quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Eleições Norte-Americanas: Hollywood apela ao voto
Se em Portugal, um país pequeno da Europa, a abstenção se faz sentir significativamente, como será nos Estados Unidos. Para fazer face a esta realidade, Leonardo Di Caprio juntou dezenas de celebridades do showbiz norte-americano num vídeo por si realizado e produzido, apelando à participação dos jovens nas eleições de Novembro.
É um grito que parte do actor prodígio de Hollywood (que tem participado activamente em várias causas, com destaque para a questão do Aquecimento Global, ao lado de Al Gore) e ao qual se juntam muitas outras caras sobejamente conhecidas em todo o mundo.
O mote é "Não votes". Mas a transformação da mensagem ao longo do vídeo é sublime, tornando-o num estratégia viral que tem por objectivo que os jovens se recenciem e passem a palavra aos amigos para fazerem o mesmo.
Esperemos que resulte, a favor da democracia.
O que não fazer numa campanha de Marketing viral
A essência do viral é a espontaneidade, o word-of-mouth genuíno que se cria em torno de acções criativas e originais. A recomendação e o reconhecimento surgem como resultado do bom trabalho e não porque tal é sugerido.
Forçar ou influenciar deliberadamente bloggers a escrever sobre determinado tema é tão grave como pressionar jornalistas a seguir determinada orientação na elaboração de um artigo. Não digo que não exista, mas é claramente um risco.
Será é necessária alguma pressãoque para divulgar isto?
Luta de titãs
Ao que parece, a homóloga da oposição, Sarah Palin, tem concorrência à altura do outro lado da barricada. Na minha inocência, pensava que para governar um dos países mais poderosos do Mundo, eram necessários alguns conhecimentos gerais e, pelo menos, conhecer a história do País. Afinal não e talvez esteja encontrada a razão para o caos em que se encontra a economia mundial...
Vamos então às gaffes: Numa entrevista concedida à cadeia de televisão CBS, Joe Biden descreveu como o Presidente Roosevelt anunciou na televisão o início da Grande Depressão, na "terça-feira negra" de 1929. Dois pequenos detalhes: à data daquele que foi o maior crash bolsista da história o presidente era Herbert Hoover e a televisão só surgiu uns anos mais tarde.
Anteriormente, Biden já nos tinha "brindado" ao dizer que Barack Obama era o "primeiro afro-americano inteligente, limpo e bem-parecido", elogio que certamente garante uns votos extra em alguns Estados Norte-Americanos.
Avizinha-se o debate entre titãs, Palin vs Biden, hoje de madrugada, com direito a transmissão na SIC Notícias. Ganhará certamente quem estiver mais tempo calado.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Como não se fala em bom português
A propósito de uma crítica sobre o facto do treinador fazer substituições tardia e erradamente, Paulo Bento afirmou que isso era fácil de dizer quando se perde e mais difícil quando se ganha. Nem La Palice diria melhor.
O pior foi quando insistiu na tecla e quis dar como exemplo o derby do passado sábado. "Tivemos azar pois quando ia fazer a primeira substituição sofremos o primeiro golo. E quando iam entrar o Liedson e o Pereirinha, sofremos o segundo".
Conclusão: Se pudesse fazer mais substituições, seria goleado, por certo.
Sem dúvida que o poder da comunicação é fundamental, também no futebol. Assim se conquistam balneários e equipas, algo que para os lados de Alvalade não parece acontecer, tal o clima de guerrilha para aquelas bandas.
Assim se fala em bom português
Resposta de Mourinho a um jornalista italiano, publicada hoje no jornal Metro (edição especial cor-de-rosinha - a causa é séria, apoio na luta contra o cancro da mama)
A franqueza do treinador português, muitas vezes confundida com arrogância, é arrebatadora. Exemplo para muitos pseudo-transparentes.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
ID ME:to be the same

Porque TU mereces.
Compensa. Vive tudo. Senão falhas.
Escolhe à tua medida.
Imagem.
Equipa o corpo. Traduz o que gostas.
Produz o que queres consumir.
Cria. Há arte em todos.
Trabalha-te. Molda-te.
Vende-te.
Cria buzz com ou sem buzzófia.
És uma marca.
Entre os que Parecem.
Algarve ou Allgarve?
O que é feito do Europe's West Coast? Será que foi apenas uma campanha “bonita”, com os "grandes talentos portugueses" e muitos meios, para posicionar Portugal em lugar algum? E quais os resultados de todo este investimento? E a notoriedade do País? Será que melhorou muito com o trabalho da conceituada agência de RP? Seria esta a ideia de Pedro Bidarra quando, em 2003, idealizou o conceito? Duvido!
Custa a compreender como é que um País com apenas 10 milhões de habitantes, maioritariamente iletrado, envolto numa crise social e económica, gasta recursos em tantas campanhas avulsas, ora a promover-se em Espanha, ora em Inglaterra, ora onde calhar.
Meus srs., as boas práticas importam-se! E nesse campo, “Espanha marca®” pontos!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
See the difference?
youtube podia ser last season..
.. ou a importância de ter a ideia certa no momento certo.
Mau copy #2 (ou quando ao humor involuntário se junta o humor negro)
Em parceria com Alzheimer Portugal e Parque Natural Sintra –Cascais PAPA-LÉGUAS REALIZA PASSEIOS DE VOLUNTARIADO COM DOENTES DE ALZHEIMER .
A ideia deste projecto surgiu a partir de uma conversa amigável durante uma caminhada na Costa Vicentina. A necessidade de sensibilizar a opinião pública para a importância do coberto vegetal em Portugal; a alegria de colaborar em trabalhos de plantações de árvores e cortes de plantas parasitas… E porque não realizar estas actividades com os utentes da Alzheimer Portugal? Foi com base nesta ideia simples que chegamos a esta actividade que realizaremos no próximo dia 28 de Setembro.
Desta forma levaremos 25 doentes com Alzheimer com os respectivos familiares e voluntáriospara a serra de Sintra. Limparemos as heras que sufocam muitas das centenárias árvores do parque e, simbolicamente plantaremos 25 árvores (uma por cada doente, para que as mesmas perpetuem a memória de quem as plantará.
A ajuda e boa disposição dos voluntários, que também são clientes e amigos, permitirá criar todos os condimentos para um DIA INESQUECÍVEL…. Haja mais dias assim!
Blog Action Day

