domingo, 21 de setembro de 2008

Boas notícias

Há boas notícias para quem acompanha este blog. Dois dos autores iniciaram um curso de escrita criativa com quem mais sabe disto em Portugal. Pode ser que a qualidade dos posts melhor (como se fosse possível!).

Entretanto podem seguir, semanalmente, o desenrolar das operações aqui.

sábado, 20 de setembro de 2008

À sombra dos brindes


Vender jornais e revistas, nos últimos anos, requer, essencialmente, metros quadrados. Não apenas para guardar os próprios, mas, sobretudo, para armazenar toda a parafernália que nos é oferecida. Quem compra Caras, leva um par de chinelos João Rolo; quem lê a Lux é presenteado com um fantástico páreo estampado assinado pelo Tenente.

Tudo serve para vender. Recordo com saudade as colecções de posters de figuras religiosas (ainda hoje tenho uma irmã Lucia para troca, caso haja interessados) que fizeram disparar as vendas do DN, ou de cruzes históricas que esgotaram edições do 24 horas, por exemplo, em S. Estevão de Baixo.

Já quase não se compram jornais pelo conteúdo. Escolhe-se o brinde e vê-se com que jornal ou revista vem.

Mas ainda havia alguns resistentes. Havia porque hoje o Sol traz "oficialmente" brinde. Contrariamente ao que o seu director defendeu no arranque do jornal, também o Sol se rendeu aos encantos do Marketing, das ofertas e promoções. A ver vamos se o "logro" se reflecte em vendas.

Um jornal, hoje em dia, é muito mais que isso. É um produto alargado, do qual a informação é apenas uma das variáveis em análise.

Ah, e, pelos vistos, no jornalismo ou no mundo empresarial, a única palavra que conta é a do accionista.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Gente Normal...


E se ao invés de criar mais um blog sobre as tendências mais hips de nichos informados e fashion-sensitive, alguém se dedicasse a compilar as centenas de tendências do mais comum grupo populacional do mundo ocidental?

“Stuff White People Like” é um blog criado por Christian Lander e Myles Valentin que tenta fazer isso mesmo.

Com um humor mordaz, o blog enumera as tendências corriqueiras e “quadradas” da classe média branca e urbana dos E.U.A., por um membro activo do “género” em questão.

O título foi obviamente polémico mas não impediu os 40 milhões de hits do site, as vendas astronómicas do livro e a inclusão do mesmo nas mais prestigiadas listas de best-sellers e must-read dos mais prestigiados sites e publicações no mundo inteiro.

O blog é um excelente exemplo de sucesso, cumprindo à risca todas as regras para alcançar um fenómeno viral, o livro inclui também algo extra, direccionado ao género visado: um teste para descobrir exactamente quão “branco” alguém é na realidade (How White Are You ?).

O blog continua a ser actualizado, inclusive com a participação dos leitores (como um blog deve ser), e a “lista” poderá durar para sempre…

A lista é, também, uma excelente ferramenta para manter os «pés» bem assentes na terra, para nunca esquecer as tendências do maior grupo de consumidores activos no nosso planeta…

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

First

Em comunicação, ser o primeiro é fundamental. O segundo pode ser (e muitas vezes é) o primeiro dos loosers. Estar atento à concorrência é uma coisa. Imitá-la é ridículo. Depois de a Apple lançar esta campanha nos tabuleiros dos aviões:





a Vaio decidiu-se a fazer esta nos combóios:


Ridículo, não?




Abençoada auto-promoção!

Foi notícia há uns dias que, em Agosto, os quatro principais canais de televisão nacionais passaram 77 horas de auto-promoção, cerca de 17% do total de publicidade transmitida durante o mês. Eu acho francamente pouco, sobretudo quando somos brindados com pérolas como este, chamemos-lhe, "teaser". Já nos tínhamos habituado à auto-promoção de elevadíssima qualidade da SIC Notícias, agora é a vez da RTP1 presentear-nos com igual nível. Será o "apoio criativo" da Brandia Central a dar os seus primeiros frutos? 


