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terça-feira, 2 de agosto de 2011

The printed blog Portugal

Chega hoje às bancas a versão portuguesa do the printed blog, que reúne um interessante (que podia ser mais se nos tivessem convidado) conjunto de bloggers nacionais (e um ou outro estrangeiro). Para comprar nas bancas ou seguir no facebook.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ups, enganámo-nos...

Num acto, se não inédito, raro, a Direcção do Público faz mea culpa da manchete infundada de ontem, que resultou de um "engano na leitura dos documentos oficiais", engano esse de mais de 600 milhões de euros, coisa pouca. Ou seja, em vez de aumentar o passivo em 275 M a Câmara pretende baixá-lo em 350 M. Coisa pouca.

Nos dias que correm, o impacto de uma notícia como esta ganha rapidamente uma dimensão muito superior aos leitores do jornal. É replicada e comentada em blogs, sem critério nem pudor, e que raramente publicam os desmentidos e os direitos de resposta.

A ânsia de dar uma boa cacha não justifica tudo. Mas confirma a máxima: "Não deixes que a verdade te estrague uma boa notícia!".

Boa resposta, no entanto, da Câmara de Lisboa ao convocar de imediato uma conferência de impresa para corrigir o "erro grosseiro" do Público e matando a "notícia" por aqui.

Agora falta comparar a manchete de ontem


com o desmentido de hoje.

Se a quem gere as contas públicas pede-se rigor, aos jornalistas pede-se o quê?

Na minha opinião, quem sai mal desta história é o Público em particular, e o jornalismo em geral, com mais esta nódoa na sua reputação.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Time Out Ribeira


Para quê apenas ler uma revista se a podemos experimentar?

Será este um futuro para (alguns) os meios? Sair do papel e criar espaços reais de interacção com os seus leitores?

A Time Out acredita que sim e a mim parece-me que tem tudo para vingar.

É bom ver alguém andar em contra-ciclo com o resto do país. Onde uns vêem crise, outros vêem oportunidade.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Criatividade jornalística


Peço desculpa por colocar a capa de um jornal com vários dias de atraso, mas a verdade é que me escapou na altura.É um exemplo de "jornalismo fraquinho".

A criatividade e a objectividade jornalística devíam estar mais distantes, já para não falar da manifesta falta de respeito demonstrada pelas instituições e pela insinuação baixa promovida pelo jornal. E isto é o que eu penso, que nem sou fã do actual PR.

Gosto da nota de rodapé, onde se esclarece que o casaco não foi escolha de Maria Cavaco Silva e que se trata de uma fotomontagem. Como se precisasse de esclarecimento.

sábado, 17 de abril de 2010

i num instante tudo se sabe

Detalhes da demissão / despedimento de Martim Avillez Figueiredo, ex-director do i, podem ser lidos na íntegra aqui. Tudo publicado - email, contactos e carta - sem qualquer edição.

Será o fim do jornal ou apenas um novo começo?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

I num instante tudo mudou…

Há (más) notícias que me chateiam, sobretudo as que me vêm dar razão, mais cedo ou mais tarde.

Fui dos cépticos que diziam que "dificilmente o novo diário do Grupo Lena chegaria a ser lançado", fundamentando a minha opinião na crise que afectava (e ainda afecta) a Comunicação Social e o sector da Construção Civil. Mais tarde dei o braço a torcer ao ver surgir um projecto muito interessante, inovador e positivo, que ganhou o seu lugar entre os diários nacionais (acho que vendas diárias de 9000 exemplares é significativo para 10 meses de existência, ainda para mais num país ávido de tragédias), mas questionando-me desde logo sobre a sua viabilidade face às páginas despidas de publicidade.

Embora a comunicação não o transparecesse, com entrevistas optimistas de vários porta-vozes, inclusive do investidor e do director, que pareciam seguros e aparentavam estar preparados para uma caminhada difícil e lançavam bons sinais para o mercado, independentemente da secura da fonte publicidade, o jornal I ia caminhando para uma situação insustentável. Esta situação conheceu desenvolvimentos há dias com um comunicado dúbio e confuso enviado à redacção (que por sua vez o enviou às outras redacções) dificultando e muito (ou pelo menos retirando poder negocial) a possível venda do jornal a outros grupos económicos - onde estava o consultor de comunicação neste momento?

Tenho pena se o I não durar o suficiente para mudar, de facto, algo.

Tenho pena que os bons projectos se tornem rapidamente insustentáveis, por esta ou por aquela razão.

