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Hoje é dia de reflexão. E por isso, aqui fica a minha sobre as eleições nos Açores. Amanhã realiza-se o acto eleitoral propriamente dito, de umas eleições “a sério”, daquelas ganhas, efectivamente, na rua e em cima dos palcos.
Se Obama comove muita gente pelos vídeos de milhões de dólares, onde figuras públicas apelam ao voto, a campanha nos Açores comove-me a mim, pouco habituado a ver as pessoas a correrem para ver quem fica na linha da frente, para ser o primeiro a ouvir as palavras do líder do Governo, no discurso de encerramento da campanha. É certo, que a segunda parte do “concerto” era assegurada por Tony Carreira, mas tenho para mim que a motivação provinha do apelo à cidadania.
Muito já se disse sobre as eleições nos EUA, sobre as iniciativas da web 2.0 das candidaturas Obama vs McCain, mas há que por os olhos nas iniciativas levadas a cabo pelas várias candidaturas nos Açores para perceber que, afinal, em política, ganha quem tem... melhor banda sonora! E nesse capítulo, o PS – que governa o arquipélago há muitos anos – jogou forte, jogou muito duro. Tive a felicidade, ou talvez não, de acompanhar a campanha, in loco - e quase louca - em duas ilhas, e via TV nas restantes. Destaco os principais momentos.
Prémio Líder nas estradas: CDU; embora Dina e “a sua voz” (CDP-PP) fosse dos temas mais escutados, a CDU estava em qualquer lugar. Não subi os 2351 metros do Pico, mas certamente que lá bem no topo me esperaria um altifalante da CDU.
Prémio do insólito: Líder do Partido da Terra a entoar rap matarroano no alto de uma encosta de S. Miguel
Prémio caminhos de cabras: medley “Paz, Pão, Povo e Liberdade” / “Melhor é possível, chama a Dona Felicidade” (?!?) – hinos do PSD e PSD Açores
Prémio “porque é ninguém se lembrou disto”: dueto Carlos César e Tony Carreira, no encerramento da campanha em Vila Franca.
Prémio “repita lá outra vez”: Líder do PPM ao criticar a longevidade do Governo PS no arquipélago – para quem defende a monarquia não deixa de ser uma reflexão interessante.
Hoje recebi um e-mail que dava conta de uma iniciativa interessante, dirigida a um público muito especial - os bloggers. É sinal que cada vez mais empresas começam a dar importância crescente a estes meios privilegiados de transmissão de informação.
Para que não conhece, a Gocar Tours (a dos carrinhos amarelos) é uma empresa portuguesa - pelo que me foi dado a conhecer, fruto do empreendedorismo de um conjunto de jovens - e que oferece uma experiência turística muito original por Lisboa.
A acção, com tudo para se tornar viral, é a seguinte: oferta de uma hora grátis a todos aqueles que têm um Blog (ou vários? sinceramente não sei se esta promoção é acumulável). Assim, a empresa convida todos os bloggers a passear 2 ou mais horas de carrinho amarelo por Lisboa, sendo que só se paga a hora inicial. A única coisa que pedem em troca é que descrevamos a experiência no blog.
O produto deve ser bom, se não duvido que escolhessem comunidade tão exigente.
É caso para dizer: mais uma volta, mais uma viagem... por Lisboa!

1. Os blogs corporativos acabam por engrossar os milhões de blogs sem leitores. Porquê? Porque são aborrecidos. São demasiado comerciais e a linguagem não é minimamente adaptada ao meio
2. Um blog tem de ter um tom pessoal. Se soar apenas como megafone da empresa, ninguém o vai ler - Bingo!
3. Os blogs necessitam de conteúdos originais. A blogosfera está cheias de blogs que se comentam entre si, que se citam mutuamente. O que é que a sua empresa traz de original? Ou pelo menos melhor do que qualquer outro no seu nicho - Se não consegue responder o seu teste termina por aqui.
4. Ser blogger requer tempo – e muito. Cada post pode equivaler entre uma a duas horas, entre pesquisa e escrita
5. É necessário estar muito bem informado e ler bastante. Isto é válido para blogs, feeds, fórums, mas também para media tradicionais
6. Um blog não substitui uma campanha de marketing. É apenas mais uma ferramenta da comunicação da empresa – para informação institucional já existem os sites
7. Um blog não substitui a publicidade – se a ideia é vender quartos ou produtos numa determinada data, façam anúncios. Blogs comerciais chamam-se sites
8. Um blog não produz resultados imediatos – os resultados chegam a longo prazo, tal como com as Relações Públicas
9. Os Blogs não são baratos – isto depende, mas um blogger ou editor dedicado e talentoso tem os seus custos
10. É necessário gerar tráfego para o blog. São muitas as maneiras de o fazer. Todas elas requerem tempo, esforço e dinheiro
Acrescento à lista original mais uma pergunta / razão.
11. Tem a certeza de que as pessoas querem ouvir o que você ou a sua empresa têm para dizer?
Posto isto, quem é o próximo a entrar?

