quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Bu(z)zón


Depois de inúmeros pedidos, criámos um email para onde podem ser enviadas críticas, sugestões, comentários mais discretos, números de telefone, etc.

Basta buzzinar aqui ao lado!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Amor à camisola

O mundo do futebol respira de alívio e os sócios do Sport Clube de Leiria e Marrazes já podem dormir descansados - o clube arranjou patrocinador para a época 2008/09.

A "notícia" foi avançada pelo site de RTP, porque, segundo a "notícia", é a primeira vez que uma editora de música e uma banda patrocinam um clube em Portugal - a conhecida Rastilho Records e os igualmente famosos The AllStar Project.

Na minha opinião o patrocínio do clube já era motivo de interesse, mas quando a ele se associam grandes nomes, tem toda a relevância.

A pièce de résistance está na citação do comunicado de imprensa na "notícia": uma das motivações para o patrocinio foi o facto de dois elementos da banda e da editora serem antigos atletas do clube.

E ainda dizem que não há amor à camisola...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Frisky fifty



Aquela que é, provalvelmente, a label mais sexy de todos os tempos está prestes a comemorar 50 anos de vida. Como qualquer um com meio século - ok, excepto talvez a Madonna -, a Motown já teve melhores dias, mas nesses foi responsável por editar as maiores estrelas da soul music, como Diana Ross, Marvin Gaye, Jackson Five ou Stevie Wonder, entre muitos outros.


É precisamente para assinalar 50 anos de existência que vai ser lançada em Dezembro, uma compilação cujas músicas têm a particularidade de serem escolhidas pelos fãs.

Para isso, a editora fez uso das potencialidades da web 2.0. A página da Motown, adaptada para português especificamente para a ocasião, dá a possibilidade aos fãs nacionais de ouvir e escolher as suas cinco canções favoritas, entre 109 temas disponíveis. Já que estão no site também as podem comprar, o que resulta numa forma original de contornar a crise que afecta a indústria discográfica.


Posto isto, let's get it on!

Usar a Crise

Guerrilha Política


O homem que mordeu o cão redux


Adoro esta capa do 24 horas. Honestamente, é brilhante. E o que me satisfaz mais é saber que os paradoxos (homem que morde o cão, paralíticos em fuga), por mais banais que sejam, ainda fazem capas de jornais.

Hoje de manhã vi gente a sacar da carteira para levar o 'vintiquatro' para casa de sorriso trocista nos lábios -- é, na verdade, um esgar de vitória. Ele há freiras caloteiras e isso dá-nos uma tranquilidade imensa, uma felicidade quase beata.

O pecado está ao alcance de todos e até a fonte das virtudes pode secar. Amen.

sábado, 18 de outubro de 2008

E a melhor banda sonora vai para...

Hoje é dia de reflexão. E por isso, aqui fica a minha sobre as eleições nos Açores. Amanhã realiza-se o acto eleitoral propriamente dito, de umas eleições “a sério”, daquelas ganhas, efectivamente, na rua e em cima dos palcos.

Se Obama comove muita gente pelos vídeos de milhões de dólares, onde figuras públicas apelam ao voto, a campanha nos Açores comove-me a mim, pouco habituado a ver as pessoas a correrem para ver quem fica na linha da frente, para ser o primeiro a ouvir as palavras do líder do Governo, no discurso de encerramento da campanha. É certo, que a segunda parte do “concerto” era assegurada por Tony Carreira, mas tenho para mim que a motivação provinha do apelo à cidadania. 

Muito já se disse sobre as eleições nos EUA, sobre as iniciativas da web 2.0 das candidaturas Obama vs McCain, mas há que por os olhos nas iniciativas levadas a cabo pelas várias candidaturas nos Açores para perceber que, afinal, em política, ganha quem tem... melhor banda sonora! E nesse capítulo, o PS – que governa o arquipélago há muitos anos – jogou forte, jogou muito duro. Tive a felicidade, ou talvez não, de acompanhar a campanha, in loco - e quase louca - em duas ilhas, e via TV nas restantes. Destaco os principais momentos.

Prémio Líder nas estradas: CDU; embora Dina e “a sua voz” (CDP-PP) fosse dos temas mais escutados, a CDU estava em qualquer lugar. Não subi os 2351 metros do Pico, mas certamente que lá bem no topo me esperaria um altifalante da CDU.

Prémio do insólito: Líder do Partido da Terra a entoar rap matarroano no alto de uma encosta de S. Miguel

Prémio caminhos de cabras: medley “Paz, Pão, Povo e Liberdade” / “Melhor é possível, chama a Dona Felicidade” (?!?) – hinos do PSD e PSD Açores

Prémio “porque é ninguém se lembrou disto”: dueto Carlos César e Tony Carreira, no encerramento da campanha em Vila Franca.

Prémio “repita lá outra vez”: Líder do PPM ao criticar a longevidade do Governo PS no arquipélago – para quem defende a monarquia não deixa de ser uma reflexão interessante.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Talk to your parents about John Mccain



"Just because everyone your age is doing it, doesn't make it cool"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Democracia

Há quem esteja a criar a primeira marca "democrática". Todos podem dar uma mãozinha.

sábado, 11 de outubro de 2008

O papel químico da Renova

Numa tentativa de produzir um stunt de marketing guerrilha, a Renova recriou o vídeo Food Court Musical, do colectivo de perfomance art Improv Everywhere (conhecidos por acções como o Fronzen Grand Central).

Recriar é, talvez, um eufemismo, uma vez que o vídeo original foi escandalosamente plagiado. Em ambos os casos, o musical improvisado tem lugar na área de restauração de um centro comercial, sendo o mote dado por uma funcionária que, a cantar, pede mais guardanapos. A Renova copiou as personagens, a coreografia, a música e até a letra, que foi traduzida para português. A Improv Everywhere ou os autores da música original não são nunca referidos ou creditados. 

Charlie Todd, um dos fundadores do colectivo, já denunciou também o sucedido, confirmando assim que a Improv Everywhere não foi contactada pela Renova a fim de permitir a utilização do sua ideia. 

O vídeo esteve já disponível no blog da Renova, de onde entretanto foi retirado, mas pode ainda ser visto:


Comparem com o original:

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A excepção à regra

Todas as regras têm excepções. E ainda bem porque caso contrário seria impossível viver em sociedade. Seria o caos com constantes bloqueios.

Hoje, a caminho dos Açores, apercebi-me que, felizmente, e apesar das rigidas regras de segurança, os bebés têm tratamento especial nos aviões. Além das fraldas e dodots, podem levar líquidos e pós - algo proibido para a generalidade dos passageiros. É a segurança de todos que está em causa e, felizmente, há uma excepção criada pelo bom senso.

Nas Empresas, as regras são, por vezes, muitas, demasiadas. Infelizmente, nem sempre há o bom senso necessário para ver ou criar a excepção.

Tap TV

A TAP inaugurou recentemente, julgo que há uns meses, um novo canal de tv a bordo - a TAP TV. Imagem renovada, novos documentários e interesantes conteúdos partilhados com a RTP.

Ponto negativo: passar o resumo do Arsenal - Porto, mais de uma semana depois do acontecimento, ainda por cima quando o resultado foi o que se sabe.

Ponto positivo: terminar a viagem com a apresentação da colecção de verão 2004 da Victoria's Secrets. Haverá coisa mais relaxante que aterrar na companhia de Giselle, Naomi ou Tyra? Duvido.

Wearable art


"They aren't just sneakers, they are wearable art"

Vince, personagem principal da série "Entourage" depois de pagar 20 mil US$ por uma edição especial - únicos - de uns Nike. Haverá algo mais que uma marca possa aspirar?