O buzzófias também aderiu à causa! Agora sim, isto começa a tomar forma.
domingo, 28 de setembro de 2008
Eclipse total ?
Ironicamente, o maior perigo está no período de máxima escuridão (95% ou mais). Isso acontece devido à falta de luz (quatro vezes menos que o brilho de uma lua cheia), fazendo a pupila dilatar-se, deixando que mais luz passe. Infelizmente, é justamente nesse período que coroa solar torna-se visível aos olhos, cujo repentino brilho pode causar dano imediato e irreversível à retina
The return of Sacha
sábado, 27 de setembro de 2008
iPhoda-se
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Eleições Americanas
O primeiro, o vídeo divulgado no site TheGreatSchlep, onde a comediante Sarah Silverman apela aos netos de judeus que se desloquem à Flórida - conhecida pela sua enorme "colónia" de reformados judeus - e convençam os seus avós a votar em Obama. Silverman vende a ideia desta forma: os avós que votarem em Barack, ainda recebem uma visita dos netos este ano, os que não votarem... bom, como a própria diz: "If they vote for Barack Obama, they're going to get another visit this year. If not, let's just hope they stay healthy until next year."
Para não deixarmos John Mccain sempre de fora, aqui fica um site com a lista de todas as coisas mais jovens que o candidato republicano.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Só para Adultos...
Sim, este é um post com bolinha vermelha no canto...
A Diesel, que sempre nos surpreendeu com os melhores eventos que há memória. (Quem esteve há uns anos nas "cavalariças", ou depois no "casino ilegal", sabe do que estou a falar...)
Desta vez, "they've done it again"...
Utilizando a técnica que alguns conhecem com sfwxxx ( que será qualquer coisa como Safe For Web XXX), convidam o mundo para uma festa de temática porno realizada em 17 cidades ao mesmo tempo e com um cartaz de fazer corar de vergonha muitos festivais de Verão.
O video do convite é surrealmente simples e eficaz, mas não deixa ninguém indiferente...
Pena que a Lisboa não tenha calhado nada...
Nintendo faz YouTube estremecer
Não basta colocar vídeos no YouTube e apinhar sites com botões de "Envie a um amigo" para criar um efeito viral. Neste sentido (e a meu ver), são tiros ao lado os recentes esforços da McDonald's e Vobis neste campo, ainda que pelo menos um dos casos não tenha sido desprovido de sucesso.quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Geração Google
Podemos pesquisar qualquer marca. Qualquer nome.
E, no mundo de oportunidades que o Google é, encontro também um problema. E se o Google me é desfavorável, a mim ou às minhas marcas? E se em vez de uma via verde para o conhecimento o Google for uma fonte de dor de cabeça? Os jornais que amanhã decorarão o balde do lixo, continuarão bem vivos nas páginas de sites e encontrá-los é uma questão de digitar as palavras mágicas. E uma dor de cabeça curada há muitos anos atrás pode "atacar" a qualquer momento.
Depois dos documentos de gestão de crise nos Media, não deviamos preparar a gestão de uma crise de Google?
Uma questão de cultura
Tudo se deve ao facto de os órgãos de comunicação social finlandeses terem sentido alguma responsabilidade no sucedido, devido à ampla cobertura que haviam feito sobre semelhante acontecimento, que tinha ocorrido há cerca de dez meses, optando, por isso, desta feita, pelo silêncio ou não dando a devida relevância ao caso.
Será que isso seria possível em Portugal? Será essa a postura correcta dos jornalistas? Primeiro a liberdade de imprensa ou o dever cívico do jornalista, que é também um cidadão?
É uma questão difícil que não pode, sem sombra de dúvidas, ser vista fora do âmbito cultural de cada país. A cultura latina dificilmente aceitaria uma posição destas, pelo que é utópico pensar que em Portugal, Itália, França ou Espanha isso poderia acontecer.
Esta posição da comunicação social finladesa irá fazer com que este tipo de fenómenos não se repita no seu país? Tenho as minhas dúvidas, mas não deixa de ser muito interessante verificar a força que a classe jornalística tem. Neste caso, a força do silêncio!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Forma e Conteúdo
Sei que apenas uma muito pequena minoria se preocupa com o conteúdo que os políticos têm para oferecer. É que para "mudar" os Estados Unidos é preciso mais do que bons virais e bons discursos. E das ferramentas necessárias ainda não vi grande coisa. É que as multidões depois de galvanizadas, podem tornar-se exigentes e espero mesmo que a equipa de Obama esteja a pensar nos tempos que se seguem ao 4 de Novembro.
Na caixa de comments em baixo, os meus colegas JC e ICS, falaram de "politiquices", "politicas", "medidas" e "lei". Adoro os virais de Obama, o seu sucesso no Facebook, os seus discursos. Mas é bom que ele domine as políticas, as medidas e a lei. É que sem elas não "muda" nada.
O início da Obamania
e tudo começou com isto.
Obamania
Ou como um homem se transformou numa marca.
Na marquesa com
Numa iniciativa que mistura a maca (autópsia) com o divã (psicanálise), a revista Wired coloca o trabalho de uma equipa de jornalistas, editores e fotógrafos na horizontal -- e à vista de toda a gente. Em Storyboard: a profile of a profile revelam-se todos os passos que antecedem a publicação de um perfil: a marcação da entrevista, os problemas com a fotografias, as angústias do redactor. O sujeito de tamanhas inquietações é o realizador Charlie Kaufman, homem pouco dado a atenções mediáticas o que obriga a uma abordagem delicada e várias dores de cabeça.
O que mais me impressionou neste show-and-tell é o contacto permanente, aberto e cooperativo entre editorias e repórter. Um trabalho de equipa permanente, atento e cuidado -- sem paternalismos ou tripes de ego.
domingo, 21 de setembro de 2008
Boas notícias
sábado, 20 de setembro de 2008
À sombra dos brindes

