sábado, 27 de setembro de 2008

iPhoda-se


A segunda série d'Os Contemporâneos começou. Acredito que dos que sabem do que é que eu estou a falar, muitos tenham sido apanhados de surpresa pela "novidade". O surpreendente é nem começou esta semana, mas sim no dia 18 (!) quinta-feira, dia de UEFA e de mais algumas dezenas de coisas igualmente interessantes. Não ao Domingo, espaço que conquistaram a pulso na primeira temporada, mas à quinta-feira.

A provar que havia vida para além dos Gato Fedorento (e sem desprimor pelo quarteto), a RTP voltou a apostar na comédia. Infelizmente a aposta foi (é?) tímida e vamos ver por quando tempo se vai manter. 

Esta foi a única auto-promoção - genial - que passou... na Net, como diz Nuno Markl, "guerrilla-style", e por iniciativa dos autores. Mas, enfim, percebe-se porquê. Ultimamente a RTP tem andado ocupada a auto-promover outras caras.

A "guerra" das audiências tem destas coisas. O "fantasma" dos Gato Fedorento está aí (estreia dia 5 de Outubro) e a RTP prefere jogar pelo seguro "na minha geração".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Spectrum ao poder.



Para geeks nostálgicos:

o portátil mais velho.com

Eleições Americanas

Voltando ao tema das eleições americanas, mais duas pérolas.



O primeiro, o vídeo divulgado no site TheGreatSchlep, onde a comediante Sarah Silverman apela aos netos de judeus que se desloquem à Flórida - conhecida pela sua enorme "colónia" de reformados judeus - e convençam os seus avós a votar em Obama. Silverman vende a ideia desta forma: os avós que votarem em Barack, ainda recebem uma visita dos netos este ano, os que não votarem... bom, como a própria diz: "If they vote for Barack Obama, they're going to get another visit this year. If not, let's just hope they stay healthy until next year."

Para não deixarmos John Mccain sempre de fora, aqui fica um site com a lista de todas as coisas mais jovens que o candidato republicano.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Só para Adultos...

O





Sim, este é um post com bolinha vermelha no canto...

A Diesel, que sempre nos surpreendeu com os melhores eventos que há memória. (Quem esteve há uns anos nas "cavalariças", ou depois no "casino ilegal", sabe do que estou a falar...)

Desta vez, "they've done it again"...

Utilizando a técnica que alguns conhecem com sfwxxx ( que será qualquer coisa como Safe For Web XXX), convidam o mundo para uma festa de temática porno realizada em 17 cidades ao mesmo tempo e com um cartaz de fazer corar de vergonha muitos festivais de Verão.

O video do convite é surrealmente simples e eficaz, mas não deixa ninguém indiferente...

Pena que a Lisboa não tenha calhado nada...

Nintendo faz YouTube estremecer

Não basta colocar vídeos no YouTube e apinhar sites com botões de "Envie a um amigo" para criar um efeito viral. Neste sentido (e a meu ver), são tiros ao lado os recentes esforços da McDonald's e Vobis neste campo, ainda que pelo menos um dos casos não tenha sido desprovido de sucesso.

O verdadeiro efeito viral parte sim do boca-a-boca. Vemos qualquer coisa de que tanto gostámos que queremos mostrar aos nossos amigos; queremos que se divirtam ou fiquem boquiabertos como nós ficámos. Vide, por exemplo, o vídeo do telemóvel Omnia i900 mostrado aqui há algumas semanas. Conteúdos criativos, memoráveis ou lúdicos são, assim, um requisito.

E criatividade e originalidade são elementos que não faltam na campanha de lançamento do novo jogo da Nintendo, Wario Land: Shake It!. E não é apenas um simples vídeo no YouTube.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Geração Google

O Google é uma ferramenta fantástica. Para alguém como eu, nascido em 80, é difícil conceber o trabalho sem Google - que faz anos no sábado, como eu. O Google é uma enorme janela de onde podemos olhar o mundo inteiro, do ângulo que escolhemos: as palavras de pesquisa.