Ficamos ou não cheios de vontade de ver o, chamemos-lhe, programa de música? 
Abençoada seja a auto-promoção!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O caderno

A Internet permite-nos a estas infâmias. Coloco-me em bicos de pés para dizer que temos "novo colega" na blogosfera. Mais um "escritor a sério", que coloca os seus pensamentos online, quem sabe se para chegar à geração gloogle - aquela que já não consegue ler livros, apenas posts.

A Caixa de Pandora começa a ser aberta

Anos e anos de um monopólio que poderá estar a caminho do fim. Falo da questão dos direitos de transmissão de TV do futebol português, detidos pela Olivedesportos há mais de uma década. A sobrevivência dos clubes portugueses dependeu sempre (e continua a depender) desta "renda". Completamente hipotecados à Olivedesportos, a maior parte dos clubes adiantou receitas de TV para poder sobreviver, dependendo por isso da empresa de Joaquim Oliveira.

Não querendo entrar pelo campo da suspeição que isso levanta, dado a Olivedesportos estar ligada a muitos clubes, numa rede própria da Camorra italiana, a verdade é que o S.L. Benfica se prepara para abrir esta Caixa de Pandora, podendo descobrir todo um novo mundo de possibilidades de obtenção de receitas.

Actualmente, os encarnados são o clube com maior receita ao nível dos direitos de transmissão de TV dos seus jogos em Portugal (7 milhões de euros). Muito? Muito pouco! Qualquer clube do fundo da tabela de Espanha, por exemplo, recebe mais do dobro, senão mais, em cada ano. Daí se explique que um clube como o Levante (último classificado da última edição da Liga Espanhola) tivesse um orçamento muito superior a qualquer um dos três grandes da Liga Sagres.

A transmissão do Benfica-Nápoles, no próximo dia 2 de Outubro, no Canal Benfica, marca aquele que poderá ser o início de uma nova era. Só em 2012 é que as águias terminarão o seu contrato com a Olivedesportos e poderão negociar livremente os direitos de transmissão dos seus jogos em casa do escalão maior do futebol nacional. Mas nessa altura não há qualquer dúvida que os pratos da balança deixarão de estar equilibrados. Se Porto e Sporting não seguirem os mesmos passos, os encarnados poderão descolar a nível nacional e aproximarem-se da primeira linha do futebol europeu.

O problema são os interesses e ligações que ainda existem entre os dragões e leões com Joaquim Oliveira, que tudo indica inviabilizarão a quebra do vínculo. Resta saber qual a resposta da Olivedesportos ao adeus do Benfica. O caminho não será tranquilo para Luís Filipe Vieira, isso é certo...adivinham-se guerras e polémicas nos próximos anos em torno do presidente do S.L.Benfica.

domingo, 14 de setembro de 2008

A tentação segundo Madonna

É hoje um dos concertos do ano. Aquela que é para muitos a diva da pop Mundial está em Portugal e isso, naturalmente, suscita o maior interesse dos media. O que vai comer, onde vai ficar, quais as exigências, etc. preenchem páginas e fazem correr tinta nos jornais. Mas, uma notícia chama a atenção: a segurança.

Por norma secreta, a segurança do evento tornou-se notícia através de um comunicado oficial que, quarta-feira, “aterrou” nas redacções.

Com ele também a agência de comunicação da empresa de segurança se tornou notícia. Não pela excelente estratégia ou pela exemplar acção de comunicação, mas sim pela tentativa frustrada de reparar o erro de divulgar informação vista como confidencial pela organização.

Duas coisas que habitualmente devem ser discretas, tornaram-se noticia e pelas razões erradas. Em comunicação, a tentação de apresentar resultados nunca se deve sobrepor à capacidade de aconselhamento e ao bom-senso. 