Vender jornais e revistas, nos últimos anos, requer, essencialmente, metros quadrados. Não apenas para guardar os próprios, mas, sobretudo, para armazenar toda a parafernália que nos é oferecida. Quem compra Caras, leva um par de chinelos João Rolo; quem lê a Lux é presenteado com um fantástico páreo estampado assinado pelo Tenente.
Tudo serve para vender. Recordo com saudade as colecções de posters de figuras religiosas (ainda hoje tenho uma irmã Lucia para troca, caso haja interessados) que fizeram disparar as vendas do DN, ou de cruzes históricas que esgotaram edições do 24 horas, por exemplo, em S. Estevão de Baixo.
Já quase não se compram jornais pelo conteúdo. Escolhe-se o brinde e vê-se com que jornal ou revista vem.
Um jornal, hoje em dia, é muito mais que isso. É um produto alargado, do qual a informação é apenas uma das variáveis em análise.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Gente Normal...
E se ao invés de criar mais um blog sobre as tendências mais hips de nichos informados e fashion-sensitive, alguém se dedicasse a compilar as centenas de tendências do mais comum grupo populacional do mundo ocidental?
“Stuff White People Like” é um blog criado por Christian Lander e Myles Valentin que tenta fazer isso mesmo.
Com um humor mordaz, o blog enumera as tendências corriqueiras e “quadradas” da classe média branca e urbana dos E.U.A., por um membro activo do “género” em questão.
O título foi obviamente polémico mas não impediu os 40 milhões de hits do site, as vendas astronómicas do livro e a inclusão do mesmo nas mais prestigiadas listas de best-sellers e must-read dos mais prestigiados sites e publicações no mundo inteiro.
O blog é um excelente exemplo de sucesso, cumprindo à risca todas as regras para alcançar um fenómeno viral, o livro inclui também algo extra, direccionado ao género visado: um teste para descobrir exactamente quão “branco” alguém é na realidade (How White Are You ?).
O blog continua a ser actualizado, inclusive com a participação dos leitores (como um blog deve ser), e a “lista” poderá durar para sempre…
A lista é, também, uma excelente ferramenta para manter os «pés» bem assentes na terra, para nunca esquecer as tendências do maior grupo de consumidores activos no nosso planeta…
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
First

a Vaio decidiu-se a fazer esta nos combóios:

Ridículo, não?
Abençoada auto-promoção!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O caderno
A Caixa de Pandora começa a ser aberta
Não querendo entrar pelo campo da suspeição que isso levanta, dado a Olivedesportos estar ligada a muitos clubes, numa rede própria da Camorra italiana, a verdade é que o S.L. Benfica se prepara para abrir esta Caixa de Pandora, podendo descobrir todo um novo mundo de possibilidades de obtenção de receitas.
Actualmente, os encarnados são o clube com maior receita ao nível dos direitos de transmissão de TV dos seus jogos em Portugal (7 milhões de euros). Muito? Muito pouco! Qualquer clube do fundo da tabela de Espanha, por exemplo, recebe mais do dobro, senão mais, em cada ano. Daí se explique que um clube como o Levante (último classificado da última edição da Liga Espanhola) tivesse um orçamento muito superior a qualquer um dos três grandes da Liga Sagres.
A transmissão do Benfica-Nápoles, no próximo dia 2 de Outubro, no Canal Benfica, marca aquele que poderá ser o início de uma nova era. Só em 2012 é que as águias terminarão o seu contrato com a Olivedesportos e poderão negociar livremente os direitos de transmissão dos seus jogos em casa do escalão maior do futebol nacional. Mas nessa altura não há qualquer dúvida que os pratos da balança deixarão de estar equilibrados. Se Porto e Sporting não seguirem os mesmos passos, os encarnados poderão descolar a nível nacional e aproximarem-se da primeira linha do futebol europeu.
O problema são os interesses e ligações que ainda existem entre os dragões e leões com Joaquim Oliveira, que tudo indica inviabilizarão a quebra do vínculo. Resta saber qual a resposta da Olivedesportos ao adeus do Benfica. O caminho não será tranquilo para Luís Filipe Vieira, isso é certo...adivinham-se guerras e polémicas nos próximos anos em torno do presidente do S.L.Benfica.
domingo, 14 de setembro de 2008
A tentação segundo Madonna
É hoje um dos concertos do ano. Aquela que é para muitos a diva da pop Mundial está em Portugal e isso, naturalmente, suscita o maior interesse dos media. O que vai comer, onde vai ficar, quais as exigências, etc. preenchem páginas e fazem correr tinta nos jornais. Mas, uma notícia chama a atenção: a segurança.
Por norma secreta, a segurança do evento tornou-se notícia através de um comunicado oficial que, quarta-feira, “aterrou” nas redacções.
Com ele também a agência de comunicação da empresa de segurança se tornou notícia. Não pela excelente estratégia ou pela exemplar acção de comunicação, mas sim pela tentativa frustrada de reparar o erro de divulgar informação vista como confidencial pela organização.
Duas coisas que habitualmente devem ser discretas, tornaram-se noticia e pelas razões erradas. Em comunicação, a tentação de apresentar resultados nunca se deve sobrepor à capacidade de aconselhamento e ao bom-senso.
Actualmente, a segurança - ainda para mais de uma vedeta mundial - é tema sensível e cliente e agência should know better.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
A morte de Steve Jobs - parte II

quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Mau copy #1 (ou a importância de um bom nome)

Retirado do site:
«A TECLA 3 foi fundada em 1991 na rua da Palma em Lisboa.
O nosso objectivo foi sempre o da satisfação dos nossos clientes, portanto a nossa qualidade, com o passar do tempo resultou em novos contactos profissionais, que redundaram numa maior exigência técnica».
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Gerar buzz...
Os nossos amigos do PiaR, criaram o desafio “Word Of Mouth”. E em boa hora o fizeram. Aparentemente por sugestão do caríssimo Rui.
A última intervenção no “Word Of Mouth” do PiaR foi de João Duarte, que enumera (a primeira parte) do “Cardápio informativo de um consultor sedutor”.
Pois é João, vou pegar aqui:
- Entretenimento
- Polémica
- Conflito
Para ir para aqui:
Na newsletter de hoje da Briefing é noticiada a “inauguração” do blogue de José Manuel Costa CEO da GCI (Referida na notícia como CGI, não uma, mas duas vezes). Uma inauguração um pouco desfasada do tempo real, uma vez que o blogue data o último post de 8 Agosto (Será que estivemos a fazer posts durante um mês para os por on-line apenas agora? Ou a Briefing só deu pelo blogue hoje de manhã?)
José Manuel Costa foi, também, convidado para a uma intervenção no Word Of Mouth do PiaR. O post surgiu ontem, 8 de Setembro… Mas ao invés de criar um novo post, assina o mesmo post que criou para o seu próprio blogue no dia 26 de Agosto.
Será que isto era uma espécie de teaser do seu próprio blogue que inaugurava oficialmente no dia seguinte? Será que o blogue de José Manuel Costa, de facto, só se tornou público hoje? Faria sentido, mas para a próxima acho que devia atentar na estratégia (melhor, e mais adaptada ao meio em questão) do já referido João Duarte, que deixou a segunda parte do “Cardápio informativo de um consultor sedutor” para o seu próprio blogue…
E, citando José Manuel Costa, não levem nada disto a peito, estamos apenas a “…gerar buzz…”, afinal de contas, somos o Buzzófias.
O tweed e o presente do conjuntivo

O Golfe Report, na Sic Notícias, não é apenas a maior concentração televisiva de polos Ralph Lauren. Não. Este indispensável magazine dedicado ao golfe em Portugal é muito mais do que isso: é um farol do mau português, a lanterna que ilumina o obscuro caminho da má gramática.
No Golfe Report é relatada a vida de uns senhores que se juntam ao domingo para 'jogar ao gólfe'. Como se não fosse suficientemente duro vê-los na TV com aquele bronzeado que parece durar um ano inteiro, ainda temos de saber que eles praticam um bizarro desporto: golfar.
O Priberam explica.
golfar: v. tr.,
expelir em golfadas;
vomitar, jorrar;
arremessar em grande quantidade;
O cavalheiro do Mercedes mal estacionado está a ler isto e a torcer o nariz?
Então vamos chamar o Ciberdúvidas:
Lê-se 'gôlfe', se for o nome dum jogo; e 'golfe', se for o verbo 'golfar' no presente do conjuntivo: 'que eu golfe, que ele golfe (gólfe).
Se vamos tentar ser muito brit então o melhor é encomendar um modelito todo em tweed para as tardes de domingo. Se queremos manter a fonética da palavra convém ter em atenção as homófonas -- e os ouvidos alheios.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Ao som das marcas!
Para ilustrar exemplos vou mencionar três projectos musicais que figuram na minha lista de favoritos. (Aliás, um deles é mesmo o meu favorito!)
· LCD SoundSystem e a Nike
· Digitalism e a Mercedes
· Justice e a Dior
Aconteceu já há quase dois anos. Os LCD SoundSystem foram convidados pela Nike Running para criar uma música de aproximadamente 45 minutos para acompanhar um workout completo dos joggers que aderissem à tecnologia Nike Running. Desta parceria nasceu a faixa «45:33». Dois anos passados e a Nike já convidou, que eu saiba, pelos menos mais três projectos musicais para fazerem algo semelhante: A-Trak, Cassius e Fujiya & Miyagi.
Para o lançamento do Mercedes-GLK, a conhecida marca alemã convidou os Digitalism (também alemães) para criarem uma faixa exclusiva para acompanhar um vídeo-clip completamente interactivo que pode ser visto em http://www.mercedes-glk.com/. Assim nasceu: «Taken Away».
Para o desfile da colecção Primavera/Verão 2009 da casa Dior HOMME, os Justice criaram não uma, mas quatro faixas a que chamaram de «Planisphere». Sendo que o sucessor do álbum «†» é dos mais aguardados pelos fans, escusado será dizer que a colecção de moda conseguiu criar um impacto que vai muito além dos interessados no tema.
Pensar fora da caixa
domingo, 7 de setembro de 2008
LOMO