Tenho pena que a comunicação insista em criar realidades inexistentes que, mais cedo ou mais tarde, se desmoronam como castelos de cartas, contribuindo assim para o seu próprio descrédito.

Terei pena.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Para refletir*

"Para se defender a liberdade de imprensa não se podem violar os mais elementares direitos civis. Eu não quero a pata do Governo na comunicação social. Mas também não quero, seguramente, a pata dos jornalistas nos nossos telefones."

Daniel Oliveira no Expresso online.

Na era das petições online, digam-me onde está esta que assino por baixo.

E é impressão minha ou a comunicação social, na ânsia de derrubar o Governo, está a ajudar o país a retroceder uns anos, talvez uns 36?

* Este post foi escrito de acordo com o novo acordo ortográfico, porque nós somos modernos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Editorial amigo do Ambiente


Este editorial foi publicado ontem em 56 jornais de 44 países, em 20 línguas, numa acção de comunicação global inédita. Em Portugal pode ser lido no jornal Público.

O objectivo foi, através dos media, pressionar "quem manda", no mesmo dia e com a mesma mensagem, para que definam metas concretas em Copenhaga.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Será esta a imprensa do futuro? ou o futuro da imprensa?


"A revista (Esquire) recorreu a esta tecnologia (Augmented Reality) para fazer com que os leitores não só pudessem ler como interagissem com os conteúdos da revista. E a revista interage com eles também. Basta ter um computador com "webcam" e descarregar o software adequado, disponível no site da revista".

É mais ou menos isto...


Interessante. Na sexta-feira passada ouvi Pedro Norton, do Grupo Impresa, falar sobre o futuro dos media. Não me recordo de ter ouvido nenhuma referência sobre revistas que interagem com os leitores.

Por coincidência, no mesmo painel, António Câmara, YDreams, estava a falar sobre realidade aumentada... não propriamente associada aos media.

Esta aposta da Esquire, para mim, faz muito sentido, porque os produtos, onde se incluem os meios de comunicação, são cada vez mais customizados. A interacção entre leitores e meios já acontece, sobretudo na Internet. Talvez amanhã chegue ao papel.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O estranho caso de Manuela Moura Guedes


Nota prévia: Estranho neste caso deve ter duplo sentido por se tratar de Manuela Moura Guedes (MMG).

Na semana passada fomos "surpreendidos" pela suspensão do Jornal de Sexta da TVI, com a consequente auto-demissão da Direcção de Informação do canal. A decisão, justificada pela administração do accionista espanhol Prisa, detentor da Media Capital, detentor da TVI; como sendo parte de uma reestruturação e uniformização dos telejornais da estação, foi abafada e relegada para segundo plano, sobretudo pelo aproveitamento político que os vários partidos retiraram disso e por jornalistas sedentos de atacar um Primeiro-ministro com uma imagem pública debilitada e que encontraram aqui a "prova" que faltava de que este Governo exercia pressões sobre a comunicação social.

Ora vejamos. Segundo a imprensa e a oposição, a justificação deste afastamento resulta de:

a) O Governo é liderado por pessoas completamente estúpidas e, perante todas as suspeitas que sobre ele pairavam e a relação do PM com o Jornal de Sexta, pressionou a administração de uma empresa privada a tomar esta decisão;

b) O Governo tem um tal mestre em spinning que terá pensado que a opinião pública iria pensar que a opção a) era tão improvável que esta nunca lhe poderia ser atribuída, ganhando com isso a suspensão de um noticiário que não lhe era favorável;

c) O Governo não teve nada a ver com esta suspensão e de facto foi uma decisão livre, estudada e planeada da administração de uma empresa privada.

Não sei quanto a vocês, mas a hipótese que me parece mais viável é a c).

Permitam-me "dar asas à minha imaginação" e teorizar sobre o problema.

O Jornal de Sexta da TVI mascarava de "investigação séria e isenta" autênticas caçadas ao homem (José Sócrates, habitualmente). MMG opinava a cada notícia, ultrapassando os limites da informação isenta. As notícias levantavam suspeitas, nem sempre fundamentadas, continham "factos" duvidosos e de comprovação questionável.

O Jornal de Sexta tinha elevadas audiências, mas como todos sabemos, quantidade e qualidade não representam exactamente a mesma coisa. A desculpa de que o Jornal tinha audiência e que isso justificava a sua manutenção, parece-me escassa... A Dica da Semana chega a 2 milhões de pessoas e nem por isso vemos todos os anunciantes a correr para lá.