Crise...para alguns

Cada dia que passa é mais negro do que o anterior nos mercados internacionais. Bancos abrem falência, os governos tomam medidas de apoio às economias nacionais e até o BCE baixou as taxas de juro. Depois da falência do Lehman Brothers, muitos outros bancos de investimento ou seguradoras estão na corda bamba.

Nessa situação encontra-se a AIG, a maior seguradora do mundo, que recebeu uma injecção de capital de 85 mil milhões de dólares da Administração Bush para evitar a sua insolvência.

Poucos dias depois sabe-se que os melhores vendedores do Grupo receberam um prémio de incentivo que consistiu numa semana de férias de luxo. E lá se foram 422 mil dólares, onde se incluem 150 mil em comida e 23 mil em spa. Custos já posteriores à injecção feita pelo Governo dos EUA.

Crise? Qual crise?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Trabalho de Campo

Saber o que as pessoas querem - e o que vão querer - é fundamental para quem trabalha em qualquer profissão ligada ao marketing. E saber o que os outros querem significa conhecê-los, falar com eles, estudá-los. Saber o que os motiva e o que os chateia. O que são, o que querem parecer e para onde querem ir.

Hoje em dia, quem quer dizer que percebe de marketing engole conceitos (inglesismos, por favor) e depois vomita-os como O-Novo-Grande-Génio-do-Marketing. Uma misturada anglo-saxónica que, acredito, faz muito sentido lá na terra deles. Mas Bobo's em Londres são uma coisa e em Lisboa outra.

Para conhecer o target temos de nos misturar. Com consumidores. Com jornalistas. Todos têm uma agenda, preocupações distintas.

Um exercício simples para quem trabalha bens de grande consumo: uma tarde de sábado num hipermercado. Quem compara preços? Quem quer A marca? Como se vestem? Vêm em família?

Conhecer os jornalistas é saber mais do que o seu número de telefone e e-mail. Conhecer os consumidores é saber mais do que encaixá-los em perfis pré-concebidos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Muito obrigado!

A SIC ontem fez anos. Fez 16 anos e isso fez-me ver que já não vou para novo.

Mais do que parabéns, apraz-me dizer obrigado! Obrigado pela lufada de novidade, de mundo que trouxeram ao meu dia-a-dia. Em 1992, tinha eu 12 anos, acabados de completar, e a "caixa que mudou o mundo" transmitia apenas dois canais. Maus, porque a falta de concorrência não incentiva a fazer melhor. A Internet ainda era uma miragem, nós brincavamos na rua e éramos certamente mais felizes.

A SIC trouxe novas caras, outra informacao e uma nova escola de Comunicação. Trouxe novos conteúdos, mais entretenimento e sobretudo uma alternativa.

Os cenários de Taveira, as noites da má língua, as "maravilhas" importadas da RAI, e até mesmo o Big Show Sic - que claramente marcou uma nova forma de fazer televisão, animaram a vida de muitos rapazes e raparigas de 12 anos - o BSS menos.

Por tudo isto, mesmo pelo que não gostei, muito obrigado!

Começa agora uma nova fase da "televisão independente". Nuno Santos terá de mostrar que consegue mais e melhor que Penim, e inclusive do que ele próprio.

Cá estaremos para ver os resultados, mas desde já boa sorte.

Invasão a Lisboa

Hoje recebi um e-mail que dava conta de uma iniciativa interessante, dirigida a um público muito especial - os bloggers. É sinal que cada vez mais empresas começam a dar importância crescente a estes meios privilegiados de transmissão de informação.

Para que não conhece, a Gocar Tours (a dos carrinhos amarelos) é uma empresa portuguesa - pelo que me foi dado a conhecer, fruto do empreendedorismo de um conjunto de jovens - e que oferece uma experiência turística muito original por Lisboa. 

A acção, com tudo para se tornar viral, é a seguinte: oferta de uma hora grátis a todos aqueles que têm um Blog (ou vários? sinceramente não sei se esta promoção é acumulável). Assim, a empresa convida todos os bloggers a passear 2 ou mais horas de carrinho amarelo por Lisboa, sendo que só se paga a hora inicial. A única coisa que pedem em troca é que descrevamos a experiência no blog.

O produto deve ser bom, se não duvido que escolhessem comunidade tão exigente.

É caso para dizer: mais uma volta, mais uma viagem... por Lisboa!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

10 Razões (+ 1) para não ter um blog corporativo


Qualquer blog que se preze deve ter listas. Listas de coisas a fazer, conselhos, to do’s e to don’ts. Aqui fica a nossa primeira.

Em países onde os blogs são uma realidade séria há muito, são as empresas a contactar e contratar as agências e os especialistas na matéria para fazerem blogs corporativos. Por cá, ainda se passa o inverso. São os especialistas que tentam vender blogs “a torto e a direito”, por vezes sem as análises devidas. Resultado? Blogs ao abandono sem leitores nem actualizações. Empresas defraudadas e criticas ao meio. Enfim...

Aqui fica a nossa adaptação de uma lista que encontrei online que deve ser lida por todas as empresas que ponderam entrar na blogosfera. Lamento os “negócios” que possam ficar por fazer!

1. Os blogs corporativos acabam por engrossar os milhões de blogs sem leitores. Porquê? Porque são aborrecidos. São demasiado comerciais e a linguagem não é minimamente adaptada ao meio

2. Um blog tem de ter um tom pessoal. Se soar apenas como megafone da empresa, ninguém o vai ler - Bingo!

3. Os blogs necessitam de conteúdos originais. A blogosfera está cheias de blogs que se comentam entre si, que se citam mutuamente. O que é que a sua empresa traz de original? Ou pelo menos melhor do que qualquer outro no seu nicho - Se não consegue responder o seu teste termina por aqui.

4. Ser blogger requer tempo – e muito. Cada post pode equivaler entre uma a duas horas, entre pesquisa e escrita

5. É necessário estar muito bem informado e ler bastante. Isto é válido para blogs, feeds, fórums, mas também para media tradicionais

6. Um blog não substitui uma campanha de marketing. É apenas mais uma ferramenta da comunicação da empresa – para informação institucional já existem os sites

7. Um blog não substitui a publicidade – se a ideia é vender quartos ou produtos numa determinada data, façam anúncios. Blogs comerciais chamam-se sites

8. Um blog não produz resultados imediatos – os resultados chegam a longo prazo, tal como com as Relações Públicas

9. Os Blogs não são baratos – isto depende, mas um blogger ou editor dedicado e talentoso tem os seus custos
10. É necessário gerar tráfego para o blog. São muitas as maneiras de o fazer. Todas elas requerem tempo, esforço e dinheiro


Acrescento à lista original mais uma pergunta / razão.

11. Tem a certeza de que as pessoas querem ouvir o que você ou a sua empresa têm para dizer?

Posto isto, quem é o próximo a entrar?

sábado, 4 de outubro de 2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

adivinha



Qual é a agência, qual é ela, que todos dizem que anda às compras, mas afinal está à venda?

E o IgNobel vai para...


Há pessoas com demasiado tempo nas mãos. Uns escrevem em blogs, outros investigam.

Aconselho vivamente a leitura atenta deste artigo do Público online.
* Os IgNobel Prizes são atribuídos pela Annals of Improbable Research, revista cientifica humorística, bimestral, publicada desde 1995 - coisa séria portanto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Quercus best ad

Já muito se disse sobre este excelente anúncio criado pela McCann Erickson Portugal e pela Seagulls Fly São Paulo para a associação ambientalista Quercus - um dos mais subtis é este. O que falta dizer é que o anúncio foi agora considerado um dos melhor da semana pela Bestadsontv.com.

Este site especializado, selecciona todas as semanas as melhores acções em várias categorias (TV, viral, imprensa, etc.) e um dos seis escolhidos desta semana, é... Animals / Animais. Estes anúncios ficam, desde há 1 ou 2 semanas, disponíveis para descarregar gratuitamente, em todo o Mundo, via iTunes, o que dá para ter uma ideia do impacto que a campanha terá.

