mais de 50 anos e pouco dados a tecnologias, levantou dúvidas sobre a seriedade da votação. Ainda por cima colocava o cefalópodes na frente.

O nome estava escolhido (Bonfim - original, uma vez que é também o nome do estádio local) e as sugestões foram as seguintes (legenda, para quem tem dificuldades em perceber do que se trata - golfinho (ou Roaz-Corvineiro), choco (típico na região e animal de vários tentáculos) e bola gigante: 

                    



Estas propostas geraram acesas criticas dos sócios do clube, pela qualidade e mau gosto. Pessoalmente, também acho as propostas fraquinhas (mesmo sabendo que se dirigem a um público mais infantil) e tenho dificuldades em associá-las a uma agência como a Ogilvy. Mais, qualquer estudo no terreno, mostraria que os Setubalenses gostam pouco de ser associados a choco frrito (tal como a carrapau ou sarrdinhas). É quase uma piada de mau gosto, mesmo a pedir chacota. Mais estranho, foi a Direcção do Clube aprovar um choco entre as três escolhas.

Não me pagam para isto, mas gostava de propor mais algumas sugestões:

O Super Queijo de Azeitão
O incrível pote de mel da Arrábida
A ostra verde do Sado
...

O inquérito foi entretanto retirado do site e a Direcção do Clube publicou uma nota a dizer que afinal iriam manter a mascote anterior, o já saudoso Sadinho (também ele um golfinho - ou Roaz-corvineiro).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

chinese democracy


Dezassete anos depois do último álbum de originais, os Guns N' Roses editaram, ontem, "Chinese Democracy". Este álbum teve um "parto difícil", mais concretamente de 14 anos, durante os quais saíram todos os elementos da banda excepto Axel Rose, o vocalista do grupo.

A confiança na edição deste álbum era tanta (ou tão pouca), que, em Março, a empresa de bebidas Dr Pepper, prometeu oferecer um refrigerante a cada Americano (excepto os anteriores guitarristas da banda Slash e Buckethead), caso o álbum visse a luz (do laser do leitor de CD's), ainda em 2008. Exactamente, qualquer coisa como 305 milhões de latas de sumo à borla! Agora que o álbum saiu, restou a Dr Pepper cumprir com o prometido, através de um sistema de cupões entregues via site.

Esta, entre outras acções, fazia parte de uma estratégia planeada pela agência da Dr Pepper e dos Guns N' Roses, que, por acaso, é a mesma.

Por enquanto, a estratégia está a funcionar e o lançamento a ser um sucesso.

verdadeiro serviço público

A comunicação e a publicidade devem andar sempre de braço dado. Devem estar integradas. É o que dizem as regras e o que deve fazer qualquer empresa ou organização que se preze e que queira obter resultados.

No entanto, em certas causas, claramente a comunicação deve ser a escolha. Razão? Credibilidade!

Ontem, a SIC, na fantástica linha de reportagem e investigação que define o bom jornalismo da estação e que foi hoje mesmo merecedor de várias distinções da UNESCO, fez aquilo que defino como verdadeiro serviço público. Se tiverem tempo, vejam porquê.

Cerca de 30 minutos de uma intensa reportagem, repleta de relatos impressionantes na primeira pessoa, devem ter feito mais pela redução da sinistralidade rodoviária do que qualquer campanha feita pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) ou MAI. Inclusive do que esta que deu muito que falar, mas pelos motivos errados.



Se alguém medir o impacto destas campanhas, seria interessante ver se a minha teoria se confirma. Mas provavelmente nunca o vamos saber.

PS 1: Ao escrever este post tentei encontrar a campanha, da BBDO para a Galp e MAI, que tantas críticas gerou na imprensa e na blogosfera, em 2006. Espantem-se os mais incrédulos porque ela simplesmente desapareceu do youtube, sapo, briefing, MAI e Galp, e com ela todos os links ficaram sem efeito. Interessante, hein?

PS2: Infelizmente, a SIC continua a não disponibilizar os seus conteúdos em sites de partilha de vídeos como o Youtube (família Superstar não conta como conteúdos). Mesmo no seu site demoram a ficar disponíveis. Isto, claramente, não ajuda a que mais pessoas possam assistir a estas reportagens.

domingo, 23 de novembro de 2008

buzzófias apoia obama (#2)

Não querendo "fechar" a discussão em torno de alguns blogs, considero este comentário, tal como outros anteriormente feitos, merecedor de um esclarecimento.

Mas antes da resposta propriamente dita, permitam-me um apontamento. Luís Paixão Martins, LPM no mundo da comunicação, é, provavelmente e sem grandes margens para dúvidas, quem mais sabe disto em Portugal. Outros haverá que se colocam em bicos de pés, mas pela experiência e resultados alcançados, lidera destacado o mercado. Quando alguém assim nos coloca entre as suas referências é bom. Quando alguém com esta importância nos cita, é ainda melhor. Isto, claro, sem desprimor para qualquer das outras citações que já nos fizeram, igualmente importantes. Sei que os referidos nos compreendem e, quiçá, concordam.