O Jornal Nacional tem uma equipa própria, que "investiga" semanalmente para divulgar na sexta. O jornalismo de investigação é caro, e o de "investigação" também deve ser. Como tal, não me parece descabida a justificação da Prisa.

A linha editorial do Jornal de Sexta não agrada a muitos cidadãos - obviamente que excluo qualquer visado pelas reportagens. Com a saída de José Eduardo Moniz, essa linha ficou mais exposta e susceptível de ser cortada, o que aconteceu agora.

Se a suspensão do Jornal de Sexta fosse de facto uma tentativa de silenciar MMG, ela sai gorada porque, embora se tenha demitido das suas funções de direcção, MMG continua no canal e obrigada a divulgar as suas "investigações", como aliás a estação fez na última sexta-feira, com mais uma grande "pareceque-provavelmenteserá-cacha".

Questiono, de facto, o timing da decisão da Prisa, a três semanas de eleições legislativas e com previsível impacto da decisão dos portugueses. Questiono o facto de ter sido na véspera da estreia, de forma, aparentemente, abrupta. Não questiono mais, para não pressionar.
Já muita coisa foi escrita sobre o tema ao longo dos últimos meses, na minha opinião linhas a mais, e sobretudo elevando MMG à condição de heroína nacional, de exemplar do jornalismo isento e alheio a pressões. Para quando o Pulitzer?

Poucos parecem lembrar-se de que MMG foi deputada na Assembleia da República, pelo CDS, e, até opinião contrária, as suas convicções políticas têm, provavelmente, influência na sua forma de abordar os temas. ATENÇÃO! Obviamente que todos os jornalistas têm opinião política, ou outras quaisquer, mas tenho dúvidas se é possível participar activamente na vida política e depois escrever com a isenção e distanciamento necessário. Volto a reforçar a questão já aqui abordada sobre a necessidade de maior transparência das linhas editoriais dos órgãos de comunicação social portugueses, à semelhança do que acontece, por exemplo, em Espanha. Lá, esta decisão seria entendida na óptica do partido e não daria azo a tanta suspeitas.

Por último, não sou da geração dos filhos de Abril; sou da geração dos seus netos, a quem muita coisa foi permitida à sombra de uma liberdade (bem) conquistada. Talvez por isso considero que apelidar este "caso" de "censura" ou de "atropelo à liberdade de imprensa e de expressão", deveria insultar quem lutou pelo 25 de Abril.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

i vão 100!


O jornal i celebra hoje a centésima edição.

Digo hoje o que penso desde a primeira semana. É um bom jornal, diferente de outros que já existiam e que, paulatinamente, ganha o seu espaço num Universo difícil e em aparente queda.

Só faz sentido avançar para projectos novos se forem diferentes. Se trouxerem algo de novo. Acho que foi o que o i fez e por isso continua de parabéns.

Em apenas 100 números tiveram boas capas e muitas notícias que se tornaram notícia. Excelentes artigos e óptimas reportagens. Nada mau para tão pouco tempo.

Traz hoje um "brinde" para celebrar a marca atingida: uma versão Origami, para dobrar e fazer uma edição de bolso.

Que contem muitas.

Adenda: Depois de uma leitura mais atenta ao jornal descobri um anúncio do i que desafia os leitores a gravarem-se enquanto constroíem a edição de bolso. Depois é só colocar o vídeo no YouTube para se habilitarem a ganhar uma câmara de vídeo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Promoções mórbidas


Um grupo de comunicação de Guimarães teve uma ideia tão brilhante (foi empregue ironia) quanto mórbida: sortear um funeral de luxo. Isso mesmo, com direito a tudo do melhor "desde as flores à urna". A notícia não refere, mas os convivas (má escolha da palavra), padre, veículo e "comes e bebes" à descrição devem fazer parte do pacote - morto não incluído.


A metodologia é igual a tantos outros concursos: preencher um cupão (desconheço se é preciso escrever uma frase criativa com as palavras "morte", "jornal" e "Guimarães") publicado nos jornais do grupo e colocá-los numa tômbola instalada num centro comercial da cidade. No dia 18 de Dezembro, bem a tempo de colocar o presente no sapatinho, será feito o sorteio e divulgado o nome do feliz vencedor do funeral que recebe um vale oferta.

O melhor de tudo é que nem é preciso morrer logo porque o vale não tem data para ser gozado nem prazo de validade.

Refere ainda a notícia que "O regulamento prevê que o vencedor possa ‘oferecer’ o funeral a uma terceira pessoa, viva, reencaminhando, assim, a prenda."