Grande borla da McCann ou uma "jogada" de valor difícil de calcular?

Eleições Norte-Americanas: Hollywood apela ao voto

Cada vez mais, a abstenção assume um papel extremamente preponderante em qualquer eleição. O desinteresse que os cidadãos demonstram em relação ao seu direito de voto é assustador e revela bem a inércia que assola a sociedade contemporânea.

Se em Portugal, um país pequeno da Europa, a abstenção se faz sentir significativamente, como será nos Estados Unidos. Para fazer face a esta realidade, Leonardo Di Caprio juntou dezenas de celebridades do showbiz norte-americano num vídeo por si realizado e produzido, apelando à participação dos jovens nas eleições de Novembro.

É um grito que parte do actor prodígio de Hollywood (que tem participado activamente em várias causas, com destaque para a questão do Aquecimento Global, ao lado de Al Gore) e ao qual se juntam muitas outras caras sobejamente conhecidas em todo o mundo.

O mote é "Não votes". Mas a transformação da mensagem ao longo do vídeo é sublime, tornando-o num estratégia viral que tem por objectivo que os jovens se recenciem e passem a palavra aos amigos para fazerem o mesmo.

Esperemos que resulte, a favor da democracia.

O que não fazer numa campanha de Marketing viral

O post já tem algum tempo, embora eu só tenha "tropeçado" nele ontem. Mesmo assim, merece uma leitura atenta porque é um bom exemplo daquilo que não se deve fazer quando se lança uma campanha de Marketing viral. E a prova de que até os melhores erram.

A essência do viral é a espontaneidade, o word-of-mouth genuíno que se cria em torno de acções criativas e originais. A recomendação e o reconhecimento surgem como resultado do bom trabalho e não porque tal é sugerido.

Forçar ou influenciar deliberadamente bloggers a escrever sobre determinado tema é tão grave como pressionar jornalistas a seguir determinada orientação na elaboração de um artigo. Não digo que não exista, mas é claramente um risco.

Será é necessária alguma pressãoque para divulgar isto?

Luta de titãs

Admito que quando ouvi na rádio esta notícia pensei que se estavam a referir a mais uma gaffe histórica, daquelas a que George W. Bush nos habituou. Qual o meu espanto quando, afinal, o interveniente era outro - Joe Biden, candidato democrata à vice-presidência dos EUA.

Ao que parece, a homóloga da oposição, Sarah Palin, tem concorrência à altura do outro lado da barricada. Na minha inocência, pensava que para governar um dos países mais poderosos do Mundo, eram necessários alguns conhecimentos gerais e, pelo menos, conhecer a história do País. Afinal não e talvez esteja encontrada a razão para o caos em que se encontra a economia mundial...

Vamos então às gaffes: Numa entrevista concedida à cadeia de televisão CBS, Joe Biden descreveu como o Presidente Roosevelt anunciou na televisão o início da Grande Depressão, na "terça-feira negra" de 1929. Dois pequenos detalhes: à data daquele que foi o maior crash bolsista da história o presidente era Herbert Hoover e a televisão só surgiu uns anos mais tarde.

Anteriormente, Biden já nos tinha "brindado" ao dizer que Barack Obama era o "primeiro afro-americano inteligente, limpo e bem-parecido", elogio que certamente garante uns votos extra em alguns Estados Norte-Americanos.

Avizinha-se o debate entre titãs, Palin vs Biden, hoje de madrugada, com direito a transmissão na SIC Notícias. Ganhará certamente quem estiver mais tempo calado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Como não se fala em bom português

Por contraponto ao post anterior, onde Mourinho foi mais uma vez igual a si próprio, sem papas na língua, confrontando os jornalistas italianos numa guerra de palavras que nunca perde, o técnico português do Sporting, Paulo Bento, afundou-se, "com tranquilidade", num discurso equivocado.

A propósito de uma crítica sobre o facto do treinador fazer substituições tardia e erradamente, Paulo Bento afirmou que isso era fácil de dizer quando se perde e mais difícil quando se ganha. Nem La Palice diria melhor.

O pior foi quando insistiu na tecla e quis dar como exemplo o derby do passado sábado. "Tivemos azar pois quando ia fazer a primeira substituição sofremos o primeiro golo. E quando iam entrar o Liedson e o Pereirinha, sofremos o segundo".

Conclusão: Se pudesse fazer mais substituições, seria goleado, por certo.

Sem dúvida que o poder da comunicação é fundamental, também no futebol. Assim se conquistam balneários e equipas, algo que para os lados de Alvalade não parece acontecer, tal o clima de guerrilha para aquelas bandas.

Assim se fala em bom português

"Não são nove, são 11, e mais os patrocínios faz 14 milhões de euros por ano."

Resposta de Mourinho a um jornalista italiano, publicada hoje no jornal Metro (edição especial cor-de-rosinha - a causa é séria, apoio na luta contra o cancro da mama)

A franqueza do treinador português, muitas vezes confundida com arrogância, é arrebatadora. Exemplo para muitos pseudo-transparentes.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ID ME:to be the same

Sê verdinho e amigo.
Não poluas. Separa o lixo. Planta qualquer coisa que devolva oxigénio. Ajuda o próximo. Não lixes ninguém.


Partilha. Contribui.

Parece.
Mesmo que não Sejas.

Compra. Compra. Compra.

Porque TU mereces.
Compensa. Vive tudo. Senão falhas.
Escolhe à tua medida.

Como e quando quiseres.

Imagem.
Equipa o corpo. Traduz o que gostas.
O que julgas que gostam.

Personaliza os nike. O mini. O myspace.
Produz o que queres consumir.
Cria. Há arte em todos.

Trabalha-te. Molda-te.
Vende-te.

Cria
buzz com ou sem buzzófia.

És uma marca.
Desenvolve uma estratégia e posiciona-te.
Estás em mercado aberto e és especial.
Entre outros.

Entre os que Parecem.
: os que São
: e os que ainda não perceberam…

Algarve ou Allgarve?

Esta notícia levantou em mim uma série de dúvidas que passo a partilhar.


O que é feito do Europe's West Coast? Será que foi apenas uma campanha “bonita”, com os "grandes talentos portugueses" e muitos meios, para posicionar Portugal em lugar algum? E quais os resultados de todo este investimento? E a notoriedade do País? Será que melhorou muito com o trabalho da conceituada agência de RP? Seria esta a ideia de Pedro Bidarra quando, em 2003, idealizou o conceito? Duvido!

Custa a compreender como é que um País com apenas 10 milhões de habitantes, maioritariamente iletrado, envolto numa crise social e económica, gasta recursos em tantas campanhas avulsas, ora a promover-se em Espanha, ora em Inglaterra, ora onde calhar.

Meus srs., as boas práticas importam-se! E nesse campo, “Espanha marca®” pontos!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

See the difference?

A "guerra" Microsoft (PC) - Apple (Mac) está cada vez mais ao rubro. O aumento da quota de mercado da Apple, alavancada nas vendas dos iPods e iPhones, começa a incomodar o gigante da informática e prova disso são os 300 milhões de dólares (qualquer coisa como 210 M €) gastos na mais recente campanha da empresa de Bill Gates, "Life Without Walls".

Depois dos três anúncios protagonizados pelo próprio Bill Gates e por Jerry Seinfeld, que reuniu largas criticas de consumidores e dos especialistas em publicidade - excelente ilustração da Vanity Fair -, numa tentativa forçada de ser cool, eis que chega a "segunda fase" da campanha. A rodar na Internet, e não só, está a resposta da Microsoft - apenas (!?!) um ano depois - ao anúncio da Apple "I'm a Mac". 


