terça-feira, 21 de outubro de 2008

Frisky fifty



Aquela que é, provalvelmente, a label mais sexy de todos os tempos está prestes a comemorar 50 anos de vida. Como qualquer um com meio século - ok, excepto talvez a Madonna -, a Motown já teve melhores dias, mas nesses foi responsável por editar as maiores estrelas da soul music, como Diana Ross, Marvin Gaye, Jackson Five ou Stevie Wonder, entre muitos outros.


É precisamente para assinalar 50 anos de existência que vai ser lançada em Dezembro, uma compilação cujas músicas têm a particularidade de serem escolhidas pelos fãs.

Para isso, a editora fez uso das potencialidades da web 2.0. A página da Motown, adaptada para português especificamente para a ocasião, dá a possibilidade aos fãs nacionais de ouvir e escolher as suas cinco canções favoritas, entre 109 temas disponíveis. Já que estão no site também as podem comprar, o que resulta numa forma original de contornar a crise que afecta a indústria discográfica.


Posto isto, let's get it on!

Usar a Crise

Guerrilha Política


O homem que mordeu o cão redux


Adoro esta capa do 24 horas. Honestamente, é brilhante. E o que me satisfaz mais é saber que os paradoxos (homem que morde o cão, paralíticos em fuga), por mais banais que sejam, ainda fazem capas de jornais.

Hoje de manhã vi gente a sacar da carteira para levar o 'vintiquatro' para casa de sorriso trocista nos lábios -- é, na verdade, um esgar de vitória. Ele há freiras caloteiras e isso dá-nos uma tranquilidade imensa, uma felicidade quase beata.

O pecado está ao alcance de todos e até a fonte das virtudes pode secar. Amen.

sábado, 18 de outubro de 2008

E a melhor banda sonora vai para...

Hoje é dia de reflexão. E por isso, aqui fica a minha sobre as eleições nos Açores. Amanhã realiza-se o acto eleitoral propriamente dito, de umas eleições “a sério”, daquelas ganhas, efectivamente, na rua e em cima dos palcos.

Se Obama comove muita gente pelos vídeos de milhões de dólares, onde figuras públicas apelam ao voto, a campanha nos Açores comove-me a mim, pouco habituado a ver as pessoas a correrem para ver quem fica na linha da frente, para ser o primeiro a ouvir as palavras do líder do Governo, no discurso de encerramento da campanha. É certo, que a segunda parte do “concerto” era assegurada por Tony Carreira, mas tenho para mim que a motivação provinha do apelo à cidadania. 

Muito já se disse sobre as eleições nos EUA, sobre as iniciativas da web 2.0 das candidaturas Obama vs McCain, mas há que por os olhos nas iniciativas levadas a cabo pelas várias candidaturas nos Açores para perceber que, afinal, em política, ganha quem tem... melhor banda sonora! E nesse capítulo, o PS – que governa o arquipélago há muitos anos – jogou forte, jogou muito duro. Tive a felicidade, ou talvez não, de acompanhar a campanha, in loco - e quase louca - em duas ilhas, e via TV nas restantes. Destaco os principais momentos.

Prémio Líder nas estradas: CDU; embora Dina e “a sua voz” (CDP-PP) fosse dos temas mais escutados, a CDU estava em qualquer lugar. Não subi os 2351 metros do Pico, mas certamente que lá bem no topo me esperaria um altifalante da CDU.

Prémio do insólito: Líder do Partido da Terra a entoar rap matarroano no alto de uma encosta de S. Miguel

Prémio caminhos de cabras: medley “Paz, Pão, Povo e Liberdade” / “Melhor é possível, chama a Dona Felicidade” (?!?) – hinos do PSD e PSD Açores

Prémio “porque é ninguém se lembrou disto”: dueto Carlos César e Tony Carreira, no encerramento da campanha em Vila Franca.

Prémio “repita lá outra vez”: Líder do PPM ao criticar a longevidade do Governo PS no arquipélago – para quem defende a monarquia não deixa de ser uma reflexão interessante.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Talk to your parents about John Mccain



"Just because everyone your age is doing it, doesn't make it cool"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Democracia

Há quem esteja a criar a primeira marca "democrática". Todos podem dar uma mãozinha.

sábado, 11 de outubro de 2008

O papel químico da Renova

Numa tentativa de produzir um stunt de marketing guerrilha, a Renova recriou o vídeo Food Court Musical, do colectivo de perfomance art Improv Everywhere (conhecidos por acções como o Fronzen Grand Central).

Recriar é, talvez, um eufemismo, uma vez que o vídeo original foi escandalosamente plagiado. Em ambos os casos, o musical improvisado tem lugar na área de restauração de um centro comercial, sendo o mote dado por uma funcionária que, a cantar, pede mais guardanapos. A Renova copiou as personagens, a coreografia, a música e até a letra, que foi traduzida para português. A Improv Everywhere ou os autores da música original não são nunca referidos ou creditados. 