Podemos pesquisar qualquer marca. Qualquer nome.

E, no mundo de oportunidades que o Google é, encontro também um problema. E se o Google me é desfavorável, a mim ou às minhas marcas? E se em vez de uma via verde para o conhecimento o Google for uma fonte de dor de cabeça? Os jornais que amanhã decorarão o balde do lixo, continuarão bem vivos nas páginas de sites e encontrá-los é uma questão de digitar as palavras mágicas. E uma dor de cabeça curada há muitos anos atrás pode "atacar" a qualquer momento.

Depois dos documentos de gestão de crise nos Media, não deviamos preparar a gestão de uma crise de Google?

Uma questão de cultura

O dia de ontem foi marcado pelo massacre numa Escola Superior na Finlândia, onde um jovem assassinou 10 colegas, suicidando-se em seguida. O tema faz manchete de vários jornais por toda a Europa, mas curiosamente, muitas pessoas na Finlândia não sabiam do sucedido já a tarde de ontem ia longa.

Tudo se deve ao facto de os órgãos de comunicação social finlandeses terem sentido alguma responsabilidade no sucedido, devido à ampla cobertura que haviam feito sobre semelhante acontecimento, que tinha ocorrido há cerca de dez meses, optando, por isso, desta feita, pelo silêncio ou não dando a devida relevância ao caso.

Será que isso seria possível em Portugal? Será essa a postura correcta dos jornalistas? Primeiro a liberdade de imprensa ou o dever cívico do jornalista, que é também um cidadão?

É uma questão difícil que não pode, sem sombra de dúvidas, ser vista fora do âmbito cultural de cada país. A cultura latina dificilmente aceitaria uma posição destas, pelo que é utópico pensar que em Portugal, Itália, França ou Espanha isso poderia acontecer.

Esta posição da comunicação social finladesa irá fazer com que este tipo de fenómenos não se repita no seu país? Tenho as minhas dúvidas, mas não deixa de ser muito interessante verificar a força que a classe jornalística tem. Neste caso, a força do silêncio!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Media Training

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Forma e Conteúdo

Na caixa de comments descubro reacções apaixonadas à campanha de Obama. É uma boa campanha. Comove e tem, aparentemente, unido os americanos por uma causa, ao mesmo tempo que os trouxe de volta à política.

Sei que apenas uma muito pequena minoria se preocupa com o conteúdo que os políticos têm para oferecer. É que para "mudar" os Estados Unidos é preciso mais do que bons virais e bons discursos. E das ferramentas necessárias ainda não vi grande coisa. É que as multidões depois de galvanizadas, podem tornar-se exigentes e espero mesmo que a equipa de Obama esteja a pensar nos tempos que se seguem ao 4 de Novembro.

Na caixa de comments em baixo, os meus colegas JC e ICS, falaram de "politiquices", "politicas", "medidas" e "lei". Adoro os virais de Obama, o seu sucesso no Facebook, os seus discursos. Mas é bom que ele domine as políticas, as medidas e a lei. É que sem elas não "muda" nada.

O início da Obamania




e tudo começou com isto.

Obamania



Ou como um homem se transformou numa marca.

Na marquesa com




Numa iniciativa que mistura a maca (autópsia) com o divã (psicanálise), a revista Wired coloca o trabalho de uma equipa de jornalistas, editores e fotógrafos na horizontal -- e à vista de toda a gente. Em Storyboard: a profile of a profile revelam-se todos os passos que antecedem a publicação de um perfil: a marcação da entrevista, os problemas com a fotografias, as angústias do redactor. O sujeito de tamanhas inquietações é o realizador Charlie Kaufman, homem pouco dado a atenções mediáticas o que obriga a uma abordagem delicada e várias dores de cabeça.