Famosos e menos famosos à parte, Do you see the difference?


Regra geral, a cópia "descarada" raramente pega. A anúncio da Apple tornou-se tendência e gerou dezenas de seguidores (pelos vistos até a própria Microsoft). O da Microsoft dificilmente o fará.

Ser PC não é cool, não significa nada mais do que complexidade, tecnologia pesada e "ecrãs azuis". Ser Mac é mais do que isso, é um estilo de vida. E, infelizmente para a Microsoft, não é porque algumas celebridades bem pagas dizem o contrário que nós vamos acreditar.

PS: Steve Balmer, CEO da Microsoft vai estar em Portugal dia 3 de Outubro.

youtube podia ser last season..



.. ou a importância de ter a ideia certa no momento certo.

Mau copy #2 (ou quando ao humor involuntário se junta o humor negro)

PRESS RELEASE
Não há memória de uma acção assim



Em parceria com Alzheimer Portugal e Parque Natural Sintra –Cascais PAPA-LÉGUAS REALIZA PASSEIOS DE VOLUNTARIADO COM DOENTES DE ALZHEIMER .


UM PASSEIO INESQUECÍVEL
28 SETEMBRO 2008

A ideia deste projecto surgiu a partir de uma conversa amigável durante uma caminhada na Costa Vicentina. A necessidade de sensibilizar a opinião pública para a importância do coberto vegetal em Portugal; a alegria de colaborar em trabalhos de plantações de árvores e cortes de plantas parasitas… E porque não realizar estas actividades com os utentes da Alzheimer Portugal? Foi com base nesta ideia simples que chegamos a esta actividade que realizaremos no próximo dia 28 de Setembro.

Desta forma levaremos 25 doentes com Alzheimer com os respectivos familiares e voluntáriospara a serra de Sintra. Limparemos as heras que sufocam muitas das centenárias árvores do parque e, simbolicamente plantaremos 25 árvores (uma por cada doente, para que as mesmas perpetuem a memória de quem as plantará.

A ajuda e boa disposição dos voluntários, que também são clientes e amigos, permitirá criar todos os condimentos para um DIA INESQUECÍVEL…. Haja mais dias assim!

Blog Action Day


O buzzófias também aderiu à causa! Agora sim, isto começa a tomar forma.

Para quem ainda não sabe o que é, trata-se de uma iniciativa que acontece pelo segundo ano e que visa sobretudo promover a discussão - mas também angariar fundos -, no maior número de blogs, sobre um tema. Em 2008 é a pobreza, que deverá ser motivo de conversa - e de posts - por todo o mundo no dia 15 de Outubro. São já mais de 4761 blogs registados, prontos a apoiar a causa. 

Se isso vai contribuir efectivamente para aliviar o Mundo desta chaga, duvido, mas a blogosfera adora uma boa causa.

Dia 15 "postaremos" certamente algo sobre o tema e o logo já está por aí.

domingo, 28 de setembro de 2008

Eclipse total ?

Ironicamente, o maior perigo está no período de máxima escuridão (95% ou mais). Isso acontece devido à falta de luz (quatro vezes menos que o brilho de uma lua cheia), fazendo a pupila dilatar-se, deixando que mais luz passe. Infelizmente, é justamente nesse período que coroa solar torna-se visível aos olhos, cujo repentino brilho pode causar dano imediato e irreversível à retina

The return of Sacha

Sacha Baron Cohen (Borat, Ali G ou Bruno - o repórter fashion victim / estilista de origem austríaca) foi preso ontem em Milão... durante um desfile de Agatha Ruiz de La Prada. O actor inglês invadiu a passarela, munido de capa preta e peruca loira e acabou detido. 

A cena tem todos os ingredientes para fazer parte da estratégia de marketing escolhida para promover o próximo filme do actor - título provisório "Bruno: Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt" - que está a ser rodado naquela cidade italiana: Polémica, filme a circular na Net (viral), notícias, etc. 

A dúvida é se não será demasiado óbvio e se os fãs vão aderir à acção. Temo bem que vão...

sábado, 27 de setembro de 2008

iPhoda-se


A segunda série d'Os Contemporâneos começou. Acredito que dos que sabem do que é que eu estou a falar, muitos tenham sido apanhados de surpresa pela "novidade". O surpreendente é nem começou esta semana, mas sim no dia 18 (!) quinta-feira, dia de UEFA e de mais algumas dezenas de coisas igualmente interessantes. Não ao Domingo, espaço que conquistaram a pulso na primeira temporada, mas à quinta-feira.

A provar que havia vida para além dos Gato Fedorento (e sem desprimor pelo quarteto), a RTP voltou a apostar na comédia. Infelizmente a aposta foi (é?) tímida e vamos ver por quando tempo se vai manter. 

Esta foi a única auto-promoção - genial - que passou... na Net, como diz Nuno Markl, "guerrilla-style", e por iniciativa dos autores. Mas, enfim, percebe-se porquê. Ultimamente a RTP tem andado ocupada a auto-promover outras caras.

A "guerra" das audiências tem destas coisas. O "fantasma" dos Gato Fedorento está aí (estreia dia 5 de Outubro) e a RTP prefere jogar pelo seguro "na minha geração".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Spectrum ao poder.



Para geeks nostálgicos:

o portátil mais velho.com

Eleições Americanas

Voltando ao tema das eleições americanas, mais duas pérolas.



O primeiro, o vídeo divulgado no site TheGreatSchlep, onde a comediante Sarah Silverman apela aos netos de judeus que se desloquem à Flórida - conhecida pela sua enorme "colónia" de reformados judeus - e convençam os seus avós a votar em Obama. Silverman vende a ideia desta forma: os avós que votarem em Barack, ainda recebem uma visita dos netos este ano, os que não votarem... bom, como a própria diz: "If they vote for Barack Obama, they're going to get another visit this year. If not, let's just hope they stay healthy until next year."

Para não deixarmos John Mccain sempre de fora, aqui fica um site com a lista de todas as coisas mais jovens que o candidato republicano.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Só para Adultos...

O





Sim, este é um post com bolinha vermelha no canto...

A Diesel, que sempre nos surpreendeu com os melhores eventos que há memória. (Quem esteve há uns anos nas "cavalariças", ou depois no "casino ilegal", sabe do que estou a falar...)

Desta vez, "they've done it again"...

Utilizando a técnica que alguns conhecem com sfwxxx ( que será qualquer coisa como Safe For Web XXX), convidam o mundo para uma festa de temática porno realizada em 17 cidades ao mesmo tempo e com um cartaz de fazer corar de vergonha muitos festivais de Verão.

O video do convite é surrealmente simples e eficaz, mas não deixa ninguém indiferente...

Pena que a Lisboa não tenha calhado nada...

Nintendo faz YouTube estremecer

Não basta colocar vídeos no YouTube e apinhar sites com botões de "Envie a um amigo" para criar um efeito viral. Neste sentido (e a meu ver), são tiros ao lado os recentes esforços da McDonald's e Vobis neste campo, ainda que pelo menos um dos casos não tenha sido desprovido de sucesso.

O verdadeiro efeito viral parte sim do boca-a-boca. Vemos qualquer coisa de que tanto gostámos que queremos mostrar aos nossos amigos; queremos que se divirtam ou fiquem boquiabertos como nós ficámos. Vide, por exemplo, o vídeo do telemóvel Omnia i900 mostrado aqui há algumas semanas. Conteúdos criativos, memoráveis ou lúdicos são, assim, um requisito.

E criatividade e originalidade são elementos que não faltam na campanha de lançamento do novo jogo da Nintendo, Wario Land: Shake It!. E não é apenas um simples vídeo no YouTube.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Geração Google

O Google é uma ferramenta fantástica. Para alguém como eu, nascido em 80, é difícil conceber o trabalho sem Google - que faz anos no sábado, como eu. O Google é uma enorme janela de onde podemos olhar o mundo inteiro, do ângulo que escolhemos: as palavras de pesquisa.