Sublinho: "Oferecer o funeral", "pessoa, viva" e "prenda". Isto torna a ideia ainda mais genial porque de facto atire a primeira pedra quem nunca pensou oferecer um funeral a um amigo?


“Se a morte existe para dar sentido à vida, queremos em vida proporcionar a possibilidade de ter um funeral de sonho”, (e quem nunca sonhou com esse dia) salientou a responsável pelo concurso, concluindo que “No Grupo Santiago já oferecemos tudo, desde dinheiro a automóveis, viagens e animais. Por isso optamos por fazer um concurso que pensamos ser único no mundo”.

Cara Sra. único nem sempre quer dizer bom.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hoje foi notícia

E como não podia deixar de ser, a notícia encheu páginas em todo o mundo...












excepto no 24 horas, que tem a notícia que realmente interessa!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Humor com delay


Não deixa de ser interessante que numa época onde, aparentemente, há maior liberdade e rapidez da difusão de mensagens (pelo menos nos países Ocidentais e mais desenvolvidos), em boa parte por causa da Internet, ainda existam exemplos destes, de censuras encapotadas de opções estratégicas e decisões tomadas a bem dos intervenientes; vindas dos meios tradicionais.

Depois de no ano passado ter sido suspenso durante três meses devido a um sketch radiofónico envolvendo a neta do actor Andrew Sachs, Jonathan Ross, humorista e estrela do programa das manhã de Sábado da BBC Radio 2, volta a ser notícia. 



A publicidade e a comunicação sofrem bastante com esta censura pós-moderna que só é possível devido à intolerância e ao falso puritanismo social. Dentro de portas pode fazer-se tudo, fora delas há que apontar o dedo e agir de acordo com os padrões. 

Com isto não estou claramente a dizer que tudo deve ser possível ou permitido. Claro que não. Mas humor é humor, e uma mama é uma mama, e não devem ter mais importância do que apenas essa.

sábado, 23 de maio de 2009

O horóscopo do "i"

Gosto do "i"

E uma das coisas de que gosto é o "Horóscopo", na edição de sábado, escrito por José Maria Smith. Para quem não sabe do que falo pode ficar descansado porque não sou de ligar muito a astros, ascendentes (excepto os meus pais, claro) ou signos. Mas pelos vistos, nem o autor deste espaço no "i".

São 12 apontamentos humorísticos que brincam com outros oráculos e previsões abelhudas do género, e onde podemos ficar a conhecer muito pouco do que os astros reservam para a nossa semana. Deixo dois exemplos de hoje.

"Virgem: Marte já vai longe, é tempo de Urano. Não há móvel do Ikea que lhe faça frente! Montará tudo à primeira sem se chatear e no fim não sobrará nem uma anilha. Boa semana para actividades artísticas.

Balança: Será que o seu destino é ser um bolo de que ninguém sabe o nome? Você anseia por se destacar, por ser um pastel de nata, um éclair, uma bola, que diabo, uma pirâmide! Vá com calma, o seu lugar no tabuleiro ficerá definido em breve".

PS: Mais do que fazer análises extemporâneas do jornal, importa dar-lhe tempo para crescer, para respirar e assumir a sua verdadeira essência. 

Uma coisa é certa: é um jornal diferente do que existe no mercado, e, não só, mas também por isso, merece respeito.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

um i por um gratuito!

Hoje, quem passasse ou passeasse pela Baixa de Lisboa (admito que a acção fosse válida em outros pontos da cidade e, quiçá, do país) deparava-se com ardinas do "i" que propunham um negócio "interessante": Trocar um jornal gratuito por um "i". 

Isso mesmo, trocar um jornal considerado por muitos como o parente pobre dos jornais, o menos jornal dos jornais, o câncaro (termo técnico utilizado em algumas variações de português) do jornalismo moderno, por um "i".

Eu até percebo a ideia (ajuda o ambiente e tudo), mas pergunto: Isto valoriza quem? o "i"? ou o "gratuito"? No mínimo por três gratuitos e uma Dica da semana (é por correio por isso incluo em outra categoria) para dar luta...

E o pior é se pedinchássemos muito, acabavam por nos oferecer o jornal, de borla!

terça-feira, 12 de maio de 2009

mau copy #?+1

Depois deste, o DN volta a brindar-nos com mais este título bem chamativo. 

Na minha opinião, ofender uma sra. desta idade, ainda para mais Rainha de Inglaterra, não se faz. Pior. Fica a dúvida que medicamento usou e para que fins. Certamente que a idade não perdoa e que o reumático terá justificado a opção.

Enfim...

Bem observado por JMH.