terça-feira, 14 de outubro de 2008

Democracia

Há quem esteja a criar a primeira marca "democrática". Todos podem dar uma mãozinha.

sábado, 11 de outubro de 2008

O papel químico da Renova

Numa tentativa de produzir um stunt de marketing guerrilha, a Renova recriou o vídeo Food Court Musical, do colectivo de perfomance art Improv Everywhere (conhecidos por acções como o Fronzen Grand Central).

Recriar é, talvez, um eufemismo, uma vez que o vídeo original foi escandalosamente plagiado. Em ambos os casos, o musical improvisado tem lugar na área de restauração de um centro comercial, sendo o mote dado por uma funcionária que, a cantar, pede mais guardanapos. A Renova copiou as personagens, a coreografia, a música e até a letra, que foi traduzida para português. A Improv Everywhere ou os autores da música original não são nunca referidos ou creditados. 

Charlie Todd, um dos fundadores do colectivo, já denunciou também o sucedido, confirmando assim que a Improv Everywhere não foi contactada pela Renova a fim de permitir a utilização do sua ideia. 

O vídeo esteve já disponível no blog da Renova, de onde entretanto foi retirado, mas pode ainda ser visto:


Comparem com o original:

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A excepção à regra

Todas as regras têm excepções. E ainda bem porque caso contrário seria impossível viver em sociedade. Seria o caos com constantes bloqueios.

Hoje, a caminho dos Açores, apercebi-me que, felizmente, e apesar das rigidas regras de segurança, os bebés têm tratamento especial nos aviões. Além das fraldas e dodots, podem levar líquidos e pós - algo proibido para a generalidade dos passageiros. É a segurança de todos que está em causa e, felizmente, há uma excepção criada pelo bom senso.

Nas Empresas, as regras são, por vezes, muitas, demasiadas. Infelizmente, nem sempre há o bom senso necessário para ver ou criar a excepção.

Tap TV

A TAP inaugurou recentemente, julgo que há uns meses, um novo canal de tv a bordo - a TAP TV. Imagem renovada, novos documentários e interesantes conteúdos partilhados com a RTP.

Ponto negativo: passar o resumo do Arsenal - Porto, mais de uma semana depois do acontecimento, ainda por cima quando o resultado foi o que se sabe.

Ponto positivo: terminar a viagem com a apresentação da colecção de verão 2004 da Victoria's Secrets. Haverá coisa mais relaxante que aterrar na companhia de Giselle, Naomi ou Tyra? Duvido.

Wearable art


"They aren't just sneakers, they are wearable art"

Vince, personagem principal da série "Entourage" depois de pagar 20 mil US$ por uma edição especial - únicos - de uns Nike. Haverá algo mais que uma marca possa aspirar?

Crise...para alguns

Cada dia que passa é mais negro do que o anterior nos mercados internacionais. Bancos abrem falência, os governos tomam medidas de apoio às economias nacionais e até o BCE baixou as taxas de juro. Depois da falência do Lehman Brothers, muitos outros bancos de investimento ou seguradoras estão na corda bamba.

Nessa situação encontra-se a AIG, a maior seguradora do mundo, que recebeu uma injecção de capital de 85 mil milhões de dólares da Administração Bush para evitar a sua insolvência.

Poucos dias depois sabe-se que os melhores vendedores do Grupo receberam um prémio de incentivo que consistiu numa semana de férias de luxo. E lá se foram 422 mil dólares, onde se incluem 150 mil em comida e 23 mil em spa. Custos já posteriores à injecção feita pelo Governo dos EUA.

Crise? Qual crise?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Trabalho de Campo

Saber o que as pessoas querem - e o que vão querer - é fundamental para quem trabalha em qualquer profissão ligada ao marketing. E saber o que os outros querem significa conhecê-los, falar com eles, estudá-los. Saber o que os motiva e o que os chateia. O que são, o que querem parecer e para onde querem ir.