Podemos pesquisar qualquer marca. Qualquer nome.

E, no mundo de oportunidades que o Google é, encontro também um problema. E se o Google me é desfavorável, a mim ou às minhas marcas? E se em vez de uma via verde para o conhecimento o Google for uma fonte de dor de cabeça? Os jornais que amanhã decorarão o balde do lixo, continuarão bem vivos nas páginas de sites e encontrá-los é uma questão de digitar as palavras mágicas. E uma dor de cabeça curada há muitos anos atrás pode "atacar" a qualquer momento.

Depois dos documentos de gestão de crise nos Media, não deviamos preparar a gestão de uma crise de Google?

Uma questão de cultura

O dia de ontem foi marcado pelo massacre numa Escola Superior na Finlândia, onde um jovem assassinou 10 colegas, suicidando-se em seguida. O tema faz manchete de vários jornais por toda a Europa, mas curiosamente, muitas pessoas na Finlândia não sabiam do sucedido já a tarde de ontem ia longa.

Tudo se deve ao facto de os órgãos de comunicação social finlandeses terem sentido alguma responsabilidade no sucedido, devido à ampla cobertura que haviam feito sobre semelhante acontecimento, que tinha ocorrido há cerca de dez meses, optando, por isso, desta feita, pelo silêncio ou não dando a devida relevância ao caso.

Será que isso seria possível em Portugal? Será essa a postura correcta dos jornalistas? Primeiro a liberdade de imprensa ou o dever cívico do jornalista, que é também um cidadão?

É uma questão difícil que não pode, sem sombra de dúvidas, ser vista fora do âmbito cultural de cada país. A cultura latina dificilmente aceitaria uma posição destas, pelo que é utópico pensar que em Portugal, Itália, França ou Espanha isso poderia acontecer.

Esta posição da comunicação social finladesa irá fazer com que este tipo de fenómenos não se repita no seu país? Tenho as minhas dúvidas, mas não deixa de ser muito interessante verificar a força que a classe jornalística tem. Neste caso, a força do silêncio!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Media Training

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Forma e Conteúdo

Na caixa de comments descubro reacções apaixonadas à campanha de Obama. É uma boa campanha. Comove e tem, aparentemente, unido os americanos por uma causa, ao mesmo tempo que os trouxe de volta à política.

Sei que apenas uma muito pequena minoria se preocupa com o conteúdo que os políticos têm para oferecer. É que para "mudar" os Estados Unidos é preciso mais do que bons virais e bons discursos. E das ferramentas necessárias ainda não vi grande coisa. É que as multidões depois de galvanizadas, podem tornar-se exigentes e espero mesmo que a equipa de Obama esteja a pensar nos tempos que se seguem ao 4 de Novembro.

Na caixa de comments em baixo, os meus colegas JC e ICS, falaram de "politiquices", "politicas", "medidas" e "lei". Adoro os virais de Obama, o seu sucesso no Facebook, os seus discursos. Mas é bom que ele domine as políticas, as medidas e a lei. É que sem elas não "muda" nada.

O início da Obamania




e tudo começou com isto.

Obamania



Ou como um homem se transformou numa marca.

Na marquesa com




Numa iniciativa que mistura a maca (autópsia) com o divã (psicanálise), a revista Wired coloca o trabalho de uma equipa de jornalistas, editores e fotógrafos na horizontal -- e à vista de toda a gente. Em Storyboard: a profile of a profile revelam-se todos os passos que antecedem a publicação de um perfil: a marcação da entrevista, os problemas com a fotografias, as angústias do redactor. O sujeito de tamanhas inquietações é o realizador Charlie Kaufman, homem pouco dado a atenções mediáticas o que obriga a uma abordagem delicada e várias dores de cabeça.

O que mais me impressionou neste show-and-tell é o contacto permanente, aberto e cooperativo entre editorias e repórter. Um trabalho de equipa permanente, atento e cuidado -- sem paternalismos ou tripes de ego.

domingo, 21 de setembro de 2008

Boas notícias

Há boas notícias para quem acompanha este blog. Dois dos autores iniciaram um curso de escrita criativa com quem mais sabe disto em Portugal. Pode ser que a qualidade dos posts melhor (como se fosse possível!).

Entretanto podem seguir, semanalmente, o desenrolar das operações aqui.

sábado, 20 de setembro de 2008

À sombra dos brindes


Vender jornais e revistas, nos últimos anos, requer, essencialmente, metros quadrados. Não apenas para guardar os próprios, mas, sobretudo, para armazenar toda a parafernália que nos é oferecida. Quem compra Caras, leva um par de chinelos João Rolo; quem lê a Lux é presenteado com um fantástico páreo estampado assinado pelo Tenente.

Tudo serve para vender. Recordo com saudade as colecções de posters de figuras religiosas (ainda hoje tenho uma irmã Lucia para troca, caso haja interessados) que fizeram disparar as vendas do DN, ou de cruzes históricas que esgotaram edições do 24 horas, por exemplo, em S. Estevão de Baixo.

Já quase não se compram jornais pelo conteúdo. Escolhe-se o brinde e vê-se com que jornal ou revista vem.

Mas ainda havia alguns resistentes. Havia porque hoje o Sol traz "oficialmente" brinde. Contrariamente ao que o seu director defendeu no arranque do jornal, também o Sol se rendeu aos encantos do Marketing, das ofertas e promoções. A ver vamos se o "logro" se reflecte em vendas.

Um jornal, hoje em dia, é muito mais que isso. É um produto alargado, do qual a informação é apenas uma das variáveis em análise.

Ah, e, pelos vistos, no jornalismo ou no mundo empresarial, a única palavra que conta é a do accionista.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Gente Normal...


E se ao invés de criar mais um blog sobre as tendências mais hips de nichos informados e fashion-sensitive, alguém se dedicasse a compilar as centenas de tendências do mais comum grupo populacional do mundo ocidental?

“Stuff White People Like” é um blog criado por Christian Lander e Myles Valentin que tenta fazer isso mesmo.

Com um humor mordaz, o blog enumera as tendências corriqueiras e “quadradas” da classe média branca e urbana dos E.U.A., por um membro activo do “género” em questão.

O título foi obviamente polémico mas não impediu os 40 milhões de hits do site, as vendas astronómicas do livro e a inclusão do mesmo nas mais prestigiadas listas de best-sellers e must-read dos mais prestigiados sites e publicações no mundo inteiro.

O blog é um excelente exemplo de sucesso, cumprindo à risca todas as regras para alcançar um fenómeno viral, o livro inclui também algo extra, direccionado ao género visado: um teste para descobrir exactamente quão “branco” alguém é na realidade (How White Are You ?).

O blog continua a ser actualizado, inclusive com a participação dos leitores (como um blog deve ser), e a “lista” poderá durar para sempre…

A lista é, também, uma excelente ferramenta para manter os «pés» bem assentes na terra, para nunca esquecer as tendências do maior grupo de consumidores activos no nosso planeta…

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

First

Em comunicação, ser o primeiro é fundamental. O segundo pode ser (e muitas vezes é) o primeiro dos loosers. Estar atento à concorrência é uma coisa. Imitá-la é ridículo. Depois de a Apple lançar esta campanha nos tabuleiros dos aviões:





a Vaio decidiu-se a fazer esta nos combóios:


Ridículo, não?




Abençoada auto-promoção!