Já muito se disse sobre este excelente anúncio criado pela McCann Erickson Portugal e pela Seagulls Fly São Paulo para a associação ambientalista Quercus - um dos mais subtis é este. O que falta dizer é que o anúncio foi agora considerado um dos melhor da semana pela Bestadsontv.com.
Este site especializado, selecciona todas as semanas as melhores acções em várias categorias (TV, viral, imprensa, etc.) e um dos seis escolhidos desta semana, é... Animals / Animais. Estes anúncios ficam, desde há 1 ou 2 semanas, disponíveis para descarregar gratuitamente, em todo o Mundo, via iTunes, o que dá para ter uma ideia do impacto que a campanha terá.
Grande borla da McCann ou uma "jogada" de valor difícil de calcular?

Em parceria com Alzheimer Portugal e Parque Natural Sintra –Cascais PAPA-LÉGUAS REALIZA PASSEIOS DE VOLUNTARIADO COM DOENTES DE ALZHEIMER .

Ironicamente, o maior perigo está no período de máxima escuridão (95% ou mais). Isso acontece devido à falta de luz (quatro vezes menos que o brilho de uma lua cheia), fazendo a pupila dilatar-se, deixando que mais luz passe. Infelizmente, é justamente nesse período que coroa solar torna-se visível aos olhos, cujo repentino brilho pode causar dano imediato e irreversível à retina
Não basta colocar vídeos no YouTube e apinhar sites com botões de "Envie a um amigo" para criar um efeito viral. Neste sentido (e a meu ver), são tiros ao lado os recentes esforços da McDonald's e Vobis neste campo, ainda que pelo menos um dos casos não tenha sido desprovido de sucesso.
E se ao invés de criar mais um blog sobre as tendências mais hips de nichos informados e fashion-sensitive, alguém se dedicasse a compilar as centenas de tendências do mais comum grupo populacional do mundo ocidental?
“Stuff White People Like” é um blog criado por Christian Lander e Myles Valentin que tenta fazer isso mesmo.
Com um humor mordaz, o blog enumera as tendências corriqueiras e “quadradas” da classe média branca e urbana dos E.U.A., por um membro activo do “género” em questão.
O título foi obviamente polémico mas não impediu os 40 milhões de hits do site, as vendas astronómicas do livro e a inclusão do mesmo nas mais prestigiadas listas de best-sellers e must-read dos mais prestigiados sites e publicações no mundo inteiro.
O blog é um excelente exemplo de sucesso, cumprindo à risca todas as regras para alcançar um fenómeno viral, o livro inclui também algo extra, direccionado ao género visado: um teste para descobrir exactamente quão “branco” alguém é na realidade (How White Are You ?).
O blog continua a ser actualizado, inclusive com a participação dos leitores (como um blog deve ser), e a “lista” poderá durar para sempre…
A lista é, também, uma excelente ferramenta para manter os «pés» bem assentes na terra, para nunca esquecer as tendências do maior grupo de consumidores activos no nosso planeta…

a Vaio decidiu-se a fazer esta nos combóios:

Ridículo, não?
É hoje um dos concertos do ano. Aquela que é para muitos a diva da pop Mundial está em Portugal e isso, naturalmente, suscita o maior interesse dos media. O que vai comer, onde vai ficar, quais as exigências, etc. preenchem páginas e fazem correr tinta nos jornais. Mas, uma notícia chama a atenção: a segurança.
Por norma secreta, a segurança do evento tornou-se notícia através de um comunicado oficial que, quarta-feira, “aterrou” nas redacções.
Com ele também a agência de comunicação da empresa de segurança se tornou notícia. Não pela excelente estratégia ou pela exemplar acção de comunicação, mas sim pela tentativa frustrada de reparar o erro de divulgar informação vista como confidencial pela organização.
Duas coisas que habitualmente devem ser discretas, tornaram-se noticia e pelas razões erradas. Em comunicação, a tentação de apresentar resultados nunca se deve sobrepor à capacidade de aconselhamento e ao bom-senso.
Actualmente, a segurança - ainda para mais de uma vedeta mundial - é tema sensível e cliente e agência should know better.