O sonho de qualquer marca é ser amada. Mais que desejada – o desejo esmorece. Uma marca amada tem seguidores, tem consumidores fieis, tem um nível de lealdade que se regista em poucos campos profissionais.
E, como é que se sabe que a nossa marca é amada? Quando milhões – sim, milhões – de consumidores se juntam, em todo o mundo, para partilhar o seu amor, para registar as suas experiências, quando ser-se consumidor de determinada marca se torna um status.
Isso acontece com a marca de material fotográfico russo LOMO. Tudo começou quando uns estudantes austríacos encontraram exemplares da máquina point and shoot LC-A, numa fábrica na Rússia, e se apaixonaram pelos resultados: cores explosivas e um foco imprevisível.
Resumindo a história – que podem consultar aqui – estes estudantes conseguiram espalhar, por todo o mundo, a missão LOMO, reactivaram a fábrica, e actualmente têm uma plataforma global onde milhões fazem upload das suas imagens, criam portfolio, participarm em concursos. partilham dúvidas e técnicas. Mas, não fica por aqui - para além do site internacional, existem mais de 80 embaixadas lomográficas em dezenas de cidades e milhões de páginas sobre este fenómeno.
Muitos não entendem o fenómeno: é que as máquinas são estranhas, a sua fiabilidade é quase nenhuma e o seu preço é tão exagerado – não esquecer que a maioria das máquinas são de plástico – que quase parece um pequeno luxo.
Mas, nada disso importa quando se fala de amor.
sábado, 6 de setembro de 2008
Rir sobre o leite derramado
A crise mundial na imprensa escrita levou ao despedimento de centenas de copydesks no final dos anos 90. Os ratos (ou tigres) de biblioteca que caçavam gralhas, erros de sintaxe, ortografia, gramática e outros disparates foram para a rua, abrindo caminho para um admirável mundo novo de enganos hilariantes.Por cá, há quem se divirta a compilá-los.
A quantidade de estagiários a colocar online takes da Lusa sem revisão é directamente proporcional à quantidade de humor involuntário presente nalgumas edições electrónicas.
(na foto, equipa de copydesk do Wall Street Journal nos anos 60)
Repetição Presidencial
Pegando na deixa do nosso "colega" do PiaR (aproveito para agradecer a simpática referência que nos foi feita) de facto, em Portugal, parece haver escassez de speechwriters. Que o diga Cavaco Silva que em menos de uma semana foi obrigado a repetir (ou quase) o mesmo discurso. Embora estivesse em países diferentes - Polónia e Eslováquia - o PR e o seu staff esqueceram-se que a audiência era a mesma - inclusive os jornalistas. Percalços...
Valeu o "olho" atento da SIC. (É necessário ver a notícia quase até ao fim)
PS: Hoje em dia, o YouTube, como outros, são canais privilegiados que também contribuem para as audiências. A partilha de informação tem de ser mais célere, para se estar onde os consumidores - leia-se espectadores - estão. Fica a sugestão.
Bom copy #1
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Sundaes de Almôndegas
«Um sundae de almôndega é um resultado infeliz da mistura de duas boas idéias. As almôndegas são a fundação, as coisas das quais precisamos (e algumas vezes queremos). Elas são os commodities sobre os quais muitos negócios são construídos. As coberturas do sundae (calda quente e coisas do tipo) são o novo marketing, as redes sociais, o Google, os blogs e coisas atrativas que tornam as pessoas empolgadas. O desafio que a maioria das organizações enfrenta: eles tentam misturar os dois. Eles procuram colocar o novo marketing em cima do antigo e acabam com nada mais do que um site malsucedido.»
(Seth Godin, numa entrevista publicada em Ideia 2.0)
Sou fan do Seth…
Mais uma vez não desilude. No novo livro (“Meatball Sundae: is your marketing out of sync?”) compara as estratégias de marketing de algumas empresas e organizações a um sundae de almôndegas. Algo que junta duas coisas aparentemente boas de forma singular, mas que resultam terrivelmente quando as tentamos juntar.
Não vou dissertar sobre as ideias do Seth (até porque o livro é bem melhor que qualquer coisa que tente dizer sobre ele), mas insisto na urgência de procurar assegurar estratégias integradas que insistam na mudança e na abertura ao contacto com os clientes…
...É que já estou farto de comer sundaes de almôndegas à portuguesa…
Olhar nos dentes o cavalo dado