Hoje em dia, quem quer dizer que percebe de marketing engole conceitos (inglesismos, por favor) e depois vomita-os como O-Novo-Grande-Génio-do-Marketing. Uma misturada anglo-saxónica que, acredito, faz muito sentido lá na terra deles. Mas Bobo's em Londres são uma coisa e em Lisboa outra.

Para conhecer o target temos de nos misturar. Com consumidores. Com jornalistas. Todos têm uma agenda, preocupações distintas.

Um exercício simples para quem trabalha bens de grande consumo: uma tarde de sábado num hipermercado. Quem compara preços? Quem quer A marca? Como se vestem? Vêm em família?

Conhecer os jornalistas é saber mais do que o seu número de telefone e e-mail. Conhecer os consumidores é saber mais do que encaixá-los em perfis pré-concebidos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Muito obrigado!

A SIC ontem fez anos. Fez 16 anos e isso fez-me ver que já não vou para novo.

Mais do que parabéns, apraz-me dizer obrigado! Obrigado pela lufada de novidade, de mundo que trouxeram ao meu dia-a-dia. Em 1992, tinha eu 12 anos, acabados de completar, e a "caixa que mudou o mundo" transmitia apenas dois canais. Maus, porque a falta de concorrência não incentiva a fazer melhor. A Internet ainda era uma miragem, nós brincavamos na rua e éramos certamente mais felizes.

A SIC trouxe novas caras, outra informacao e uma nova escola de Comunicação. Trouxe novos conteúdos, mais entretenimento e sobretudo uma alternativa.

Os cenários de Taveira, as noites da má língua, as "maravilhas" importadas da RAI, e até mesmo o Big Show Sic - que claramente marcou uma nova forma de fazer televisão, animaram a vida de muitos rapazes e raparigas de 12 anos - o BSS menos.

Por tudo isto, mesmo pelo que não gostei, muito obrigado!

Começa agora uma nova fase da "televisão independente". Nuno Santos terá de mostrar que consegue mais e melhor que Penim, e inclusive do que ele próprio.

Cá estaremos para ver os resultados, mas desde já boa sorte.

Invasão a Lisboa

Hoje recebi um e-mail que dava conta de uma iniciativa interessante, dirigida a um público muito especial - os bloggers. É sinal que cada vez mais empresas começam a dar importância crescente a estes meios privilegiados de transmissão de informação.

Para que não conhece, a Gocar Tours (a dos carrinhos amarelos) é uma empresa portuguesa - pelo que me foi dado a conhecer, fruto do empreendedorismo de um conjunto de jovens - e que oferece uma experiência turística muito original por Lisboa. 

A acção, com tudo para se tornar viral, é a seguinte: oferta de uma hora grátis a todos aqueles que têm um Blog (ou vários? sinceramente não sei se esta promoção é acumulável). Assim, a empresa convida todos os bloggers a passear 2 ou mais horas de carrinho amarelo por Lisboa, sendo que só se paga a hora inicial. A única coisa que pedem em troca é que descrevamos a experiência no blog.

O produto deve ser bom, se não duvido que escolhessem comunidade tão exigente.

É caso para dizer: mais uma volta, mais uma viagem... por Lisboa!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

10 Razões (+ 1) para não ter um blog corporativo


Qualquer blog que se preze deve ter listas. Listas de coisas a fazer, conselhos, to do’s e to don’ts. Aqui fica a nossa primeira.

Em países onde os blogs são uma realidade séria há muito, são as empresas a contactar e contratar as agências e os especialistas na matéria para fazerem blogs corporativos. Por cá, ainda se passa o inverso. São os especialistas que tentam vender blogs “a torto e a direito”, por vezes sem as análises devidas. Resultado? Blogs ao abandono sem leitores nem actualizações. Empresas defraudadas e criticas ao meio. Enfim...

Aqui fica a nossa adaptação de uma lista que encontrei online que deve ser lida por todas as empresas que ponderam entrar na blogosfera. Lamento os “negócios” que possam ficar por fazer!