Foi notícia há uns dias que, em Agosto, os quatro principais canais de televisão nacionais passaram 77 horas de auto-promoção, cerca de 17% do total de publicidade transmitida durante o mês. Eu acho francamente pouco, sobretudo quando somos brindados com pérolas como este, chamemos-lhe, "teaser". Já nos tínhamos habituado à auto-promoção de elevadíssima qualidade da SIC Notícias, agora é a vez da RTP1 presentear-nos com igual nível. Será o "apoio criativo" da Brandia Central a dar os seus primeiros frutos? 


Ficamos ou não cheios de vontade de ver o, chamemos-lhe, programa de música? 
Abençoada seja a auto-promoção!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O caderno

A Internet permite-nos a estas infâmias. Coloco-me em bicos de pés para dizer que temos "novo colega" na blogosfera. Mais um "escritor a sério", que coloca os seus pensamentos online, quem sabe se para chegar à geração gloogle - aquela que já não consegue ler livros, apenas posts.

A Caixa de Pandora começa a ser aberta

Anos e anos de um monopólio que poderá estar a caminho do fim. Falo da questão dos direitos de transmissão de TV do futebol português, detidos pela Olivedesportos há mais de uma década. A sobrevivência dos clubes portugueses dependeu sempre (e continua a depender) desta "renda". Completamente hipotecados à Olivedesportos, a maior parte dos clubes adiantou receitas de TV para poder sobreviver, dependendo por isso da empresa de Joaquim Oliveira.

Não querendo entrar pelo campo da suspeição que isso levanta, dado a Olivedesportos estar ligada a muitos clubes, numa rede própria da Camorra italiana, a verdade é que o S.L. Benfica se prepara para abrir esta Caixa de Pandora, podendo descobrir todo um novo mundo de possibilidades de obtenção de receitas.

Actualmente, os encarnados são o clube com maior receita ao nível dos direitos de transmissão de TV dos seus jogos em Portugal (7 milhões de euros). Muito? Muito pouco! Qualquer clube do fundo da tabela de Espanha, por exemplo, recebe mais do dobro, senão mais, em cada ano. Daí se explique que um clube como o Levante (último classificado da última edição da Liga Espanhola) tivesse um orçamento muito superior a qualquer um dos três grandes da Liga Sagres.

A transmissão do Benfica-Nápoles, no próximo dia 2 de Outubro, no Canal Benfica, marca aquele que poderá ser o início de uma nova era. Só em 2012 é que as águias terminarão o seu contrato com a Olivedesportos e poderão negociar livremente os direitos de transmissão dos seus jogos em casa do escalão maior do futebol nacional. Mas nessa altura não há qualquer dúvida que os pratos da balança deixarão de estar equilibrados. Se Porto e Sporting não seguirem os mesmos passos, os encarnados poderão descolar a nível nacional e aproximarem-se da primeira linha do futebol europeu.

O problema são os interesses e ligações que ainda existem entre os dragões e leões com Joaquim Oliveira, que tudo indica inviabilizarão a quebra do vínculo. Resta saber qual a resposta da Olivedesportos ao adeus do Benfica. O caminho não será tranquilo para Luís Filipe Vieira, isso é certo...adivinham-se guerras e polémicas nos próximos anos em torno do presidente do S.L.Benfica.

domingo, 14 de setembro de 2008

A tentação segundo Madonna

É hoje um dos concertos do ano. Aquela que é para muitos a diva da pop Mundial está em Portugal e isso, naturalmente, suscita o maior interesse dos media. O que vai comer, onde vai ficar, quais as exigências, etc. preenchem páginas e fazem correr tinta nos jornais. Mas, uma notícia chama a atenção: a segurança.

Por norma secreta, a segurança do evento tornou-se notícia através de um comunicado oficial que, quarta-feira, “aterrou” nas redacções.

Com ele também a agência de comunicação da empresa de segurança se tornou notícia. Não pela excelente estratégia ou pela exemplar acção de comunicação, mas sim pela tentativa frustrada de reparar o erro de divulgar informação vista como confidencial pela organização.

Duas coisas que habitualmente devem ser discretas, tornaram-se noticia e pelas razões erradas. Em comunicação, a tentação de apresentar resultados nunca se deve sobrepor à capacidade de aconselhamento e ao bom-senso. 

Actualmente, a segurança - ainda para mais de uma vedeta mundial - é tema sensível e cliente e agência should know better.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A morte de Steve Jobs - parte II

No seguimento do incidente da publicação do obituário de Steve Jobs, pela Bloomberg, o presidente da Apple respondeu desta maneira. Anteontem, na apresentação do novo iPod Nano.




simples, eficaz, mordaz.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mau copy #1 (ou a importância de um bom nome)


Na Avenida Almirante Reis, Lisboa, há uma empresa de artes gráficas chamada Tecla 3.

Retirado do site:
«A TECLA 3 foi fundada em 1991 na rua da Palma em Lisboa.
O nosso objectivo foi sempre o da satisfação dos nossos clientes, portanto a nossa qualidade, com o passar do tempo resultou em novos contactos profissionais, que redundaram numa maior exigência técnica».

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Gerar buzz...

Nisto da blogosfera… há que estar atento. É que existe muita gente que não tem mais nada para fazer…

Os nossos amigos do PiaR, criaram o desafio “Word Of Mouth”. E em boa hora o fizeram. Aparentemente por sugestão do caríssimo Rui.

A última intervenção no “Word Of Mouth” do PiaR foi de João Duarte, que enumera (a primeira parte) do “Cardápio informativo de um consultor sedutor”.

Pois é João, vou pegar aqui:

- Entretenimento
- Polémica
- Conflito

Para ir para aqui:

Na newsletter de hoje da Briefing é noticiada a “inauguração” do blogue de José Manuel Costa CEO da GCI (Referida na notícia como CGI, não uma, mas duas vezes). Uma inauguração um pouco desfasada do tempo real, uma vez que o blogue data o último post de 8 Agosto (Será que estivemos a fazer posts durante um mês para os por on-line apenas agora? Ou a Briefing só deu pelo blogue hoje de manhã?)

José Manuel Costa foi, também, convidado para a uma intervenção no Word Of Mouth do PiaR. O post surgiu ontem, 8 de Setembro… Mas ao invés de criar um novo post, assina o mesmo post que criou para o seu próprio blogue no dia 26 de Agosto.

Será que isto era uma espécie de teaser do seu próprio blogue que inaugurava oficialmente no dia seguinte? Será que o blogue de José Manuel Costa, de facto, só se tornou público hoje? Faria sentido, mas para a próxima acho que devia atentar na estratégia (melhor, e mais adaptada ao meio em questão) do já referido João Duarte, que deixou a segunda parte do “Cardápio informativo de um consultor sedutor” para o seu próprio blogue…

E, citando José Manuel Costa, não levem nada disto a peito, estamos apenas a “…gerar buzz…”, afinal de contas, somos o Buzzófias.

O tweed e o presente do conjuntivo



O Golfe Report, na Sic Notícias, não é apenas a maior concentração televisiva de polos Ralph Lauren. Não. Este indispensável magazine dedicado ao golfe em Portugal é muito mais do que isso: é um farol do mau português, a lanterna que ilumina o obscuro caminho da má gramática.

No Golfe Report é relatada a vida de uns senhores que se juntam ao domingo para 'jogar ao gólfe'. Como se não fosse suficientemente duro vê-los na TV com aquele bronzeado que parece durar um ano inteiro, ainda temos de saber que eles praticam um bizarro desporto: golfar.

O Priberam explica.

golfar: v. tr.,
expelir em golfadas;
vomitar, jorrar;

arremessar em grande quantidade;

O cavalheiro do Mercedes mal estacionado está a ler isto e a torcer o nariz?

Então vamos chamar o Ciberdúvidas:

Lê-se 'gôlfe', se for o nome dum jogo; e 'golfe', se for o verbo 'golfar' no presente do conjuntivo: 'que eu golfe, que ele golfe (gólfe).