Charlie Todd, um dos fundadores do colectivo, já denunciou também o sucedido, confirmando assim que a Improv Everywhere não foi contactada pela Renova a fim de permitir a utilização do sua ideia. 

O vídeo esteve já disponível no blog da Renova, de onde entretanto foi retirado, mas pode ainda ser visto:


Comparem com o original:

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A excepção à regra

Todas as regras têm excepções. E ainda bem porque caso contrário seria impossível viver em sociedade. Seria o caos com constantes bloqueios.

Hoje, a caminho dos Açores, apercebi-me que, felizmente, e apesar das rigidas regras de segurança, os bebés têm tratamento especial nos aviões. Além das fraldas e dodots, podem levar líquidos e pós - algo proibido para a generalidade dos passageiros. É a segurança de todos que está em causa e, felizmente, há uma excepção criada pelo bom senso.

Nas Empresas, as regras são, por vezes, muitas, demasiadas. Infelizmente, nem sempre há o bom senso necessário para ver ou criar a excepção.

Tap TV

A TAP inaugurou recentemente, julgo que há uns meses, um novo canal de tv a bordo - a TAP TV. Imagem renovada, novos documentários e interesantes conteúdos partilhados com a RTP.

Ponto negativo: passar o resumo do Arsenal - Porto, mais de uma semana depois do acontecimento, ainda por cima quando o resultado foi o que se sabe.

Ponto positivo: terminar a viagem com a apresentação da colecção de verão 2004 da Victoria's Secrets. Haverá coisa mais relaxante que aterrar na companhia de Giselle, Naomi ou Tyra? Duvido.

Wearable art


"They aren't just sneakers, they are wearable art"

Vince, personagem principal da série "Entourage" depois de pagar 20 mil US$ por uma edição especial - únicos - de uns Nike. Haverá algo mais que uma marca possa aspirar?

Crise...para alguns

Cada dia que passa é mais negro do que o anterior nos mercados internacionais. Bancos abrem falência, os governos tomam medidas de apoio às economias nacionais e até o BCE baixou as taxas de juro. Depois da falência do Lehman Brothers, muitos outros bancos de investimento ou seguradoras estão na corda bamba.

Nessa situação encontra-se a AIG, a maior seguradora do mundo, que recebeu uma injecção de capital de 85 mil milhões de dólares da Administração Bush para evitar a sua insolvência.

Poucos dias depois sabe-se que os melhores vendedores do Grupo receberam um prémio de incentivo que consistiu numa semana de férias de luxo. E lá se foram 422 mil dólares, onde se incluem 150 mil em comida e 23 mil em spa. Custos já posteriores à injecção feita pelo Governo dos EUA.

Crise? Qual crise?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Trabalho de Campo

Saber o que as pessoas querem - e o que vão querer - é fundamental para quem trabalha em qualquer profissão ligada ao marketing. E saber o que os outros querem significa conhecê-los, falar com eles, estudá-los. Saber o que os motiva e o que os chateia. O que são, o que querem parecer e para onde querem ir.

Hoje em dia, quem quer dizer que percebe de marketing engole conceitos (inglesismos, por favor) e depois vomita-os como O-Novo-Grande-Génio-do-Marketing. Uma misturada anglo-saxónica que, acredito, faz muito sentido lá na terra deles. Mas Bobo's em Londres são uma coisa e em Lisboa outra.

Para conhecer o target temos de nos misturar. Com consumidores. Com jornalistas. Todos têm uma agenda, preocupações distintas.

Um exercício simples para quem trabalha bens de grande consumo: uma tarde de sábado num hipermercado. Quem compara preços? Quem quer A marca? Como se vestem? Vêm em família?

Conhecer os jornalistas é saber mais do que o seu número de telefone e e-mail. Conhecer os consumidores é saber mais do que encaixá-los em perfis pré-concebidos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Muito obrigado!

A SIC ontem fez anos. Fez 16 anos e isso fez-me ver que já não vou para novo.

Mais do que parabéns, apraz-me dizer obrigado! Obrigado pela lufada de novidade, de mundo que trouxeram ao meu dia-a-dia. Em 1992, tinha eu 12 anos, acabados de completar, e a "caixa que mudou o mundo" transmitia apenas dois canais. Maus, porque a falta de concorrência não incentiva a fazer melhor. A Internet ainda era uma miragem, nós brincavamos na rua e éramos certamente mais felizes.

A SIC trouxe novas caras, outra informacao e uma nova escola de Comunicação. Trouxe novos conteúdos, mais entretenimento e sobretudo uma alternativa.