1. Os blogs corporativos acabam por engrossar os milhões de blogs sem leitores. Porquê? Porque são aborrecidos. São demasiado comerciais e a linguagem não é minimamente adaptada ao meio

2. Um blog tem de ter um tom pessoal. Se soar apenas como megafone da empresa, ninguém o vai ler - Bingo!

3. Os blogs necessitam de conteúdos originais. A blogosfera está cheias de blogs que se comentam entre si, que se citam mutuamente. O que é que a sua empresa traz de original? Ou pelo menos melhor do que qualquer outro no seu nicho - Se não consegue responder o seu teste termina por aqui.

4. Ser blogger requer tempo – e muito. Cada post pode equivaler entre uma a duas horas, entre pesquisa e escrita

5. É necessário estar muito bem informado e ler bastante. Isto é válido para blogs, feeds, fórums, mas também para media tradicionais

6. Um blog não substitui uma campanha de marketing. É apenas mais uma ferramenta da comunicação da empresa – para informação institucional já existem os sites

7. Um blog não substitui a publicidade – se a ideia é vender quartos ou produtos numa determinada data, façam anúncios. Blogs comerciais chamam-se sites

8. Um blog não produz resultados imediatos – os resultados chegam a longo prazo, tal como com as Relações Públicas

9. Os Blogs não são baratos – isto depende, mas um blogger ou editor dedicado e talentoso tem os seus custos
10. É necessário gerar tráfego para o blog. São muitas as maneiras de o fazer. Todas elas requerem tempo, esforço e dinheiro


Acrescento à lista original mais uma pergunta / razão.

11. Tem a certeza de que as pessoas querem ouvir o que você ou a sua empresa têm para dizer?

Posto isto, quem é o próximo a entrar?

sábado, 4 de outubro de 2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

adivinha



Qual é a agência, qual é ela, que todos dizem que anda às compras, mas afinal está à venda?

E o IgNobel vai para...


Há pessoas com demasiado tempo nas mãos. Uns escrevem em blogs, outros investigam.

Aconselho vivamente a leitura atenta deste artigo do Público online.
* Os IgNobel Prizes são atribuídos pela Annals of Improbable Research, revista cientifica humorística, bimestral, publicada desde 1995 - coisa séria portanto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Quercus best ad

Já muito se disse sobre este excelente anúncio criado pela McCann Erickson Portugal e pela Seagulls Fly São Paulo para a associação ambientalista Quercus - um dos mais subtis é este. O que falta dizer é que o anúncio foi agora considerado um dos melhor da semana pela Bestadsontv.com.

Este site especializado, selecciona todas as semanas as melhores acções em várias categorias (TV, viral, imprensa, etc.) e um dos seis escolhidos desta semana, é... Animals / Animais. Estes anúncios ficam, desde há 1 ou 2 semanas, disponíveis para descarregar gratuitamente, em todo o Mundo, via iTunes, o que dá para ter uma ideia do impacto que a campanha terá.

Grande borla da McCann ou uma "jogada" de valor difícil de calcular?

Eleições Norte-Americanas: Hollywood apela ao voto

Cada vez mais, a abstenção assume um papel extremamente preponderante em qualquer eleição. O desinteresse que os cidadãos demonstram em relação ao seu direito de voto é assustador e revela bem a inércia que assola a sociedade contemporânea.

Se em Portugal, um país pequeno da Europa, a abstenção se faz sentir significativamente, como será nos Estados Unidos. Para fazer face a esta realidade, Leonardo Di Caprio juntou dezenas de celebridades do showbiz norte-americano num vídeo por si realizado e produzido, apelando à participação dos jovens nas eleições de Novembro.

É um grito que parte do actor prodígio de Hollywood (que tem participado activamente em várias causas, com destaque para a questão do Aquecimento Global, ao lado de Al Gore) e ao qual se juntam muitas outras caras sobejamente conhecidas em todo o mundo.

O mote é "Não votes". Mas a transformação da mensagem ao longo do vídeo é sublime, tornando-o num estratégia viral que tem por objectivo que os jovens se recenciem e passem a palavra aos amigos para fazerem o mesmo.