A crise mundial na imprensa escrita levou ao despedimento de centenas de copydesks no final dos anos 90. Os ratos (ou tigres) de biblioteca que caçavam gralhas, erros de sintaxe, ortografia, gramática e outros disparates foram para a rua, abrindo caminho para um admirável mundo novo de enganos hilariantes.Pegando na deixa do nosso "colega" do PiaR (aproveito para agradecer a simpática referência que nos foi feita) de facto, em Portugal, parece haver escassez de speechwriters. Que o diga Cavaco Silva que em menos de uma semana foi obrigado a repetir (ou quase) o mesmo discurso. Embora estivesse em países diferentes - Polónia e Eslováquia - o PR e o seu staff esqueceram-se que a audiência era a mesma - inclusive os jornalistas. Percalços...
Valeu o "olho" atento da SIC. (É necessário ver a notícia quase até ao fim)
PS: Hoje em dia, o YouTube, como outros, são canais privilegiados que também contribuem para as audiências. A partilha de informação tem de ser mais célere, para se estar onde os consumidores - leia-se espectadores - estão. Fica a sugestão.
«Um sundae de almôndega é um resultado infeliz da mistura de duas boas idéias. As almôndegas são a fundação, as coisas das quais precisamos (e algumas vezes queremos). Elas são os commodities sobre os quais muitos negócios são construídos. As coberturas do sundae (calda quente e coisas do tipo) são o novo marketing, as redes sociais, o Google, os blogs e coisas atrativas que tornam as pessoas empolgadas. O desafio que a maioria das organizações enfrenta: eles tentam misturar os dois. Eles procuram colocar o novo marketing em cima do antigo e acabam com nada mais do que um site malsucedido.»
(Seth Godin, numa entrevista publicada em Ideia 2.0)
Sou fan do Seth…
Mais uma vez não desilude. No novo livro (“Meatball Sundae: is your marketing out of sync?”) compara as estratégias de marketing de algumas empresas e organizações a um sundae de almôndegas. Algo que junta duas coisas aparentemente boas de forma singular, mas que resultam terrivelmente quando as tentamos juntar.
Não vou dissertar sobre as ideias do Seth (até porque o livro é bem melhor que qualquer coisa que tente dizer sobre ele), mas insisto na urgência de procurar assegurar estratégias integradas que insistam na mudança e na abertura ao contacto com os clientes…
...É que já estou farto de comer sundaes de almôndegas à portuguesa…

Também sou dos que acham a assinatura da campanha da missão paralímpica portuguesa infeliz. A intenção é certamente boa, mas, na minha opinião, não resulta bem. Acho que somos bons em muitas áreas e estes Jogos serão, certamente, apenas mais um momento para o comprovar.
Ainda assim, reconheço que é forte e que isso facilita a discussão e o boca-a-boca. Como li há dias num post, "Ideias que não me deixem com receio do impacto, não são muito brilhantes!"
Mesmo assim vale a pena ver a campanha de TV...
... e também recordar um excelente anúncio - BBDO Portugal. Quem sabe se a justificação para as diferenças de tratamento está mesmo no treino...
Embora sejam de longe mais medalhados do que quaisquer outros atletas, embora tenham sido responsáveis por fazer ecoar o hino nacional em mais estádios olímpicos do que quaisquer outros, estes atletas são bastante diferentes. Não me refiro às deficiências físicas ou psicológicas que possuem, aos subsídios e patrocínios que não recebem ou até aos adidos que simplesmente não estão lá.
São diferentes porque para eles o desporto ainda é isso mesmo, desporto.
Carlos Lopes - não o maratonista campeão olímpico em 84, mas o primo - arrecadou tudo o que há para ganhar em atletismo. Recebe 350 Euros por mês para representar Portugal. Um atleta "normal" receberia 1250 - ainda assim pouco! Bem diferentes.
Os Jogos Paralímpicos começam amanhã em Pequim e prolongam-se até dia 17 de Setembro.

O vídeo data de Janeiro deste mesmo ano, o conceito, esse já corre tinta e teclados por ai fora há muito mais tempo… Mas o tema não deixa de ser fulcral.
O «prosumer» é hoje o consumidor global e globalizante, integral e integrante, que consome, experimenta o produto, e revela o resultado dessa mesma experiência. Até aqui, nada de novo para quem está minimamente «vulnerável» ao auspicioso mundo da criação constante de conceitos, mais ou menos pretensiosos, nesta comunicação 2.0.
Mas o que realmente me importa é como é que vamos repensar o conceito de consumidor, quando ele mesmo tem um canal total e disponível para comunicar não só com o produtor/criador daquilo que consome, mas também com todos aqueles que consomem o mesmo produto e potenciais consumidores futuros?... Como é que a comunicação pode planificar a reacção do «indivíduo»? A sua relação puramente emotiva e experimental para com um produto e a mensagem que este pretende passar?
No caso I-Phone podemos ver como a figura do prosumer ajuda a causa. Um produto que oferece, claramente, menos funções que os seus pares a um preço nunca inferior, é analisado, experimentado e comunicado de forma massiva e diária pelos seus consumidores. Onde os relatos de experiências positivas ultrapassam notoriamente os exemplos contrários.
Na minha opinião, foi a criação do elo emocional com o potencial consumidor na altura prévia ao lançamento, que serviu de rede de salvação para a protecção da reputação do produto numa era em que a palavra «rede» muitas vezes auspicia o contrário…