Actualmente, a segurança - ainda para mais de uma vedeta mundial - é tema sensível e cliente e agência should know better.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A morte de Steve Jobs - parte II

No seguimento do incidente da publicação do obituário de Steve Jobs, pela Bloomberg, o presidente da Apple respondeu desta maneira. Anteontem, na apresentação do novo iPod Nano.




simples, eficaz, mordaz.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mau copy #1 (ou a importância de um bom nome)


Na Avenida Almirante Reis, Lisboa, há uma empresa de artes gráficas chamada Tecla 3.

Retirado do site:
«A TECLA 3 foi fundada em 1991 na rua da Palma em Lisboa.
O nosso objectivo foi sempre o da satisfação dos nossos clientes, portanto a nossa qualidade, com o passar do tempo resultou em novos contactos profissionais, que redundaram numa maior exigência técnica».

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Gerar buzz...

Nisto da blogosfera… há que estar atento. É que existe muita gente que não tem mais nada para fazer…

Os nossos amigos do PiaR, criaram o desafio “Word Of Mouth”. E em boa hora o fizeram. Aparentemente por sugestão do caríssimo Rui.

A última intervenção no “Word Of Mouth” do PiaR foi de João Duarte, que enumera (a primeira parte) do “Cardápio informativo de um consultor sedutor”.

Pois é João, vou pegar aqui:

- Entretenimento
- Polémica
- Conflito

Para ir para aqui:

Na newsletter de hoje da Briefing é noticiada a “inauguração” do blogue de José Manuel Costa CEO da GCI (Referida na notícia como CGI, não uma, mas duas vezes). Uma inauguração um pouco desfasada do tempo real, uma vez que o blogue data o último post de 8 Agosto (Será que estivemos a fazer posts durante um mês para os por on-line apenas agora? Ou a Briefing só deu pelo blogue hoje de manhã?)

José Manuel Costa foi, também, convidado para a uma intervenção no Word Of Mouth do PiaR. O post surgiu ontem, 8 de Setembro… Mas ao invés de criar um novo post, assina o mesmo post que criou para o seu próprio blogue no dia 26 de Agosto.

Será que isto era uma espécie de teaser do seu próprio blogue que inaugurava oficialmente no dia seguinte? Será que o blogue de José Manuel Costa, de facto, só se tornou público hoje? Faria sentido, mas para a próxima acho que devia atentar na estratégia (melhor, e mais adaptada ao meio em questão) do já referido João Duarte, que deixou a segunda parte do “Cardápio informativo de um consultor sedutor” para o seu próprio blogue…

E, citando José Manuel Costa, não levem nada disto a peito, estamos apenas a “…gerar buzz…”, afinal de contas, somos o Buzzófias.

O tweed e o presente do conjuntivo



O Golfe Report, na Sic Notícias, não é apenas a maior concentração televisiva de polos Ralph Lauren. Não. Este indispensável magazine dedicado ao golfe em Portugal é muito mais do que isso: é um farol do mau português, a lanterna que ilumina o obscuro caminho da má gramática.

No Golfe Report é relatada a vida de uns senhores que se juntam ao domingo para 'jogar ao gólfe'. Como se não fosse suficientemente duro vê-los na TV com aquele bronzeado que parece durar um ano inteiro, ainda temos de saber que eles praticam um bizarro desporto: golfar.

O Priberam explica.

golfar: v. tr.,
expelir em golfadas;
vomitar, jorrar;

arremessar em grande quantidade;

O cavalheiro do Mercedes mal estacionado está a ler isto e a torcer o nariz?

Então vamos chamar o Ciberdúvidas:

Lê-se 'gôlfe', se for o nome dum jogo; e 'golfe', se for o verbo 'golfar' no presente do conjuntivo: 'que eu golfe, que ele golfe (gólfe).

Se vamos tentar ser muito brit então o melhor é encomendar um modelito todo em tweed para as tardes de domingo. Se queremos manter a fonética da palavra convém ter em atenção as homófonas -- e os ouvidos alheios.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ao som das marcas!