Posto isto, gostaria de dizer o seguinte. A análise de LPM é correctíssima, e por isso, se, em algum momento no post que assinei em nome da equipa, pareceu estarmos a vangloriar a Grande Nação Americana ou o seu complexo sistema democrático, peço desculpas aos nossos leitores porque de facto não era a nossa intenção.

A América está longe de ser uma sociedade perfeita, mas acredito que agora está bastante melhor. É bom ter sonhos e ainda melhor ver que tudo é possível num país tão desigual como aquele. Com Obama, o American Dream parece ter-se reacendido... pelo menos até falir outro banco.

A questão que colocámos tem que ver com transparência (eu sei que isto vindo de alguém que assina com iniciais não deixa de ter a sua piada). Aqui ao lado, em Espanha para quem tem menor destreza geográfica, é clara a ideologia política dos principais periódicos - ABC, El Mundo ou El Pais, por exemplo. Tão clara, que é possível um leitor do El Mundo ter de vir a Portugal para descobrir as suspeitas sobre a orientação sexual de Mariano Rajoy, líder do PP Espanhol. 

Além disso, não foram apenas jornais Americanos a endossar Obama. O Financial Times, jornal económico inglês, também o apoiou. Mais uma vez, transparência fundamentada. 

De volta à plebe, deixo umas perguntas que, quanto a mim, não reflectem uma imprensa tão centrípeta quanto as campanhas nacionais.

Quando o Expresso, em plena campanha presidencial, faz capa com uma fotografia de Mário Soares débil, a sair amparado do interior de uma carruagem, o seu Director não sabe o impacto que essa escolha terá? Não será esta uma forma de “não apoio” dissimulada?

Quando em vésperas das mesmas eleições a SIC entrevista Mário Soares, em cenários absurdamente barulhentos, tornando quase imperceptível as suas palavras, terá sido apenas coincidência?

Não quero com isto estar a questionar intenções, nem as orientações políticas de uns e de outros, mas se elas fossem claras não o faria certamente! Pura e simplesmente já saberia à partida quais seriam e daí faria as minhas escolhas. 

O Independente, nos seus melhores tempos, aqueles onde, aparentemente, a redacção andava a toque de estimulantes, álcool e outros comprimidos, não era assumidamente um jornal de direita? Ainda assim não deixava de ter leitores de todas as facções, nem que fosse "só para dizer mal", como se faz tão bem por cá.

Será que em Portugal já não há jornais "amigos" de determinada força política ou Governo - nem que seja pela "cor" do seu Director?

Acredito sim, mas também que em Portugal não temos massa critica suficiente para manter financeiramente um jornal só à direita, ou apenas de esquerda. Que não temos Política nem políticos suficientemente indiferenciados. Que temos um País maioritariamente analfabeto, de costas voltadas para quase tudo o que não seja o seu umbigo (e o futebol), e que, embora tenha vivido uma das mais longas ditaduras Europeias há tão somente duas gerações, já não vota. Acredito que dificilmente este país "alimentaria" um sector bipartido já de si a viver dias muito difíceis. Acredito sim, que vivemos num País que já não acredita.

Know


Conhecer pessoas é a actividade principal de quem comunica. Conhecer os que estão ao nosso lado, os nossos opositores, os que consomem as nossas marcas e os seus concorrentes. Quem vive fechado não vai longe. O little black book of contacts é uma ferramenta essencial, o marketing pessoal fundamental. Os que não têm nem um nem outro podem ter sucesso na aldeia de onde vêm, mas no mercado são invisíveis. E dos invísiveis não reza a história.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mamá Lucchetti





quem não ouve
..é como se não soubesse


quem não vê
...é como quem não sente

Mania das grandezas?

A Livraria Byblos fechou. Nem um ano depois da inauguração, noticiada com pompa e circunstância na comunicação social, aquela que em tempos foi "a maior livraria em Portugal" fechou.

Quem tentar aceder hoje ao site da Byblos depara-se com a mensagem "Temporariamente indisponível..." e as reticências demonstram, também, a incerteza que paira sobre o futuro da empresa.

Embora os portugueses adorem recordes, pelos vistos não gostam mais do que ler ou livros. Combater com o gigante francês FNAC, não parecia tarefa fácil e nem mesmo 4 milhões de investimento, 150 mil títulos numa área de 3.300 metros quadrados, e um sofisticado sistema de identificação por radiofrequência "único no mundo", deram resultado.

Mais do que um sinal da afamada crise mundial, é assustador pensar que, nem há um ano, Américo Areal, antigo dono das edições Asa e proprietário da Byblos, anunciava previsões de facturação anual de 10 milhões de euros (?!?) e planos para expandir o negócio para o Porto, Braga e Faro. Mas afinal, com base em quê?