O que mais me impressionou neste show-and-tell é o contacto permanente, aberto e cooperativo entre editorias e repórter. Um trabalho de equipa permanente, atento e cuidado -- sem paternalismos ou tripes de ego.

domingo, 21 de setembro de 2008

Boas notícias

Há boas notícias para quem acompanha este blog. Dois dos autores iniciaram um curso de escrita criativa com quem mais sabe disto em Portugal. Pode ser que a qualidade dos posts melhor (como se fosse possível!).

Entretanto podem seguir, semanalmente, o desenrolar das operações aqui.

sábado, 20 de setembro de 2008

À sombra dos brindes


Vender jornais e revistas, nos últimos anos, requer, essencialmente, metros quadrados. Não apenas para guardar os próprios, mas, sobretudo, para armazenar toda a parafernália que nos é oferecida. Quem compra Caras, leva um par de chinelos João Rolo; quem lê a Lux é presenteado com um fantástico páreo estampado assinado pelo Tenente.

Tudo serve para vender. Recordo com saudade as colecções de posters de figuras religiosas (ainda hoje tenho uma irmã Lucia para troca, caso haja interessados) que fizeram disparar as vendas do DN, ou de cruzes históricas que esgotaram edições do 24 horas, por exemplo, em S. Estevão de Baixo.

Já quase não se compram jornais pelo conteúdo. Escolhe-se o brinde e vê-se com que jornal ou revista vem.

Mas ainda havia alguns resistentes. Havia porque hoje o Sol traz "oficialmente" brinde. Contrariamente ao que o seu director defendeu no arranque do jornal, também o Sol se rendeu aos encantos do Marketing, das ofertas e promoções. A ver vamos se o "logro" se reflecte em vendas.

Um jornal, hoje em dia, é muito mais que isso. É um produto alargado, do qual a informação é apenas uma das variáveis em análise.

Ah, e, pelos vistos, no jornalismo ou no mundo empresarial, a única palavra que conta é a do accionista.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Gente Normal...


E se ao invés de criar mais um blog sobre as tendências mais hips de nichos informados e fashion-sensitive, alguém se dedicasse a compilar as centenas de tendências do mais comum grupo populacional do mundo ocidental?

“Stuff White People Like” é um blog criado por Christian Lander e Myles Valentin que tenta fazer isso mesmo.

Com um humor mordaz, o blog enumera as tendências corriqueiras e “quadradas” da classe média branca e urbana dos E.U.A., por um membro activo do “género” em questão.

O título foi obviamente polémico mas não impediu os 40 milhões de hits do site, as vendas astronómicas do livro e a inclusão do mesmo nas mais prestigiadas listas de best-sellers e must-read dos mais prestigiados sites e publicações no mundo inteiro.

O blog é um excelente exemplo de sucesso, cumprindo à risca todas as regras para alcançar um fenómeno viral, o livro inclui também algo extra, direccionado ao género visado: um teste para descobrir exactamente quão “branco” alguém é na realidade (How White Are You ?).

O blog continua a ser actualizado, inclusive com a participação dos leitores (como um blog deve ser), e a “lista” poderá durar para sempre…

A lista é, também, uma excelente ferramenta para manter os «pés» bem assentes na terra, para nunca esquecer as tendências do maior grupo de consumidores activos no nosso planeta…

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

First

Em comunicação, ser o primeiro é fundamental. O segundo pode ser (e muitas vezes é) o primeiro dos loosers. Estar atento à concorrência é uma coisa. Imitá-la é ridículo. Depois de a Apple lançar esta campanha nos tabuleiros dos aviões:





a Vaio decidiu-se a fazer esta nos combóios:


Ridículo, não?




Abençoada auto-promoção!

Foi notícia há uns dias que, em Agosto, os quatro principais canais de televisão nacionais passaram 77 horas de auto-promoção, cerca de 17% do total de publicidade transmitida durante o mês. Eu acho francamente pouco, sobretudo quando somos brindados com pérolas como este, chamemos-lhe, "teaser". Já nos tínhamos habituado à auto-promoção de elevadíssima qualidade da SIC Notícias, agora é a vez da RTP1 presentear-nos com igual nível. Será o "apoio criativo" da Brandia Central a dar os seus primeiros frutos? 