Se muita gente tem escrito sobre o fim da indústria musical como a conhecemos, também é verdade que este negócio sabe, por vezes, reinventar-se dentro de plataformas de marketing e comunicação, que de tão inovadoras, podem ser consideradas um quase “mecenato” das marcas à música. Mas nesta parceria ganham as duas partes. Se é verdade que os artistas descobrem uma nova plataforma de divulgação, não é menos verdade que as marcas encontram na relação emocional que esta tem com o público, um «aproach» quase directo à relação emocional que o «target» tem com o produto em questão.

Para ilustrar exemplos vou mencionar três projectos musicais que figuram na minha lista de favoritos. (Aliás, um deles é mesmo o meu favorito!)

· LCD SoundSystem e a Nike
· Digitalism e a Mercedes
· Justice e a Dior















Aconteceu já há quase dois anos. Os LCD SoundSystem foram convidados pela Nike Running para criar uma música de aproximadamente 45 minutos para acompanhar um workout completo dos joggers que aderissem à tecnologia Nike Running. Desta parceria nasceu a faixa «45:33». Dois anos passados e a Nike já convidou, que eu saiba, pelos menos mais três projectos musicais para fazerem algo semelhante: A-Trak, Cassius e Fujiya & Miyagi.



Para o lançamento do Mercedes-GLK, a conhecida marca alemã convidou os Digitalism (também alemães) para criarem uma faixa exclusiva para acompanhar um vídeo-clip completamente interactivo que pode ser visto em http://www.mercedes-glk.com/. Assim nasceu: «Taken Away».



Para o desfile da colecção Primavera/Verão 2009 da casa Dior HOMME, os Justice criaram não uma, mas quatro faixas a que chamaram de «Planisphere». Sendo que o sucessor do álbum «» é dos mais aguardados pelos fans, escusado será dizer que a colecção de moda conseguiu criar um impacto que vai muito além dos interessados no tema.

Pensar fora da caixa


Reparem onde estão os braços de Nani na terceira parte desta fantástica fotomontagem d' A Bola. É assim mesmo!

domingo, 7 de setembro de 2008

LOMO




O sonho de qualquer marca é ser amada. Mais que desejada – o desejo esmorece. Uma marca amada tem seguidores, tem consumidores fieis, tem um nível de lealdade que se regista em poucos campos profissionais.

E, como é que se sabe que a nossa marca é amada? Quando milhões – sim, milhões – de consumidores se juntam, em todo o mundo, para partilhar o seu amor, para registar as suas experiências, quando ser-se consumidor de determinada marca se torna um status.

Isso acontece com a marca de material fotográfico russo LOMO. Tudo começou quando uns estudantes austríacos encontraram exemplares da máquina point and shoot LC-A, numa fábrica na Rússia, e se apaixonaram pelos resultados: cores explosivas e um foco imprevisível.

Resumindo a história – que podem consultar aqui – estes estudantes conseguiram espalhar, por todo o mundo, a missão LOMO, reactivaram a fábrica, e actualmente têm uma plataforma global onde milhões fazem upload das suas imagens, criam portfolio, participarm em concursos. partilham dúvidas e técnicas. Mas, não fica por aqui - para além do site internacional, existem mais de 80 embaixadas lomográficas em dezenas de cidades e milhões de páginas sobre este fenómeno.

Muitos não entendem o fenómeno: é que as máquinas são estranhas, a sua fiabilidade é quase nenhuma e o seu preço é tão exagerado – não esquecer que a maioria das máquinas são de plástico – que quase parece um pequeno luxo.

Mas, nada disso importa quando se fala de amor.

sábado, 6 de setembro de 2008

Rir sobre o leite derramado

A crise mundial na imprensa escrita levou ao despedimento de centenas de copydesks no final dos anos 90. Os ratos (ou tigres) de biblioteca que caçavam gralhas, erros de sintaxe, ortografia, gramática e outros disparates foram para a rua, abrindo caminho para um admirável mundo novo de enganos hilariantes.