É (só) nisto que somos bons?
Também sou dos que acham a assinatura da campanha da missão paralímpica portuguesa infeliz. A intenção é certamente boa, mas, na minha opinião, não resulta bem. Acho que somos bons em muitas áreas e estes Jogos serão, certamente, apenas mais um momento para o comprovar.
Ainda assim, reconheço que é forte e que isso facilita a discussão e o boca-a-boca. Como li há dias num post, "Ideias que não me deixem com receio do impacto, não são muito brilhantes!"
Mesmo assim vale a pena ver a campanha de TV...
... e também recordar um excelente anúncio - BBDO Portugal. Quem sabe se a justificação para as diferenças de tratamento está mesmo no treino...
Embora sejam de longe mais medalhados do que quaisquer outros atletas, embora tenham sido responsáveis por fazer ecoar o hino nacional em mais estádios olímpicos do que quaisquer outros, estes atletas são bastante diferentes. Não me refiro às deficiências físicas ou psicológicas que possuem, aos subsídios e patrocínios que não recebem ou até aos adidos que simplesmente não estão lá.
São diferentes porque para eles o desporto ainda é isso mesmo, desporto.
Carlos Lopes - não o maratonista campeão olímpico em 84, mas o primo - arrecadou tudo o que há para ganhar em atletismo. Recebe 350 Euros por mês para representar Portugal. Um atleta "normal" receberia 1250 - ainda assim pouco! Bem diferentes.
Os Jogos Paralímpicos começam amanhã em Pequim e prolongam-se até dia 17 de Setembro.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Lobby, o monstro papão
Passando para a vida real, ou para um mundo mais civilizado, "lobby" não é um monstro. É uma regra. Uma regra do jogo mediático e só quem não joga é que não é afectado por esta regra. Reparem, "lobby" ou mover influências, é uma ferramenta de trabalho. Pode, e em última análise deve ser, um trabalho em si. Como ser canalizador ou dentista. E o lobby tanto pode (e deve) funcionar com os grandes poderes, como também pelas pequenas e nobres causas.
Portugal é um país pequeno. Toda a gente se conhece. O país da cunha. Acaba por não ser difícil fazer lobby. É preciso conhecer as pessoas certas. É preciso convencer as pessoas certas. No nosso país isso não é nenhuma tarefa hercúlea. Por isso acredito que aos lobbistas lhes saiba muito bem que o "Lobby" seja um monstro.
Publicidade alternativa