Ficamos ou não cheios de vontade de ver o, chamemos-lhe, programa de música? 
Abençoada seja a auto-promoção!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O caderno

A Internet permite-nos a estas infâmias. Coloco-me em bicos de pés para dizer que temos "novo colega" na blogosfera. Mais um "escritor a sério", que coloca os seus pensamentos online, quem sabe se para chegar à geração gloogle - aquela que já não consegue ler livros, apenas posts.

A Caixa de Pandora começa a ser aberta

Anos e anos de um monopólio que poderá estar a caminho do fim. Falo da questão dos direitos de transmissão de TV do futebol português, detidos pela Olivedesportos há mais de uma década. A sobrevivência dos clubes portugueses dependeu sempre (e continua a depender) desta "renda". Completamente hipotecados à Olivedesportos, a maior parte dos clubes adiantou receitas de TV para poder sobreviver, dependendo por isso da empresa de Joaquim Oliveira.

Não querendo entrar pelo campo da suspeição que isso levanta, dado a Olivedesportos estar ligada a muitos clubes, numa rede própria da Camorra italiana, a verdade é que o S.L. Benfica se prepara para abrir esta Caixa de Pandora, podendo descobrir todo um novo mundo de possibilidades de obtenção de receitas.

Actualmente, os encarnados são o clube com maior receita ao nível dos direitos de transmissão de TV dos seus jogos em Portugal (7 milhões de euros). Muito? Muito pouco! Qualquer clube do fundo da tabela de Espanha, por exemplo, recebe mais do dobro, senão mais, em cada ano. Daí se explique que um clube como o Levante (último classificado da última edição da Liga Espanhola) tivesse um orçamento muito superior a qualquer um dos três grandes da Liga Sagres.

A transmissão do Benfica-Nápoles, no próximo dia 2 de Outubro, no Canal Benfica, marca aquele que poderá ser o início de uma nova era. Só em 2012 é que as águias terminarão o seu contrato com a Olivedesportos e poderão negociar livremente os direitos de transmissão dos seus jogos em casa do escalão maior do futebol nacional. Mas nessa altura não há qualquer dúvida que os pratos da balança deixarão de estar equilibrados. Se Porto e Sporting não seguirem os mesmos passos, os encarnados poderão descolar a nível nacional e aproximarem-se da primeira linha do futebol europeu.

O problema são os interesses e ligações que ainda existem entre os dragões e leões com Joaquim Oliveira, que tudo indica inviabilizarão a quebra do vínculo. Resta saber qual a resposta da Olivedesportos ao adeus do Benfica. O caminho não será tranquilo para Luís Filipe Vieira, isso é certo...adivinham-se guerras e polémicas nos próximos anos em torno do presidente do S.L.Benfica.

domingo, 14 de setembro de 2008

A tentação segundo Madonna

É hoje um dos concertos do ano. Aquela que é para muitos a diva da pop Mundial está em Portugal e isso, naturalmente, suscita o maior interesse dos media. O que vai comer, onde vai ficar, quais as exigências, etc. preenchem páginas e fazem correr tinta nos jornais. Mas, uma notícia chama a atenção: a segurança.

Por norma secreta, a segurança do evento tornou-se notícia através de um comunicado oficial que, quarta-feira, “aterrou” nas redacções.

Com ele também a agência de comunicação da empresa de segurança se tornou notícia. Não pela excelente estratégia ou pela exemplar acção de comunicação, mas sim pela tentativa frustrada de reparar o erro de divulgar informação vista como confidencial pela organização.

Duas coisas que habitualmente devem ser discretas, tornaram-se noticia e pelas razões erradas. Em comunicação, a tentação de apresentar resultados nunca se deve sobrepor à capacidade de aconselhamento e ao bom-senso. 

Actualmente, a segurança - ainda para mais de uma vedeta mundial - é tema sensível e cliente e agência should know better.