Por cá, há quem se divirta a compilá-los.

A quantidade de estagiários a colocar online takes da Lusa sem revisão é directamente proporcional à quantidade de humor involuntário presente nalgumas edições electrónicas.

(na foto, equipa de copydesk do Wall Street Journal nos anos 60)

Repetição Presidencial

Pegando na deixa do nosso "colega" do PiaR (aproveito para agradecer a simpática referência que nos foi feita) de facto, em Portugal, parece haver escassez de speechwriters. Que o diga Cavaco Silva que em menos de uma semana foi obrigado a repetir (ou quase) o mesmo discurso. Embora estivesse em países diferentes - Polónia e Eslováquia - o PR e o seu staff esqueceram-se que a audiência era a mesma - inclusive os jornalistas. Percalços... 

Valeu o "olho" atento da SIC. (É necessário ver a notícia quase até ao fim)

PS: Hoje em dia, o YouTube, como outros, são canais privilegiados que também contribuem para as audiências. A partilha de informação tem de ser mais célere, para se estar onde os consumidores - leia-se espectadores - estão. Fica a sugestão. 

Bom copy #1

Na Casa do Alentejo (Lisboa) começa daqui a umas semanas um festival de cinema chamado Curtas e Vinho Verde.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sundaes de Almôndegas

«Um sundae de almôndega é um resultado infeliz da mistura de duas boas idéias. As almôndegas são a fundação, as coisas das quais precisamos (e algumas vezes queremos). Elas são os commodities sobre os quais muitos negócios são construídos. As coberturas do sundae (calda quente e coisas do tipo) são o novo marketing, as redes sociais, o Google, os blogs e coisas atrativas que tornam as pessoas empolgadas. O desafio que a maioria das organizações enfrenta: eles tentam misturar os dois. Eles procuram colocar o novo marketing em cima do antigo e acabam com nada mais do que um site malsucedido.»


(Seth Godin, numa entrevista publicada em Ideia 2.0)

Sou fan do Seth

Mais uma vez não desilude. No novo livro (“Meatball Sundae: is your marketing out of sync?”) compara as estratégias de marketing de algumas empresas e organizações a um sundae de almôndegas. Algo que junta duas coisas aparentemente boas de forma singular, mas que resultam terrivelmente quando as tentamos juntar.

Não vou dissertar sobre as ideias do Seth (até porque o livro é bem melhor que qualquer coisa que tente dizer sobre ele), mas insisto na urgência de procurar assegurar estratégias integradas que insistam na mudança e na abertura ao contacto com os clientes…


...É que já estou farto de comer sundaes de almôndegas à portuguesa…

Olhar nos dentes o cavalo dado


A ponta-de-lança da nossa imprensa livre: um jornal gratuito.
Nas redacções da imprensa séria (ler: paga) desvaloriza-se o trabalho dos gratuitos. Todos, sem excepcção, são para forrar gavetas, embalar castanhas e limpar vidros. Mas o Meia Hora é diferente: e há quem esteja a demorar demasiado tempo a perceber isso.
Primeiro, é o mais bem desenhado de todos os jornais diários -- incluindo pagos. Só não é o mais bem desenhado jornal português porque existe o Expresso que, tal como o FCP nos últimos três anos, devia jogar num campeonato à parte.
Segundo, tem as melhores e mais criativas manchetes da imprensa de banca. Não só pelo ângulo escolhido como também pela escolha de palavras; acrescenta de facto algo mais às notícias do dia. E aquele fundo preto com letras brancas nunca vai deixar de ter stopping power.
A manchete de hoje é um óptimo exemplo do jornalismo empertigado que parece ter morrido com o Independente. Combativo, simples, in your face e muito eficaz. O 'governo' angolano proibiu os nossos jornais de fazer cobertura e mete chocolates debaixo das almofadas dos correspondentes que lá estão. À distância, e sem cobrar preço de capa, o Meia Hora dá uma lição de irreverência.