De louvar o empreendedorismo, a criação de emprego e o investimento na cultura. Mas e o resto? A estratégia onde é que ficou? 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mães à beira de um ataque de nervos


Se há coisa que qualquer marca que se preze deve evitar a todo o custo é enfrentar um grupo de mães em fúria. Pior se estas mães forem modernas, cool, trend setters ou early adopters e sobretudo, se tiverem algum tempo a mais.

Segundo notícia do M&P, a Johnson & Johnson colocou no ar nos EUA um anúncio da marca Motrin onde eram questionadas os reais e "cientificamente comprovados" benefícios de coisas tão diversas como Slings, marsupiais, panos, etc. Mais grave, atribuía a estas invenções - espécie de Roda moderna para mães e pais de todo o Mundo - dores nas costas e no pescoço. Claro que todos os pais sabem que andar com uma criança de 4, 6 ou 7 kgs amarrado às costas ou à barriga só faz é bem à saúde e até alivia as mazelas.

Ironias à parte, o resultado do anúncio foi um chorrilho de criticas no Twitter - outra grande invenção do Homem -, a retirada do anúncio em dois dias e um pedido de desculpas formal no site da marca. E desta forma, está encontrada a função do Twitter!

Aqui fica o anúncio da discórdia.



SQP_09


Desempregado??

REAJA!


aceda a workshops sob tutela e organização do Estado no âmbito do programa SQP_09 (Salve-se Quem Puder 2009).


opte entre carteirista de metro, gamanço aplicado em vertentes que variam do supermercado ao automóvel ou burlas dedicadas à 3ª idade (do interior às grandes urbes).


é assegurado o acompanhamento da componente psicossomática do aprendiz (mãos suadas / afrontamentos / faces rosadas / gaguez). com o apoio da Ordem dos psicólogos (os desempregados).


Exige-se conhecimento de pelo menos 1 língua estrangeira, noções básicas em microsoft office, capacidade de adaptação a ambientes estranhos e espírito de equipa.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pôr-se a jeito...

"Eu não acredito em reformas quando se está em democracia (...) não sei se não seria bom haver seis meses sem democracia" para pôr "tudo na ordem".

A frase, plena de soundbyte, podia ter sido proferida por algum líder de um Governo "democrático" da América do Sul ou do continente Africano, mas não. Os créditos são mais uma vez de Manuela Ferreira Leite, líder do PSD (relembrar esta).

Em democracia também é fundamental a existência de uma oposição forte ao poder central. Em Portugal, ultimamente, não temos assistido a grande coisa e a julgar por estas palavras sábias, não vamos ver tão cedo.

Pediram que a sra. quebrasse o silêncio, agora desesperem para que se volte a calar.

sábado, 15 de novembro de 2008

Governação 2.0


Muito falámos neste Blog das eleiçõees norte-americanas e do facto de serem as primeiras eleições onde verdadeiramente se sentiu a presença da web 2.0. De acordo com as notícias diárias que nos chegam dos Estados Unidos, a vitória de Obama vai traduzir-se também na primeira governação 2.0.

O presidente eleito já anunciou uma série de medidas que tiram o eleitarado do seu papel passivo, oferecendo-lhe poder de intervenção, dando-lhe voz. Uma das que merece destaque é a criação de uma mailing list para onde Obama enviará regularmente e-mails dando conta das suas políticas de governação. E essas missivas electrónicas visam também gerar a angariação de cada vez mais e-mails para a referida mailing list.

Porém, esta não será apenas uma comunicação de uma via. Todos os receptores dessas mensagens serão convidados a responder, a dar os seus inputs, opiniões, partilharem as suas preocupações e soluções. Num país tão grande, com 50 estados e realidades tão díspares em cada um deles, a governação Web 2.0 será sem dúvida uma forma de estar mais próximo de cada cidadão. Esta é apenas uma das acções anunciadas, pois muitas outras estão na forja: mensagem aúdio semanal no youtube, site para partilha de opiniões, etc.

Obama ainda não tomou posse, mas sem dúvida que a expectativa dos americanos e do mundo é enorme. Mais uma vez deve pelo menos tirar-se o chapéu por estar um passo mais à frente dos demais. Esperemos que este exemplo sirva para que outros o sigam, pois copiar o que é bem feito não é motivo de vergonha, antes pelo contrário.

Se há uns que tanto se orgulham da sua capacidade de inovação, com o lançamento de computadores e promoção do acesso a todos às novas tecnologias de informação, talvez seja a hora de abrirem bem os olhos e seguirem de perto este exemplo pioneiro de governação 2.0.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

PR Vs Jornalismo

Já lá vai quase um ano desde que este vídeo foi produzido para a Public Relations Society of America's National Capital Chapter's 2007 Annual Thoth Awards Gala.

... Mas continua do melhor!!!

Déjà vu?

mas mas mas?!




Será isto déjà vu, ou mais um caso de comumicação pouco criativa?

Primeiro a Packard Bell, agora a Loja mac a entrar na onda saudosista?