Se vamos tentar ser muito brit então o melhor é encomendar um modelito todo em tweed para as tardes de domingo. Se queremos manter a fonética da palavra convém ter em atenção as homófonas -- e os ouvidos alheios.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ao som das marcas!

Se muita gente tem escrito sobre o fim da indústria musical como a conhecemos, também é verdade que este negócio sabe, por vezes, reinventar-se dentro de plataformas de marketing e comunicação, que de tão inovadoras, podem ser consideradas um quase “mecenato” das marcas à música. Mas nesta parceria ganham as duas partes. Se é verdade que os artistas descobrem uma nova plataforma de divulgação, não é menos verdade que as marcas encontram na relação emocional que esta tem com o público, um «aproach» quase directo à relação emocional que o «target» tem com o produto em questão.

Para ilustrar exemplos vou mencionar três projectos musicais que figuram na minha lista de favoritos. (Aliás, um deles é mesmo o meu favorito!)

· LCD SoundSystem e a Nike
· Digitalism e a Mercedes
· Justice e a Dior















Aconteceu já há quase dois anos. Os LCD SoundSystem foram convidados pela Nike Running para criar uma música de aproximadamente 45 minutos para acompanhar um workout completo dos joggers que aderissem à tecnologia Nike Running. Desta parceria nasceu a faixa «45:33». Dois anos passados e a Nike já convidou, que eu saiba, pelos menos mais três projectos musicais para fazerem algo semelhante: A-Trak, Cassius e Fujiya & Miyagi.



Para o lançamento do Mercedes-GLK, a conhecida marca alemã convidou os Digitalism (também alemães) para criarem uma faixa exclusiva para acompanhar um vídeo-clip completamente interactivo que pode ser visto em http://www.mercedes-glk.com/. Assim nasceu: «Taken Away».



Para o desfile da colecção Primavera/Verão 2009 da casa Dior HOMME, os Justice criaram não uma, mas quatro faixas a que chamaram de «Planisphere». Sendo que o sucessor do álbum «» é dos mais aguardados pelos fans, escusado será dizer que a colecção de moda conseguiu criar um impacto que vai muito além dos interessados no tema.

Pensar fora da caixa


Reparem onde estão os braços de Nani na terceira parte desta fantástica fotomontagem d' A Bola. É assim mesmo!

domingo, 7 de setembro de 2008

LOMO




O sonho de qualquer marca é ser amada. Mais que desejada – o desejo esmorece. Uma marca amada tem seguidores, tem consumidores fieis, tem um nível de lealdade que se regista em poucos campos profissionais.

E, como é que se sabe que a nossa marca é amada? Quando milhões – sim, milhões – de consumidores se juntam, em todo o mundo, para partilhar o seu amor, para registar as suas experiências, quando ser-se consumidor de determinada marca se torna um status.

Isso acontece com a marca de material fotográfico russo LOMO. Tudo começou quando uns estudantes austríacos encontraram exemplares da máquina point and shoot LC-A, numa fábrica na Rússia, e se apaixonaram pelos resultados: cores explosivas e um foco imprevisível.

Resumindo a história – que podem consultar aqui – estes estudantes conseguiram espalhar, por todo o mundo, a missão LOMO, reactivaram a fábrica, e actualmente têm uma plataforma global onde milhões fazem upload das suas imagens, criam portfolio, participarm em concursos. partilham dúvidas e técnicas. Mas, não fica por aqui - para além do site internacional, existem mais de 80 embaixadas lomográficas em dezenas de cidades e milhões de páginas sobre este fenómeno.

Muitos não entendem o fenómeno: é que as máquinas são estranhas, a sua fiabilidade é quase nenhuma e o seu preço é tão exagerado – não esquecer que a maioria das máquinas são de plástico – que quase parece um pequeno luxo.

Mas, nada disso importa quando se fala de amor.

sábado, 6 de setembro de 2008

Rir sobre o leite derramado

A crise mundial na imprensa escrita levou ao despedimento de centenas de copydesks no final dos anos 90. Os ratos (ou tigres) de biblioteca que caçavam gralhas, erros de sintaxe, ortografia, gramática e outros disparates foram para a rua, abrindo caminho para um admirável mundo novo de enganos hilariantes.

Por cá, há quem se divirta a compilá-los.

A quantidade de estagiários a colocar online takes da Lusa sem revisão é directamente proporcional à quantidade de humor involuntário presente nalgumas edições electrónicas.

(na foto, equipa de copydesk do Wall Street Journal nos anos 60)

Repetição Presidencial

Pegando na deixa do nosso "colega" do PiaR (aproveito para agradecer a simpática referência que nos foi feita) de facto, em Portugal, parece haver escassez de speechwriters. Que o diga Cavaco Silva que em menos de uma semana foi obrigado a repetir (ou quase) o mesmo discurso. Embora estivesse em países diferentes - Polónia e Eslováquia - o PR e o seu staff esqueceram-se que a audiência era a mesma - inclusive os jornalistas. Percalços... 

Valeu o "olho" atento da SIC. (É necessário ver a notícia quase até ao fim)

PS: Hoje em dia, o YouTube, como outros, são canais privilegiados que também contribuem para as audiências. A partilha de informação tem de ser mais célere, para se estar onde os consumidores - leia-se espectadores - estão. Fica a sugestão. 

Bom copy #1

Na Casa do Alentejo (Lisboa) começa daqui a umas semanas um festival de cinema chamado Curtas e Vinho Verde.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sundaes de Almôndegas

«Um sundae de almôndega é um resultado infeliz da mistura de duas boas idéias. As almôndegas são a fundação, as coisas das quais precisamos (e algumas vezes queremos). Elas são os commodities sobre os quais muitos negócios são construídos. As coberturas do sundae (calda quente e coisas do tipo) são o novo marketing, as redes sociais, o Google, os blogs e coisas atrativas que tornam as pessoas empolgadas. O desafio que a maioria das organizações enfrenta: eles tentam misturar os dois. Eles procuram colocar o novo marketing em cima do antigo e acabam com nada mais do que um site malsucedido.»


(Seth Godin, numa entrevista publicada em Ideia 2.0)

Sou fan do Seth

Mais uma vez não desilude. No novo livro (“Meatball Sundae: is your marketing out of sync?”) compara as estratégias de marketing de algumas empresas e organizações a um sundae de almôndegas. Algo que junta duas coisas aparentemente boas de forma singular, mas que resultam terrivelmente quando as tentamos juntar.

Não vou dissertar sobre as ideias do Seth (até porque o livro é bem melhor que qualquer coisa que tente dizer sobre ele), mas insisto na urgência de procurar assegurar estratégias integradas que insistam na mudança e na abertura ao contacto com os clientes…


...É que já estou farto de comer sundaes de almôndegas à portuguesa…

Olhar nos dentes o cavalo dado


A ponta-de-lança da nossa imprensa livre: um jornal gratuito.
Nas redacções da imprensa séria (ler: paga) desvaloriza-se o trabalho dos gratuitos. Todos, sem excepcção, são para forrar gavetas, embalar castanhas e limpar vidros. Mas o Meia Hora é diferente: e há quem esteja a demorar demasiado tempo a perceber isso.
Primeiro, é o mais bem desenhado de todos os jornais diários -- incluindo pagos. Só não é o mais bem desenhado jornal português porque existe o Expresso que, tal como o FCP nos últimos três anos, devia jogar num campeonato à parte.
Segundo, tem as melhores e mais criativas manchetes da imprensa de banca. Não só pelo ângulo escolhido como também pela escolha de palavras; acrescenta de facto algo mais às notícias do dia. E aquele fundo preto com letras brancas nunca vai deixar de ter stopping power.
A manchete de hoje é um óptimo exemplo do jornalismo empertigado que parece ter morrido com o Independente. Combativo, simples, in your face e muito eficaz. O 'governo' angolano proibiu os nossos jornais de fazer cobertura e mete chocolates debaixo das almofadas dos correspondentes que lá estão. À distância, e sem cobrar preço de capa, o Meia Hora dá uma lição de irreverência.