São muitas as formas de publicidade alternativa que diariamente são criadas: Vespas com Mupis, Look Walkers (Mupis com pernas...isto é, às costas de pessoas), entre muitos outros. Tudo vale...por isso apresento mais duas formas de publicidade alternativa que demonstram que as regras do jogo são quase nulas. Vale tudo, menos arrancar olhos...até ao dia!
Se falar em Streaker, muitos questionar-se-ão sobre o que significa esta palavra. Passo a explicar. Sabem aqueles loucos que regularmente invadem grandes eventos desportivos todos nús em busca dos seus segundos de fama? Pois é, viraram profissionais e cobram a valer. Mark Roberts e Jimmy Jumper são os expoentes máximos desta actividade. Começaram a fazer isto por pura demência, mas agora "doaram" o seu corpo a causas maiores. A troco de avultadas quantias, invadem grandes eventos apenas com o nome de uma marca/empresa escrita no corpo.
E parece que compensa...recebem multas pecuniárias irrisórias e ainda acabam a dar autógrafos aos policias que um pouco por todo o mundo os vão prendendo, sempre que estes Streakers entram em acção!
Arrisquem! Quem sabe se utilizar um Streaker não pode ser uma estratégia de sucesso no muitas vezes monótono mundo do marketing em Portugal.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Não só de I-Phone vive o viral...
Viral da Samsung para o OMNIA i900...
O Stan também deve ter comprado um I-Phone…
O vídeo data de Janeiro deste mesmo ano, o conceito, esse já corre tinta e teclados por ai fora há muito mais tempo… Mas o tema não deixa de ser fulcral.
O «prosumer» é hoje o consumidor global e globalizante, integral e integrante, que consome, experimenta o produto, e revela o resultado dessa mesma experiência. Até aqui, nada de novo para quem está minimamente «vulnerável» ao auspicioso mundo da criação constante de conceitos, mais ou menos pretensiosos, nesta comunicação 2.0.
Mas o que realmente me importa é como é que vamos repensar o conceito de consumidor, quando ele mesmo tem um canal total e disponível para comunicar não só com o produtor/criador daquilo que consome, mas também com todos aqueles que consomem o mesmo produto e potenciais consumidores futuros?... Como é que a comunicação pode planificar a reacção do «indivíduo»? A sua relação puramente emotiva e experimental para com um produto e a mensagem que este pretende passar?
No caso I-Phone podemos ver como a figura do prosumer ajuda a causa. Um produto que oferece, claramente, menos funções que os seus pares a um preço nunca inferior, é analisado, experimentado e comunicado de forma massiva e diária pelos seus consumidores. Onde os relatos de experiências positivas ultrapassam notoriamente os exemplos contrários.
Na minha opinião, foi a criação do elo emocional com o potencial consumidor na altura prévia ao lançamento, que serviu de rede de salvação para a protecção da reputação do produto numa era em que a palavra «rede» muitas vezes auspicia o contrário…
Liga-te ao mundo
Admito que era um dos meus palpites (pois, pois!?!). Pensando bem nem era difícil.
Prémios tecnológicos, elevados recursos financeiros e era a "Sra." que se seguia do Universo Sonae Distribuição.
O viral (987 comentários, o que tendo em conta as habituais diferenças entre participação activa e passiva deve representar muitos mais page views) e a publicidade funcionaram bem.
Faltou, talvez, a comunicação mais integrada. Talvez para amanhã...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Mínimos Olímpicos
Se os media podem desculpar-se e acenar com a bandeira da silly season, ao comité olímpico vai ser mais difícil arranjar justificações. É que, por acaso, havia um director de comunicação na comitiva portuguesa: João Querido Manha, o decano dos bitaites estatísticos na imprensa especializada viajou até à capital chinesa e por lá ficou a assessoriar os nossos atletas.
Por que é que ainda ninguém se perguntou o que é que o senhor Manha (oh, o humor involuntário, a ironia) andou por lá a fazer? E, já agora, terá Querido (ah ha, outra vez) entregue a carteira profissional número 552 da qual é um orgulhoso portador?
Fica-nos o consolo de saber que João Carlos é um orgulho para Minde. Menos mal.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Se não te juntas a eles, vence-os!
Ora vejamos:
A Sagres patrocina a Liga Portuguesa de Futebol – milhões de euros investidos directa e indirectamente.
A Super Bock (SB) patrocina clubes da Primeira Liga – certamente bem menos dispendioso.
O potencial mediático do Vitória de Setúbal trará a exposição que a SB pretende junto de um público importante e, assim de tudo, marca uma posição junto da concorrência.
Embora, oficialmente seja a Sagres a patrocinar a Liga, todas as imagens televisivas de treinos e jogos - como os níveis de assistências são tão baixos vê-se certamente a bancada – vão mostrar a concorrência. A ver vamos se outros “patrocínios” surgirão.
Anteriormente, a Super Bock já tinha dado mostras de ser uma marca atenta a esta ferramenta. O patrocínio do Super Bock Surf Fest, em Sagres, ou o enorme outdoor à entrada da vila Algarvia dizendo “Bem-vindos a Super Bock” são outros exemplos geniais.
Parabéns a quem desenhou a estratégia e a quem a aprovou.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A morte de Steve Jobs
É comum as grandes publicações prepararem de antemão obituários de personalidades ou gurus da indústria, de forma a facilitar a publicação de uma notícia no caso de uma morte inesperada. Mas ler um obituário de Steve Jobs poderá ter sido desinquietante para muitos - Jobs venceu um cancro há uns anos e correm actualmente rumores sobre o seu débil estado de saúde.
A este propósito, Steve Yelvington pergunta: estarão os obituários obsoletos?
Yelvington aponta que a Internet mudou a forma como lidamos com o tempo (...). Tudo está disponível agora, bem o sabemos. Ao contrário da imprensa, não é só o novo que está à nossa disposição. Existirá, então, espaço para o obituário quando a entrada de Steve Jobs na Wikipeda é tão completa e - como também diz Yelvington - um verdadeiro documento vivo?
A título de curiosidade, e apesar da Bloomberg ter já retirado o documento da rede, o obituário pode ser lido na Gawker. Causa da morte e idade não incluídas, obviamente.
Outra vez os Olímpicos...
Não sei se deram por isso, mas Pequim recebeu, entre 8 e 24 de Agosto, um dos maiores eventos mundiais. Realiza-se de quatro em quatro anos e junta milhares de atletas, oriundos de centenas de países. Se ainda não acertaram falo, claro, das Olimpíadas... do sexo!
Ao que parece, não são só os portugueses que preferem "a caminha" ao Estádio Olímpico. Está explicada a razão porque muitos atletas se esforçam tanto para ir aos Jogos Olímpicos (JO) "pela experiência", mas depois não rendem tanto na pista. Segundo Matthew Syed, ex-atleta olímpico e actualmente jornalista do The Times, por detrás do desporto e dos ideais dos JO está um enorme acampamento de escuteiros, cheio de gente jovem e atlética, com as hormonas a fervilhar.
De acordo com o jornalista, que pode comprovar pessoalmente este fenómeno nos JO de Barcelona e de Sydney, assim que terminam as competições tem início a rambóia. É claro que a notícia já gerou centenas de comentários por todo o Mundo, demonstrando, uma vez mais, que o sexo vende e, muito!
Para a história ficam os números - milhares de preservativos distribuídos e no segredo dos Deuses os usados.
Como diz o anúncio "faça desporto, mas proteja-se"!
PS: Nos JO, Portugal acabou por obter a melhor classificação de sempre - 49º lugar. Resta saber qual a posição ocupada nestes "jogos". Quem sabe se 20 lugares abaixo?
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
100
Poupança? Farta de escrever a cada vez mais idosos que suavemente completam o centenário?Mais do que fazer?
Não.
É que até a Rainha já sabe que os telegramas são tão last season...
7 dias desligado?