Os cenários de Taveira, as noites da má língua, as "maravilhas" importadas da RAI, e até mesmo o Big Show Sic - que claramente marcou uma nova forma de fazer televisão, animaram a vida de muitos rapazes e raparigas de 12 anos - o BSS menos.

Por tudo isto, mesmo pelo que não gostei, muito obrigado!

Começa agora uma nova fase da "televisão independente". Nuno Santos terá de mostrar que consegue mais e melhor que Penim, e inclusive do que ele próprio.

Cá estaremos para ver os resultados, mas desde já boa sorte.

Invasão a Lisboa

Hoje recebi um e-mail que dava conta de uma iniciativa interessante, dirigida a um público muito especial - os bloggers. É sinal que cada vez mais empresas começam a dar importância crescente a estes meios privilegiados de transmissão de informação.

Para que não conhece, a Gocar Tours (a dos carrinhos amarelos) é uma empresa portuguesa - pelo que me foi dado a conhecer, fruto do empreendedorismo de um conjunto de jovens - e que oferece uma experiência turística muito original por Lisboa. 

A acção, com tudo para se tornar viral, é a seguinte: oferta de uma hora grátis a todos aqueles que têm um Blog (ou vários? sinceramente não sei se esta promoção é acumulável). Assim, a empresa convida todos os bloggers a passear 2 ou mais horas de carrinho amarelo por Lisboa, sendo que só se paga a hora inicial. A única coisa que pedem em troca é que descrevamos a experiência no blog.

O produto deve ser bom, se não duvido que escolhessem comunidade tão exigente.

É caso para dizer: mais uma volta, mais uma viagem... por Lisboa!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

10 Razões (+ 1) para não ter um blog corporativo


Qualquer blog que se preze deve ter listas. Listas de coisas a fazer, conselhos, to do’s e to don’ts. Aqui fica a nossa primeira.

Em países onde os blogs são uma realidade séria há muito, são as empresas a contactar e contratar as agências e os especialistas na matéria para fazerem blogs corporativos. Por cá, ainda se passa o inverso. São os especialistas que tentam vender blogs “a torto e a direito”, por vezes sem as análises devidas. Resultado? Blogs ao abandono sem leitores nem actualizações. Empresas defraudadas e criticas ao meio. Enfim...

Aqui fica a nossa adaptação de uma lista que encontrei online que deve ser lida por todas as empresas que ponderam entrar na blogosfera. Lamento os “negócios” que possam ficar por fazer!

1. Os blogs corporativos acabam por engrossar os milhões de blogs sem leitores. Porquê? Porque são aborrecidos. São demasiado comerciais e a linguagem não é minimamente adaptada ao meio

2. Um blog tem de ter um tom pessoal. Se soar apenas como megafone da empresa, ninguém o vai ler - Bingo!

3. Os blogs necessitam de conteúdos originais. A blogosfera está cheias de blogs que se comentam entre si, que se citam mutuamente. O que é que a sua empresa traz de original? Ou pelo menos melhor do que qualquer outro no seu nicho - Se não consegue responder o seu teste termina por aqui.

4. Ser blogger requer tempo – e muito. Cada post pode equivaler entre uma a duas horas, entre pesquisa e escrita

5. É necessário estar muito bem informado e ler bastante. Isto é válido para blogs, feeds, fórums, mas também para media tradicionais

6. Um blog não substitui uma campanha de marketing. É apenas mais uma ferramenta da comunicação da empresa – para informação institucional já existem os sites

7. Um blog não substitui a publicidade – se a ideia é vender quartos ou produtos numa determinada data, façam anúncios. Blogs comerciais chamam-se sites

8. Um blog não produz resultados imediatos – os resultados chegam a longo prazo, tal como com as Relações Públicas

9. Os Blogs não são baratos – isto depende, mas um blogger ou editor dedicado e talentoso tem os seus custos
10. É necessário gerar tráfego para o blog. São muitas as maneiras de o fazer. Todas elas requerem tempo, esforço e dinheiro


Acrescento à lista original mais uma pergunta / razão.

11. Tem a certeza de que as pessoas querem ouvir o que você ou a sua empresa têm para dizer?

Posto isto, quem é o próximo a entrar?

sábado, 4 de outubro de 2008

Jobs

Primeiro matam-no, depois um ataque cardiaco? O que vem a seguir? Infecção urinária?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

adivinha



Qual é a agência, qual é ela, que todos dizem que anda às compras, mas afinal está à venda?

E o IgNobel vai para...


Há pessoas com demasiado tempo nas mãos. Uns escrevem em blogs, outros investigam.

Aconselho vivamente a leitura atenta deste artigo do Público online.
* Os IgNobel Prizes são atribuídos pela Annals of Improbable Research, revista cientifica humorística, bimestral, publicada desde 1995 - coisa séria portanto.