É (só) nisto que somos bons?

Também sou dos que acham a assinatura da campanha da missão paralímpica portuguesa infeliz. A intenção é certamente boa, mas, na minha opinião, não resulta bem. Acho que somos bons em muitas áreas e estes Jogos serão, certamente, apenas mais um momento para o comprovar.

Ainda assim, reconheço que é forte e que isso facilita a discussão e o boca-a-boca. Como li há dias num post, "Ideias que não me deixem com receio do impacto, não são muito brilhantes!"

Mesmo assim vale a pena ver a campanha de TV...

... e também recordar um excelente anúncio - BBDO Portugal. Quem sabe se a justificação para as diferenças de tratamento está mesmo no treino...



Embora sejam de longe mais medalhados do que quaisquer outros atletas, embora tenham sido responsáveis por fazer ecoar o hino nacional em mais estádios olímpicos do que quaisquer outros, estes atletas são bastante diferentes. Não me refiro às deficiências físicas ou psicológicas que possuem, aos subsídios e patrocínios que não recebem ou até aos adidos que simplesmente não estão lá.

São diferentes porque para eles o desporto ainda é isso mesmo, desporto.

Carlos Lopes - não o maratonista campeão olímpico em 84, mas o primo - arrecadou tudo o que há para ganhar em atletismo. Recebe 350 Euros por mês para representar Portugal. Um atleta "normal" receberia 1250 - ainda assim pouco! Bem diferentes.

Os Jogos Paralímpicos começam amanhã em Pequim e prolongam-se até dia 17 de Setembro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Lobby, o monstro papão

"Lobby" e, pior, "fazer lobby" são expressões malditas do vocabulário português. Medo. Horror. Corrupção. Como quase todos os grandes monstros, lobby é um mito enquanto arma a favor do Mal. A nossa imprensa adora falar dos "grandes lobbies" como de grandes tentáculos mafiosos que perturbam a sacrossanta rotina de uma redacção. Cada vez que se fazem perfis ou entrevistas aos grandes nomes das agências de comunicação, o tom é sempre pejorativo. Claro. Eles agradecem. Enquanto os grandes estiverem encobertos por esta bruma de Avalon serão temidos e respeitados. E o lobby, para os pequeninos, será sempre um monstro.

Passando para a vida real, ou para um mundo mais civilizado, "lobby" não é um monstro. É uma regra. Uma regra do jogo mediático e só quem não joga é que não é afectado por esta regra. Reparem, "lobby" ou mover influências, é uma ferramenta de trabalho. Pode, e em última análise deve ser, um trabalho em si. Como ser canalizador ou dentista. E o lobby tanto pode (e deve) funcionar com os grandes poderes, como também pelas pequenas e nobres causas.

Portugal é um país pequeno. Toda a gente se conhece. O país da cunha. Acaba por não ser difícil fazer lobby. É preciso conhecer as pessoas certas. É preciso convencer as pessoas certas. No nosso país isso não é nenhuma tarefa hercúlea. Por isso acredito que aos lobbistas lhes saiba muito bem que o "Lobby" seja um monstro.

Publicidade alternativa


São muitas as formas de publicidade alternativa que diariamente são criadas: Vespas com Mupis, Look Walkers (Mupis com pernas...isto é, às costas de pessoas), entre muitos outros. Tudo vale...por isso apresento mais duas formas de publicidade alternativa que demonstram que as regras do jogo são quase nulas. Vale tudo, menos arrancar olhos...até ao dia!

Se falar em Streaker, muitos questionar-se-ão sobre o que significa esta palavra. Passo a explicar. Sabem aqueles loucos que regularmente invadem grandes eventos desportivos todos nús em busca dos seus segundos de fama? Pois é, viraram profissionais e cobram a valer. Mark Roberts e Jimmy Jumper são os expoentes máximos desta actividade. Começaram a fazer isto por pura demência, mas agora "doaram" o seu corpo a causas maiores. A troco de avultadas quantias, invadem grandes eventos apenas com o nome de uma marca/empresa escrita no corpo.

E parece que compensa...recebem multas pecuniárias irrisórias e ainda acabam a dar autógrafos aos policias que um pouco por todo o mundo os vão prendendo, sempre que estes Streakers entram em acção!

Arrisquem! Quem sabe se utilizar um Streaker não pode ser uma estratégia de sucesso no muitas vezes monótono mundo do marketing em Portugal.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Não só de I-Phone vive o viral...



Viral da Samsung para o OMNIA i900...

O Stan também deve ter comprado um I-Phone…




O vídeo data de Janeiro deste mesmo ano, o conceito, esse já corre tinta e teclados por ai fora há muito mais tempo… Mas o tema não deixa de ser fulcral.

O «prosumer» é hoje o consumidor global e globalizante, integral e integrante, que consome, experimenta o produto, e revela o resultado dessa mesma experiência. Até aqui, nada de novo para quem está minimamente «vulnerável» ao auspicioso mundo da criação constante de conceitos, mais ou menos pretensiosos, nesta comunicação 2.0.

Mas o que realmente me importa é como é que vamos repensar o conceito de consumidor, quando ele mesmo tem um canal total e disponível para comunicar não só com o produtor/criador daquilo que consome, mas também com todos aqueles que consomem o mesmo produto e potenciais consumidores futuros?... Como é que a comunicação pode planificar a reacção do «indivíduo»? A sua relação puramente emotiva e experimental para com um produto e a mensagem que este pretende passar?

No caso I-Phone podemos ver como a figura do prosumer ajuda a causa. Um produto que oferece, claramente, menos funções que os seus pares a um preço nunca inferior, é analisado, experimentado e comunicado de forma massiva e diária pelos seus consumidores. Onde os relatos de experiências positivas ultrapassam notoriamente os exemplos contrários.

Na minha opinião, foi a criação do elo emocional com o potencial consumidor na altura prévia ao lançamento, que serviu de rede de salvação para a protecção da reputação do produto numa era em que a palavra «rede» muitas vezes auspicia o contrário…

Liga-te ao mundo

Na semana passada falámos deste exemplo de marketing viral e hoje, uma semana depois, aqui fica a revelação.

Admito que era um dos meus palpites (pois, pois!?!). Pensando bem nem era difícil.
Prémios tecnológicos, elevados recursos financeiros e era a "Sra." que se seguia do Universo Sonae Distribuição.

O viral (987 comentários, o que tendo em conta as habituais diferenças entre participação activa e passiva deve representar muitos mais page views) e a publicidade funcionaram bem.

Faltou, talvez, a comunicação mais integrada. Talvez para amanhã...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mínimos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de Pequim que agora terminaram são um caso-estudo de Relações Públicas. O desaire português foi criado em parte por uma histeria mediática pré-onda de crime, e pela clara falta de media training (e bom senso) dos atletas portugueses.

Se os media podem desculpar-se e acenar com a bandeira da silly season, ao comité olímpico vai ser mais difícil arranjar justificações. É que, por acaso, havia um director de comunicação na comitiva portuguesa: João Querido Manha, o decano dos bitaites estatísticos na imprensa especializada viajou até à capital chinesa e por lá ficou a assessoriar os nossos atletas.

Por que é que ainda ninguém se perguntou o que é que o senhor Manha (oh, o humor involuntário, a ironia) andou por lá a fazer? E, já agora, terá Querido (ah ha, outra vez) entregue a carteira profissional número 552 da qual é um orgulhoso portador?

Fica-nos o consolo de saber que João Carlos é um orgulho para Minde. Menos mal.