Esperemos que resulte, a favor da democracia.

O que não fazer numa campanha de Marketing viral

O post já tem algum tempo, embora eu só tenha "tropeçado" nele ontem. Mesmo assim, merece uma leitura atenta porque é um bom exemplo daquilo que não se deve fazer quando se lança uma campanha de Marketing viral. E a prova de que até os melhores erram.

A essência do viral é a espontaneidade, o word-of-mouth genuíno que se cria em torno de acções criativas e originais. A recomendação e o reconhecimento surgem como resultado do bom trabalho e não porque tal é sugerido.

Forçar ou influenciar deliberadamente bloggers a escrever sobre determinado tema é tão grave como pressionar jornalistas a seguir determinada orientação na elaboração de um artigo. Não digo que não exista, mas é claramente um risco.

Será é necessária alguma pressãoque para divulgar isto?

Luta de titãs

Admito que quando ouvi na rádio esta notícia pensei que se estavam a referir a mais uma gaffe histórica, daquelas a que George W. Bush nos habituou. Qual o meu espanto quando, afinal, o interveniente era outro - Joe Biden, candidato democrata à vice-presidência dos EUA.

Ao que parece, a homóloga da oposição, Sarah Palin, tem concorrência à altura do outro lado da barricada. Na minha inocência, pensava que para governar um dos países mais poderosos do Mundo, eram necessários alguns conhecimentos gerais e, pelo menos, conhecer a história do País. Afinal não e talvez esteja encontrada a razão para o caos em que se encontra a economia mundial...

Vamos então às gaffes: Numa entrevista concedida à cadeia de televisão CBS, Joe Biden descreveu como o Presidente Roosevelt anunciou na televisão o início da Grande Depressão, na "terça-feira negra" de 1929. Dois pequenos detalhes: à data daquele que foi o maior crash bolsista da história o presidente era Herbert Hoover e a televisão só surgiu uns anos mais tarde.

Anteriormente, Biden já nos tinha "brindado" ao dizer que Barack Obama era o "primeiro afro-americano inteligente, limpo e bem-parecido", elogio que certamente garante uns votos extra em alguns Estados Norte-Americanos.

Avizinha-se o debate entre titãs, Palin vs Biden, hoje de madrugada, com direito a transmissão na SIC Notícias. Ganhará certamente quem estiver mais tempo calado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Como não se fala em bom português

Por contraponto ao post anterior, onde Mourinho foi mais uma vez igual a si próprio, sem papas na língua, confrontando os jornalistas italianos numa guerra de palavras que nunca perde, o técnico português do Sporting, Paulo Bento, afundou-se, "com tranquilidade", num discurso equivocado.

A propósito de uma crítica sobre o facto do treinador fazer substituições tardia e erradamente, Paulo Bento afirmou que isso era fácil de dizer quando se perde e mais difícil quando se ganha. Nem La Palice diria melhor.

O pior foi quando insistiu na tecla e quis dar como exemplo o derby do passado sábado. "Tivemos azar pois quando ia fazer a primeira substituição sofremos o primeiro golo. E quando iam entrar o Liedson e o Pereirinha, sofremos o segundo".

Conclusão: Se pudesse fazer mais substituições, seria goleado, por certo.

Sem dúvida que o poder da comunicação é fundamental, também no futebol. Assim se conquistam balneários e equipas, algo que para os lados de Alvalade não parece acontecer, tal o clima de guerrilha para aquelas bandas.

Assim se fala em bom português

"Não são nove, são 11, e mais os patrocínios faz 14 milhões de euros por ano."

Resposta de Mourinho a um jornalista italiano, publicada hoje no jornal Metro (edição especial cor-de-rosinha - a causa é séria, apoio na luta contra o cancro da mama)

A franqueza do treinador português, muitas vezes confundida com arrogância, é arrebatadora. Exemplo para muitos pseudo-transparentes.