Simples. Eficaz.

Get much more for less

The kangaroos have arrived

115 years

Now we also open at night
Há mais.
Love is all you need
Por um lado, uma marca francesa de joalharia, que enche o imaginário das brides to be, e por outro, uma das companhias americanas mais cool.
Quem?
Cartier e Myspace.
Porquê?
A marca francesa queria atingir um novo público, que não sonha com O anel de diamantes, mantendo uma aura de atracção e encanto, e criar novas plataformas para lançar a sua nova colecção: Love Collection.
E como se chega lá?
Com muito amor. Por isso, criaram uma página personalizada no Myspace, lovebycartier. Na lista de amigos da marca estão artistas como Lou Reed, Marion Cotillard, os Phoenix e o Sting. Alguns destes "amigos" da marca, escreveram músicas inspiradas pelo desafio lançado pela marca: "how far will you go for love?".
A ideia é boa, o material artísitico que reuniram é muito bom. Já a adaptação da página da rede social a um conceito de paixão e amor não é inteiramente feliz - falta, exactamente aquilo que querem transmitir. AMOR.
E, nesta altura, as marcas não se podem deixar enganar: digital, mas emocional.
Second Life
Ou seja, pensaram que abrir uma loja no Second Life era aplicar a filosofia de uma loja verdadeira ao formato digital.
Não funcionou. Porquê? Porque no mundo digital, na comunicação directa em que todos são agentes activos, as regras alteram-se.
O Second Life falhou, mas deixou um desafio. Realidades virtuais não são um desafio para amanhã, são um desafio de hoje. O “Avatar-based marketing” tem de ser estudado, aprofundado e compreendido. O SL falhou, mas esta “realidade” veio para ficar.
PR Training
É muitas vezes absurda a noção que as empresas têm das agências. O que me leva mesmo a questionar o que está na base da decisão destas ao contratarem uma agência. O chorrilho de asneiras que ouvimos diariamente é de fazer saltar a tampa ao comum dos mortais. E atenção, enquanto consultores, não podemos utilizar a máxima "o cliente tem sempre razão!", pois nesta área em concreto, muitas vezes não tem.
"É preciso controlar o que os jornalistas escrevem! Nem que tenham de ir à redacção!" Em que mundo é que esta gente vive? Acham que ainda estamos no tempo do Estado Novo e que nós somos os Senhores do Lápis Azul? Esta frase foi proferida há dias por um cliente, insatisfeito pelo facto de uma fotografia de um evento social não fazer referência visual à sua marca.
Outro queria fazer uma conferência de imprensa porque vai levar a cabo uma promoção aos seus clientes. E como resposta ao parecer negativo da agência, diz que o poder de influência que temos junto dos jornalistas é insuficiente!
Por isso, defendo que, tal como o McDonalds, que obriga os accounts de comunicação a estarem uma semana a trabalhar num restaurante da cadeia de Fast Food, para conhecerem por dentro a realidade da empresa, as agências de comunicação deviam convidar os seus clientes a estarem deste lado durante uma semana. O objectivo é perceberem que o papel da agência é ter uma relação de confiança e de proximidade com os jornalistas e não investir o papel de vendedor de bíblias que vende tudo, até a banha da cobra.
Temos de ser uma fonte de informação e não o chato que liga todos os dias a saber se o press release chegou, com uma conversa de vendedor, onde tentamos a todo o custo convencer o pobre desgraçado do outro lado da linha que este novo pacote de leite faz milagres, não há outro igual. Pois sim...
Parir Ratos
Especialista em Comunicação Publicitária? Especialista em Comunicação Institucional? Especialista em Relações Públicas?
Mmmmmmm, estratega?
Bom, deve ter alguns contactos. O costume.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
T-shirt 2.0
Num momento em que só a tecnologia parece ter futuro, aqui estão duas pessoas que utilizam uma plataforma com mais de 100 anos (ver wikipedia)
O segredo? Simples. Timing! Como no trabalho de qualquer consultor de comunicação, basta estar atento à actualidade e manter os meios informados sobre o nosso trabalho. Isto aliado a muito talento, esforço e a ajuda de um endorser bem-humorado - no caso Nuno Markl.
Os resultados (notícias) podem ser vistos e lidos no site da dupla.
É ou não PR eficaz?
O Mágico
A publicidade funciona muitas vezes assim. Às vezes convence, outras não. Mas admiramos e reconhecemos a arte, o engenho e a ilusão de um trabalho, algumas vezes, artístico.
Quando trabalhamos em Media Relations não é assim. Não basta ser um bom ilusionista. Não basta saber uns truques. Quando trabalhamos nesta área, e se queremos ser mesmo bons, temos de ser mágicos. Ser mágico não é ter gestos hipnóticos, nem repetir palavras (conceitos) até que estes percam o sentido. A magia só é mágica quando invisível. Quando nenhum sentido a intui e, sobretudo, quando nem a intuição a sente. O consultor é anónimo e silencioso, calado para o mundo em geral, mas influente. Um consultor não fala, mas é a sua voz que anda na boca do mundo. E isto é magia.
Sobre os inimigos
"Advertising people who ignore research are as dangerous as generals who ignore decodes of enemy signals."
David Ogilvy


